HTML/Java
HTML
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
O que são Políticas Públicas?
O que são Políticas Públicas?
Políticas públicas são conjuntos de programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado diretamente ou indiretamente, com a participação de entes públicos ou privados, que visam assegurar determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado seguimento social, cultural, étnico ou econômico. As políticas públicas correspondem a direitos assegurados constitucionalmente ou que se afirmam graças ao reconhecimento por parte da sociedade e/ou pelos poderes públicos enquanto novos direitos das pessoas, comunidades, coisas ou outros bens materiais ou imateriais.
Exemplos de Políticas Públicas
A educação e a saúde no Brasil são direitos universais de todos os brasileiros. Assim, para assegurá-los e promovê-los estão instituídas pela própria Constituição Federal as políticas públicas de educação e saúde.
O meio ambiente é também reconhecido como um direito de todos e a ele corresponde a Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei Federal n.º 6.938.
A água é concebida na Carta da República como bem de uso comum. Para proteger este bem e regulamentar seu uso múltiplo foi instituída a Política Nacional de Recursos Hídrico mediante a Lei Federal nº 9.433.
Como são formuladas as Políticas Públicas?
As políticas públicas podem ser formuladas principalmente por iniciativa dos poderes executivo, ou legislativo, separada ou conjuntamente, a partir de demandas e propostas da sociedade, em seus diversos seguimentos.
A participação da sociedade na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas em alguns casos é assegurada na própria lei que as institui. Assim, no caso da Educação e da Saúde, a sociedade participa ativamente mediante os Conselhos em nível municipal, estadual e nacional. Audiências públicas, encontros e conferências setoriais são também instrumentos que vem se afirmando nos últimos anos como forma de envolver os diversos seguimentos da sociedade em processo de participação e controle social.
A Lei Complementa n.º 131 (Lei da Transparência), de 27 de maio de 2009, quanto à participação da sociedade, assim determina:
“I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos;”
“II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público;”
Assim, de acordo com esta Lei, todos os poderes públicos em todas as esferas e níveis da administração pública, estão obrigados a assegurar a participação popular. Esta, portanto, não é mais uma preferência política do gestor, mas uma obrigação do Estado e um direito da população.
Quais os instrumentos que compõem as Políticas Públicas?
As políticas públicas normalmente estão constituídas por instrumentos de planejamento, execução, monitoramente e avaliação, encadeados de forma integrada e lógica, da seguinte forma:
1. Planos
2. Programas;
3. Ações
4. Atividades.
Os planos estabelecem diretrizes, prioridades e objetivos gerais a serem alcançados em períodos relativamente longos. Por exemplo, os planos decenais de educação tem o sentido de estabelecer objetivos e metas estratégicas a serem alcançados pelos governos e pela sociedade ao longo de dez anos.
Os programas estabelecem, por sua vez, objetivos gerais e específicos focados em determinado tema, público, conjunto institucional ou área geográfica. O Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais (PNC) é um exemplo temático e de público.
Ações visam o alcance de determinado objetivo estabelecido pelo Programa, e a atividade, por sua vez, visa dar concretude à ação.
Políticas públicas são conjuntos de programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado diretamente ou indiretamente, com a participação de entes públicos ou privados, que visam assegurar determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado seguimento social, cultural, étnico ou econômico. As políticas públicas correspondem a direitos assegurados constitucionalmente ou que se afirmam graças ao reconhecimento por parte da sociedade e/ou pelos poderes públicos enquanto novos direitos das pessoas, comunidades, coisas ou outros bens materiais ou imateriais.
Exemplos de Políticas Públicas
A educação e a saúde no Brasil são direitos universais de todos os brasileiros. Assim, para assegurá-los e promovê-los estão instituídas pela própria Constituição Federal as políticas públicas de educação e saúde.
O meio ambiente é também reconhecido como um direito de todos e a ele corresponde a Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei Federal n.º 6.938.
A água é concebida na Carta da República como bem de uso comum. Para proteger este bem e regulamentar seu uso múltiplo foi instituída a Política Nacional de Recursos Hídrico mediante a Lei Federal nº 9.433.
Como são formuladas as Políticas Públicas?
As políticas públicas podem ser formuladas principalmente por iniciativa dos poderes executivo, ou legislativo, separada ou conjuntamente, a partir de demandas e propostas da sociedade, em seus diversos seguimentos.
A participação da sociedade na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas em alguns casos é assegurada na própria lei que as institui. Assim, no caso da Educação e da Saúde, a sociedade participa ativamente mediante os Conselhos em nível municipal, estadual e nacional. Audiências públicas, encontros e conferências setoriais são também instrumentos que vem se afirmando nos últimos anos como forma de envolver os diversos seguimentos da sociedade em processo de participação e controle social.
A Lei Complementa n.º 131 (Lei da Transparência), de 27 de maio de 2009, quanto à participação da sociedade, assim determina:
“I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos;”
“II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público;”
Assim, de acordo com esta Lei, todos os poderes públicos em todas as esferas e níveis da administração pública, estão obrigados a assegurar a participação popular. Esta, portanto, não é mais uma preferência política do gestor, mas uma obrigação do Estado e um direito da população.
Quais os instrumentos que compõem as Políticas Públicas?
As políticas públicas normalmente estão constituídas por instrumentos de planejamento, execução, monitoramente e avaliação, encadeados de forma integrada e lógica, da seguinte forma:
1. Planos
2. Programas;
3. Ações
4. Atividades.
Os planos estabelecem diretrizes, prioridades e objetivos gerais a serem alcançados em períodos relativamente longos. Por exemplo, os planos decenais de educação tem o sentido de estabelecer objetivos e metas estratégicas a serem alcançados pelos governos e pela sociedade ao longo de dez anos.
Os programas estabelecem, por sua vez, objetivos gerais e específicos focados em determinado tema, público, conjunto institucional ou área geográfica. O Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais (PNC) é um exemplo temático e de público.
Ações visam o alcance de determinado objetivo estabelecido pelo Programa, e a atividade, por sua vez, visa dar concretude à ação.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Informações sobre Camara Municipal.
Perguntas Frequentes
Qual o expediente da
Câmara?
A Câmara Municipal funciona das 8h às 17h, de segunda a
sexta-feira.
O que é Câmara
Municipal?
A Câmara Municipal é o órgão responsável pelo exercício do
Poder Legislativo, no qual se reúnem os Vereadores, de acordo com a Lei
Orgânica do Município, para promover a elaboração de leis e realizar o controle
da Administração local, principalmente quanto aos atos e as contas do Poder
Executivo. Atualmente, existem 10
vereadores.
Qual a função do
vereador?
O vereador, de maneira geral, é o representante do povo. No
exercício desta função, o vereador é o fiscal dos atos do prefeito na
administração dos recursos do município utilizados no orçamento. O vereador
também faz as leis que estão dentro de sua competência, e analisa e aprova as
leis que são de competência da prefeitura. Em resumo, o vereador recebe o povo,
atende as suas reivindicações e é o mediador entre o povo e o prefeito.
Como o Vereador
fiscaliza o Prefeito?
O vereador pode e deve visitar os diversos órgãos da
prefeitura, onde toma conhecimento de tudo. Ele pode, ainda, fazer os pedidos
de informação ao prefeito por escrito. O prefeito não pode deixar de responder
e tem um prazo de 15 dias. Se ele não responder estará cometendo uma infração
político-administrativa e pode ser punido por isso.
Como o Vereador faz
as Leis?
Por meio de sua assessoria, o vereador elabora e redige os
projetos, apresentando-os, em seguida, em Plenário. Este projeto é declarado
objeto de deliberação pelo presidente e manda abrir o processo. Em seguida, o
projeto vai para as diversas comissões da Câmara e passa por duas votações.
Depois disso, o projeto aprovado vai para o prefeito que pode sancioná-lo ou
vetá-lo, ou nem um nem outro.
Como os Vereadores
fiscalizam o Orçamento Municipal?
O orçamento de uma cidade é constituído de despesa e
receita. As receitas são os impostos, os empréstimos, as transferências ou o
dinheiro que os governos estadual e federal mandam para o município. As
despesas são o modo como o município vai aplicar o que arrecadou. Todo final de
ano, o prefeito manda, em forma de lei, esse orçamento para a Câmara aprovar.
Mas, até o final de julho, as Câmaras devem aprovar a chamada Lei de Diretrizes
Orçamentárias, que é a norma para fazer a Lei Orçamentária, contendo as regras
e as prioridades na aplicação dos recursos públicos
O que são Sessões da Câmara?
É o momento em que os vereadores se reúnem para discuti e
votar as matérias que constam na pauta. A cada ano são realizadas cerca de 40
sessões ordinárias, além de outras, como extraordinárias e solenes.
O que é um projeto
vetado ou sancionado/promulgado?
Depois de aprovado na Câmara, o projeto vai ao prefeito que
pode vetá-lo, isto é, recusá-lo, ou sancioná-lo, isto é, aceitá-lo como Lei. Se
o prefeito não veta ou não sanciona, o projeto é promulgado como Lei pela
Câmara dez dias depois. Existem os projetos de resolução e o decreto
legislativo: O projeto de resolução serve apenas internamente na Câmara, e o
decreto Legislativo serve para prestar homenagens e suspender os efeitos de
atos do executivo considerados lesivos ao interesse público.
O que é o Recesso
Parlamentar?
Nos meses de janeiro e de julho há uma interrupção nos
trabalhos legislativos, isto é, as sessões ordinárias deixam de acontecer. Essa
parada consta do Regimento Interno da Câmara, que é a lei que regulamenta o
trabalho e as ações dos vereadores.
O que é a Mesa
Diretora da Câmara?
A Mesa Diretora da Câmara, como diz o próprio nome, é o
órgão de direção do Legislativo. Ela é composta pelo presidente,
vice-presidente e secretários. A Mesa Diretora é quem preside as reuniões e
sessões do Legislativo e tem diversas atribuições específicas no Regimento
Interno da Casa. Regimento Interno é a resolução que regula as funções do
vereador, seus direitos e deveres, o processo legislativo, o modo de ser das
reuniões e as penalidades ao vereador.
O que é uma Comissão
Permanente?
As Comissões
Permanentes têm mandato de 2 anos e analisam os projetos de lei ou resolução,
emitindo pareceres. Na Câmara de Arujá existem
as seguintes Comissões Permanentes: Justiça e Redação; Obras, Serviços Públicos,
Planejamento e Meio Ambiente; Educação, Saúde e Assistência Social; Fomento
Econômico, Urbano, Cooperativista e Social; Ética e Decoro Parlamentar; e de
Assuntos Internos.
O que é uma Comissão
Temporária?
A Comissão Temporária é aquela que é nomeada pelo presidente
da Câmara, com prazo determinado para cumprir o seu objetivo. Uma Comissão
Temporária pode representar a Câmara em determinados eventos e realizar estudo
de um assunto importante, verificar fatos e ocorrências notáveis como tortura,
violência, etc. Pode, ainda, fazer sindicância na suspeita de mau uso de
recursos públicos ou violação de leis, investigar denúncias de procedência
séria.
Durante a sessão, o
que significa aparte?
Aparte é quando um Vereador interrompe o outro que está
discursando para fazer pergunta ou acrescentar alguma informação.
O que é Audiência
Pública?
São reuniões abertas para discutir com a comunidade assuntos
relativos ao orçamento municipal (PPA, LDO e LOA), prestações de Contas das
Secretarias de Saúde e de Finanças e Orçamento.
As Comissões Permanentes podem realizar, isoladamente ou em conjunto,
audiências com entidades da sociedade civil para tratar de assuntos relevantes
relacionadas à área de atuação.
O que é um projeto de
Lei?
São proposituras que necessitam de autorização da Câmara e
sanção do prefeito. O Executivo é o responsável pela iniciativa de apresentar a
maioria dos projetos de lei, já que as matérias de autoria da Câmara não podem resultar
em aumento de despesas para a administração pública.
Como apresentar um
projeto de lei de iniciativa popular?
Dentro dos projetos de Lei que o Legislativo pode
apresentar, a população pode enviar à Câmara projetos de iniciativa popular
desde que esteja assinado por, no mínimo, 5% do eleitorado do município. O
projeto terá tramitação igual aos dos demais apresentados pelos vereadores.
O que são Moções?
É a proposição sugerida para a Câmara opinar sobre
determinado assunto. As Moções podem ser de parabenização, repúdio, protesto,
pesar por falecimento, apelo, solidariedade ou desagravo. Com exceção das
Moções de Pesar que são somente lidas em Plenário, as demais devem ser
discutidas e aprovadas pelos vereadores.
O que é Questão de
Ordem?
É um precedente que o vereador tem para interromper uma
discussão quando observar erro na interpretação do Regimento Interno, quando
achar que o pronunciamento de outro vereador contenha conceito injurioso,
quando quiser retificar um voto, quando quiser solicitar a prorrogação de prazo
de funcionamento de uma Comissão Especial, ou como Líder dirigi comunicação à
Mesa da Câmara.
O que é Concessão de
Títulos Honoríficos?
Por meio de decreto-Legislativo e aprovado por 2/3 dos
vereadores, a Câmara poderá conceder título de honraria e homenagem a personalidades
nacionais ou estrangeiras radicadas no país ou personalidades estrangeiras
consagradas pelos serviços prestados à humanidade. Câmaras também podem
outorgar honrarias à outras Câmaras Municipais, nacionais ou não, visando
estreitar laço de amizades. O Título de cidadania arujaense é dado a uma
personalidade nascida em outra cidade e que realizou serviços essenciais ao
Município. Já a homenagem feita a um arujaense nato é feito por meio de Diploma
de Honra ao Mérito.
Como proceder para
utilizar a Tribuna Livre?
A Tribuna Livre é o direito do cidadão e de entidades
representativas em usar a Tribuna da Câmara Municipal, para trazer ao
conhecimento do Poder Legislativo, assuntos de interesse público. Para obter o
direito a usar a Tribuna Livre, o interessado deverá requerer ao Presidente da
Câmara, informando o tema sobre o qual se pronunciará e instruir o requerimento
com comprovante de residência, de ser eleitor do município e estar em dia com
suas obrigações eleitorais.
Quando se tratar de representação de entidades legalmente
constituídas no Município, somente o seu presidente poderá requerer o uso da
Tribuna, juntando, além dos documentos exigidos no presente artigo, comprovante
de que a entidade esteja devidamente constituída e de que é titular do cargo e
está em pleno exercício do mesmo.
O requerimento será submetido à votação do Plenário e, se
aprovado, o Presidente marcará data e convidará o interessado a comparecer em
sessão ordinária, para fazer uso da palavra.
O orador no exercício da Tribuna Livre terá 15 (quinze)
minutos improrrogáveis para pronunciar-se sobre o tema previamente comunicado,
e utilizará a Tribuna após o encerramento da parte destinada à explicação
pessoal.
É vedado o uso da Tribuna Livre em ano eleitoral, nos seis
meses anteriores ao pleito.
O que é um projeto de
Decreto-Legislativo?
É uma norma jurídica que somente o Poder Legislativo pode
fazer e que tem efeitos externos. Não depende de sanção do Poder Executivo. São
autorizados pelo Decreto Legislativo, por exemplo, as concessões de cidadania,
diploma de honra ao mérito, criação de Comissões Especiais, desincorporação de
bens da Câmara e regulamentação das contas do Executivo.
O que é um projeto de
Resolução?
É uma proposição que regula matérias da competência apenas
da Casa Legislativa e que tem efeitos internos como transferência de data de
sessão ou mudanças no Regimento Interno.
O que são emendas?
São alterações apresentadas pelos vereadores para
mudar o texto de uma proposta. Quando o projeto vai para
votação em plenário, as emendas também são votadas para saber se o que vai
valer é o texto original ou o texto apresentado pela emenda.
O que é Legislatura?
É o período de quatro anos correspondente ao mandato
parlamentar de um vereador e deputado. Já os senadores são eleitos para
um mandato de oito anos, ou seja, para um período que corresponde a duas
Legislaturas.
O que é Lei Orgânica Municipal (LOM)?
É a Lei que diz como deve ser a administração dos Municípios e do
Distrito Federal, respeitando os princípios da Constituição Federal e da
Constituição do Estado. A Lei Orgânica do Município de Arujá foi
promulgada em 05 de abril de 1990 e ao longo do tempo sofreu algumas emendas. O
texto na íntegra pode ser acessado aqui.O que é Plano Plurianual (PPA)?
É o planejamento de ações e programas para quatro anos de mandato. No PPA são projetados, para quatro anos a execução das ações e os gastos para cada programa. O PPA sempre termina um ano depois ao início da legislatura (por ex: 2010-2013) para que haja uma continuidade do cumprimento de metas previstas independentemente do prefeito ou dos vereadores que serão eleitos. O PPA é a base para a elaboração da LDO.
O que é Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)?
É a Lei que cria objetivos e
prioridades da administração pública que deverão ser respeitadas na Lei
Orçamentária Anual (LOA). É com base na LDO que a proposta do orçamento
para o ano seguinte é elaborada. A LDO é apresentada pelo Poder
Executivo e aprovada pelo Poder Legislativo.
O que é Lei
Orçamentária Anual (LOA)?
É a lei que define os
recursos públicos a serem aplicados, a cada ano, nas ações do governo. É o
detalhamento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), onde é especificado em
que será gasto o orçamento de cada secretaria municipal, por exemplo.
O que é Mesa
Diretora?
É o órgão que dirige os trabalhos da Câmara. É
composta pelo Presidente, 1º e 2º Secretários.
O mandato da Mesa deve ser de 1 (um) ano, permitida a reeleição de
qualquer de seus membros, para o mesmo cargo, por mais um ano consecutivo.
O que é a Ordem do
Dia?
É a fase da Sessão Plenária em que os vereadores discutem e
votam as proposituras constantes na pauta.
O que é um Parecer?
É o documento em que se registra a opinião das Comissões e
da Assessoria Jurídica sobre assunto que elas analisaram. No caso, se a
Comissão de Justiça e Redação der parecer desfavorável, concluindo que o
projeto é ilegal, inconstitucional ou anti-regimental, o documento não entra na
Ordem do Dia para ser discutido e votado.
O que é a Pauta?
É a lista de matérias que serão analisadas
pelo Plenário como Indicações, Moções, Requerimentos e Projetos.
O que é Processo
Legislativo?
É a série de atos realizados para a produção de matérias
legislativas, como a elaboração de emendas, leis complementares, decretos
legislativos, entre outras.
O que é Proposição?
É toda matéria que pode ser discutida e votada no Poder
Legislativo.
O que é Quórum?
É o número mínimo de presenças de Vereadores exigidas para a
realização de sessão plenária, de reunião de comissão, de votação e apuração de
seus resultados.
O que é Indicação?
É a proposição em que o Vereador sugere ao prefeito
municipal alguma medida de interesse público, como limpeza de boca de lobo,
instalação de ponto de ônibus, entre outros.
O que é Requerimento?
É um tipo de proposição usada pelo parlamentar para
pedir ao Executivo alguma informação, providência ou documento, como quais são
as providências que estão sendo tomadas visando a limpeza de boca de lobo, em
qual prazo será feita a manutenção de uma área de lazer, etc. Os Requerimentos,
conforme estabelecido na Lei Orgânica Municipal (LOM), devem ser respondidos em
prazo máximo de 15 úteis, estando o prefeito sujeito á infração
político-administrativa.
O que é Recesso
Legislativo?
É o período em que não há Sessões Ordinárias. São considerados como recesso legislativo os
períodos compreendidos entre o dia 1º a 31 de julho e 16 de dezembro a 31 de
janeiro.
O que é projeto
Substitutivo?
Sugestão de mudança no texto de um projeto que modifica
bastante a proposta inicial.
O que é Veto?
É a ferramenta que o prefeito dispõe caso discorde, parcial
ou totalmente, do conteúdo de um projeto de lei ordinária ou projeto de lei
complementar aprovado na Câmara. Caso os vereadores não concordem com o Veto,
eles podem rejeitá-lo, reestabelecendo o efeito inicial da proposta do projeto.
O que é uma CEI?
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) têm poderes de
investigação judiciais para apuração de um determinado fato, em prazo certo. Os
membros da Comissão (1/3 dos vereadores) podem tomar depoimento de autoridade
municipal, intimar testemunhas e inquiri-las sob compromisso, além de proceder
a verificações contábeis em livros e documentos de órgãos da Administração
direta, indireta, fundacional, entidades mantidas e subvencionadas ou
conveniadas com o Poder Público. Caso seja concluído que houve infração, o
relatório da Comissão é encaminhado ao Ministério Público para que promova a
responsabilidade civil ou criminal dos envolvidos. Caso a infração constatada
implique em cassação de mandato é instaurada uma Comissão Processante.
O que é uma Comissão
Processante?
Comissões Processantes são aquelas que têm por finalidade
processar as infrações político administrativas (crimes de responsabilidades)
do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, cuja competência de julgamento seja da
Câmara Municipal.
O Vereador pode perder o Mandato?
Pode sim. O vereador pode perder o mandato de duas formas:
primeiro, por faltar a mais de 2 terços das sessões ordinárias da Câmara no
período de um ano; segundo, por usar mal o seu mandato na prática de atos de
corrupção e faltar contra o decoro parlamentar. Há o caso, também, de o
vereador renunciar espontaneamente ao seu mandato.
O que é uma Bancada
de Vereadores?
A Bancada é o grupamento organizado de vereadores de uma
mesma representação partidária, de um mesmo partido. O líder de uma bancada é o
seu porta-voz e deve ser indicado até 5 dias após o início do período
legislativo. Os líderes e vice-líderes de uma bancada não podem pertencer à
Mesa Diretora da Câmara nos cargos de presidente e de primeiro secretário. Os
líderes das bancadas e dos blocos parlamentares são denominados de Colégio de
Líderes, onde as decisões são tomadas pela maioria de seus membros. O líder do
prefeito, ampliando a resposta à sua pergunta, é o vereador indicado pelo
prefeito para representá-lo diretamente no Legislativo. É o porta-voz do
executivo na Câmara.
Como tenho acesso ás
informações sobre o gasto do orçamento da Câmara?
A partir da nova Lei de Acesso ás Informações Públicas a
população terá acesso, pelo site, a registros de quaisquer repasses ou
transferência de recursos financeiros; registro de despesas; informações
relativas a procedimentos licitatórios, inclusive editais e resultados; informações
sobre contratos celebrados; e dados gerais para o acompanhamento de programas,
ações, projetos e obras de órgãos e entidades. Todas essas informações possuem
acesso de maneira objetiva, transparente e em linguagem de fácil compreensão.
O princípio da mecânica relativista
Introdução
O princípio da
mecânica relativista foi surgindo ao longo da história da filosofia e da
ciência como consequência da compreensão progressiva de que dois referenciais
diferentes oferecem visões perfeitamente plausíveis, ainda que diferentes, de
um mesmo efeito.
O princípio da
relatividade foi inserido na ciência moderna por Galileu e afirma que o
movimento, ou pelo menos o movimento retilíneo uniforme, só tem algum
significado quando comparado com algum outro ponto de referência. Segundo o
princípio da relatividade de Galileu, não existe sistema de referência absoluto
pelo qual todos os outros movimentos possam ser medidos. Galileu referia-se à
posição relativa do Sol (ou sistema solar) com as estrelas de fundo. Com isso,
elaborou um conjunto de transformações chamadas 'transformadas de Galileu',
compostas de cinco leis, para sintetizar as leis do movimento quanto a mudanças
de referenciais. Mas naquele tempo acreditava-se que a propagação
eletromagnética, ou seja, a luz, fosse instantânea; e, portanto, Galileu e
mesmo Newton não consideravam em seus cálculos que os acontecimentos observados
fossem dissociados dos fatos. Esse fenômeno que separava a luz do som, aqui na
Terra, seria mais acentuado quando observado a grandes distâncias, e já
mostrava, em fins do século XIX, a importância de estabelecer normas aplicáveis
a uma teoria do tempo.
Muitos historiadores
e físicos atribuem a criação da famosa fórmula que explica a relação entre
massa e energia ao físico italiano Olinto De Pretto, que, segundo especulações,
desenvolveu a fórmula dois anos antes que Albert Einstein, e que teria previsto
o seu uso para fins bélicos e catastróficos, como o desenvolvimento de bombas
atômicas. Apesar disso, foi Einstein o primeiro a dar corpo à teoria, juntando
os diversos fatos até então desconexos e os interpretando corretamente.
As leis que governam
as mudanças de estado em quaisquer sistemas físicos tomam a mesma forma em
quaisquer sistemas de coordenadas inerciais.
Nas palavras
de Einstein:
"...existem
sistemas cartesianos de coordenadas - os chamados sistemas de inércia -
relativamente aos quais as leis da mecânica (mais geralmente as leis da física)
se apresentam com a forma mais simples. Podemos assim admitir a validade da
seguinte proposição: se K é um sistema de inércia, qualquer outro sistema K' em
movimento de translação uniforme relativamente a K, é também um sistema de
inércia."
“A radiação eletromagnética é constituída de
‘quanta’ de luz (“pacotes” de energia) de E=hf na colisão pontual entre o
‘quanta’ de luz e o elétron, o ‘quanta’ de luz (fóton) transfere todo o seu
momento linear e sua energia para o elétron.”
Primeiramente, antes de esclarecer como
Albert Einstein chegou a este postulado acima citado, quais equações
matemáticas obteve, como influenciou na explicação de alguns efeitos quânticos
observados, como foi “aceito” seu postulado pela comunidade científica da
época; devemos falar da evolução do conceito de luz que antes de 1905 (ano da
explicação do que era luz) de como o homem intuitivamente concebia este
conceito.
Antes de começar a explicação, gostaria de
esclarecer que luz é radiação eletromagnética, logo se me referir a um dos dois
termos estou falando do outro e vice-versa.
Conteúdo
Tudo começou na Grécia Antiga com as teorias atômicas dos gregos
antigos como Demócrito que acreditava que a luz era formada por átomos
(partícula até então hipotética e considerada indivisível) e era um “fluxo”
contínuo de átomos, logo podemos classificar sua teoria como corpuscular, logo
mais explicarei o que quero dizer com teoria corpuscular. Séculos se passaram e
surgiram duas correntes de físicos que tentavam explicar o que era luz, ambos
os lados defendiam duas teorias “distintas”: a Corpuscular e a Ondulatória.
Em meados do século XVII surge um dos grandes expoentes da teoria
corpuscular chamado Renné Descartes, cuja teoria baseava-se em que: “a luz é
uma ‘pressão’ exercida por minúsculas ‘partículas’ do ‘éter luminífero’, que
tendem a se deslocar em linha reta e a girar sobre si mesma”. Descartes deu até
então a explicação mais científica e satisfatória sobre o que era luz até
então. A teoria de Descartes vigorou como explicação mais adequada sobre
radiação eletromagnética também muito devido ao seu prestígio dentre os
cientistas da época.
Contudo, em meados do século XVIII surge mais um expoente de teoria
corpuscular que merece destaque, mas antes de falar sobre as teorias de Isaac
Newton sobre luz, gostaria de explicar o que é ‘éter luminífero’ ao qual me
referi anteriormente, o ‘éter luminífero’ seria um fluido no qual a radiação eletromagnética
se propagava no espaço sideral, era um meio material que ficava entre os corpos
celestes do espaço, não se concebia algo se propagar no vácuo (sem meio
material).
Voltando ao assunto e falando de mais um expoente da teoria
corpuscular, falamos então de Isaac Newton dizia que: “a luz visível era
formada de por cores mais primitivas e cada cor tinha associado a ela
corpúsculos que se propagavam como ‘projéteis’ e possuem uma determinada
velocidade diferente umas das outras”. Porém, Newton não agradou os defensores
da teoria ondulatória com sua explicação sobre o que era luz e sofreu duras
críticas de Huygens, Hooke, dentre outros cientistas renomados, fazendo Newton
a rever suas teorias e reescrevê-la.
Ao passar dos anos os defensores da Teoria Ondulatória não ficaram
“parados” vendo Newton e demais aprimorando suas teorias apenas, os teóricos da
teoria ondulatória foram descobrindo propriedades da luz e alguns fenômenos
relacionados, por exemplo, esses fenômenos foram a reflexão, refração,
polarização, difração descoberta por Grimaldi que é basicamente a luz
atravessar fendas muito pequenas e sua frente de onda ficar mais “curva”, a
interferência foi um outro fenômeno descoberto pelos físicos defensores da
teoria ondulatória, e Fresnel dá uma explicação quantitativa sobre a
interferência e a difração, não podemos esquecer da contribuição de Foucault
que provou experimentalmente que a luz propaga-se mais rapidamente no ar que na
água, logo a água é um meio mais refringente que o ar.
Após, todas essas contribuições para o entendimento sobre o que é luz,
a teoria corpuscular perdia força, porém Isaac Newton lançou sua última teoria
a respeito da luz a “Teoria dos Acessos” , acessos de fácil “reflexão e
refração”, conseguindo explicar a reflexão, refração e polarização da luz.
Porém a interferência e a difração Newton não conseguiu explicar e sua última
teoria corpuscular não pode ser vista apenas como puramente corpuscular, pois
apresentava algum caráter ondulatório.
Porém, com toda essa “confusão” sobre a natureza da luz, em 1861 pelas
equações de Maxwell ficou demonstrado teoricamente que a luz é uma onda
eletromagnética e Heinrich Hertz em 1887 comprovou experimentalmente com seus
osciladores e, com estes, produziu radiações eletromagnéticas, o dispositivo
era formado por duas esferas metálicas, cada uma portando uma haste, tendo em
suas extremidades uma esfera metálica, onde ambas as hastes estavam ligadas por
uma bobina. Quando Hertz gerava uma corrente elétrica com um circuito elétrico
oscilante, observou que produzia faíscas, estas (faíscas) que deveriam produzir
luz. Comprovando assim as equações de Maxwell.
As equações de Maxwell e a experiência de H. Hertz deram uma
importantíssima contribuição para a teoria ondulatória confirmando o que
ela(teoria) afirmava, apesar de todos esses acontecimentos não havia um
consenso entre os físicos sobre o que era luz, entretanto em 1905 Albert
Einstein resolveu um problema que perdurava por mais de 2000 anos, dizendo que
a “radiação eletromagnética é constituída de ‘quanta de luz’(fóton) e na colisão
do ‘quanta’ de luz e o elétron, todo o momento linear e a energia do ‘quanta’
de luz é totalmente absorvido pelo elétron.”
Albert Einstein queria dizer que a luz não é um fluxo contínuo de
partículas, mas sim mostrar que a matéria em nível subatômico apresenta caráter
descontínuo e observou que as equações de Maxwell não são aplicáveis a nível
discreto de energia.
Ele (Einstein) foi além de postular sobre a luz, ele também afirmou que
a radiação eletromagnética propaga-se no vácuo e não no ‘éter” como havia se
pensado, dizendo que o “éter” não existia. Com certeza a ideia mais
revolucionária da física até então, sua visão futurista rompendo com o
classicismo da Física Clássica.
Einstein com seu postulado trouxe a “tona” a ideia de que a luz era
formada de corpúsculos retomando a teoria corpuscular, já que apenas um
‘quanta’ de luz é absorvido por apenas um elétron, mostrando que a teoria
ondulatória estava incompleta, mas pelas as ideias de Einstein a luz continua
sendo uma onda eletromagnética formada por ‘quanta’ de luz mais tarde chamado
de fóton pela comunidade científica, o fóton foi uma partícula idealizada por
Max Planck que não possui dimensão, é um “pacote” de energia e possui energia
quantizada pela equação de Planck E=hf.
Voltando ao assunto anterior eu já havia dito que a luz é uma onda
pelas equações de Maxwell e confirmado pelo experimento de H. Hertz, mas não
deixava de ser uma partícula pelo Postulado de Einstein, daí surge uma nova
pergunta como um “conjunto” de fótons pode se propagar como onda? Albert
Einstein não explicou isso, surge também uma nova questão em que entendeu-se
que a luz possui caráter dual: o de onda e partícula, ambos mutuamente
excludentes, pois quando a luz é onda, não é partícula e vice-versa, há quem vá
mais além e questione sobre a possibilidade de a luz estar em dimensões
superiores as 3 físicas e por isso a nossa dificuldade em entender o que de
fato é luz.
A comunidade científica da época recebeu de diversas maneiras a ideia
do Postulado de Einstein, por exemplo, Nernst apoiou e disse que suas ideias
eram importantes para discussões futuras; Louis de Broglie “disse” que não
duvidava muito da existência dos “quanta de luz” (fótons); Bohr não acreditava
na existência do fóton, muito menos Millikan. De fato a comunidade científica
ficou dividida, mas todos são unânimes quanto a sua interpretação sobre o que
era luz e afirmam que foi uma ideia revolucionária e que “reformula” a ideia
que se tinha sobre luz.
A academia de ciência da Suécia, a qual dá o Prêmio Nobel aos físicos,
químicos, matemáticos, dentre outros que se destacaram mais naquele ano foi tão
conservadora a respeito do Postulado de Einstein que concedeu-lhe o prêmio mais
de dez anos após a explicação de um fenômeno quântico dada também em 1905, mas
não concedeu-lhe o Nobel em função dele (Einstein) ter explicado o que era luz.
Referência
Sites:
Postulado de
Einstein e o quantum de radiação eletromagnética.
<http://www.ebah.com.br/content/ABAAABX4wAF/postulado-einstein-sobre-quantum-radiacao-eletromagnetica> Acessado em 03 de Novembro de 2014.
Teoria da
relatividade.
A questão da tentação
Mateus 4
1 Então foi conduzido Jesus pelo
Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 E, tendo jejuado quarenta dias
e quarenta noites, depois teve fome;
3 E, chegando-se a ele o
tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em
pães.
4 Ele, porém, respondendo, disse:
Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da
boca de Deus.
5 Então o diabo o transportou à
cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,
6 E disse-lhe: Se tu és o Filho
de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará
ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o
teu pé em alguma pedra.
7 Disse-lhe Jesus: Também está
escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.
8 Novamente o transportou o diabo
a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória
deles.
9 E disse-lhe: Tudo isto te darei
se, prostrado, me adorares.
10 Então disse-lhe Jesus: Vai-te,
Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
11 Então o diabo o deixou; e, eis
que chegaram os anjos, e o serviam.
11. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu
és o meu Filho amado em quem me comprazo.
12. E logo o Espírito o impeliu para o deserto.
13. E ali esteve no deserto
quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o
serviam.
Lucas 4
2 E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e
naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.
4 E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito
que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.
6 E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este
poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
8 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para
trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a
ele servirás.
9 Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o
pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui
abaixo;
14 Então, pela virtude do
Espírito, voltou Jesus para a Galiléia, e a sua fama correu por todas as terras
em derredor.
Quais foram o significado e o
propósito das tentações de Jesus?"
Após
Seu batismo, Jesus foi "levado pelo Espírito ao deserto, onde, durante
quarenta dias, foi tentado pelo diabo" (Lucas 4:1-2). As três tentações de
Jesus no deserto foram um esforço de seduzir e transferir a Sua fidelidade de
Deus a Satanás. Vemos uma tentação semelhante em Mateus 16:21-23 onde Satanás,
através de Pedro, tenta Jesus a renunciar a cruz à qual estava destinado. Lucas
4:13 nos diz que após as tentações no deserto, Satanás "o deixou até
ocasião oportuna", o que aparenta indicar que Jesus foi tentado outras
vezes por Satanás, embora novos incidentes não sejam registrados. O ponto
importante é que, apesar de várias tentações, Ele nunca pecou.
Que
Deus tinha um propósito ao permitir que Jesus fosse tentado no deserto é
evidente pela declaração "foi levado pelo Espírito ao deserto". Uma
finalidade é assegurar-nos de que temos um sumo sacerdote capaz de Se
relacionar conosco em todas as nossas debilidades e fraquezas (Hebreus 4:15)
porque Ele mesmo foi tentado em todos os pontos nos quais também somos. A
natureza humana do Nosso Senhor permite que Ele compreenda as nossas próprias
fraquezas por ter sido submetido à fraqueza também. "Porque, tendo em
vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles
que também estão sendo tentados" (Hebreus 2:18). A palavra grega traduzida
"tentado" aqui significa "pôr à prova". Então, quando somos
colocados à prova e testados pelas circunstâncias da vida, podemos ter certeza
de que Jesus entende e se solidariza como alguém que sofreu as mesmas
provações.
As
tentações de Jesus seguem três padrões que são comuns a todos os homens. A
primeira tentação diz respeito à concupiscência da carne (Mateus 4:3-4), a qual
inclui todos os tipos de desejos físicos. O Nosso Senhor teve fome, e o diabo o
tentou a transformar pedras em pão, mas Ele respondeu citando Deuteronômio 8:3.
A segunda tentação foi acerca da soberba da vida (Mateus 4:5-7), e aqui o diabo
tentou usar uma passagem da Escritura contra Ele (Salmo 91:11-12), mas
novamente o Senhor respondeu com a Escritura em sentido contrário (Deuteronômio
6:16), afirmando que seria errado abusar de Seus próprios poderes.
A
terceira tentação foi acerca da concupiscência dos olhos (Mateus 4:8-10), e se
algum atalho ao Messias fosse possível, evitar a paixão e crucifixão para as
quais Ele originalmente veio seria a forma. O diabo já tinha o controle sobre
os reinos do mundo (Efésios 2:2), mas estava pronto a dar tudo a Cristo em
troca de Sua lealdade. O mero pensamento quase causa a natureza divina do
Senhor a tremer, e Ele responde agressivamente: "Retire-se, Satanás! Pois
está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus e só a ele preste culto’" (Mateus
4:10, Deuteronômio 6:13).
Caímos
em muitas tentações porque a nossa carne é naturalmente fraca, mas temos um
Deus que não nos deixará ser tentados além do que possamos suportar; Ele
proverá uma saída (1 Coríntios 10:13). Podemos, portanto, ser vitoriosos e
agradecer ao Senhor pelo livramento da tentação. A experiência de Jesus no
deserto nos ajuda a enxergar essas tentações comuns que nos impedem de servir a
Deus de forma eficaz.
Além
disso, Jesus nos deixa o exemplo de como devemos responder às tentações em
nossas próprias vidas -- com as Escrituras. As forças do mal vêm sobre nós com
uma miríade de tentações, mas todas têm as mesmas três coisas em sua essência:
a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida (1
João 2:16). Só podemos reconhecer e combater essas tentações ao saturar os
nossos corações e mentes com a verdade. A armadura de um soldado cristão na
batalha espiritual inclui apenas uma arma ofensiva, a espada do Espírito, ou
seja, a Palavra de Deus (Efésios 6:17). Conhecer a Bíblia intimamente vai
colocar a espada em nossas mãos e nos capacitar a ter vitória sobre as
tentações.
___________________________________________
Como Jesus Venceu a Tentação
Na luta do
cristão contra o diabo, o principal campo de batalha é a tentação. O discípulo
precisa vencer o inimigo superando as tentações. Não estamos sós, contudo.
Jesus tornou-se um homem, foi tentado como somos, obteve a vitória, assim
mostrando como nós podemos triunfar sobre Satanás (note Hebreus 2:17-18; 4:15).
É essencial, portanto, que analisemos cuidadosamente de que forma Jesus venceu.
Embora Jesus
foi tentado várias vezes, ele enfrentou um teste especialmente severo logo
depois que foi batizado. Lucas recorda este evento (Lucas 4:1-13), mas
seguiremos a história conforme Mateus a conta: "A seguir, foi
Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois
de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome" (Mateus
4:1-2). Pelo fato que foi o Espírito que levou Jesus para o deserto mostra que
Deus pretendia que Jesus fosse totalmente humano e sofresse tentação. Note
estas três tentativas de Satanás para seduzir Jesus.
Primeira Tentação
A afirmação
do diabo: "Se és o Filho
de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães" (4:3).
O diabo é um mestre das coisas aparentemente lógicas. Jesus estava faminto; ele
tinha poder para transformar as pedras em pão. O diabo simplesmente sugeriu que
ele tirasse vantagem de seu privilégio especial para prover sua necessidade
imediata.
As questões: Era verdade que Jesus necessitava
de alimento para sobreviver. Mas a questão era como ele o obteria. Lembre-se de
que foi Deus quem o conduziu a um deserto sem alimento. O diabo aconselhou
Jesus a agir independentemente e encontrar seus próprios meios para suprir sua
necessidade. Confiará ele em Deus ou se alimentará a seu próprio modo?
Há aqui, também, uma questão mais básica: Como Jesus usará suas aptidões?
O grande poder que Jesus tinha seria usado como uma lâmpada de Aladim, para
gratificar seus desejos pessoais? A tentação era ressaltar demais os
privilégios de sua divindade e minimizar as responsabilidades de sua
humanidade. E isto era crucial, porque o plano de Deus era que Jesus
enfrentasse a tentação na área de sua humanidade, usando somente os recursos
que todos nós temos a nossa disposição.
A resposta
de Jesus: "Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda
palavra que procede da boca de Deus" (4:4). Em cada teste, Jesus se voltava para as Escrituras, usando
um meio que nós também podemos empregar para superar a tentação. A passagem que
ele citou foi a mais adequada naquela situação. No contexto, os israelitas
tinham aprendido durante seus 40 anos no deserto que eles deveriam esperar e
confiar no Senhor para conseguir alimento, e não tentar conceber seus próprios
esquemas para se sustentarem.
Lições: 1. O diabo ataca as nossas
fraquezas. Ele não se acanha em provar nossas áreas mais vulneráveis.
Depois de jejuar 40 dias, Jesus estava faminto. Daí, a tentação de fazer
alimento de uma maneira não autorizada. Satanás escolhe justamente aquela
tentação à qual somos mais vulneráveis, no momento. De fato, as tentações são
freqüentemente ligadas a sofrimento ou desejos físicos. 2. A
tentação parece razoável. O errado freqüentemente parece certo. Um homem
"tem que comer" . Muitas pessoas sentem que necessidades pessoais as
isentam da responsabilidade de obedecer às leis de Deus. 3. Precisamos
confiar em Deus. Jesus precisava de alimento, sim. Porém, mais do que isso,
precisava fazer a vontade do Pai. É sempre certo fazer o certo e sempre errado
fazer o errado. Deus proverá o que ele achar melhor; meu dever é obedecer-lhe.
É melhor morrer de fome do que desagradar ao Senhor.
Segunda Tentação
A afirmação
do diabo: "Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre
o pináculo do templo e lhe disse: Se és filho de Deus, atira-te abaixo, porque
está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te
sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra" (4:5-6). Jesus tinha replicado à
tentação anterior dizendo que confiava em cada palavra do Senhor. Aqui Satanás
está dizendo: "Bem, se confia tanto em Deus, então experimenta-o. Verifica
o sistema e vê se ele realmente cuidará de ti." E ele confirmou a tentação
com um trecho das Escrituras.
As questões: A questão é: Jesus confiará sem
experimentar? Desde que Deus prometeu preservá-lo do perigo, é certo criar um
perigo, só para ver se Deus realmente fará como disse?
A resposta
de Jesus: "Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu
Deus" (4:7).
A confiança verdadeira aceita a palavra de Deus e não necessita testá-la.
Lições: 1. O diabo cita a Escritura; ele põe
como isca no seu anzol os versículos da Bíblia. Pessoas freqüentemente aceitam
qualquer ensinamento, se está acompanhado por um bocado de versículos. Mas
cuidado! O mesmo diabo que pode disfarçar-se como um anjo celestial (2
Coríntios 11:13-15) pode, certamente, deturpar as Escrituras para seus próprios
propósitos. O diabo fez três enganos: Primeiro, não tomou todas as Escrituras.
Jesus replicou com: "Também está escrito". A verdade é a soma de tudo
o que Deus diz; por isso precisamos estudar todos os ensinamentos das
Escrituras a respeito de um determinado assunto para conhecer verdadeiramente a
vontade de Deus. Segundo, ele tomou a passagem fora do contexto. O Salmo 91, no
contexto, conforta o homem que confia e depende do Senhor; ao homem que sente
necessidade de testar o Senhor nada é prometido aqui. Terceiro, Satanás usou
uma passagem figurada literalmente. No contexto, o ponto não era uma proteção
física, mas uma espiritual. 2. Satanás é versátil. Jesus
venceu em uma área, então o diabo se mudou para outra. Temos que estar sempre
em guarda (1 Pedro 5:8). 3. A confiança não experimenta, não
continua pondo condições ao nosso serviço a Deus, e não continua exigindo mais
prova. Em vista da abundante evidência que Deus apresentou, é perverso pedir a
Deus para fazer algo mais para dar prova de si.
Terceira Tentação
A afirmação
do diabo: "Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto,
mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te
darei se, prostrado, me adorares" (4:8-9). Que tentação! O diabo deslumbrava com a torturante
possibilidade de reinar sobre todos os reinos do mundo.
As questões: A questão aqui não era tanto a de
Jesus tornar-se um rei (Deus já lhe tinha prometido isso Salmo 2:7-9; Gênesis
49:10), mas de como e quando. O Senhor prometeu o reinado ao Filho depois de
seu sofrimento (Hebreus 2:9). O diabo ofereceu um atalho: a coroa sem a cruz.
Era um compromisso. Ele poderia governar todos os reinos do mundo e entregá-los
ao Pai. Mas, no processo, o reino se tornaria impuro. Então as questões são:
Como Jesus se tornaria rei? Você pode usar um meio errado e, no fim, conseguir
fazer o bem?
A resposta
de Jesus: "Retira-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu
Deus, adorarás e só a ele darás culto"(4:10). Nada é bom se é errado, se
viola as Escrituras.
Lições: 1. Satanás paga o que for
necessário. O diabo ofereceu tudo para "comprar" Jesus. Se houver um
preço pelo qual você desobedecerá a Deus, pode esperar que o diabo virá
pagá-lo. (Leia Mateus 16:26). 2. O diabo oferece atalhos. Ele
oferece o mais fácil, o mais decisivo caminho ao poder e à vitória. Jesus
recusou o atalho; Ele ganharia os reinos pelo modo que o Pai tinha determinado.
Hoje Satanás tenta as igrejas a usar atalhos para ganhar poder e converter
pessoas. O caminho de Deus é converter ensinando o evangelho (Romanos 1:16).
Exatamente como ele tentou Jesus para corromper sua missão e ganhar poder
através de meios carnais, assim ele tenta nestes dias. 3. O
diabo oferece compromissos por bons propósitos. Ele testa a profundeza de nossa
pureza. Ele nos tenta a usar erradamente as Escrituras para apoiar um bom ponto
ou dizer uma mentira de modo a atingir um bom resultado. Nunca é certo fazer o
que é errado.
Conclusão
Nesta
batalha entre os dois leões (1 Pedro 5:8; Apocalipse 5:5), Jesus ganhou uma
vitória decisiva. E ele fez isso do mesmo modo que nós temos que fazer. Confiou
em Deus (1 João 5:4; Efésios 6:16). Usou as Escrituras (1 João 2:14;
Colossenses 3:16). Resistiu ao diabo (Tiago 4:7; 1 Pedro 5:9). O ponto crucial
é este: Jesus nunca fez o que ele sabia que não era certo. Que Deus nos ajude a
seguir seus passos (1 Pedro 2:21).
A tentação de Jesus
Texto
base: Mt 4.1-11
INTRODUÇÃO
Conta-se a
história de um vendedor que estava procurando uma vaga para estacionar seu
carro. Rodou alguns quarteirões uma vez, duas vezes, várias vezes, e
finalmente, já em desespero, deixou o carro numa , e pôs no para-brisa um
bilhete: “Seu guarda, dei varias voltas no quarteirão e não achei vaga;
se não fizer a entrevista com um cliente perco o emprego. Perdoa-nos as nossas
dívidas”. – O guarda encontrou o bilhete e deixou outro com a
multa: “Há 20 anos que dou voltas neste quarteirão. Se não multá-lo, quem
vai perder o emprego sou eu. Não nos deixes cair em tentação!”
Ninguém
precisa sair atrás da tentação porque ela vem muito naturalmente. Ela vem ao
pobre, ao rico, aos crentes e aos descrentes. O crente novo é tentado, e também
o crente antigo. Jesus Cristo foi tentado. Sem a tentação e o direito de
escolher entre o bem e o mal seríamos uma máquina, e Deus não nos isenta das
nossas responsabilidades na hora da escolha.
Um
televisor não tem o direito de escolher se liga ou não; se sintoniza no canal 2
ou no canal 7. O alarme de um despertador funciona as 05h30min da manhã porque
alguém o programou.
Sem o
direito de fazer escolhas, o nosso valor moral seria o mesmo de um inseto ou de
um animal – agiríamos apenas por instinto.
Por isso,
a tentação é uma encruzilhada em nossa vida com os letreiros trocados. No
caminho do bem diz: “CAMINHO DA TRISTEZA”; e no caminho da miséria, da desgraça
indica: “CAMINHO DA FELICIDADE”. Por isso que o Senhor Jesus nos disse que
deveríamos vigiar e orar para não cairmos em tentação (Mt 26.41).
O QUE É
TENTAÇÃO?
A tentação
é um estímulo ou indução a um ato que pareça atraente, ainda que seja
inapropriado ou contradiga alguma norma ou convenção social sendo,
consequentemente, proibido. A definição de tentação pode ser aplicada a uma
ampla gama de ações, por exemplo, o desrespeito a uma restrição alimentar, a
trapaça, a ostentação de artigos de luxo, a procrastinação.
Tentação é
o esforço do diabo para tentar persuadir, seduzir, e induzir alguém a fazer
especialmente algo sensualmente agradável ou imoral. É aquela voz dentro da
gente que diz: “Vá em frente, fulano, nada vai acontecer… Ninguém vai ficar
sabendo não”.
A TENTAÇÃO
DE JESUS É O MODELO DA TENTAÇÃO DO CRENTE
A partir
da tentação de Jesus podemos compreender o que significa a tentação para nós.
Há na Bíblia duas grandes histórias de tentação. No começo da história sagrada
há a tentação dos nossos primeiros pais, Adão e Eva (Gn 3); mais adiante a
narrativa da tentação de Jesus (Mt 4.1-11; Mc 1.12,13 e Lc 4.1-13).
- A primeira
tentação trouxe como resultado a queda do homem.
- A
segunda tentação trouxe a queda de Satanás.
Adão e Eva
foram tentados no Jardim do Éden e caíram. Jesus foi tentado no deserto e
triunfou, ou seja, ou Adão é tentado em nós, e nós caímos, ou Jesus é tentado
em nós, e Satanás é quem cai.
A tentação
de Jesus se repete, na verdade, o padrão da tentação dos nossos primeiros pais.
Veja Gn 3.6; 1Jo 2.15,16 e Mt 4.1-11.
“Vendo a
mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável
para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele
comeu” (Gn 36).
“Não ameis
o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai
não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a
concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede
do mundo”(1Jo 2.15,16).
Observem
um detalhe: de Gênesis a Mateus há um intervalo de cerca de 1500 anos. De
Mateus a primeira carta de João há um intervalo aproximadamente de 50 anos. Mas
é impressionante que os conceitos são os mesmos, a matriz existencial é a
mesma, a leitura que fazem do ser humano e a luta com as forças transcendentes
é a mesma. Só o resultado que é diferente, pois Jesus venceu a tentação.
Não tenho
dúvidas que o verdadeiro sentido da vida vai muito além das conquistas
terrenas, da prosperidade material, da vazão aos instintos e apetites físicos,
da realização e experimentação do prazer sensual. O verdadeiro sentido da vida
está na Pessoa de Deus. Em 1Jo 2.17 lemos:
“Ora, o
mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de
Deus permanece eternamente”.
- Uma vez
perguntaram a Confúcio: “O que mais o surpreende na humanidade?” E ele
respondeu: “Os homens que perderam a saúde para juntar dinheiro e depois
perderam o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no
futuro, esquecerem o presente, de tal maneira que acabaram nem vivendo o
presente e nem o futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca
tivessem vivido”.
Analisemos
a tentação de Jesus.
PRIMEIRO,
FOI O ESPÍRITO SANTO QUE LEVOU JESUS AO DESERTO (MT 4.1).
Mateus
deixa claro que foi o próprio Espírito Santo que o levou ao deserto para ser
tentado. Não partiu de Satanás tal atitude. Jesus não foi guiado ao deserto por
uma força maligna, mas foi conduzido pelo Espírito Santo. Foi pela expressa
vontade de Deus que esta crise se produziu na vida de Jesus. Não é que o Senhor
queria ver se Jesus cairia ou não, mas uma demonstração da impossibilidade da
Sua queda.
À
semelhança de Adão, Jesus foi tentado, com uma diferença: Adão foi tentado no
Jardim do Éden e caiu, Jesus foi tentado no deserto e venceu a Satanás.
SEGUNDO, O
TEMPO QUE O SENHOR ESTEVE NO DESERTO (MT 4.1,2).
O
evangelista Mateus nos diz que o Senhor foi levado ao deserto para ser tentado
e depois de 40 dias e 40 noites teve fome. O deserto é um lugar desconfortável,
severo e agressivo. Era o deserto de Jericó, um lugar ermo, cheio de montanhas
e cavernas, de areia escaldante durante o dia e frio intenso durante a noite. O
deserto era lugar de solidão. Os grandes homens caíram não em lugares ou
momentos públicos, mas na arena da solidão e nos bastidores dos lugares
secretos. O deserto é o lugar das maiores provas e também das maiores vitórias.
O deserto é o campo de treinamento de Deus.
O texto
nos diz que o Senhor esteve no deserto por 40 dias e 40 noites. O número 40 é o
número da provação. Quarenta dias durou o dilúvio (Gn 7.12), o jejum de Moisés
no Sinai (Êx 34.28), a caminhada de Elias até o Horebe (1Rs 19.8). Quarenta
anos Israel permaneceu no deserto (Sl 95.10). Israel esteve 400 anos no Egito,
isso é 40×10. Quarenta dias e quarenta noites Jesus foi tentado por Satanás no
deserto. Em Marcos 1.12,13 nos diz assim:
“E logo o
Espírito o impeliu para o deserto, onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado
por Satanás; estava com as feras, mas os anjos o serviam”.
Jesus foi
tentado durante quarenta dias, o tempo todo.
TERCEIRO,
O PROPÓSITO DE JESUS SER TENTADO.
Por que o
Espírito Santo impeliu Jesus ao deserto para ser tentado? Qual era o propósito?
O texto
começa dizendo “A seguir” – ou seja, após o batismo de Jesus foi levado ao
deserto para ser tentado. Há uma relação íntima entre o batismo e a tentação.
No primeiro Jesus se dedicou ao caminho da cruz. Já no segundo, o diabo lhe
apresentou meios pelos quais Ele podia efetuar seu ministério sem precisar ir à
cruz.
Em
primeiro lugar, Jesus
foi tentado para provar a sua perfeita humanidade. A Bíblia nos fala que o
Filho de Deus encarnou, ou seja, tornou-se como um de nós. Jesus foi 100% homem
e 100% Deus. Mas quem foi tentado foi Jesus homem e não Jesus Deus. Porque o
homem é tentado, mas a Deus ninguém tenta. Veja o que nos diz Tiago 1.13:
“Ninguém,
ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado
pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta”.
A Bíblia
também nos diz que Jesus tornou-se semelhante a nós em todas as coisas, exceto
no pecado. Conf. com Hb 4.15:
“Porque
não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas;
antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”.
Jesus
passou por tudo isso para nos mostrar que em tudo Ele foi tentado, mas não para
nos mostrar que podemos ficar sem pecar. Pelo contrário, Ele conhece as nossas
fraquezas e se comparece de nós, mesmo que venhamos a pecar. Aliás, tanto o
texto de Hebreus 4.15, quanto 1Jo 1.7-10, 2.1,2 que nos diz:
“Se,
porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros,
e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que
não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em
nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os
pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido
pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Filhinhos meus,
estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos
Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos
nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo
inteiro”.
Em segundo
lugar, Jesus foi tentado para
vencer o diabo. Hernandes Dias Lopes nos diz que lutamos com um inimigo
derrotado. O evangelista Marcos nos diz que o Senhor Jesus venceu Satanás o
amarrando e roubando-lhe os seus bens. Veja o que ele nos diz:
“Ninguém
pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo;
e só então lhe saqueará a casa”. (Mc
3.27)
Isso é o
Senhor tirou de Satanás o domínio que ele tinha nessa terra. Jesus está
libertando aqueles que estavam sob o seu domínio e os transportando para o Seu
Reino. Paulo escrevendo aos Colossenses nos diz assim:
“Ele nos
libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu
amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1.13,14).
Jesus
venceu Satanás no deserto, triunfou sobre todas as suas investidas. Esmagou sua
cabeça na cruz, triunfou sobre ele definitivamente. Satanás é um inimigo
limitado e está debaixo da autoridade absoluta de Jesus.
“Tendo
cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças,
o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e,
despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo,
triunfando deles na cruz”(Cl
2.14,15).
QUARTO, AS
OFERTAS DE SATANÁS.
A Bíblia
nos diz que Satanás tentou Jesus os quarenta dias. Quando lemos o texto aqui em
Mateus a impressão que temos que o tentador só o tentou no final, mas não foi
assim que ocorreu. Há dois textos que nos mostram isso:
“E logo o
Espírito o impeliu para o deserto, onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado
por Satanás; estava com as feras, mas os anjos o serviam” (Mc 1.12,13).
“Jesus,
cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no
deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles
dias, ao fim dos quais teve fome” (Lc
4.1,2).
Satanás é
um ser oportunista. Ele é como um vírus oportunista que ataca quando a nossa
imunidade está baixa. Se a nossa imunidade espiritual estiver baixa ele irá
atacar com todas as forças, embora ele ataque todos os dias, mas se a nossa
imunidade espiritual estiver baixa ele irá triunfar sobre nós. Temos como
exemplo Davi que caiu em adultério. Era tempo de guerra e ele estava em casa. O
resto você já conhece.
Vamos
analisar a tentação de Jesus:
1ª – A
primeira tentação foi de ordem física (Mt 4.2-4)
Depois de
jejuar quarenta dias e quarenta noites na solidão do deserto, embora Marcos nos
diga que Jesus estava com as feras – naquele deserto havia hienas, lobos,
serpentes, chacais, panteras e leões. Era um lugar de abandono, mas também de
grande perigo.
Depois de
quarenta dias de jejum Jesus estava com seu corpo totalmente debilitado. Nesse
período Jesus jejuou e orou incessantemente – o Espírito estava pronto, mas a
carne estava para entrar em tentação. A fome castigava seu estômago. É nessa
oportunidade que Satanás se aproxima e lhe diz: “Se és Filho de Deus, manda que
estas pedras se transformem em pães”. Satanás propôs a Jesus usar seu poder
para satisfazer sua necessidade, ou seja, fazer uma coisa boa de modo errado:
mitigar a fome atendendo a voz do diabo.
Aprenda
uma coisa meu irmão: ainda que o diabo lhe dê um conselho aparentemente bom,
não dê ouvidos a ele, pois o que procede dele nada presta. Nem o testemunho
dele em relação a Jesus o Senhor aceitou (Mc 3.11,12). Não foi dado a anjos
proclamar a salvação e muito menos aos demônios (que são anjos caídos), mas aos
homens. Até Paulo recusou tal testemunho (At 16.16-18).
Só que o
intento de Satanás de levar Jesus transformar pedras em pães era maior que um
apelo à fome. Havia a sugestão de evitar a cruz, tornando-se um reformador
social popular. Isso quase ocorreu quando Jesus multiplicou os pães e os peixes
em Jo 6. Mas veja o resultado da multiplicação e o que o Senhor Jesus fez:
“Vendo,
pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é, verdadeiramente, o
profeta que devia vir ao mundo. Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o
intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho,
para o monte” (Jo
6.14,15).
Não era e
não é esse tipo de Reino que o Senhor veio estabelecer na terra, mas um reino
espiritual. Mas quantas igrejas estão embarcando na Teologia da Missão Integral
que na verdade é uma nova roupagem da Teologia da Libertação. É bom deixar
claro que a Teologia da Missão Integral dialoga com o marxismo. E os que
defendem essa teologia ainda dizem que é impossível dialogar com o mundo sem
dialogar com o marxismo. O marxismo mudou a face do Ocidente por, pelo menos,
setenta anos.
O tempo todo
Satanás tentou impedir que o Senhor fosse até a cruz. E hoje tenta evitar que a
mesma seja pregada também pela igreja.
Outra
razão para essa tentação era tentar fazer Jesus não confiar na provisão do Pai.
Mas a resposta de Jesus a Satanás foi contundente: “Não só de pão
viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. O
Senhor cita as Escrituras para rechaçar o tentador. Jesus cita o texto de Dt
8.3 mostrando para o diabo que a fome espiritual é muito maior que a fome
física. Pois a fome física pode ser saciada em qualquer lugar, mas a fome de
Deus só Ele pode saciar. E mais, assim como o Pai sustentou o seu povo no
deserto com mana que caia do céu, da mesma forma o Senhor poderia vir ao seu
encontro e saciar a Sua fome.
Assim como
o Pai alimentou uma multidão no deserto, da mesma forma o Senhor iria
alimentá-lo. O mesmo o Senhor tem feito conosco todos os dias. Em Mateus
6.25-30 Ele nos conforta dizendo que o Senhor nos dá o de comer, beber e
vestir. E no verso 11 do capítulo 6 Ele nos ensina a orar dizendo: “O
pão nosso de cada dia dá-nos hoje”.
Quantas
vezes Satanás tenta pôr em dúvida a bondade e a providência de Deus,
abrindo-nos outras oportunidades para atender nossas necessidades imediatas.
Satanás
fala a mesma coisa com cada um de nós muitas vezes, assim como falou com Jesus:
“Se és Filho de Deus…”, aqui Satanás não está lançando dúvidas ao coração de
Jesus, mas está dizendo: “Já que você é o Filho encarnado do Deus Altíssimo”
você tem autoridade para transformar pedras em pães. O mesmo o diabo fala com
cada um de nós: “Já que você é filho de Deus” porque está passando por essa
luta, por essa enfermidade, por esse problema familiar. Mas aí que entra a
nossa confiança de que o Senhor há de intervir em nossa vida sem precisarmos
buscar os conselhos tortos do diabo. Isso é crer na providência de Deus.
2ª – A
segunda tentação é de ordem espiritual e psicológica (Orgulho) (Mt 4.5-7)
Esta
segunda tentação está ligada a primeira, pois Jesus disse que confiava
plenamente no Pai, então Satanás habilmente usa a própria palavra de Deus
contra Jesus para tentar induzi-lo a se jogar do pináculo do templo para que o
Pai o amparasse. E para isso ele cita o Salmo 91.12. Satanás sugere a Jesus a
provar a Sua fé em Deus, submetendo Sua promessa a um teste, isso não passava
de um grande sofisma.
SOFISMA –
Argumento falso intencionalmente feito para induzir outrem ao erro.
Isso gera
fanatismo.
Quero
ilustrar isso lhe contando um caso que ocorreu em uma igreja nos Estados
Unidos:
Uma grande
igreja na região rural de Indiana, nos Estados Unidos, tinha uma triste fama,
devido ao seu fanatismo.
Os membros
dessa igreja criam que a fé pura podia curar qualquer doença e que buscar ajuda
em qualquer outro lugar ou pessoa – por exemplo, de médicos – demonstrava uma falta
de fé em Deus. Os artigos de jornais mencionaram pais que, atônitos, observavam
seus filhos travarem batalhas perdidas contra a meningite, ou pneumonia, ou
vírus comum da gripe – enfermidades que facilmente poderiam ser tratadas.
Um artista
de um jornal desenhou pequenas lápides de túmulos para assinalar os locais onde
pessoas haviam morrido depois de se recusarem tratamento médico, em obediência
ao ensino da igreja. Havia 52 lápides ao todo.
De acordo
com as reportagens, mulheres grávidas que seguiam o ensino da igreja morriam ao
dar luz numa proporção oito vezes maior do que a média nacional, e a taxa de
mortalidade infantil era três vezes maior. Apesar disso, a igreja estava
crescendo e tinha se estabelecido em dezenove Estados e em outros cinco países.
Um pai
contou a um jornal da sua vigília de oração enquanto observava seu filho de
quinze meses de idade lutar contra uma febre durante duas semanas. A doença
inicialmente provocou surdez, depois cegueira. O pastor da igreja conclamou
ainda mais fé e persuadiu o pai a não chamar um médico. No dia seguinte, o
menino estava morto. A autópsia revelou que ele morrera de uma forma de
meningite facilmente tratável.
Satanás
sempre usará de sofisma contra nós. Mas veja o que o apóstolo Paulo nos fala em
2Co 10.4,5: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas
em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se
levante contra o conhecimento de Deus”.
O
fanatismo leva as pessoas a se decepcionarem com Deus.
Por isso
Jesus falou: “Não tentarás o Senhor teu Deus”. Jesus rebate o
sofisma de Satanás usando de outro texto não fora de contexto, mas de forma
correta. Jesus fala do que os Israelitas fizeram tentando o Senhor em Massá (Êx
17.6, Dt 6.16), pois quando faltou água eles começaram a perguntar se o Senhor
estava no meio deles (Êx 17.7).
O Senhor
Jesus dá a Satanás uma resposta simples e objetiva: “O Senhor nunca desampara o
Seu povo”. Não há necessidade de provar se o Senhor está ou não conosco, se Ele
prometeu Ele irá cumprir as Suas promessas. Não precisamos tentar a Deus para
obrigá-Lo a evitar um desastre.
Um bom
exemplo disso é quando Jesus ressuscita a filha de Jairo, diz para eles darem
de comer para ela. A menina morreu porque não comia então dá-lhe de comer para
que não morra novamente, em outra palavras foi isso que Jesus disse. Não
precisamos forçar o milagre. Deus não ficará enciumado se andarmos com
precaução, com cuidado, sem tentá-Lo.
SATANÁS
GOSTA DE ESPETÁCULO
A intenção
de Satanás era fazer Jesus não ir até a cruz, nunca se esqueça disso. Aqui ele
tenta seduzir Jesus a ter uma entrada triunfal no Seu ministério. Jesus é
tentado a pular do pináculo do templo com as multidões reunidas no pátio
abaixo, provavelmente à hora do sacrifício da tarde – um salto que no caso de
qualquer outro que o tentasse seria suicídio. Mas Satanás diz que se Jesus
fizesse tal coisa os seus anjos o guardariam. Assim Ele seria o astro da
levitação, o Deus todo poderoso entrando no ministério de forma espetacular.
Com isso Satanás
estava tentando fazer Jesus fugir do caminho da cruz pela desobediência à sua
vocação de Servo Sofredor, desprezado e rejeitado pelos homens sobre quem
recairia a iniquidade de todos nós. A doutrina de Satanás é que os fins
justificam os meios, ou seja, que, uma vez obtida a soberania universal no
final, não importava como ela houvesse sido atingida.
Mas o
nosso Deus não gosta de aplausos! Ou seja, Ele não precisa fazer show para ser
reconhecido como Deus.
3ª – A
terceira tentação é de ordem religiosa – apostasia (Mt 4.8-10).
A terceira
tentação foi a apostasia. A isca é o desejo de poder. Poder total sobre um
mundo que jaz no maligno. Jesus é convidado a fazer um acordo com o maligno,
para que Ele, Jesus, reinasse por meio de intrigas, de guerras, através do mal.
Mas Jesus não veio para estabelecer um reino terreno como muitos pensam; mas
estabelecer o Reino de Deus dentro do coração dos homens.
Satanás
sabendo que Jesus estava focado no Reino de Deus, então lhe oferece um reino
sem cruz, desde que Jesus o adorasse. Assim o Reino de Deus seria estabelecido
sem trabalho ou lágrimas, nem risco de vida, sob a simples condição de que
Jesus lhe prestasse reverência.
Satanás
estava dizendo para Jesus que o Reino de Deus deveria ser imposto com armas
diabólicas da crueldade, impiedade e poder, dominando as pessoas, ao invés de
conquistar homens e mulheres através do sacrifício remidor na cruz. Mas
acontece que o Reino de Deus nunca será estabelecido por meios satânicos.
Essa
oferta tem sido oferecida até hoje para muitas pessoas, e, infelizmente, muitos
tem aceitado. Observe quantas guerras religiosas temos contemplado em nosso
meio. Igrejas contra igrejas, pastores contra pastores, irmãos contra irmãos.
Cada um querendo estabelecer o seu próprio reino e não o Reino de Deus. Com
essas atitudes quem tem sido adorado é o próprio Satanás. Em muitos púlpitos
ele está sentado e sendo adorado como deus.
Quantos
pastores orando por avivamento, mas avivamento para sua igreja e não para a
igreja do “concorrente”. Querem a sua igreja cheia, ainda que seja com pessoas
vazias do Espírito Santo. Para alguns o importante é o movimento.
A RESPOSTA
DE JESUS
Veja o que
o Senhor disse a Satanás diante dessa proposta imoral: “Então, Jesus
lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus,
adorarás, e só a ele darás culto” (Dt 6.13). O Senhor cita mais uma
vez as Escrituras Sagradas com intrepidez. Ele não se deixa levar, mais uma
vez, pela proposta imoral do diabo.
Satanás
quer dizer “Adversário”, e é exatamente isso que ele é; ele é o adversário
direto do nosso Deus e nosso também. Ele sempre irá tentar “facilitar” as
coisas para nós. Para isso o preço é muito alto, é o preço da APOSTASIA. E
quantos estão se apostatando da fé para poderem ter o seu próprio reino. E por
ele dão a própria vida. Por Deus não, mas pelo reino pessoal vão até o fim.
Com essa
palavra de Jesus Satanás o deixou, mas como nos fala em Lucas 4.13: “Até
momento oportuno”, ou seja, Satanás não desistiu, mas foi até a cruz tentando o
Senhor. Se ele fez isso com o próprio Deus encarnado quanto mais fará com cada
um de nós. Como disse Pedro em sua primeira carta:
“Sede
sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão
que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de
que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade
espalhada pelo mundo” (1Pe
5.8,9).
Pedro
falou do que conhecia muito bem, pois na noite em que Jesus foi preso ele negou
o Seu Mestre três vezes. Pedro foi tragado pelo medo, pela covardia e pelo
rugido de Satanás. Pedro cedeu à tentação, mas Ele foi resgatado pelo Senhor e
restituído no ministério. Por isso ele nos alerta para termos cuidado, “Aquele,
pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co 10.12).
QUINTO, A
VITÓRIA SOBRE A TENTAÇÃO.
Ninguém
está livre da tentação, mas de resisti-la sim. Tentação não é pecado, ceder a
ela é. Veja nas próprias palavras de Tiago 1.13-15 essa realidade:
“Ninguém,
ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado
pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua
própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver
concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”.
A Bíblia
nos diz que Jesus em tudo foi tentado, mas sem pecar. E como Ele venceu a
tentação?
1º – A
Bíblia nos diz que Jesus encarnou nas mesmas condições de Adão. Nele não havia a semente do
pecado. Jesus tinha um caráter santo, e mesmo sendo tentado no deserto não
cedeu a tentação.
2º –
Porque Ele resistiu ao diabo firmemente. A própria Palavra nos ensina a fazer a mesma coisa: “Sujeitai-vos,
portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).
3º –
Porque Ele conhecia e praticava a Palavra de Deus. O Salmo 128.1 nos diz: “Bem-aventurado
aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!” Foi assim que o
Senhor venceu a tentação, no temor do Senhor e andando em Seus caminhos. Só
podemos trilhar o verdadeiro caminho conhecendo o caminho. E o caminho nos é
mostrado em Sua Palavra, pois ela nos ensina como devemos andar e proceder em
Sua presença.
Eva torceu
a Palavra de Deus e o diabo também a torceu tentando levar Jesus à queda. Mas
Jesus conhecia a palavra e não se deixou levar pelo engano de Satanás. Saiba de
uma coisa meu irmão, o diabo é um péssimo exegeta. Como disse Hernandes Dias
Lopes: “A Palavra de Deus na boca do diabo é palavra do diabo e não Palavra de
Deus”.
CONCLUSÃO
Diante de
tudo que foi falado creio que podemos concluir dizendo algo prático e
extremamente importante: “Todos nós devemos esperar tempos de provas”. Se
Satanás não desistiu de Jesus, ele também não desistirá de nenhum de nós. Por
isso devemos vigiar e orar o tempo todo e em todo tempo. Ele é um ser maligno e
perseverante. Sempre haverá suas investidas, não pense que ele se afasta e não
volta. O apóstolo Paulo nos deixou isso bem claro quando escreveu a sua carta
aos Efésios 6.10-13. Veja como ele nos alerta:
“Quanto ao
mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda
a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;
porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os
principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra
as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a
armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes
vencido tudo, permanecer inabaláveis”.
Mas nós
temos um grande conforto, Deus sempre está ao nosso lado. Ele nunca nos
abandona. Aliás, o Senhor nos diz também que “Não vos sobreveio
tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais
tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos
proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10.13).
O texto de
Mateus termina dizendo que “com isso, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos
e o serviram”. Lute até o fim, não esmoreça. Não ceda a tentação. O Senhor
também enviará o sustento para você e para mim também.
Que o
Senhor nos abençoe!
A
tentação de Jesus
TEXTO ÁUREO
“Porque não temos um sumo
sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como
nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15).
COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO
“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das
nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”
(Hb 4.15).
Nosso
texto áureo está inserido no capítulo 4 da Epístola ao Hebreus, cuja temática
é: Cristo é superior aos sumos sacerdotes
do antigo pacto.
Sobre a
tentação de Jesus “o evangelista Lucas registra que Jesus foi cheio do Espírito
Santo (4.1), e conduzido ao deserto, onde foi tentado pelo Diabo por quarenta
dias. Neste período, o Senhor Jesus ficou em comunhão com o Pai através de
jejum e oração. Entretanto, ao sentir fome, nosso Senhor começou a ser tentado
pelo Diabo. O relato do capítulo 4 do Evangelho de Lucas retrata três tentações
que o Senhor Jesus foi provado: as necessidades físicas (vv.3,4), a oferta de
autoridade sobre os reinos (vv.5-8) e provar a verdade da promessa de Deus
(vv.9-12).
A
primeira tentação de Jesus revela-nos que Ele não usou o seu poder para
benefício próprio, pois antes agradava obedecer a Deus que a Satanás. Seria
natural, se com fome, o nosso Senhor transformasse pedra em pão e revelasse ser
verdadeiramente o Filho de Deus. Não! A resposta do nosso Senhor foi direta:
nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus (Dt
8.3).
A segunda
tentação de nosso Senhor tem a ver com a ambição de conquistar e governar todos
os reinos do mundo. Satanás colocou diante de Jesus toda a autoridade do mundo,
e em troca, ordenou que Jesus o adorasse prostrado. O Diabo usou de
meia-verdade, pois apesar de ter poder (Ef 2.2), ele não tinha autoridade para
dar ou não a Jesus reinos ou a glória desse mundo. A promessa de torná-lo o
grande soberano do mundo não “encheu os olhos” de nosso Senhor, que de pronto,
logo respondeu: “O Senhor, teu Deus, temerás, e a ele servirás, e pelo seu nome
jurarás” (Dt 6.13).
A
terceira tentação mostra o nosso Senhor sendo levado pelo Diabo ao pináculo do
Templo. A proposta de Satanás: Pular, pois estava escrito que Deus daria ordens
aos anjos para livrá-lo. Ainda haveria outro impacto: Pular do pináculo do
Templo e cair salvo no meio pátio sagrado, de uma só vez, faria o Senhor ser
reconhecido como “Messias”. Mas não foi isso que aconteceu. O nosso Senhor não
queimou etapas, mas repreendeu Satanás dizendo que ninguém pode tentar a Deus.
As coisas do Altíssimo não são para fazermos provas sem sentido.
As três
tentações de Jesus Cristo expuseram três áreas que o ser humano se mostra
frágil: A das pulsões carnais, as do poder e a da busca pela fama. Nosso Senhor
venceu as tentações e nos estimulou a fugir das pulsões carnais, do apego pelo
poder e da possibilidade de usar as promessas divinas para benefício próprio
para a formação da autoimagem”.
O teólogo
Dr. Russell Norman Champlin comentando
sobre o referido versículo 15 assim declara:
Ele é chamado de «Filho de Deus», e isso o eleva
muito acima de Aarão. Mas ele também se identificou totalmente conosco, em
nossa natureza humana, tendo sofrido tudo quanto sofremos; portanto, ele
simpatiza totalmente com nossos problemas, com nossos conflitos contra o
pecado, e sabe como ajudar-nos em nossa inquirição espiritual. «Todos os pontos
principais dos primeiros capítulos são reunidos neste versículo e no próximo
(décimo quarto e décimo quinto): o Sumo Sacerdote (Hb 2.17 e 3.1); a sua
exaltação (Hb 1.3; 4.13 e 2.9); a sua filiação divina (Hb 3.6); a sua compaixão
para com os irmãos, de cuja sorte ele veio compartilhar (Hb 2.11-18)».
«...compadecer-se...» No grego é sumpatheo,
que significa «mostrar simpatia por», «simpatizar com», dando a ideia de sentir
e compreender nossas fraquezas. Cristo sabe o que sofremos e sob quais
condições vivemos; mas ele também «sente» o peso e a carga da existência
mortal, devido ao próprio fato que compartilhou perfeitamente de nossa natureza
e experiências humanas.
«...fraquezas...» Isso fala de debilidades morais e físicas, de
paixões humanas, de limitações, de impulsos biológicos, de pontos de vista
morais imperfeitos, de consciências que predispõem ao pecado, que facilitam a
prática do pecado e dificultam tremendamente a vitória moral. Ora, Cristo
participou das emoções humanas, como o temor, a tristeza, o temor da morte.
Desse modo ele aprendeu a confiar. Obteve a vitória. Cristo conhece
experimentalmente todas essas coisas, pois participava perfeitamente das
condições humanas. Não estava acima delas; participou diretamente das mesmas.
Desse modo, a autêntica humanidade de Jesus é ensinada contra o pensamento
docético, que fazia de Jesus Cristo apena suma figura angelical cuja
participação na humanidade seria apenas aparente, e não real (Fl 2.7). Além de
preparar a Cristo para a cruz, para que
ele seja um sacrifício sem mancha, isso também:
1.
preparou-o para o seu ofício sumo sacerdotal, pois só podia interceder por um
povo que compreendesse totalmente, por quem tivesse absoluta simpatia;
2. mostrou-nos também como nos devemos
desenvolver e ocupar da inquirição espiritual.
Tudo quanto Cristo fez, sofreu e experimentou, fê-lo
como homem. Quanto às suas vitórias e milagres ele aprendeu a usar o poder do
Espírito, que está à disposição de todos os homens; por isso, a declaração que
diz que podemos faze as obras como as suas, e maiores ainda, apesar de
extremamente objetiva, é veraz (João 14:12). Ele se limitou às condições
humanas a fim de mostrar o grande potencial da humanidade quando impulsionada
pelo Espírito. Esse poder o transformou como homem espiritualizando-o,
tornando-o o Pioneiro do caminho, e não apenas o próprio caminho. Cristo
mostrou-nos como os homens podem ser espiritualizados, assim chegando a
participar de sua natureza celestial, tal como ele antes compartilhou
perfeitamente da nossa humilde humanidade.
«....sem
pecado...» Há várias declarações
neotestamentárias sobre a impecabilidade de Jesus. (At 3.14; II Cor. 5.21).
...A impecabilidade de Cristo qualificou-o preeminentemente para o sumo
sacerdócio, pois ele, diferentemente de outros, não precisa oferecer sacrifício
por si mesmo. Todo seu labor pode ser assim devotado a seus irmãos. Assim,
mediante o sacrifício de si mesmo, ele eliminou o pecado para sempre (Hb 9.26),
livrando os filhos de Deus de sua manopla e dando-lhes um lugar de acesso a
Deus Pai. E da «segunda vez» em que ele aparecer (na parousia), não haverá mais
necessidade de cuidar da questão do pecado. Portanto, ele aparecerá «à parte do
pecado», e isso «para a salvação», com o propósito de levar à fruição a
salvação de seus irmãos (Hb 9.28). A impecabilidade de Cristo, pois, deve
significar mais do que a rejeição de atos pecaminosos; ele nunca favoreceu à
atitude do pecado; não pecou em seus desejos e em seus motivos, muito menos em
suas ações. Ele mesmo deixou claro que o pecado reside nos desejos e motivos
dos homens, e não apenas em atos pecaminosos (Mt 5.27 e ss.). Gloriando-nos nas
debilidades (CHAMPLIN, Vol. 5, 1995, p. 523-524).
RESUMO
DA LIÇÃO 04
A TENTAÇÃO DE JESUS
I - A
REALIDADE DA TENTAÇÃO
1.
Uma realidade humana.
2.
Vencendo a tentação.
II - A
TENTAÇÃO DE SER SACIADO
1. A
sutileza da tentação.
2.Gratificação
pessoal.
III - A
TENTAÇÃO DE SER CELEBRADO
1. O
príncipe deste mundo.
2. A
busca pelo poder terreno.
IV - A
TENTAÇÃO DE SER NOTADO
1. A
artimanha do Inimigo.
2. A
busca pelo prestígio.
VERDADE PRÁTICA
Jesus firmou-se na Palavra de Deus
para vencer Satanás. Assim devemos agir para obter a vitória.
LEITURA DIÁRIA
Lucas 4.2; 1Co 10.13 – A tentação é uma realidade para todos os crentes
Lc 4.3; 1Pe 5.8 – A necessidade constante de vigilância ante a
tentação
Gn 3.6; Lc 4.3,4 – A tentação de ser saciado em um momento de
necessidade
Lc 4.5-8 – A tentação de ser prestigiado e assim descumprirmos
o propósito divino
Lc 4.9 – A tentação de ser notado quando Deus quer discrição
Lc 4.12,13 – Em Jesus Cristo podemos vencer a tentação
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 4.1-13.
1 — E
Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao
deserto.
2 — E
quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma,
e, terminados eles, teve fome.
3 — E
disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se
transforme em pão.
4 — E
Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem,
mas de toda palavra de Deus.
5 — E
o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os
reinos do mundo.
6 — E
disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim
me foi entregue, e dou-o a quem quero.
7 — Portanto,
se tu me adorares, tudo será teu.
8 — E
Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o
Senhor, teu Deus, e só a ele servirás.
9 — Levou-o
também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o
Filho de Deus, lança-te daqui abaixo,
10 — porque está escrito: Mandará aos seus
anjos, acerca de ti, que te guardem
11 — e que te sustenham nas mãos, para que
nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
12 — E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito
está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.
13 — E, acabando o diabo toda a tentação,
ausentou-se dele por algum tempo.
HINOS SUGERIDOS
75, 308, 422 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Mostrar que Jesus foi tentado, mas
venceu toda tentação pelo poder da Palavra de Deus.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos
referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o
objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
· I. Compreender a
realidade da tentação.
· II. Explicar como
Jesus venceu a tentação de ser saciado.
· III. Saber como
Jesus venceu a tentação de ser celebrado.
· IV. Analisar as
artimanhas do Inimigo para que Jesus cedesse à tentação de ser notado.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
O Diabo é um anjo do mal que, dia e
noite, procura fazer com que os servos de Deus sejam seduzidos pelo pecado.
Como homem Jesus também foi tentado em tudo (Hb 4.15b), mas o Mestre venceu
toda tentação. O Inimigo foi derrotado em todas as áreas na vida de Jesus. A
tentação vem para todos os filhos de Deus, porém, a Palavra do Senhor nos
garante que, se resistirmos ao Diabo, ele fugirá de nós (Tg 4.7).
Lucas diz que o Diabo se ausentou de
Jesus por um tempo (Lc 4.13), ou seja, até encontrar outra oportunidade para
atacá-lo novamente. Jesus estava iniciando seu ministério quando foi conduzido
ao deserto para experimentar vários tipos de tentação, mas o Inimigo, mesmo sem
sucesso, o tentou até a cruz.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A tentação é uma realidade com a qual
todo crente, em algum momento, irá se deparar. Não existe ninguém que seja
imune à tentação, pois até mesmo Jesus, o homem perfeito, foi tentado! A
resposta à tentação não é, portanto, negá-la, mas enfrentá-la à luz da Palavra
de Deus.
Nesta lição iremos aprender como
Jesus enfrentou a tentação e derrotou Satanás. Veremos a sutileza do Diabo em
tentar o Filho de Deus em um momento de extrema carência e necessidade física,
e como o Filho do Homem o derrotou ao dizer “não” a cada uma de suas propostas.
Por fim, destacaremos que a vitória de Jesus é também a nossa.
PONTO CENTRAL
A tentação é uma realidade, mas em Jesus podemos
vencê-la.
I. A REALIDADE DA TENTAÇÃO
1. Uma realidade humana. Já foram assinalados em comentários
anteriores que devemos levar em conta o fato bíblico e teológico incontestável
de que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Como Deus, não podia
ser tentado, mas como homem, mesmo sendo perfeito, sim (Jo 17.5; Fp 2.5-11; Hb
2.17). No mistério da encarnação, Jesus não perdeu a sua natureza divina, nem
tampouco os atributos da divindade, mas, como diz a tradução americana de
Philips, Ele “abdicou de seus privilégios” (Fp 2.7). Como homem Ele foi tentado
em todas as coisas, assim como nós, porém, não transgrediu (Hb 4.15). À luz do
ensino bíblico, portanto, a tentação de Jesus Cristo foi real e não apenas uma
encenação. O homem perfeito, Jesus, foi tentado em tudo, mas não pecou! (1Pe
2.22).
2. Vencendo a tentação. Lucas revela que Cristo foi conduzido pelo
Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo Diabo. Jesus, em sua condição
humana, foi capacitado pelo Espírito Santo para enfrentar Satanás. A
capacitação de poder sobre Jesus revela o lado messiânico da sua missão. Na
teologia lucana, o Messias seria revestido pelo Espírito para realizar a obra
de Deus, e isso incluía desfazer as obras do Diabo. A vitória de Jesus sobre a
tentação é também a nossa vitória. Jesus, o homem perfeito, venceu a sedução do
pecado com oração, com a Palavra e por andar no Espírito. Todos os que estão em
Cristo podem sim, também, vencer a tentação (1Co 10.13).
SÍNTESE DO TÓPICO (I)
A tentação é uma realidade para todos os
filhos de Deus.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“O Diabo tentou o Filho do homem, mas
também o Filho de Deus. Foi uma disputa entre Jesus, cheio do Espírito Santo, e
o acusador dos homens. O Diabo tinha vencido, com Adão e Eva. Ele tinha
esperanças de triunfar sobre Jesus” (ROBERTSON, A. T.Comentário de Lucas: À
Luz do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.80).
II. A TENTAÇÃO DE SER SACIADO
1. A sutileza da tentação. A primeira tentação de Jesus se dá na esfera
dos apetites. A essa tentação Jesus respondeu: “Escrito está que nem só de pão
viverá o homem” (Lc 4.3,4). O Diabo, por certo, sabia que por ocasião do
batismo de Jesus, Deus, o Pai, falara-lhe da sua filiação divina (Lc 3.22).
Jesus, como o homem perfeito que era, precisava enfrentar a tentação em sua
condição humana, e não fazer uso de seus atributos divinos como queria o Diabo.
Como Filho de Deus que era, evidentemente Jesus poderia usar os atributos da
divindade para transformar todo aquele deserto em pão. Todavia, se assim
procedesse, negaria a sua missão de homem perfeito. Quer o Diabo estimule um
apetite legítimo, quer não, o seu alvo é sempre o mesmo — colocar tropeços no
caminho do servo de Deus.
2. Gratificação pessoal. Depois de 40 dias de jejum total, Jesus, sem
dúvida alguma, encontrava-se debilitado fisicamente. Todo o seu ser, por certo,
exigia ser saciado. Tanto a água quanto o pão são elementos necessários para a
manutenção do corpo. Não há, portanto, nada de errado com o desejo de comer ou
beber. Todavia, se esse desejo é apenas para uma gratificação pessoal, como queria
o Diabo, então ele se converte em pecado. Satanás queria que Jesus visse as
coisas materiais como sendo mais necessárias do que as espirituais. Jesus
mostra que mais importante do que o pão material era o pão espiritual, a
Palavra de Deus. Ainda hoje, o Diabo usa a mesma artimanha quando convence os
homens de que ter abundância, fartura ou prosperidade material é melhor do que
desfrutar da comunhão com Deus.
SÍNTESE DO TÓPICO (II)
Jesus foi tentado a satisfazer sua
necessidade de ser saciado.
CONHEÇA MAIS
O jejum
“Segundo a leitura médica, trinta a
quarenta dias de completo jejum exaure as energias do corpo, causa fome intensa
e aproxima o indivíduo da exaustão. Mesmo neste estado de fraqueza, Jesus
permaneceu fiel ao compromisso. Confiou e agiu de acordo com a Palavra de Deus”
(Guia do Leitor da Bíblia. CPAD. p.655).
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Jesus experimenta três tentações
específicas. A primeira envolve suas necessidades físicas (Lc 4.3,4). O Diabo
presume que Jesus é o Filho de Deus — ‘Se tu és o Filho de Deus’ significa
‘Visto que Tu és o Filho de Deus’. Claro que Jesus pode exercer o poder de Deus
e transformar uma pedra do chão em pão. O Diabo sugere que o uso deste poder
para aliviar a fome era verdadeira prova de que Jesus é o Filho de Deus. Mas se
Jesus transformasse uma pedra em pão, tal milagre revelaria sua falta de fé na
bondade de Deus. Ele teria obedecido a Satanás em vez de ser obediente a Deus.
Ele teria usado seu poder para satisfazer as necessidades pessoais em vez de
usá-lo para a glória de Deus.
Jesus resiste à tentação do Diabo
citando Deuteronômio 8.3. O ponto de sua resposta é que o bem-estar humano é
mais que assunto de ter comida suficiente. O mais importante é obedecer à
Palavra de Deus e confiar no Senhor que cuida de nós. Jesus obedece à Palavra
de Deus, embora implique em fome física” (Comentário Bíblico Pentecostal. Volume
1. 1ª Edição. RJ: CPAD. p.338).
III. A TENTAÇÃO DE SER CELEBRADO
1. O príncipe deste mundo. No texto de Lucas 4.5-8, o Diabo oferece a
Jesus domínio sobre os reinos do mundo. Jesus não contestou as palavras de
Satanás quando este afirmou que possuía autoridade sobre este mundo (Lc 4.6).
De fato, o próprio Cristo afirmou que Satanás é o príncipe deste mundo (Jo
16.11). O apóstolo João nos diz que “o mundo está no maligno” (1Jo 5.19). E o
apóstolo Paulo diz que o Diabo é “príncipe das potestades do ar” (Ef 2.2).
Vivemos em um mundo caído e com um sistema iníquo, mas, assim como Jesus Cristo,
não fazemos parte dele (Jo 8.23; 17.9; 18.36). É lamentável quando crentes não
apenas vivem de acordo com os padrões deste mundo, mas também ficam totalmente
comprometidos com ele.
2. A busca pelo poder terreno. Por trás desse sistema iníquo existe toda uma
filosofia de domínio. Esse poder pode estar presente tanto na esfera material
como na espiritual. É a busca pela glória e poder terreno. O Diabo sabe que o
desejo de ser celebrado, de ser chamado “senhor”, é algo que fascina os homens.
Satanás sabia que derrubaria Adão se o convencesse de que ele poderia se tornar
poderoso ao adquirir conhecimento. Adão acreditou que até mesmo poderia ser
como Deus (Gn 3.5). A isca foi lançada e Adão a engoliu! O Diabo por certo
acreditava que o mesmo aconteceria com Jesus, o Filho do Homem. Mas Jesus não
se dobrou diante de Satanás. Por certo, muitos estão exercitando poder e
domínio neste mundo, mas provavelmente também estão se curvando diante de
Satanás.
SÍNTESE DO TÓPICO (III)
Como homem, Jesus foi tentado a buscar
honra e celebração para si.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“A segunda tentação é a oferta que o
Inimigo fez a Jesus de autoridade sobre os reinos da terra (Lc 4.5-8). Num
momento de tempo, ele traz à presença de Jesus todos os reinos do mundo. Afirma
que eles lhes foram dados e que ele tem o direito de dispor deles como quiser.
A afirmação do Diabo é meia-verdade. Embora ele tenha grande poder (Jo 12.31;
14.30), não tem autoridade para dar a Jesus os reinos do mundo e a glória
deles. Ele promete que Jesus pode se tornar o governante da terra se tão
somente Ele o adorar. Satanás tenta ludibriar Jesus para obter poder político e
estabelecer um reino no mundo maior que o dos romanos.
O Reino que Jesus veio estabelecer é
muito diferente. É um reino no qual Deus reina, e é formado por homens e
mulheres livres da escravidão do pecado e de Satanás” (Comentário Bíblico
Pentecostal. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD. p.338).
IV. A TENTAÇÃO DE SER NOTADO
1. A artimanha do Inimigo. O Diabo não desiste nas primeiras derrotas e
arrisca tentar Jesus mais uma vez com seu jargão predileto: “Se tu és” (Lc
4.9). Todavia, agora ele acrescenta a frase: “porque está escrito” (Lc 4.10).
Satanás tenta derrotar Jesus usando a Bíblia! Evidentemente que ele usa o Salmo
91 fora do seu contexto! Quando a Palavra do Senhor tem exatamente o sentido do
que o Criador disse, então ela é de fato a Palavra dEle. Porém, quando passa a
possuir um sentido particular, isto é, que Deus não disse, não é mais a Palavra
dEle, mas palavras de Satanás. A Bíblia usada fora do seu contexto, como fez o
Diabo e as seitas que ele criou, não é a Palavra de Deus, mas uma arma do
Maligno. É preciso muito cuidado quando se vê alguém manusear a Bíblia. Pode
ser que esse “manuseio” não esteja a serviço de Deus!
2. A busca pelo prestígio. Quando o Diabo quer ver a queda de alguém,
procura levá-lo até o ponto mais alto (Lc 4.9). É a tentação de ser visto, de
ser notado. Era algo muito tentador saber que dezenas, talvez centenas de
pessoas, estariam ali para ver e aplaudir aquela cena com características
cinematográficas. Jesus não se dobrou frente aos apelos de Satanás.
Há um reconhecimento e uma fama que
são bíblicas e não há nada pecaminoso nisso (Gn 12.2; 2Sm 7.9). Todavia, quando
o desejo por publicidade se torna um fim em si mesmo, então passa-se a fazer o
jogo do Diabo. Infelizmente, muitos não medem esforços para se exibir. Isso é
pecado, mesmo que seja na esfera religiosa ou espiritual.
SÍNTESE DO TÓPICO (IV)
Jesus venceu a tentação de ser notado
pelos homens.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“A terceira tentação tem a ver com
provar a verdade da promessa de Deus (Lc 4.9-12). Jesus se deixa levar
voluntariamente com o maligno até o ponto mais alto do templo. A localização
precisa no templo é incerta, mas do ponto mais alto do templo Satanás instiga
Jesus a pular: ‘Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo’ (v.9). A
sugestão dele é esta: ‘Antes de tu te dispores em tua missão, é melhor que te
certifiques da proteção de Deus. Então, por que não pulas e não te asseguras de
que Deus tomará conta de Ti?’. O maligno foi refutado duas vezes com as
Escrituras, então ele cita o Salmo 91.11,12 para garantir que Deus o protegerá
de qualquer dano. Este é um exemplo de torcer as Escrituras para servir a um
propósito, pois o Salmo 91 não garante que Deus fará milagres sob as condições
que estipularmos” (Comentário Bíblico Pentecostal. Volume 1. 1ª
Edição. RJ: CPAD, p.338).
CONCLUSÃO
Jesus venceu Satanás no deserto e em
todas as outras situações em que o confrontou durante o seu ministério terreno
(Lc 4.1-13; 10.18,19). Na cruz do Calvário, o Filho de Deus derrotou Satanás de
forma definitiva (Cl 2.15; Hb 2.14). Posteriormente, o apóstolo Paulo ensinaria
à Igreja que todos aqueles que se encontram em Cristo também participam dessa
vitória (Ef 1.20-22; 2.6). Em Cristo somos mais do que vencedores (Rm 8.37; 1Co
15.57), todavia, como cristãos criteriosos, não devemos subestimar o mal (Lc
22.31-34).
PARA REFLETIR
Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:
De que forma a lição explica a tentação de Jesus?
Ela explica que a tentação é uma realidade humana. Como homem Jesus
também sofreu várias tentações. Porém, Ele venceu todas.
Qual foi a primeira tentação de Jesus?
A primeira tentação foi a sugestão do Diabo de Jesus transformar as
pedras do deserto em pães. Ele sabia que Jesus estava em jejum e, certamente,
estava com fome.
Qual foi a segunda tentação?
A segunda tentação foi a oferta que o Diabo fez a Jesus de autoridade
sobre os reinos da terra (Lc 4.5-8).
Satanás tentou derrotar Jesus usando até mesmo o
quê?
Ele usou até mesmo a Palavra de Deus. Porém, que fique claro, o Diabo
utilizou a Palavra de Deus de forma errada, fora do seu contexto.
Quando Jesus derrotou Satanás de forma definitiva?
Quando da sua morte e ressurreição na cruz do calvário.
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
A tentação de Jesus
O evangelista Lucas registra que
Jesus foi cheio do Espírito Santo (4.1). Após o nosso Senhor ser cheio do
Espírito, Ele foi conduzido pelo mesmo Espírito ao deserto, onde foi tentado
pelo Diabo por quarenta dias. Neste período, o Senhor Jesus ficou em comunhão
com Deus Pai através de jejum e oração. Entretanto, ao sentir fome, nosso
Senhor começou a ser tentado pelo Diabo. O relato do capítulo 4 do Evangelho de
Lucas retrata três tentações que o Senhor Jesus foi provado: as necessidades
físicas (vv.3,4), a oferta de autoridade sobre os reinos (vv.5-8) e provar a
verdade da promessa de Deus (vv.9-12).
A primeira tentação de Jesus
revela-nos que Ele não usou o seu poder para benefício próprio, pois antes
agradava obedecer a Deus que a Satanás. Seria natural, se com fome, o nosso
Senhor transformasse pedra em pão e revelasse ser verdadeiramente o Filho de
Deus. Não! A resposta do nosso Senhor foi direta: nem só de pão viverá o homem,
mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus (Dt 8.3).
A segunda tentação de nosso Senhor
tem a ver com a ambição de conquistar e governar todos os reinos do mundo.
Satanás colocou diante de Jesus toda a autoridade do mundo, e em troca, ordenou
que Jesus o adorasse prostrado. O Diabo usou de meia-verdade, pois apesar de
ter poder (Ef 2.2), ele não tinha autoridade para dar ou não a Jesus reinos ou
a glória desse mundo. A promessa de torná-lo o grande soberano do mundo não
“encheu os olhos” de nosso Senhor, que de pronto, logo respondeu: “O Senhor,
teu Deus, temerás, e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás” (Dt 6.13).
A terceira tentação mostra o nosso
Senhor sendo levado pelo Diabo ao pináculo do Templo. A proposta de Satanás:
Pular, pois estava escrito que Deus daria ordens aos anjos para livrá-lo. Ainda
haveria outro impacto: Pular do pináculo do Templo e cair salvo no meio pátio
sagrado, de uma só vez, faria o Senhor ser reconhecido como “Messias”. Mas não
foi isso que aconteceu. O nosso Senhor não queimou etapas, mas repreendeu
Satanás dizendo que ninguém pode tentar a Deus. As coisas do Altíssimo não são
para fazermos provas sem sentido.
As três tentações de Jesus Cristo
expuseram três áreas que o ser humano se mostra frágil: A das pulsões carnais,
as do poder e a da busca pela fama. Nosso Senhor venceu as tentações e nos
estimulou a fugir das pulsões carnais, do apego pelo poder e da possibilidade
de usar as promessas divinas para benefício próprio para a formação da
autoimagem.
________________________________________________
A força do Jejum
Quando
buscamos a Deus com a prática do jejum e oração incessante estamos buscando a
nossa própria mente. O jejum nos torna dignos em receber, os bens divinos que
ele esta pronto em conceder.
Exemplos
pessoas que receberam força divina vinda pela prática do Jejum.
Moisés que
jejuou 40 dias (Êxodo 34,28);
Elias – 40
dias (I Reis 19,8);
Cristo – 40
dias (Lucas 4,2);
Paulo – 3 dias
(Atos 9,9).
Estas pessoas
depois do período de jejum sem alimentarem-se e passando noites em oração,
voltavam desses fortalecidos, dispostos como se tivessem gasto estas horas
dormindo. O sustento delas foi o Senhor Deus.
Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme ao
teor destas palavras tenho feito aliança contigo e com Israel.
E esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu
pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez
mandamentos.
Ele,
porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro;
e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida,
pois não sou melhor do que meus pais.
E
deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe
disse: Levanta-te, come.
E
olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma
botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se.
E
o anjo do Senhor tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come,
porque te será muito longo o caminho.
Levantou-se,
pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e
quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.
E
Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao
deserto
E
quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma;
e, terminados eles, teve fome.
Assinar:
Comentários (Atom)