Lições Bíblicas CPAD – Adultos
4º Trimestre de 2015
Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis – Comentarista: Claudionor de
Andrade
Lição 8: O início do Governo Humano
TEXTO ÁUREO
“Toda alma esteja sujeita às autoridades
superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades
que há foram ordenadas por Deus” (Rm 13.1).
VERDADE PRÁTICA
Deus instituiu autoridades e leis, a
fim de preservar a sociedade humana de uma depravação total e irreversível.
LEITURA DIÁRIA
Gn 9.6 – O livro de Gênesis e a origem do governo humano
Rm 13.1 – O princípio do governo humano revelado na Palavra
de Deus
1Pe 2.17 – A Palavra de Deus e a honra devida às autoridades
1Tm 2.1,2 – Orações devem ser feitas pelas autoridades
1Tm 1.9,10 – A Palavra de Deus e o objetivo da lei
Ap 19.6 – Jesus Cristo, a suprema autoridade revelada à
humanidade
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 9.1-13.
1 — E
abençoou Deus a Noé e a seus filhos e disse-lhes: frutificai, e
multiplicai-vos, e enchei a terra.
2 — E
será o vosso temor e o vosso pavor sobre todo animal da terra e sobre toda ave
dos céus; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar na vossa
mão são entregues.
3 — Tudo
quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado,
como a erva verde.
4 — A
carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.
5 — E
certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; da mão de todo
animal o requererei, como também da mão do homem e da mão do irmão de cada um
requererei a vida do homem.
6 — Quem
derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus
fez o homem conforme a sua imagem.
7 — Mas
vós, frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra e
multiplicai-vos nela.
8 — E
falou Deus a Noé e a seus filhos com ele, dizendo:
9 — E
eu, eis que estabeleço o meu concerto convosco, e com a vossa semente depois de
vós,
10 — e com toda alma vivente, que convosco
está, de aves, de reses, e de todo animal da terra convosco; desde todos que
saíram da arca, até todo animal da terra.
11 — E eu convosco estabeleço o meu concerto,
que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá
mais dilúvio para destruir a terra.
12 — E disse Deus: Este é o sinal do concerto
que ponho entre mim e vós e entre toda alma vivente, que está convosco, por
gerações eternas.
13 — O meu arco tenho posto na nuvem; este será
por sinal do concerto entre mim e a terra.
HINOS SUGERIDOS
531, 532 e 588 da Harpa Cristã.
OBJETIVO GERAL
Compreender que Deus instituiu autoridades e leis
para preservar a humanidade.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
· I. Mostrar que
Deus estabeleceu um novo começo a partir da família de Noé;
· II. Analisar o
arco de Deus como símbolo do seu novo pacto com a humanidade;
· III. Explicar o
princípio do governo humano.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
As águas do dilúvio foram baixando
até que Noé e sua família puderam deixar a arca e iniciar uma nova vida em um
mundo novo, purificado do pecado pelas águas do dilúvio. Noé e sua família
deram início a nova vida com sacrifício e adoração a Deus, o grande Criador
(8.1-22). O Senhor então decide introduzir o governo humano no novo mundo. O
governo humano é uma forma de governo onde Deus delega ao homem a direção do
planeta e a administração da justiça. Esta forma de governo foi confirmada pela
filho de Deus ao declarar: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos
façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12). Deus
também fez um pacto com a humanidade, prometendo que nunca mais destruiria a
vida humana por intermédio de dilúvio. A Terra havia sido purificada, porém Noé
e seus descendentes carregavam a semente do pecado em seus corações.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Deus fez chover sobre a terra por
quarenta dias e quarenta noites. As águas caíram e brotaram em tal quantidade,
que vieram a prevalecer por quase um ano. Veio a perecer, assim, toda a
primeira civilização humana. Enquanto isso, Noé e sua família, na grande arca,
vagavam sobre as águas que, dia a dia, iam diminuindo até que o chão enxuto
apareceu.
Já fora do grande barco, os
sobreviventes empreendem uma nova obra civilizatória. E, para tanto, o
patriarca recebe instruções específicas do Senhor, a fim de que ele e seus
filhos cumpram-lhe fielmente a vontade: edificar uma sociedade baseada no amor
a Deus e ao próximo. Uma sociedade que, distanciando-se daquela região,
alcançasse os confins da terra.
Tinha início, naquele momento, o
governo humano, que haveria de perdurar, apesar de tantos dramas e tragédias,
até nossos dias.
PONTO CENTRAL
Deus
estabeleceu o governo humano.
I. UM NOVO COMEÇO
Noé e sua família permanecem a bordo
da arca por quase um ano (Gn 7.11; 8.13). Ao deixarem a embarcação,
conscientizam-se de que, de agora em diante, terão de se deparar com uma
realidade inteiramente nova.
1. Um novo relacionamento com a
natureza. Se até aquele momento o homem
havia convivido harmonicamente com a criação, a partir de agora, esse
relacionamento será bastante traumático. Alerta o Senhor que os animais, por
exemplo, terão medo e pavor do ser humano (Gn 9.2). Para combatê-los, haveriam
de surgir grandes caçadores como Ninrode (Gn 10.9).
A natureza deveria ser domada a duras
penas, a fim de que o habitat dos filhos de Noé se fizesse sustentável. Sobre o
assunto, declara o apóstolo Paulo: “Porque sabemos que toda a criação, a um só
tempo, geme e suporta angústias até agora” (Rm 8.22 —ARA). No Milênio, porém,
tal situação será revertida (Is 11.6). Por enquanto, todos jazemos sob um
pesado cativeiro.
2. Uma nova dieta. Se antes do Dilúvio todos dispunham de uma
dieta vegetal rica e farta, agora teriam de complementá-la com nutrientes
animais. Todavia, deveriam abster-se do sangue (Gn 9.4). Semelhante
recomendação fariam os apóstolos em Jerusalém (At 15.19,20).
3. A bênção divina. Reconstruir a sociedade humana era tarefa
nada fácil. Noé e sua família teriam de recomeçar um processo civilizatório
que, por causa da grande inundação, perdera quase dois mil anos de invenções,
descobertas e avanços tecnológicos.
Nessa empreitada, o patriarca e seus
filhos necessitariam da plenitude da bênção divina. Bem-aventurando-os,
ordena-lhes o Senhor: “Mas vós, frutificai e multiplicai-vos; povoai
abundantemente a terra e multiplicai-vos nela” (Gn 9.7). Não demoraria muito,
conforme veremos nas próximas lições, para que o homem voltasse a progredir e a
ocupar os mais remotos continentes.
SÍNTESE DO TÓPICO (I)
A terra foi purificada pelas águas do
dilúvio e Deus estabeleceu um novo começo a partir da família de Noé.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Professor para a introdução do
primeiro tópico da lição faça a seguinte indagação: “Quanto tempo durou o
dilúvio?”. Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos.
Explique que “Gênesis 7 e 8 registra detalhes sobre isso. Os animais entraram
na arca no dia 10 do mês dois (7.8,9). A chuva começou sete dias depois (v.11),
e o volume de água foi aumentando até dia 27 do mês três (v.12). A arca não
toca a terra até dia 17 do mês sete (8.4). O cume de montanhas é visto no dia
1º do décimo mês (v.4), e as portas da arca finalmente são abertas em 1º do mês
um (v.13). A terra estava seca o suficiente para Noé e sua família saírem em 27
do mês dois (v.14), um ano e dez dias depois que o dilúvio começou” (RICHARDS,
Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de
Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD,
2012, p.30).
“O relato do dilúvio fala-nos, tanto
do julgamento do mal, como da salvação (Hb 11.7).
(1) O dilúvio, trazendo a total
destruição de toda a vida humana fora da arca, foi necessário para extirpar a
extrema corrupção moral dos homens e mulheres e para dar à raça humana uma nova
oportunidade de ter comunhão com Deus.
(2) O apóstolo Pedro declara que a
salvação de Noé em meio às águas do dilúvio, seu livramento da morte, figurava
o batismo do cristão” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª
Edição. RJ: CPAD, 2005, p.42).

II. O ARCO DE DEUS
Antes do Dilúvio, não havia chuva. Um
vapor regava a terra. A partir de agora, porém, haveria de cair regularmente
sobre a terra, como sinal da bênção divina (Mt 5.45). A pergunta, todavia, era
inevitável: “E se viesse outro dilúvio?”.
1. Um novo pacto com a humanidade. Visando acalmar-lhes o espírito, promete-lhes
o Senhor: o mundo não voltará a ser destruído por uma nova inundação. Sem essa
promessa, a descendência de Noé teria desperdiçado seus esforços na construção
de arcas, torres e barragens.
Em sua misericórdia, o Senhor
promete: “E eu convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída
toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a
terra” (Gn 9.11).
2. O sinal do pacto noético. A fim de que a humanidade se lembrasse da
misericórdia de Deus, após cada chuva, o Senhor torna-lhes bem visível o seu
pacto: “O meu arco tenho posto na nuvem; este será por sinal do concerto entre
mim e a terra. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra,
aparecerá o arco nas nuvens” (Gn 9.13,14).
O arco de Deus, seria um fenômeno tão
novo como a chuva regular. Vendo-o a cada chuvarada, os descendentes de Noé
poderiam repousar nos cuidados divinos.
SÍNTESE DO TÓPICO (II)
Deus, por sua infinita misericórdia,
estabeleceu um novo pacto com o homem. Este pacto teve como símbolo um arco nos
céus.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Peça que os alunos leiam Gênesis
9.9-17. Depois explique que estes versículos “falam do concerto que Deus fez
com a humanidade e com a natureza, pelo qual Ele prometeu que nunca mais
destruiria a terra e todos os seres viventes com um dilúvio (vv.11,15). O
arco-íris foi o sinal de Deus e o memorial perpétuo da sua promessa, no sentido
de nunca mais Ele destruir todos os habitantes da terra com um dilúvio. O
arco-íris deve nos lembrar da misericórdia de Deus e da sua fidelidade à sua
palavra” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD,
2005, p.45).
III. O PRINCÍPIO DO GOVERNO HUMANO
Uma nova civilização estava prestes a
recomeçar. Mas, para que alcançasse plenamente os seus objetivos, era imperioso
que ela se formasse sob o império das leis. Por esse motivo, Deus institui o
governo humano.
1. O governo humano. Teologicamente, o governo humano é a
instituição estabelecida por Deus, logo após o Dilúvio, através da qual o
Senhor delega ao homem não somente a governança do planeta, como também a administração
da justiça (Rm 13.1). Essa instituição, sem a qual a civilização humana seria
inviável, pode ser sumariada nesta única sentença divina: “Quem derramar o
sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o
homem conforme a sua imagem” (Gn 9.6).
O Senhor Jesus, ao ratificar esse
princípio, foi enfático ao realçar o lado benevolente e amoroso que deveria
reger o governo humano: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos
façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12).
2. O aperfeiçoamento do governo
humano. Israel teve em vários períodos
de sua história, alguns governos que chegaram a ser perfeitos. Haja vista o
reinado de Ezequias (2Cr 29.1,2). Aliás, esses homens procuraram cumprir a Lei
de Moisés, porque sabiam que nenhum reino poderá ser construído anarquicamente.
Dessa forma, Noé e seus descendentes,
sob as novas regras baixadas pelo Senhor, puderam dar continuidade a história
humana, apesar das lacunas deixadas pelo Dilúvio.
SÍNTESE DO TÓPICO (III)
O princípio do governo humano se deu a
partir de Noé e seus descendentes.
SUBSÍDIO DIDÁTICO
“A Instituição do Governo Humano
No século antediluviano não havia
nenhum governo humano. Todo homem tinha liberdade para seguir ou rejeitar
qualquer caminho. Mesmo rejeitando o Caminho, não havia refreio contra o
pecado. O primeiro homicida, Caim, foi protegido contra um vingador (Gn 4.15).
Sucessivos homicidas (Lameque, por exemplo) exigiram semelhante proteção (Gn
4.23,24). Durante séculos os homens haviam abusado do amor e da graça de Deus,
e gastaram seu tempo entregues a toda qualidade de pecado e vício. Após o
dilúvio, o caminho, o único Caminho para a vida eterna, ainda permaneceria
aberto diante deles, e cabia-lhes o direito de aceitar ou rejeitá-lo. Mas se o
rejeitassem, continuando desobedientes às leis divinas, eram passíveis de
punição imediata por parte dos seus contemporâneos, pois Deus instituiu um
governo terrestre que serviria de freio sobre os delitos dos ímpios. A ordem
divina foi esta: ‘Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará
o seu’ (Gn 9.6). A pena capital é a função de maior seriedade do governo
humano, e uma vez que Deus concedeu ao homem essa responsabilidade judicial,
automaticamente todas as demais funções de governo foram também conferidas. O
governo humano, assim construído, exercendo a prerrogativa da pena capital, foi
e é sancionada pelo próprio Deus como um meio de deter os desobedientes (Rm
13.1-7; 1Tm 1.8-10). A investidura dessa autoridade e responsabilidade no homem
foi uma novidade do novo pacto de Deus ao homem após o dilúvio.
Em comparação com a aliança adâmica,
notamos que há: 1) maior domínio sobre o reino animal; 2) uma dieta mais ampla;
3) a promessa de Deus que não mais destruirá toda a carne; 4) e maior repressão
sobre os ímpios, incluindo a prerrogativa da pena capital, que seria ao mesmo
tempo uma ilustração do governo divino” (OLSON, Lawrence N. O Plano
Divino Através dos Séculos: As dispensações que Deus estabeleceu para
Israel, a Igreja e para o mundo. 26ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.69-71).
CONCLUSÃO
O governo humano é uma instituição
divina. Foi deixado pelo Senhor, objetivando levar a civilização a cumprir os
seus objetivos, até que o seu Reino seja instaurado entre nós através de Jesus
Cristo, seu Filho.
Enquanto isso, todos somos exortados
a obedecer aos mandatários e governantes, desde que estes não baixem leis que
contrariem a Palavra de Deus, que está acima de todas as legislações humanas.
Por isso, eis o nosso texto áureo: “Mais importa obedecer a Deus do que aos
homens” (At 5.29).
PARA REFLETIR
A respeito do livro de Gênesis:
Após o Dilúvio, como seria o relacionamento do ser
humano com a natureza?
Se até aquele momento, o homem havia convivido harmonicamente com a
criação, a partir de agora, esse relacionamento será bastante traumático.
Alerta o Senhor que os animais, por exemplo, terão medo e pavor do ser humano
(Gn 9.2). Para combatê-los, haveriam de surgir grandes caçadores como Ninrode
(Gn 10.9).
A dieta humana foi alterada com o Dilúvio?
Se antes do Dilúvio, todos dispunham de uma dieta vegetal rica e farta,
doravante teriam de complementá-la com nutrientes animais, pois a terra já não
era tão fértil como antes. Eis a razão por que Deus autoriza-os a enriquecer
suas refeições com carne.
Qual a simbologia do arco de Deus?
Era um sinal do pacto de Deus de jamais destruir a humanidade novamente
pelo dilúvio.
O que é o governo humano?
Teologicamente, o governo humano é a instituição estabelecida por Deus,
logo após o Dilúvio, através da qual o Senhor delega ao homem não somente a
governança do planeta, como também a administração da justiça (Rm 13.1).
Até que ponto devemos obedecer o governo humano?
Desde que estes não baixem leis que contrariem a Palavra de Deus, que
está acima de todas as legislações humanas.
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
O início do Governo Humano
“A democracia é a pior forma de
governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos” —
frase atribuída a Winston Churchill. Dizem alguns filósofos que a história da
humanidade pode se resumir na luta pelo poder. Ou como disse Karl Marx: “A
história de toda a sociedade até aos nossos dias nada mais é do que a história
da luta de classes”. Se Churchil e Marx estão certos, esta não é a discussão
que desejamos levantar aqui — é bom lembrar que Churchil e Marx são cosmovisões
completamente distintas uma da outra, conservadorismo x socialismo.
Entretanto, desde Noé e sua
descendência, quando se começou a estabelecer um governo humano, até os dias
contemporâneos, muita coisa aconteceu. Reinos se levantaram e reinos foram
abatidos. Imperadores chegaram ao poder e imperadores foram retirados do poder.
Os governos deixaram de ser uma pessoa para ser uma Carta Magna, com o advento
das constituições federais. O Estado não é mais o indivíduo, como disse Luis XV
da França (“O Estado sou eu”).
Tudo isso faz parte do plano de Deus
para o governo humano. Nosso Senhor disse: “Nenhum poder terias contra mim, se
de cima te não fosse dado” (Jo 19.11a). Nosso Senhor deixa claro que todo poder
que existe no mundo foi estabelecido por Deus. O apóstolo Paulo escreveu: “Toda
alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não
venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus” (Rm 13.1).
A ideia bíblica de que a autoridade
foi ordenada por Deus para garantir a ordem e o bom funcionamento para a
sociedade é apresentada nas Escrituras desde a família de Noé, quando do novo
começo da humanidade, passando pela história de toda civilização humana.
Essa é uma boa oportunidade para
refletirmos sobre os governos atuais que flertam com a ditadura, com a falta de
interesse de desenvolver a educação da nação e a prioridade de proteger o
cidadão com estratégias de segurança pública. São questões atuais e necessárias
para serem refletidas. Ainda em Romanos, o apóstolo Paulo diz: “Porque os
magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu,
pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela” (13.3). Neste
texto, está implícito que o governo, segundo a perspectiva de Deus e das
Escrituras, é para fazer o bem, proteger as pessoas de bem e fazer justiça a
quem for vítima de um algoz que praticar o mal.
Todo poder estabelecido no mundo
provém de Deus e prestará contas a Ele!
Nenhum comentário:
Postar um comentário