Um dos princípios mais
básicos para um entendimento correto da mensagem da Bíblia é que a Escritura
interpreta a Escritura. A Bíblia é a Palavra santa, infalível e inerrante de
Deus. É a nossa autoridade mais alta. Isso significa que não podemos buscar uma
interpretação autoritativa do significado da Escritura fora da própria Bíblia.
Significa também que não devemos interpretar a Bíblia como se ela tivesse caído
do céu no século XX. O Novo Testamento foi escrito no primeiro século, e por
isso devemos tentar entendê-lo em termos dos seus leitores do primeiro século.
Por exemplo, quando João chamou Jesus de “o Cordeiro de Deus”, nem ele nem os
seus ouvintes tinham em mente algo remotamente similar ao que o homem comum
moderno pensaria se ouvisse alguém sendo chamado de “cordeiro” na rua. João não
quis dizer que Jesus era doce, carinhoso, amável ou lindo. Na realidade, João
não estava de forma alguma se referindo à “personalidade” de Jesus. Ele quis
dizer que Jesus era o Sacrifício sem pecado para o mundo. Como sabemos isso?
Porque a Bíblia nos diz assim.
A BÍBLIA DE DEUS A
NÓS
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Os pensamentos na mente de YHVH - DEUS
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REVELAÇÃO
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Os pensamentos na mente do autor
humano
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INSPIRAÇÃO
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Estes pensamentos em forma de escrita
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CANONIZAÇÃO
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A coleção destes escritos num livro -
TA BIBLIA
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PRESERVAÇÃO DOS AUTÓGRAFOS
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Cópias e traduções deste livro
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ILUMINAÇÃO/INTERPRETAÇÃO
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Os pensamentos de Deus em nós hoje
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A Doutrina
da Revelação de Deus
O ensino das Escrituras a respeito da revelação de
Deus
A doutrina
da Comunicação de Deus aos homens é amplamente confirmada nas páginas das
Sagradas Escrituras. Este ensino subordina-se a um outro: o da Revelação de
Deus aos homens. A Doutrina da Revelação de Deus trata da manifestação que o
Senhor faz de si mesmo e de sua vontade aos homens (Am 3.7).
Necessidade da doutrina: A doutrina da Revelação de Deus aos homens não é apenas necessária como também plausível. Dois fatores tornam essa doutrina indispensável: o implícito e explícito.
a) Implícito: O fator implícito diz respeito ao que Deus é em sua natureza incomunicável, transcendente, infinita, incapaz de ser conhecido pela razão, cognoscibilidade ou aferimentos humanos (Jo 1.18; 1 Tm 6.16). Em diversas perícopes as Sagradas Escrituras afirmam a incapacidade humana em conhecer a Deus em sua plenitude e glória: Ele habita em "luz inacessível" (1 Tm 6.16) e "nunca foi visto por alguém" (Êx 33.20; Jo 1.18).
b) Explícito: O fator explícito refere-se à natureza finita, temporal e vulnerável do homem. O cognoscível não é capaz de apreender o Incognoscível; o finito não compreende o Infinito; o mortal está aquém do Eterno: "Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento" (Is 40.28).
Definição de Revelação
a) Antigo Testamento. O hebraico bíblico possui diversas palavras que correspondem ao termo revelação na língua portuguesa. Contudo, o vocábulo gālâ, isto é, descobri, revelar, tirar, é usado em sentido reflexivo com o significado de desnudar-se ou revelar-se, como por exemplo, na revelação de Deus a Jacó (Gn 35.7). A Septuaginta (LXX) traduz o vocábulo na passagem citada por epephánē, manifestação, aparição, ou revelação (epifania).
b) Novo Testamento. O grego neotestamentário emprega a palavra apokalypsis com o sentido de revelar ou desvendar. Lucas (2.32), por exemplo, a emprega com a conotação de tirar o véu, revelar – phos eis apokalypsin. Em seu aspecto geral ou particular, revelação sempre estará atrelada aos conceitos de manifestar, tornar claro, tirar o véu, dar a conhecer (Rm 16.25).
Por conseguinte, a doutrina da revelação de Deus nas Escrituras descreve a comunicação, revelação e manifestação sobrenaturais de Deus ao homem, revelando sua mensagem, propósitos e decretos.
Revelação e Teofanias
Teofania é um termo grego composto pelo substantivo theós e pelo verbo phaneróō que significa revelar, mostrar ou fazer conhecido. Teofania é o modo múltiplo, variegado, misterioso com que Deus se revela ou se manifesta ao homem. As teofanias são desdobramentos da revelação de Deus, de sua natureza, caráter e atributos de modo compreensível ao homem. As teofanias são:
a) visíveis (Gn 16.11,13; Êx 3.2-6; 19.18-20; Dn 7.9-14, etc), ou
b) audíveis (Gn 3.8; 1 Rs 19.12,13; Mt 3.17, etc).
Através dessas passagens percebemos que as teofanias, como veículos da revelação de Deus, podem ser:
a) humana (Gn 18.1,2,13,14),
b) angélica (Jz 2.1; 6.11,14), e
c) não humana (Gn 15.17; Êx 19.18-20).
Algumas dessas manifestações são, de acordo com muitos biblicistas, cristofanias (Jo 12.40,41).
Nas teofanias sempre é Deus quem toma a iniciativa de se auto-revelar. Essas manifestações são parciais, temporárias e não descrevem a completude da natureza divina. A única revelação permanente e completa do Pai foi realizada na Encarnação do Filho que, embora distinto do Pai, participa da mesma divindade (Jo 1.1,14-18).
Revelação Passiva e Ativa
Necessidade da doutrina: A doutrina da Revelação de Deus aos homens não é apenas necessária como também plausível. Dois fatores tornam essa doutrina indispensável: o implícito e explícito.
a) Implícito: O fator implícito diz respeito ao que Deus é em sua natureza incomunicável, transcendente, infinita, incapaz de ser conhecido pela razão, cognoscibilidade ou aferimentos humanos (Jo 1.18; 1 Tm 6.16). Em diversas perícopes as Sagradas Escrituras afirmam a incapacidade humana em conhecer a Deus em sua plenitude e glória: Ele habita em "luz inacessível" (1 Tm 6.16) e "nunca foi visto por alguém" (Êx 33.20; Jo 1.18).
b) Explícito: O fator explícito refere-se à natureza finita, temporal e vulnerável do homem. O cognoscível não é capaz de apreender o Incognoscível; o finito não compreende o Infinito; o mortal está aquém do Eterno: "Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento" (Is 40.28).
Definição de Revelação
a) Antigo Testamento. O hebraico bíblico possui diversas palavras que correspondem ao termo revelação na língua portuguesa. Contudo, o vocábulo gālâ, isto é, descobri, revelar, tirar, é usado em sentido reflexivo com o significado de desnudar-se ou revelar-se, como por exemplo, na revelação de Deus a Jacó (Gn 35.7). A Septuaginta (LXX) traduz o vocábulo na passagem citada por epephánē, manifestação, aparição, ou revelação (epifania).
b) Novo Testamento. O grego neotestamentário emprega a palavra apokalypsis com o sentido de revelar ou desvendar. Lucas (2.32), por exemplo, a emprega com a conotação de tirar o véu, revelar – phos eis apokalypsin. Em seu aspecto geral ou particular, revelação sempre estará atrelada aos conceitos de manifestar, tornar claro, tirar o véu, dar a conhecer (Rm 16.25).
Por conseguinte, a doutrina da revelação de Deus nas Escrituras descreve a comunicação, revelação e manifestação sobrenaturais de Deus ao homem, revelando sua mensagem, propósitos e decretos.
Revelação e Teofanias
Teofania é um termo grego composto pelo substantivo theós e pelo verbo phaneróō que significa revelar, mostrar ou fazer conhecido. Teofania é o modo múltiplo, variegado, misterioso com que Deus se revela ou se manifesta ao homem. As teofanias são desdobramentos da revelação de Deus, de sua natureza, caráter e atributos de modo compreensível ao homem. As teofanias são:
a) visíveis (Gn 16.11,13; Êx 3.2-6; 19.18-20; Dn 7.9-14, etc), ou
b) audíveis (Gn 3.8; 1 Rs 19.12,13; Mt 3.17, etc).
Através dessas passagens percebemos que as teofanias, como veículos da revelação de Deus, podem ser:
a) humana (Gn 18.1,2,13,14),
b) angélica (Jz 2.1; 6.11,14), e
c) não humana (Gn 15.17; Êx 19.18-20).
Algumas dessas manifestações são, de acordo com muitos biblicistas, cristofanias (Jo 12.40,41).
Nas teofanias sempre é Deus quem toma a iniciativa de se auto-revelar. Essas manifestações são parciais, temporárias e não descrevem a completude da natureza divina. A única revelação permanente e completa do Pai foi realizada na Encarnação do Filho que, embora distinto do Pai, participa da mesma divindade (Jo 1.1,14-18).
Revelação Passiva e Ativa
A revelação
de Deus deve ser entendida como o instrumento de imediata comunicação de Deus
ao homem. Na revelação, Deus auxilia os homens a compreenderem Sua natureza e
propósitos (Dt 4.29; Jr 33.3). As Escrituras demonstram vários níveis dessa
comunicação, seja particular seja coletiva (Gn 2.16; 3.8,9; Gn 12.1; 15.1;
18.16; Êx 3.4; 19.3,9; 1 Sm 3.1; Is 6.1). Isto posto, a revelação proveniente e
determinada por Deus é uma comunicação pessoal. O alvo final da revelação
divina é que o homem venha conhecer a Deus de modo real e pessoal. Essa
revelação manifesta-se bilateralmente:
Revelação ativa: É a revelação direta de Deus, enquanto Se dá a conhecer aos homens (Êx 3.1-6).
Revelação ativa: É a revelação direta de Deus, enquanto Se dá a conhecer aos homens (Êx 3.1-6).
Revelação
passiva: É o conhecimento de Deus que é passado de geração
a geração (Dt 4.10).
A revelação passiva é o conhecimento de Deus que é comunicado aos homens através de um interlocutor, enquanto a ativa é a revelação direta de Deus ao homem, sem qualquer intermediário. Na passiva, Deus não se revela diretamente ao homem como o fez com Moisés, mas usa um intermediário (profeta, sacerdote, anjos, etc) para comunicar à sua mensagem aos seus servos.
A revelação passiva é o conhecimento de Deus que é comunicado aos homens através de um interlocutor, enquanto a ativa é a revelação direta de Deus ao homem, sem qualquer intermediário. Na passiva, Deus não se revela diretamente ao homem como o fez com Moisés, mas usa um intermediário (profeta, sacerdote, anjos, etc) para comunicar à sua mensagem aos seus servos.
No âmbito da
revelação passiva é que encontramos a Revelação Geral de Deus (Gn 1; Sl 119;
148; Rm 1.20-23). Revelação Geral é o termo teológico que descreve uma forma de
teologia natural (Sl 8; 19.1). Essa revelação acha-se impressa na criação.
Apesar de não ser uma revelação pontifícia, como a Revelação Especial – o Logos
Encarnado (Logos Theou) – e a Epistemológica (Rhema Theou), contudo, possui
predicativos suficientes para que o homem conheça a Deus e o adore, bem como
servirá de base para o julgamento dos ímpios (Rm 1.21-32; 2.1-8).
A Revelação
Geral ocorre de duas formas distintas: uma revelação externa na criação, a qual
proclama o poder, a sabedoria e a bondade de Deus e; a revelação interna da
razão e da consciência em cada indivíduo (Rm 12.16; Jo 1.9).
A teologia
cristã reconhece tanto a Revelação Geral quanto a Especial, como dois modos
progressivos da auto-revelação de Deus. Porém, o ápice da revelação divina
ocorre através do Verbo Vivo e da Palavra Escrita (Jo 1.1,14-18; 14.8,9; Hb
1.1-3). Estas revelações são os desvendamentos que Deus faz de si mesmo aos
homens de modo imediato e sobrenatural. O Logos Encarnado revelou o Pai. A
Palavra escrita registrou essa revelação e o seu progresso (Hb 1.1-3; 2 Pe
1.10,21; Gl 1.12). O propósito da revelação de Deus é que o ser humano o
conheça, ame-o e o adore (Is 43.7; Sl 22.22; 149.6).
Proposições
dogmáticas
a) As
Escrituras pressupõem não apenas que Deus pode ser conhecido, mas que realmente
é conhecido, porque Ele Se revela a Si mesmo;
b) O
conhecimento de Deus revelado ao homem é justamente aquele que satisfaz a fome
de natureza espiritual;
c) O conhecimento
de Deus revelado resulta em adoração e obediência inteligente à Sua vontade;
d) Deus pode
ser conhecido à medida que Se revela a Si mesmo ao se comunicar com os homens;
e) Através
do conhecimento de Deus o homem fica habilitado a reconhecer as verdadeiras
manifestações ou revelações da natureza e da vontade do Senhor;
f) As
Escrituras ensinam a impossibilidade de se conhecer a Deus em Sua natureza
transcendental (Jó 11.7; 1 Tm 3.16);
g) A
finalidade das Escrituras é a de fazer Deus conhecido por Suas atividades na
história e nas experiências que homens fiéis tenham com Ele (Rm 1.19).
AS
ESCRITURAS COMO REVELAÇÃO
No
Cristianismo estão o verdadeiro culto e serviço do verdadeiro Deus, Criador e
Redentor da humanidade. É uma religião que descansa sobre revelação: ninguém
conheceria a verdade a respeito de Deus, nem seria capaz de relacionar-se com
ele de um modo pessoal, se Deus não tivesse primeiro agido para fazer-se
conhecido. Porém Deus fez-se conhecido, e os sessenta e seis livros da Bíblia – trinta e nove escritos antes da vinda de
Cristo e vinte e sete depois de Cristo – são, juntos, o registro, a
interpretação e a expressão de sua auto-revelação. Deus e santidade são os
temas que dão unidade à Bíblia.
De certo ponto
de vista, as Escrituras são o fiel testemunho que os piedosos deram a
respeito do Deus que eles amavam e a quem serviam; de outro ponto de vista –
pelo fato de terem sido redigidas por meio de um exercício singular de
supervisão divina, chamada de “inspiração” – eles constituem o testemunho e o
ensino do próprio Deus, em linguagem humana. A Igreja ja dá a esses escritos o
nome de “Palavra de Deus”, porque a autoria e conteúdo deles são de origem
divina.
A
certeza decisiva de que as Escrituras procedem de Deus e de que todas elas
consistem inteiramente de sua sabedoria e verdade nos vem de Jesus Cristo e seus apóstolos, que ensinaram em seu
nome. Jesus, Deus encarnado, considerou sua Bíblia (o nosso Antigo Testamento)
como instrução escrita de seu Pai Celestial, que ele, não menos do que outros,
precisava obedecer (Mt 4.4,7,10; 5.17-20; 19.4-6; 26.31,52-54; Lc 4.16-21;
16.17; 18.31-33; 22.37; 24.25-27,45-47; Jo 10.35) e que ele veio cumprir (Mt
26.24 e Jo 5.46). Paulo descreveu o Antigo Testamento como totalmente inspirado
ou “soprado por Deus” – produto do Espírito de Deus, como também o é toda a
criação (Sl 33.6; Gn 1.2) – e escrito para nossa instrução (Rm 15.4; 1 Co
10.11; 2Tm 3.15-17). Em sua segunda carta, 1.21, e em sua primeira carta,
1.10-12, Pedro afirma a origem divina do ensino bíblico. O mesmo faz o autor da
Carta aos Hebreus, por sua maneira de citar as Escrituras (Hb 1.5-13; 3.7; 4.3;
10.5-7, 15-17; cf. At 4.4.25; 28.25-27).
Visto
que o ensino dos apóstolos a respeito de Cristo é, em si mesmo, verdade revelada
em palavras ensinadas por Deus (1 Co 2.12-13), a Igreja considera que o Novo Testamento – registro do testemunho apostólico –
completa as Escrituras. Durante o próprio período do Novo Testamento, Pedro se
refere às cartas de Paulo como Escrituras (2 Pe 3.15-16), e Paulo,
aparentemene, chama o Evangelho de Lucas de Escrituras (1 Tm 5.18; cf. Lc
10.7).
A idéia
de orientações
escritas vindas do
próprio Deus como base para a vida piedosa remonta à inscrição dos Dez
Mandamentos sobre tábuas de pedra e à ordem dada a Moisés a que escrevesse as
leis de Deus e a história do que Deus
fez com o seu povo (Êx 32.15-16; 34.1,27-28; Nm 33.2; Dt 31.9). Assimilar essas
leis e viver por elas foi sempre central à verdadeira devoção tanto para os
líderes de Israel como para o povo (Js 1.7-8; 2 Rs 17.13; 22.8-13; 1 Cr
22.12-13; Ne 8; Sl 119), e o princípio de que tudo deve ser governado pelas
Escrituras passou para o Cristianismo.
Aquilo
que a Escritura diz Deus diz; pois, de um modo só comparável ao mistério mais
profundo da Encarnação, a Bíblia é tanto plenamente humana como plenamente
divina. Assim, todo o seu múltiplo conteúdo – histórias, profecias, poemas,
cânticos, escritos de sabedoria, sermões, estatísticas, cartas e tudo o mais –
deve ser recebido como procedente de Deus, e tudo aquilo que os escritos
bíblicos ensinam deve ser reverenciado como instruções autorizadas da parte de
Deus. Os cristãos devem ser gratos a Deus pelo dom de sua Palavra escrita e
conscienciosos ao basearem sua fé e sua vida inteira e exclusivamente nela.
Bibliografia:
Bíblia de Genebra
“Anunciando o Evangelho de Cristo”
Relação
entre a Revelação e as Escrituras
Nosso conhecimento da revelação, tanto da geral
quanto da especial, vem a nós através das Escrituras.
E importante entender a relação entre a revelação e a Escritura. Por um lado, há uma diferença importante entre elas. A revelação, por exemplo, precedeu o seu registro em alguns casos por um longo tempo. Dessa forma, embora certamente houvesse revelação antes de Moisés, ainda não havia Escritura. Além disso, a revelação continha muito mais do que foi posteriormente registrado. Os livros dos profetas, como por exemplo, o do profeta Amos, são geralmente um resumo do que ele falou pessoalmente aos seus contemporâneos. Alguns profetas do Velho Testamento e alguns profetas do Novo Testamento — e eles eram canais da revelação especial — não deixaram registros escritos. E nos somos ate mesmo informados de que Jesus realizou muitos outros sinais, tão numerosos que se cada um deles fosse escrito o mundo não poderia conter os livros (Jo 20.30; 21.25). E por outro lado Deus pode ter revelado algo aos Seus profetas e apóstolos que eles não sabiam até o momento em que começaram a escrever, e portanto, algo sobre o que eles ainda não tinham pregado. Isso é verdade, pelo menos em parte, sobre a revelação que João teve em Patmos com relação ao futuro.
Portanto, a Escritura não é a revelação em si, mas a descrição, o registro que pode ser conhecido da revelação. Todavia, quando se diz que a Escritura é o registro da revelação, nos devemos evitar cair em outro erro.
E importante entender a relação entre a revelação e a Escritura. Por um lado, há uma diferença importante entre elas. A revelação, por exemplo, precedeu o seu registro em alguns casos por um longo tempo. Dessa forma, embora certamente houvesse revelação antes de Moisés, ainda não havia Escritura. Além disso, a revelação continha muito mais do que foi posteriormente registrado. Os livros dos profetas, como por exemplo, o do profeta Amos, são geralmente um resumo do que ele falou pessoalmente aos seus contemporâneos. Alguns profetas do Velho Testamento e alguns profetas do Novo Testamento — e eles eram canais da revelação especial — não deixaram registros escritos. E nos somos ate mesmo informados de que Jesus realizou muitos outros sinais, tão numerosos que se cada um deles fosse escrito o mundo não poderia conter os livros (Jo 20.30; 21.25). E por outro lado Deus pode ter revelado algo aos Seus profetas e apóstolos que eles não sabiam até o momento em que começaram a escrever, e portanto, algo sobre o que eles ainda não tinham pregado. Isso é verdade, pelo menos em parte, sobre a revelação que João teve em Patmos com relação ao futuro.
Portanto, a Escritura não é a revelação em si, mas a descrição, o registro que pode ser conhecido da revelação. Todavia, quando se diz que a Escritura é o registro da revelação, nos devemos evitar cair em outro erro.
Inspiração,
revelação e iluminação
Inspiração,
revelação e iluminação - Estes três conceitos caminham bem juntos, mantendo uma
estreita ligação entre si, e são necessários para uma
melhor compreensão do ensino das Escrituras. A declaração de W. C. Taylor,
missionário batista pioneiro no Brasil, irá nos ajudar a entender a relação
destes conceitos entre si e o sentido de cada um:"Três doutrinas vão sempre juntas, na inteligente apreciação do valor da Escritura: revelação, inspiração e iluminação. Para o autor (do texto bíblico) veio a Revelação; para a Escritura que ele transmite, veio a Inspiração; para o leitor, que busca saber por meio dela a verdade e a vontade de Deus, virá, nas condições de espiritualidade, a Iluminação. Os profetas e os apóstolos foram Movidos. Suas Escrituras foram Inspiradas. Nós somos Iluminados".
O Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, em sua apostila Teologia Sistemática I, define:
Inspiração - O termo vem do latim inspiro, que significa "soprar para dentro". "Inspiração" significa que Deus soprou para dentro do autor bíblico a Sua verdade. O conteúdo das Escrituras não é uma especulação ou uma descoberta humana após uma longa e cansativa pesquisa filosófica. Mas seja qual for o método que o autor usou, ou o que Deus usou com o autor, isto é inspiração. Foi Deus quem colocou na mente e no coração do escritor bíblico a capacidade de apreender e de registrar Sua Palavra. Assim dizemos que a Bíblia nasceu no coração e na mente de Deus. E Ele soprou Suas idéias para o homem. Isto é inspiração.
Na realidade, o que é inspirado não é o escritor humano, mas sim o texto bíblico; "Toda Escritura é inspirada". O termo "inspirada" (theopneustos), de 2 Tm 3.16, expressa mais do que qualquer outra coisa, que o "produto final" de todo o processo - a Escritura, é o que possui a qualidade de ser Palavra de Deus e, portanto, autoridade divina. Os escritores humanos foram "conduzidos" (pheromenoi) pelo Espírito Santo para registrarem o texto "soprado por Deus", o qual possui a autoridade de Palavra de Deus e cuja prerrogativa é ser obedecido (2 Pe 1.21, cf. 1.19).
Revelação - O termo significa "tirar o véu" e mostrar algo que estava encoberto. Neste sentido, "revelação" é o conteúdo registrado pela inspiração. A relação entre os dois termos pode ser definida assim: a inspiração é o automóvel e a revelação é o passageiro. Quando dizemos que "Deus se revelou" estamos dizendo que Ele tirou o véu que O encobria diante dos homens e Se deu a conhecer à humanidade. O propósito da Bíblia é trazer a auto-revelação de Deus aos homens. Ele não revelou o futuro ao homem, nem fatos e questões pessoais. O propósito da Bíblia é falar de Deus. Ele revelou-Se a Si mesmo. Já sabemos que Jesus é o clímax da revelação de Deus: "Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer" (Jo 1.18). Jesus é a maior revelação de Deus e a finalidade da revelação é tornar Deus conhecido dos homens.
"Revelação e inspiração estão estreitamente ligadas, mas distinguem-se em aspectos da verdade bíblica. Nas Escrituras, a inspiração e a revelação, se combinam para assegurar que a Bíblia é a Palavra de Deus, revelando com exatidão fatos sobre o Senhor. A revelação foi o ato da divina comunicação aos escritores da Escritura. Inspiração foi a obra de Deus em guiar e dirigir os escritores da Bíblia para que eles escrevessem a verdade absoluta, mesmo quando ela estivesse além do seu entendimento. A inspiração foi limitada à Bíblia em si, e é mais adequado dizer que as Escrituras foram inspiradas do que dizer que os escritores foram inspirados" (Lewis Chafer).
Iluminação - Esta palavra significa "fazer a luz brilhar". Não somos inspirados simplesmente porque não recebemos a revelação, mas somos iluminados para conhecê-la: "sendo iluminados os olhos do vosso coração, para que saibais qual seja a esperança da vossa vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos" (Ef 1.18). A iluminação é para que os crentes descubram as grandes verdades reveladas por Deus na Sua Palavra e a aplicação para as suas vidas. É através da iluminação que o Espírito Santo concede aos cristãos a capacidade intelectual de compreenderem o que foi inspirado e revelado nas Escrituras. É impossível entendermos a situação de pecado sem intervenção do Espírito Santo, que produz luz em nossa consciência. A Iluminação acontece porque o homem natural não pode discerni-la (1 Co 2.14); a obra de Cristo na cruz faz sentido (1 Co 1.18); e o Espírito Santo ensina (Jo 14.26).
CONHECIMENTOS
BÁSICOS PARA A COMPREENSÃO DAS ESCRITURAS
Antes de mais nada, quero explicar
alguns pontos básicos que são fundamentais para a compreensão das Escrituras, e
que espero possam aclarar um pouco a confusão que existe a hora de ler e
interpretar.
A Bíblia não é um livro, mas um
conjunto de livros, e se bem a mesma foi escrita por muitos autores humanos, o
único autor verdadeiro por trás da trama é Deus. Isso fica comprovado porque,
justamente apesar de tantos autores diferentes em tantos aspectos através de
tantos séculos, a Bíblia não contém contradições e toda ela é uma maravilhosa
peça de encaixes, obra de Mestre.
Digo isto muito a despeito dos
descrentes que possam reclamar de suas supostas contradições e erros. Para
eles, minha resposta: em primeiro lugar, leiam a Bíblia de capa a capa pelo
menos duas vezes com um entendimento literal e histórico, e depois disso mais
uma vez com a ajuda do Espírito Santo. Se depois dessas três leituras não
começam vislumbrar a perfeição na arquitetura da Bíblia, lamento informá-los
que muito provavelmente nunca chegarão a entendê-la... e conseguintemente,
nunca serão salvos.
Pela sua própria estrutura, a Bíblia
não é um livro de fácil leitura, ou pelo menos isso afirmam as pessoas como
desculpa para não lê-la. Em grande medida estão certas. A maioria dos que
decidem ler a Bíblia começam com grande vontade no Gênesis, mas quando chegam a
Números e Levítico abandonam, desalentados pelas longas listas de nomes e de
ordenanças. Poucos são os corajosos que avançam até o fim, ao Apocalipse. E
muitos menos ainda são os que obtêm verdadeiros conhecimentos.
Como nossa sociedade NÃO FOMENTA O
AMOR PELA LEITURA E MUITO MENOS A COMPREENSÃO DOS TEXTOS, o 99% dos cristãos
desistem de ler a Bíblia por si mesmos, delegando o análise e estudo das
Escrituras aos líderes das congregações, e esperando que eles lhes entreguem
suas próprias conclusões pré-mastigadas e pré-digeridas na boca, como a bebês.
Essas pessoas serão as que, no dia do seu juízo, se desculparão tentando
colocar a culpa sobre seus líderes, acusando-os de serem eles os que lhes
ensinaram as coisas erradas. Todavia, e mesmo que estes carreguem com essa
culpa, estes cristãos-bebês serão tidos como culpados por si mesmos, porque
Deus dá entendimento a quem assim o pede [1]. Ninguém será desculpado por não
ter procurado pela Verdade por si mesmo.
DIFERENÇAS ENTRE ALMA, CORPO E ESPÍRITO
Sendo que o homem foi feito a imagem e
semelhança de Deus, ele também consta de três partes separadas e ao mesmo tempo
unificadas: corpo, alma e espírito, segundo as próprias Escrituras o testificam:
...e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados
irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Ts 5.3).
Muitos alegam que alma e espírito são
a mesma coisa, pois na própria Bíblia muitas vezes estas palavras são
utilizadas para um mesmo aparente fim. Todavia, uma leitura cuidadosa dos
versículos que se referem à palavra "alma" (demasiados para ser aqui
citados, remito aos interessados a uma busca bíblica, hoje muito facilitada
pelos programas de computador) demonstrará que ela é sempre utilizada como
sinônimo de "vida do corpo" ou até mesmo de "coração" (no
sentido tanto dos sentimentos como do órgão que centraliza a função corporal da
vida humana). A palavra alma vem do grego psique, de onde surgem palavras como
psicanálise e outras referidas àquela parte humana invisível e interna.
E uma leitura cuidadosa dos versículos
onde se utiliza a palavra "espírito" (com minúscula) demonstrará que
a mesma é sempre utilizada se referindo a distintos tipos de espírito (como
exemplos, o espírito de ciúmes, o espírito de sabedoria, o espírito de aflição,
entre muitos outros), mas nunca no sentido da própria vida orgânica. A palavra
espírito vem do grego pneuma, que significa "sopro, fôlego".
A alma, portanto, se refere a vida
mesma (como fonte de energia), a mente humana propriamente dita (pensamentos) e
as qualidades inerentemente humanas (sentimentos), enquanto que o espírito
refere-se àquilo que torna o homem diferente dos animais: a mente espiritual e
os sentimentos ligados ao Espírito, a Vida com maiúscula. Para clarificar mais
ainda, diremos que a TODO ser vivo tem alma, enquanto que somente os homens
podem ter espírito: "Na sua mão está a alma de tudo quanto vive, e o
espírito de toda a carne humana" (Jó 12.10), e também "Assim
diz Deus, o SENHOR... que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito
aos que andam nela" (Is 42.5).
Depois da criação, Deus deu uma única
ordem a Adão e Eva: "Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal,
dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás"
(Gn 2.17). A serpente, no entanto, discutiu essa ordem: "Então a
serpente disse à mulher: Certamente não morrereis" (Gn 3.4). E depois
de terem comido do fruto proibido, nem Eva nem Adão caíram mortos, como teria
sido de esperar.
É bem sabido que isto é assim porque
essa morte se refere à morte do espírito, e não a morte da alma e do corpo, a
morte física. Ora, se depois de pecar o espírito que há no homem morre, mas seu
corpo continua vivendo, isto significa que a vida da alma é a vida orgânica,
enquanto o espírito corresponde àquela parte que faz do homem um ser superior,
que o liga com Deus, a parte que hoje toda a humanidade não nascida de novo tem
morta.
Resumindo:
Corpo
|
Parte física e visível do ser humano, a
"casca" exterior, a qual vive enquanto a alma permanece nela, dando
funcionamento aos órgãos internos e gerando as necessidades básicas da vida
humana (respiração, alimentação, evacuação, reprodução, etc.)
|
Alma (psique)
|
Parte incorpórea e invisível do ser humano, a
força vital interior, a mente racional (não abstrata) e os sentimentos
humanos.
Quando a alma morre, o corpo morre com ela.
|
Espírito (pneuma)
|
Parte incorpórea e invisível do ser humano, a
mente abstrata, os sentimentos ligados à divindade.
Quando o espírito morre, a alma e o corpo podem
continuar vivendo, mas separados de Deus.
|
O humanismo se baseia na satisfação
das necessidades corporais e no enaltecimento das qualidades da alma, enquanto
ignora completamente todo tipo de atividade espiritual. Isto tem gerado o
comportamento de nossa sociedade atual (através da evolução da humanidade
durante séculos, é claro), a qual é basicamente niilista [2]: "Paulo
pinta um pavoroso retrato da sociedade dos tempos do fim em 2 Timóteo 3:1-5.
Ele diz que ela será caracterizada por três amores: o amor a si mesmo
(Humanismo), o amor ao dinheiro (Materialismo) e o amor aos prazeres
(Hedonismo). Ele então aponta que o pagamento por esse estilo de vida carnal
será o que os filósofos chamam niilismo, isto é, a sociedade se atolando em
desespero. A mente dos homens se tornará depravada (Romanos 1:28), e as pessoas
chamarão ao mal de bem e ao bem de mal (Isaías 5:20)" [3].
Não estranha, portanto, que a maioria
das pessoas diga que a Bíblia é um livro cheio de erros ou difícil de entender,
pois a mesma se compreende por meio da mente espiritual e não da mente carnal
ou mente da alma. Todavia, que podemos fazer os seres humanos se já nascemos
com a nossa parte espiritual virtualmente morta por causa do pecado herdado? Graças
a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! [4]
FORMAS DE INTERPRETAÇÃO BÍBLICA
Agora, vejamos algumas coisas acerca
da interpretação das Escrituras.
Assim como acabamos de ver a divisão do homem em
três partes, também existem três formas diferentes de interpretação, baseadas
nessa mesma divisão e com diferentes níveis de compreensão:
1)
Interpretação histórica e cronológica, de leitura lineal e aplicação
física ou corporal, no sentido de que se refere aos acontecimentos na história
do povo de Deus, praticamente em ordem cronológica, desde a criação até os
futuros dias do Juízo Final (leitura lineal desde Gênesis até Apocalipse).
Podemos dizer que esta interpretação é a mais básica, a nível corporal, porque
é apreendida com o entendimento humano e se refere aos fatos propriamente
ditos.
Interpretação individual, de leitura alegórica e aplicação no nível do
crescimento pessoal interno de cada pessoa, no sentido em que o que os
acontecimentos são interpretados simbolicamente como se referindo às
ocorrências dentro da alma humana, a respeito do seu desenvolvimento. A leitura
não precisa ser lineal (pois se bem o crescimento se desenvolve numa forma
normalmente lineal, sempre pode-se voltar atrás sobre tópicos que não foram
aprendidos em seu momento, ou para aprofundar em algumas coisas de difícil
compreensão ou complexidade). Podemos dizer que este tipo de leitura se aplica
à alma e seu crescimento. É aquele tipo de leitura que busca "lições
pessoais" para aplicar à vida cotidiana.
, Interpretação espiritual, de leitura também alegórica, mas de aplicação
no nível do espírito humano. Esta é a leitura mais difícil da Bíblia, por ser a
mais "escondida" aos olhos humanos, sendo que pelo pecado temos os
olhos e ouvidos do coração fechados a semelhante entendimento. Só podem aceder
a ela as almas nascidas de novo, aquelas que ressurgem da morte causada pelo
pecado, e a mesma é indispensável para o verdadeiro crescimento da alma, e não
à inversa, como sustenta o humanismo (que requer o crescimento da alma para
alcançar o crescimento espiritual). É o tipo de leitura menos praticado, mais
desconhecido e mais desvirtuado pelos falsos profetas.
Queria que vocês pudessem ver as
coisas como meu Pai as vê. Tudo neste plano corporal e material é sombra para
nosso aprendizado, o que importa em verdade é o plano espiritual, que é mais real
que o material. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de
passar [5]. Deus é espírito, mais é muito mais real do que nós (que em
verdade existimos pela Sua graça). Todavia, os homens insistem em interpretar o
mundo físico e o abstrato com suas mentes finitas... mas isso não passa de
sabedoria de homens, uma sabedoria que não cresce com o passar do tempo porque
não é verdadeira sabedoria, mas só um acúmulo de conhecimentos. É como uma
pessoa que conheça todas as letras do alfabeto de cor, mas que nem por isso
saiba ler e escrever.
INTERPRETAÇÃO DE PROFECIAS
Os eruditos determinam duas formas de
interpretação profética, a alegórica e a literal, mas eu afirmo que eles não
conhecem meu Pai. Precisam entender, quando falamos de profecias não interessa
tanto o método de interpretação (pois ambos os métodos têm a sua validade,
quando aplicados corretamente e sob a guia constante do Espírito Santo), senão
a forma de cumprimento das profecias.
Ora, existe uma dura briga entre os defensores
de cada método de interpretação. Posso compreender e validar até certo ponto as
defesas que fazem de seus respectivos métodos: os defensores do método
alegórico acusam os literais de serem excessivamente "realistas", não
dando margem para interpretações simbólicas como, por exemplo, já que o Egito
representa o mundo (como a própria Bíblia aclara), podemos também alegorizar o
cruzamento do rio Jordão como o novo nascimento, a conquista de Canaã como a
luta do cristão contra os poderes demoníacos do pecado em sua vida, etc. Por
sua parte, os defensores da interpretação literal acusam os alegóricos de serem
excessivamente espiritualizantes, assumindo atitudes além do espiritual, muito
mais próximas da fantasia.
É verdade que dentro dos primeiros podemos
encontrar correntes excessivamente limitadoras do poder de Deus, no sentido que
só Lhe permitem uma aplicação concreta, realista, visível e comprovável dos
fatos, numa atitude absolutamente "tomeana" (do tipo "ver para
crer"), descartando qualquer coisa que implique uma segunda intenção,
enquanto dentro dos segundos podemos encontrar algumas correntes que chegam a
conclusões que não são absolutamente bíblicas.
Aos primeiros digo: não limitem o
poder de meu Pai. E aos segundos aclaro: não inventem coisas em Seu nome,
aprendam a distinguir os espíritos como nos pede João.
As profecias têm:
1) Cumprimento parcial. As profecias têm um cumprimento parcial em algum
momento da história, pois são somente sombras para que saibamos reconhecer os
fatos na sua manifestação cabal, quando esses tenham o seu cumprimento total.
São como exemplos que nos são dados, mas elas nunca cumprem com todos os
requisitos, para que a gente saiba que essa profecia ainda vai se cumprir no
futuro.
2) Cumprimento total. É quando a profecia cumpre com todos os detalhes da
mesma, e ninguém pode ter dúvida alguma que a mesma está cumprida. Por sobre
todas as coisas, as profecias cumpridas encaixam no Plano de Deus, no plano
espiritual, não no físico.
Nem todas as profecias tiveram um
cumprimento parcial antes de ter o seu total. Jesus cumpriu muitas profecias de
forma total e absoluta que nunca antes tiveram seu cumprimento parcial, mas
isso foi sempre no caso das profecias messiânicas. Já nas profecias escatológicas,
todas elas têm um cumprimento parcial para nosso aprendizado, e um cumprimento
total (muitas já tiveram, outras ainda estamos esperando). Isso porque não
existe ninguém que possa representar, sequer por sombra, a Nosso Senhor, mas
muitos homens podem representar as forças do mal que agirão nos tempos
apocalípticos (o Anticristo, a Prostituta ou o Falso Profeta, entre
outros).
[1] Mateus
24.35, Marcos 13.31, Lucas 21.33
[2] Niilismo é
um conceito filosófico que implica a desvalorização e a morte do
sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao "porquê". Os
valores tradicionais depreciam-se e os "princípios e critérios absolutos
dissolvem-se". (fonte: Wikipédia).
[3] Uma Visão
Geral dos Sinais dos Tempos, Dr. David R. Reagan (Fonte: http://olharprofetico.com.br)
[4] Tendo em
conta estas definições, recomendo a leitura completa do capítulo 7 de Romanos
com novo entendimento.
[5] Se,
porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá
liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. (Tg 1.5)
O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o
conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te
rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste
da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. (Os 4.6)
Autora: ANUNCIADORA DE SIÃO
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