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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Pré aula Lição 9 Bênção e maldição na família de Noé


Pré aula Lição 9 Bênção e maldição na família de Noé


Mário Sérgio Cortella - Política para não ser idiota [Palestra]






Opinião Livre - Ética, Gentileza e Cordialidade


Mensagem de Natal


Você Sabe Com Quem Está Falando? - HD - Mário Sérgio Cortella e outros




Carreira, Gestão, Vida e Ética - HD - Mário Sérgio Cortella e outras palestras.












A ARTE DE LIDERAR - Mário Sérgio Cortella


A ARTE DE LIDERAR - Mário Sérgio Cortella

O que são Políticas Públicas?

O que são Políticas Públicas?

Políticas públicas são conjuntos de programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado diretamente ou indiretamente, com a participação de entes públicos ou privados, que visam assegurar determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado seguimento social, cultural, étnico ou econômico. As políticas públicas correspondem a direitos assegurados constitucionalmente ou que se afirmam graças ao reconhecimento por parte da sociedade e/ou pelos poderes públicos enquanto novos direitos das pessoas, comunidades, coisas ou outros bens materiais ou imateriais.


Exemplos de Políticas Públicas

A educação e a saúde no Brasil são direitos universais de todos os brasileiros. Assim, para assegurá-los e promovê-los estão instituídas pela própria Constituição Federal as políticas públicas de educação e saúde.
O meio ambiente é também reconhecido como um direito de todos e a ele corresponde a Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei Federal n.º 6.938.
A água é concebida na Carta da República como bem de uso comum. Para proteger este bem e regulamentar seu uso múltiplo foi instituída a Política Nacional de Recursos Hídrico mediante a Lei Federal nº 9.433.


Como são formuladas as Políticas Públicas?

As políticas públicas podem ser formuladas principalmente por iniciativa dos poderes executivo, ou legislativo, separada ou conjuntamente, a partir de demandas e propostas da sociedade, em seus diversos seguimentos.
A participação da sociedade na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas em alguns casos é assegurada na própria lei que as institui. Assim, no caso da Educação e da Saúde, a sociedade participa ativamente mediante os Conselhos em nível municipal, estadual e nacional. Audiências públicas, encontros e conferências setoriais são também instrumentos que vem se afirmando nos últimos anos como forma de envolver os diversos seguimentos da sociedade em processo de participação e controle social.
A Lei Complementa n.º 131 (Lei da Transparência), de 27 de maio de 2009, quanto à participação da sociedade, assim determina:

“I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos;”
“II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público;”

Assim, de acordo com esta Lei, todos os poderes públicos em todas as esferas e níveis da administração pública, estão obrigados a assegurar a participação popular. Esta, portanto, não é mais uma preferência política do gestor, mas uma obrigação do Estado e um direito da população.


Quais os instrumentos que compõem as Políticas Públicas?

As políticas públicas normalmente estão constituídas por instrumentos de planejamento, execução, monitoramente e avaliação, encadeados de forma integrada e lógica, da seguinte forma:

1. Planos
2. Programas;
3. Ações
4. Atividades.

Os planos estabelecem diretrizes, prioridades e objetivos gerais a serem alcançados em períodos relativamente longos. Por exemplo, os planos decenais de educação tem o sentido de estabelecer objetivos e metas estratégicas a serem alcançados pelos governos e pela sociedade ao longo de dez anos.
Os programas estabelecem, por sua vez, objetivos gerais e específicos focados em determinado tema, público, conjunto institucional ou área geográfica. O Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais (PNC) é um exemplo temático e de público.

Ações visam o alcance de determinado objetivo estabelecido pelo Programa, e a atividade, por sua vez, visa dar concretude à ação.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Informações sobre Camara Municipal.

Perguntas Frequentes

Qual o expediente da Câmara?
A Câmara Municipal funciona das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

O que é Câmara Municipal?
A Câmara Municipal é o órgão responsável pelo exercício do Poder Legislativo, no qual se reúnem os Vereadores, de acordo com a Lei Orgânica do Município, para promover a elaboração de leis e realizar o controle da Administração local, principalmente quanto aos atos e as contas do Poder Executivo.  Atualmente, existem 10 vereadores.

Qual a função do vereador?
O vereador, de maneira geral, é o representante do povo. No exercício desta função, o vereador é o fiscal dos atos do prefeito na administração dos recursos do município utilizados no orçamento. O vereador também faz as leis que estão dentro de sua competência, e analisa e aprova as leis que são de competência da prefeitura. Em resumo, o vereador recebe o povo, atende as suas reivindicações e é o mediador entre o povo e o prefeito.

Como o Vereador fiscaliza o Prefeito?
O vereador pode e deve visitar os diversos órgãos da prefeitura, onde toma conhecimento de tudo. Ele pode, ainda, fazer os pedidos de informação ao prefeito por escrito. O prefeito não pode deixar de responder e tem um prazo de 15 dias. Se ele não responder estará cometendo uma infração político-administrativa e pode ser punido por isso.

Como o Vereador faz as Leis?
Por meio de sua assessoria, o vereador elabora e redige os projetos, apresentando-os, em seguida, em Plenário. Este projeto é declarado objeto de deliberação pelo presidente e manda abrir o processo. Em seguida, o projeto vai para as diversas comissões da Câmara e passa por duas votações. Depois disso, o projeto aprovado vai para o prefeito que pode sancioná-lo ou vetá-lo, ou nem um nem outro.

Como os Vereadores fiscalizam o Orçamento Municipal?
O orçamento de uma cidade é constituído de despesa e receita. As receitas são os impostos, os empréstimos, as transferências ou o dinheiro que os governos estadual e federal mandam para o município. As despesas são o modo como o município vai aplicar o que arrecadou. Todo final de ano, o prefeito manda, em forma de lei, esse orçamento para a Câmara aprovar. Mas, até o final de julho, as Câmaras devem aprovar a chamada Lei de Diretrizes Orçamentárias, que é a norma para fazer a Lei Orçamentária, contendo as regras e as prioridades na aplicação dos recursos públicos

O que são Sessões da Câmara?
É o momento em que os vereadores se reúnem para discuti e votar as matérias que constam na pauta. A cada ano são realizadas cerca de 40 sessões ordinárias, além de outras, como extraordinárias e solenes.

O que é um projeto vetado ou sancionado/promulgado?
Depois de aprovado na Câmara, o projeto vai ao prefeito que pode vetá-lo, isto é, recusá-lo, ou sancioná-lo, isto é, aceitá-lo como Lei. Se o prefeito não veta ou não sanciona, o projeto é promulgado como Lei pela Câmara dez dias depois. Existem os projetos de resolução e o decreto legislativo: O projeto de resolução serve apenas internamente na Câmara, e o decreto Legislativo serve para prestar homenagens e suspender os efeitos de atos do executivo considerados lesivos ao interesse público.

O que é o Recesso Parlamentar?
Nos meses de janeiro e de julho há uma interrupção nos trabalhos legislativos, isto é, as sessões ordinárias deixam de acontecer. Essa parada consta do Regimento Interno da Câmara, que é a lei que regulamenta o trabalho e as ações dos vereadores.

O que é a Mesa Diretora da Câmara?
A Mesa Diretora da Câmara, como diz o próprio nome, é o órgão de direção do Legislativo. Ela é composta pelo presidente, vice-presidente e secretários. A Mesa Diretora é quem preside as reuniões e sessões do Legislativo e tem diversas atribuições específicas no Regimento Interno da Casa. Regimento Interno é a resolução que regula as funções do vereador, seus direitos e deveres, o processo legislativo, o modo de ser das reuniões e as penalidades ao vereador.

O que é uma Comissão Permanente?
As Comissões Permanentes têm mandato de 2 anos e analisam os projetos de lei ou resolução, emitindo pareceres. Na Câmara de Arujá  existem as seguintes Comissões Permanentes: Justiça e Redação; Obras, Serviços Públicos, Planejamento e Meio Ambiente; Educação, Saúde e Assistência Social; Fomento Econômico, Urbano, Cooperativista e Social; Ética e Decoro Parlamentar; e de Assuntos Internos.

O que é uma Comissão Temporária?
A Comissão Temporária é aquela que é nomeada pelo presidente da Câmara, com prazo determinado para cumprir o seu objetivo. Uma Comissão Temporária pode representar a Câmara em determinados eventos e realizar estudo de um assunto importante, verificar fatos e ocorrências notáveis como tortura, violência, etc. Pode, ainda, fazer sindicância na suspeita de mau uso de recursos públicos ou violação de leis, investigar denúncias de procedência séria.

Durante a sessão, o que significa aparte?
Aparte é quando um Vereador interrompe o outro que está discursando para fazer pergunta ou acrescentar alguma informação.

O que é Audiência Pública?
São reuniões abertas para discutir com a comunidade assuntos relativos ao orçamento municipal (PPA, LDO e LOA), prestações de Contas das Secretarias de Saúde e de Finanças e Orçamento.  As Comissões Permanentes podem realizar, isoladamente ou em conjunto, audiências com entidades da sociedade civil para tratar de assuntos relevantes relacionadas à área de atuação.

O que é um projeto de Lei?
São proposituras que necessitam de autorização da Câmara e sanção do prefeito. O Executivo é o responsável pela iniciativa de apresentar a maioria dos projetos de lei, já que as matérias de autoria da Câmara não podem resultar em aumento de despesas para a administração pública.

Como apresentar um projeto de lei de iniciativa popular?
Dentro dos projetos de Lei que o Legislativo pode apresentar, a população pode enviar à Câmara projetos de iniciativa popular desde que esteja assinado por, no mínimo, 5% do eleitorado do município. O projeto terá tramitação igual aos dos demais apresentados pelos vereadores.  

O que são Moções?
É a proposição sugerida para a Câmara opinar sobre determinado assunto. As Moções podem ser de parabenização, repúdio, protesto, pesar por falecimento, apelo, solidariedade ou desagravo. Com exceção das Moções de Pesar que são somente lidas em Plenário, as demais devem ser discutidas e aprovadas pelos vereadores.

O que é Questão de Ordem?
É um precedente que o vereador tem para interromper uma discussão quando observar erro na interpretação do Regimento Interno, quando achar que o pronunciamento de outro vereador contenha conceito injurioso, quando quiser retificar um voto, quando quiser solicitar a prorrogação de prazo de funcionamento de uma Comissão Especial, ou como Líder dirigi comunicação à Mesa da Câmara.

O que é Concessão de Títulos Honoríficos?
Por meio de decreto-Legislativo e aprovado por 2/3 dos vereadores, a Câmara poderá conceder título de honraria e homenagem a personalidades nacionais ou estrangeiras radicadas no país ou personalidades estrangeiras consagradas pelos serviços prestados à humanidade. Câmaras também podem outorgar honrarias à outras Câmaras Municipais, nacionais ou não, visando estreitar laço de amizades. O Título de cidadania arujaense é dado a uma personalidade nascida em outra cidade e que realizou serviços essenciais ao Município. Já a homenagem feita a um arujaense nato é feito por meio de Diploma de Honra ao Mérito.

Como proceder para utilizar a Tribuna Livre?
A Tribuna Livre é o direito do cidadão e de entidades representativas em usar a Tribuna da Câmara Municipal, para trazer ao conhecimento do Poder Legislativo, assuntos de interesse público. Para obter o direito a usar a Tribuna Livre, o interessado deverá requerer ao Presidente da Câmara, informando o tema sobre o qual se pronunciará e instruir o requerimento com comprovante de residência, de ser eleitor do município e estar em dia com suas obrigações eleitorais.
Quando se tratar de representação de entidades legalmente constituídas no Município, somente o seu presidente poderá requerer o uso da Tribuna, juntando, além dos documentos exigidos no presente artigo, comprovante de que a entidade esteja devidamente constituída e de que é titular do cargo e está em pleno exercício do mesmo.
O requerimento será submetido à votação do Plenário e, se aprovado, o Presidente marcará data e convidará o interessado a comparecer em sessão ordinária, para fazer uso da palavra.
O orador no exercício da Tribuna Livre terá 15 (quinze) minutos improrrogáveis para pronunciar-se sobre o tema previamente comunicado, e utilizará a Tribuna após o encerramento da parte destinada à explicação pessoal.
É vedado o uso da Tribuna Livre em ano eleitoral, nos seis meses anteriores ao pleito.

O que é um projeto de Decreto-Legislativo?
É uma norma jurídica que somente o Poder Legislativo pode fazer e que tem efeitos externos. Não depende de sanção do Poder Executivo. São autorizados pelo Decreto Legislativo, por exemplo, as concessões de cidadania, diploma de honra ao mérito, criação de Comissões Especiais, desincorporação de bens da Câmara e regulamentação das contas do Executivo. 

O que é um projeto de Resolução?
É uma proposição que regula matérias da competência apenas da Casa Legislativa e que tem efeitos internos como transferência de data de sessão ou mudanças no Regimento Interno.

O que são emendas?
São alterações apresentadas pelos vereadores para mudar o texto de uma proposta. Quando o projeto vai para votação em plenário, as emendas também são votadas para saber se o que vai valer é o texto original ou o texto apresentado pela emenda.

O que é Legislatura?
É o período de quatro anos correspondente ao mandato parlamentar de um vereador e deputado.  Já os senadores são eleitos para um mandato de oito anos, ou seja, para um período que corresponde a duas Legislaturas.

O que é Lei Orgânica Municipal (LOM)?
É a Lei que diz como deve ser a administração dos Municípios e do Distrito Federal, respeitando os princípios da Constituição Federal e da Constituição do Estado. A Lei Orgânica do Município de Arujá foi promulgada em 05 de abril de 1990 e ao longo do tempo sofreu algumas emendas. O texto na íntegra pode ser acessado aqui.

O que é Plano Plurianual (PPA)?
É o planejamento de ações e programas para quatro anos de mandato. No PPA são projetados, para quatro anos a execução das ações e os gastos para cada programa. O PPA sempre termina um ano depois ao início da legislatura (por ex: 2010-2013) para que haja uma continuidade do cumprimento de metas previstas independentemente do prefeito ou dos vereadores que serão eleitos. O PPA é a base para a elaboração da LDO.

O que é Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)?
É a Lei que cria objetivos e prioridades da administração pública que deverão ser respeitadas na Lei Orçamentária Anual (LOA). É com base na LDO que a proposta do orçamento para o ano seguinte é elaborada. A LDO é apresentada pelo Poder Executivo e aprovada pelo Poder Legislativo.

O que é Lei Orçamentária Anual (LOA)?
 É a lei que define os recursos públicos a serem aplicados, a cada ano, nas ações do governo. É o detalhamento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), onde é especificado em que será gasto o orçamento de cada secretaria municipal, por exemplo.

O que é Mesa Diretora?
É o órgão que dirige os trabalhos da Câmara. É composta pelo Presidente, 1º e 2º Secretários.  O mandato da Mesa deve ser de 1 (um) ano, permitida a reeleição de qualquer de seus membros, para o mesmo cargo, por mais um ano consecutivo. 

O que é a Ordem do Dia?
É a fase da Sessão Plenária em que os vereadores discutem e votam as proposituras constantes na pauta.

O que é um Parecer?
É o documento em que se registra a opinião das Comissões e da Assessoria Jurídica sobre assunto que elas analisaram. No caso, se a Comissão de Justiça e Redação der parecer desfavorável, concluindo que o projeto é ilegal, inconstitucional ou anti-regimental, o documento não entra na Ordem do Dia para ser discutido e votado.

O que é a Pauta?
É a lista de matérias que serão analisadas pelo Plenário como Indicações, Moções, Requerimentos e Projetos. 

O que é Processo Legislativo?
É a série de atos realizados para a produção de matérias legislativas, como a elaboração de emendas, leis complementares, decretos legislativos, entre outras.

O que é Proposição?
É toda matéria que pode ser discutida e votada no Poder Legislativo.

O que é Quórum?
É o número mínimo de presenças de Vereadores exigidas para a realização de sessão plenária, de reunião de comissão, de votação e apuração de seus resultados.

O que é Indicação?
É a proposição em que o Vereador sugere ao prefeito municipal alguma medida de interesse público, como limpeza de boca de lobo, instalação de ponto de ônibus, entre outros.

O que é Requerimento?
É um tipo de proposição usada pelo parlamentar para pedir ao Executivo alguma informação, providência ou documento, como quais são as providências que estão sendo tomadas visando a limpeza de boca de lobo, em qual prazo será feita a manutenção de uma área de lazer, etc. Os Requerimentos, conforme estabelecido na Lei Orgânica Municipal (LOM), devem ser respondidos em prazo máximo de 15 úteis, estando o prefeito sujeito á infração político-administrativa.

O que é Recesso Legislativo?
É o período em que não há Sessões Ordinárias.  São considerados como recesso legislativo os períodos compreendidos entre o dia 1º a 31 de julho e 16 de dezembro a 31 de janeiro.

O que é projeto Substitutivo?
Sugestão de mudança no texto de um projeto que modifica bastante a proposta inicial.

O que é Veto?
É a ferramenta que o prefeito dispõe caso discorde, parcial ou totalmente, do conteúdo de um projeto de lei ordinária ou projeto de lei complementar aprovado na Câmara. Caso os vereadores não concordem com o Veto, eles podem rejeitá-lo, reestabelecendo o efeito inicial da proposta do projeto.

O que é uma CEI?
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) têm poderes de investigação judiciais para apuração de um determinado fato, em prazo certo. Os membros da Comissão (1/3 dos vereadores) podem tomar depoimento de autoridade municipal, intimar testemunhas e inquiri-las sob compromisso, além de proceder a verificações contábeis em livros e documentos de órgãos da Administração direta, indireta, fundacional, entidades mantidas e subvencionadas ou conveniadas com o Poder Público. Caso seja concluído que houve infração, o relatório da Comissão é encaminhado ao Ministério Público para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos envolvidos. Caso a infração constatada implique em cassação de mandato é instaurada uma Comissão Processante.

O que é uma Comissão Processante?
Comissões Processantes são aquelas que têm por finalidade processar as infrações político administrativas (crimes de responsabilidades) do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, cuja competência de julgamento seja da Câmara Municipal.

O Vereador pode perder o Mandato?
Pode sim. O vereador pode perder o mandato de duas formas: primeiro, por faltar a mais de 2 terços das sessões ordinárias da Câmara no período de um ano; segundo, por usar mal o seu mandato na prática de atos de corrupção e faltar contra o decoro parlamentar. Há o caso, também, de o vereador renunciar espontaneamente ao seu mandato.

O que é uma Bancada de Vereadores?
A Bancada é o grupamento organizado de vereadores de uma mesma representação partidária, de um mesmo partido. O líder de uma bancada é o seu porta-voz e deve ser indicado até 5 dias após o início do período legislativo. Os líderes e vice-líderes de uma bancada não podem pertencer à Mesa Diretora da Câmara nos cargos de presidente e de primeiro secretário. Os líderes das bancadas e dos blocos parlamentares são denominados de Colégio de Líderes, onde as decisões são tomadas pela maioria de seus membros. O líder do prefeito, ampliando a resposta à sua pergunta, é o vereador indicado pelo prefeito para representá-lo diretamente no Legislativo. É o porta-voz do executivo na Câmara.

Como tenho acesso ás informações sobre o gasto do orçamento da Câmara?

A partir da nova Lei de Acesso ás Informações Públicas a população terá acesso, pelo site, a registros de quaisquer repasses ou transferência de recursos financeiros; registro de despesas; informações relativas a procedimentos licitatórios, inclusive editais e resultados; informações sobre contratos celebrados; e dados gerais para o acompanhamento de programas, ações, projetos e obras de órgãos e entidades. Todas essas informações possuem acesso de maneira objetiva, transparente e em linguagem de fácil compreensão.  

O princípio da mecânica relativista

Introdução

O princípio da mecânica relativista foi surgindo ao longo da história da filosofia e da ciência como consequência da compreensão progressiva de que dois referenciais diferentes oferecem visões perfeitamente plausíveis, ainda que diferentes, de um mesmo efeito.
O princípio da relatividade foi inserido na ciência moderna por Galileu e afirma que o movimento, ou pelo menos o movimento retilíneo uniforme, só tem algum significado quando comparado com algum outro ponto de referência. Segundo o princípio da relatividade de Galileu, não existe sistema de referência absoluto pelo qual todos os outros movimentos possam ser medidos. Galileu referia-se à posição relativa do Sol (ou sistema solar) com as estrelas de fundo. Com isso, elaborou um conjunto de transformações chamadas 'transformadas de Galileu', compostas de cinco leis, para sintetizar as leis do movimento quanto a mudanças de referenciais. Mas naquele tempo acreditava-se que a propagação eletromagnética, ou seja, a luz, fosse instantânea; e, portanto, Galileu e mesmo Newton não consideravam em seus cálculos que os acontecimentos observados fossem dissociados dos fatos. Esse fenômeno que separava a luz do som, aqui na Terra, seria mais acentuado quando observado a grandes distâncias, e já mostrava, em fins do século XIX, a importância de estabelecer normas aplicáveis a uma teoria do tempo.
Muitos historiadores e físicos atribuem a criação da famosa fórmula que explica a relação entre massa e energia ao físico italiano Olinto De Pretto, que, segundo especulações, desenvolveu a fórmula dois anos antes que Albert Einstein, e que teria previsto o seu uso para fins bélicos e catastróficos, como o desenvolvimento de bombas atômicas. Apesar disso, foi Einstein o primeiro a dar corpo à teoria, juntando os diversos fatos até então desconexos e os interpretando corretamente.
As leis que governam as mudanças de estado em quaisquer sistemas físicos tomam a mesma forma em quaisquer sistemas de coordenadas inerciais.
Nas palavras de Einstein:
"...existem sistemas cartesianos de coordenadas - os chamados sistemas de inércia - relativamente aos quais as leis da mecânica (mais geralmente as leis da física) se apresentam com a forma mais simples. Podemos assim admitir a validade da seguinte proposição: se K é um sistema de inércia, qualquer outro sistema K' em movimento de translação uniforme relativamente a K, é também um sistema de inércia."
“A radiação eletromagnética é constituída de ‘quanta’ de luz (“pacotes” de energia) de E=hf na colisão pontual entre o ‘quanta’ de luz e o elétron, o ‘quanta’ de luz (fóton) transfere todo o seu momento linear e sua energia para o elétron.”
Primeiramente, antes de esclarecer como Albert Einstein chegou a este postulado acima citado, quais equações matemáticas obteve, como influenciou na explicação de alguns efeitos quânticos observados, como foi “aceito” seu postulado pela comunidade científica da época; devemos falar da evolução do conceito de luz que antes de 1905 (ano da explicação do que era luz) de como o homem intuitivamente concebia este conceito.
Antes de começar a explicação, gostaria de esclarecer que luz é radiação eletromagnética, logo se me referir a um dos dois termos estou falando do outro e vice-versa.




Conteúdo
Tudo começou na Grécia Antiga com as teorias atômicas dos gregos antigos como Demócrito que acreditava que a luz era formada por átomos (partícula até então hipotética e considerada indivisível) e era um “fluxo” contínuo de átomos, logo podemos classificar sua teoria como corpuscular, logo mais explicarei o que quero dizer com teoria corpuscular. Séculos se passaram e surgiram duas correntes de físicos que tentavam explicar o que era luz, ambos os lados defendiam duas teorias “distintas”: a Corpuscular e a Ondulatória.
Em meados do século XVII surge um dos grandes expoentes da teoria corpuscular chamado Renné Descartes, cuja teoria baseava-se em que: “a luz é uma ‘pressão’ exercida por minúsculas ‘partículas’ do ‘éter luminífero’, que tendem a se deslocar em linha reta e a girar sobre si mesma”. Descartes deu até então a explicação mais científica e satisfatória sobre o que era luz até então. A teoria de Descartes vigorou como explicação mais adequada sobre radiação eletromagnética também muito devido ao seu prestígio dentre os cientistas da época.
Contudo, em meados do século XVIII surge mais um expoente de teoria corpuscular que merece destaque, mas antes de falar sobre as teorias de Isaac Newton sobre luz, gostaria de explicar o que é ‘éter luminífero’ ao qual me referi anteriormente, o ‘éter luminífero’ seria um fluido no qual a radiação eletromagnética se propagava no espaço sideral, era um meio material que ficava entre os corpos celestes do espaço, não se concebia algo se propagar no vácuo (sem meio material).
Voltando ao assunto e falando de mais um expoente da teoria corpuscular, falamos então de Isaac Newton dizia que: “a luz visível era formada de por cores mais primitivas e cada cor tinha associado a ela corpúsculos que se propagavam como ‘projéteis’ e possuem uma determinada velocidade diferente umas das outras”. Porém, Newton não agradou os defensores da teoria ondulatória com sua explicação sobre o que era luz e sofreu duras críticas de Huygens, Hooke, dentre outros cientistas renomados, fazendo Newton a rever suas teorias e reescrevê-la.
Ao passar dos anos os defensores da Teoria Ondulatória não ficaram “parados” vendo Newton e demais aprimorando suas teorias apenas, os teóricos da teoria ondulatória foram descobrindo propriedades da luz e alguns fenômenos relacionados, por exemplo, esses fenômenos foram a reflexão, refração, polarização, difração descoberta por Grimaldi que é basicamente a luz atravessar fendas muito pequenas e sua frente de onda ficar mais “curva”, a interferência foi um outro fenômeno descoberto pelos físicos defensores da teoria ondulatória, e Fresnel dá uma explicação quantitativa sobre a interferência e a difração, não podemos esquecer da contribuição de Foucault que provou experimentalmente que a luz propaga-se mais rapidamente no ar que na água, logo a água é um meio mais refringente que o ar.
Após, todas essas contribuições para o entendimento sobre o que é luz, a teoria corpuscular perdia força, porém Isaac Newton lançou sua última teoria a respeito da luz a “Teoria dos Acessos” , acessos de fácil “reflexão e refração”, conseguindo explicar a reflexão, refração e polarização da luz. Porém a interferência e a difração Newton não conseguiu explicar e sua última teoria corpuscular não pode ser vista apenas como puramente corpuscular, pois apresentava algum caráter ondulatório.
Porém, com toda essa “confusão” sobre a natureza da luz, em 1861 pelas equações de Maxwell ficou demonstrado teoricamente que a luz é uma onda eletromagnética e Heinrich Hertz em 1887 comprovou experimentalmente com seus osciladores e, com estes, produziu radiações eletromagnéticas, o dispositivo era formado por duas esferas metálicas, cada uma portando uma haste, tendo em suas extremidades uma esfera metálica, onde ambas as hastes estavam ligadas por uma bobina. Quando Hertz gerava uma corrente elétrica com um circuito elétrico oscilante, observou que produzia faíscas, estas (faíscas) que deveriam produzir luz. Comprovando assim as equações de Maxwell.
As equações de Maxwell e a experiência de H. Hertz deram uma importantíssima contribuição para a teoria ondulatória confirmando o que ela(teoria) afirmava, apesar de todos esses acontecimentos não havia um consenso entre os físicos sobre o que era luz, entretanto em 1905 Albert Einstein resolveu um problema que perdurava por mais de 2000 anos, dizendo que a “radiação eletromagnética é constituída de ‘quanta de luz’(fóton) e na colisão do ‘quanta’ de luz e o elétron, todo o momento linear e a energia do ‘quanta’ de luz é totalmente absorvido pelo elétron.”
Albert Einstein queria dizer que a luz não é um fluxo contínuo de partículas, mas sim mostrar que a matéria em nível subatômico apresenta caráter descontínuo e observou que as equações de Maxwell não são aplicáveis a nível discreto de energia.
Ele (Einstein) foi além de postular sobre a luz, ele também afirmou que a radiação eletromagnética propaga-se no vácuo e não no ‘éter” como havia se pensado, dizendo que o “éter” não existia. Com certeza a ideia mais revolucionária da física até então, sua visão futurista rompendo com o classicismo da Física Clássica.
Einstein com seu postulado trouxe a “tona” a ideia de que a luz era formada de corpúsculos retomando a teoria corpuscular, já que apenas um ‘quanta’ de luz é absorvido por apenas um elétron, mostrando que a teoria ondulatória estava incompleta, mas pelas as ideias de Einstein a luz continua sendo uma onda eletromagnética formada por ‘quanta’ de luz mais tarde chamado de fóton pela comunidade científica, o fóton foi uma partícula idealizada por Max Planck que não possui dimensão, é um “pacote” de energia e possui energia quantizada pela equação de Planck E=hf.
Voltando ao assunto anterior eu já havia dito que a luz é uma onda pelas equações de Maxwell e confirmado pelo experimento de H. Hertz, mas não deixava de ser uma partícula pelo Postulado de Einstein, daí surge uma nova pergunta como um “conjunto” de fótons pode se propagar como onda? Albert Einstein não explicou isso, surge também uma nova questão em que entendeu-se que a luz possui caráter dual: o de onda e partícula, ambos mutuamente excludentes, pois quando a luz é onda, não é partícula e vice-versa, há quem vá mais além e questione sobre a possibilidade de a luz estar em dimensões superiores as 3 físicas e por isso a nossa dificuldade em entender o que de fato é luz.
A comunidade científica da época recebeu de diversas maneiras a ideia do Postulado de Einstein, por exemplo, Nernst apoiou e disse que suas ideias eram importantes para discussões futuras; Louis de Broglie “disse” que não duvidava muito da existência dos “quanta de luz” (fótons); Bohr não acreditava na existência do fóton, muito menos Millikan. De fato a comunidade científica ficou dividida, mas todos são unânimes quanto a sua interpretação sobre o que era luz e afirmam que foi uma ideia revolucionária e que “reformula” a ideia que se tinha sobre luz.
A academia de ciência da Suécia, a qual dá o Prêmio Nobel aos físicos, químicos, matemáticos, dentre outros que se destacaram mais naquele ano foi tão conservadora a respeito do Postulado de Einstein que concedeu-lhe o prêmio mais de dez anos após a explicação de um fenômeno quântico dada também em 1905, mas não concedeu-lhe o Nobel em função dele (Einstein) ter explicado o que era luz.



Referência
Sites:
Postulado de Einstein e o quantum de radiação eletromagnética.
Teoria da relatividade.
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_relatividade> Acessado em 04 de novembro de 2014.


A questão da tentação

Mateus 4
1 Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
3 E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
4 Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
5 Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,
6 E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
7 Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.
8 Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.
9 E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
10 Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
11 Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.


11. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo.
12. E logo o Espírito o impeliu para o deserto.
13. E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam.


Lucas 4
1 E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto;
2 E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.
3 E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.
4 E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.
5 E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo.
6 E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
7 Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
8 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás.
9 Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;
10 Porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem,
11 E que te sustenham nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
12 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus.
13 E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.
14 Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.


Quais foram o significado e o propósito das tentações de Jesus?"

Após Seu batismo, Jesus foi "levado pelo Espírito ao deserto, onde, durante quarenta dias, foi tentado pelo diabo" (Lucas 4:1-2). As três tentações de Jesus no deserto foram um esforço de seduzir e transferir a Sua fidelidade de Deus a Satanás. Vemos uma tentação semelhante em Mateus 16:21-23 onde Satanás, através de Pedro, tenta Jesus a renunciar a cruz à qual estava destinado. Lucas 4:13 nos diz que após as tentações no deserto, Satanás "o deixou até ocasião oportuna", o que aparenta indicar que Jesus foi tentado outras vezes por Satanás, embora novos incidentes não sejam registrados. O ponto importante é que, apesar de várias tentações, Ele nunca pecou.
Que Deus tinha um propósito ao permitir que Jesus fosse tentado no deserto é evidente pela declaração "foi levado pelo Espírito ao deserto". Uma finalidade é assegurar-nos de que temos um sumo sacerdote capaz de Se relacionar conosco em todas as nossas debilidades e fraquezas (Hebreus 4:15) porque Ele mesmo foi tentado em todos os pontos nos quais também somos. A natureza humana do Nosso Senhor permite que Ele compreenda as nossas próprias fraquezas por ter sido submetido à fraqueza também. "Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados" (Hebreus 2:18). A palavra grega traduzida "tentado" aqui significa "pôr à prova". Então, quando somos colocados à prova e testados pelas circunstâncias da vida, podemos ter certeza de que Jesus entende e se solidariza como alguém que sofreu as mesmas provações.
As tentações de Jesus seguem três padrões que são comuns a todos os homens. A primeira tentação diz respeito à concupiscência da carne (Mateus 4:3-4), a qual inclui todos os tipos de desejos físicos. O Nosso Senhor teve fome, e o diabo o tentou a transformar pedras em pão, mas Ele respondeu citando Deuteronômio 8:3. A segunda tentação foi acerca da soberba da vida (Mateus 4:5-7), e aqui o diabo tentou usar uma passagem da Escritura contra Ele (Salmo 91:11-12), mas novamente o Senhor respondeu com a Escritura em sentido contrário (Deuteronômio 6:16), afirmando que seria errado abusar de Seus próprios poderes.
A terceira tentação foi acerca da concupiscência dos olhos (Mateus 4:8-10), e se algum atalho ao Messias fosse possível, evitar a paixão e crucifixão para as quais Ele originalmente veio seria a forma. O diabo já tinha o controle sobre os reinos do mundo (Efésios 2:2), mas estava pronto a dar tudo a Cristo em troca de Sua lealdade. O mero pensamento quase causa a natureza divina do Senhor a tremer, e Ele responde agressivamente: "Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus e só a ele preste culto’" (Mateus 4:10, Deuteronômio 6:13).
Caímos em muitas tentações porque a nossa carne é naturalmente fraca, mas temos um Deus que não nos deixará ser tentados além do que possamos suportar; Ele proverá uma saída (1 Coríntios 10:13). Podemos, portanto, ser vitoriosos e agradecer ao Senhor pelo livramento da tentação. A experiência de Jesus no deserto nos ajuda a enxergar essas tentações comuns que nos impedem de servir a Deus de forma eficaz.
Além disso, Jesus nos deixa o exemplo de como devemos responder às tentações em nossas próprias vidas -- com as Escrituras. As forças do mal vêm sobre nós com uma miríade de tentações, mas todas têm as mesmas três coisas em sua essência: a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida (1 João 2:16). Só podemos reconhecer e combater essas tentações ao saturar os nossos corações e mentes com a verdade. A armadura de um soldado cristão na batalha espiritual inclui apenas uma arma ofensiva, a espada do Espírito, ou seja, a Palavra de Deus (Efésios 6:17). Conhecer a Bíblia intimamente vai colocar a espada em nossas mãos e nos capacitar a ter vitória sobre as tentações.
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Como Jesus Venceu a Tentação
Na luta do cristão contra o diabo, o principal campo de batalha é a tentação. O discípulo precisa vencer o inimigo superando as tentações. Não estamos sós, contudo. Jesus tornou-se um homem, foi tentado como somos, obteve a vitória, assim mostrando como nós podemos triunfar sobre Satanás (note Hebreus 2:17-18; 4:15). É essencial, portanto, que analisemos cuidadosamente de que forma Jesus venceu.
Embora Jesus foi tentado várias vezes, ele enfrentou um teste especialmente severo logo depois que foi batizado. Lucas recorda este evento (Lucas 4:1-13), mas seguiremos a história conforme Mateus a conta: "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome" (Mateus 4:1-2). Pelo fato que foi o Espírito que levou Jesus para o deserto mostra que Deus pretendia que Jesus fosse totalmente humano e sofresse tentação. Note estas três tentativas de Satanás para seduzir Jesus.

Primeira Tentação
A afirmação do diabo: "Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães" (4:3). O diabo é um mestre das coisas aparentemente lógicas. Jesus estava faminto; ele tinha poder para transformar as pedras em pão. O diabo simplesmente sugeriu que ele tirasse vantagem de seu privilégio especial para prover sua necessidade imediata.
As questões: Era verdade que Jesus necessitava de alimento para sobreviver. Mas a questão era como ele o obteria. Lembre-se de que foi Deus quem o conduziu a um deserto sem alimento. O diabo aconselhou Jesus a agir independentemente e encontrar seus próprios meios para suprir sua necessidade. Confiará ele em Deus ou se alimentará a seu próprio modo? Há aqui, também, uma questão mais básica: Como Jesus usará suas aptidões? O grande poder que Jesus tinha seria usado como uma lâmpada de Aladim, para gratificar seus desejos pessoais? A tentação era ressaltar demais os privilégios de sua divindade e minimizar as responsabilidades de sua humanidade. E isto era crucial, porque o plano de Deus era que Jesus enfrentasse a tentação na área de sua humanidade, usando somente os recursos que todos nós temos a nossa disposição.
A resposta de Jesus: "Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (4:4). Em cada teste, Jesus se voltava para as Escrituras, usando um meio que nós também podemos empregar para superar a tentação. A passagem que ele citou foi a mais adequada naquela situação. No contexto, os israelitas tinham aprendido durante seus 40 anos no deserto que eles deveriam esperar e confiar no Senhor para conseguir alimento, e não tentar conceber seus próprios esquemas para se sustentarem.
Lições: 1. O diabo ataca as nossas fraquezas. Ele não se acanha em provar nossas áreas mais vulneráveis. Depois de jejuar 40 dias, Jesus estava faminto. Daí, a tentação de fazer alimento de uma maneira não autorizada. Satanás escolhe justamente aquela tentação à qual somos mais vulneráveis, no momento. De fato, as tentações são freqüentemente ligadas a sofrimento ou desejos físicos. 2. A tentação parece razoável. O errado freqüentemente parece certo. Um homem "tem que comer" . Muitas pessoas sentem que necessidades pessoais as isentam da responsabilidade de obedecer às leis de Deus. 3. Precisamos confiar em Deus. Jesus precisava de alimento, sim. Porém, mais do que isso, precisava fazer a vontade do Pai. É sempre certo fazer o certo e sempre errado fazer o errado. Deus proverá o que ele achar melhor; meu dever é obedecer-lhe. É melhor morrer de fome do que desagradar ao Senhor.

Segunda Tentação
A afirmação do diabo: "Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra" (4:5-6). Jesus tinha replicado à tentação anterior dizendo que confiava em cada palavra do Senhor. Aqui Satanás está dizendo: "Bem, se confia tanto em Deus, então experimenta-o. Verifica o sistema e vê se ele realmente cuidará de ti." E ele confirmou a tentação com um trecho das Escrituras.
As questões: A questão é: Jesus confiará sem experimentar? Desde que Deus prometeu preservá-lo do perigo, é certo criar um perigo, só para ver se Deus realmente fará como disse?
A resposta de Jesus: "Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus" (4:7). A confiança verdadeira aceita a palavra de Deus e não necessita testá-la.
Lições: 1. O diabo cita a Escritura; ele põe como isca no seu anzol os versículos da Bíblia. Pessoas freqüentemente aceitam qualquer ensinamento, se está acompanhado por um bocado de versículos. Mas cuidado! O mesmo diabo que pode disfarçar-se como um anjo celestial (2 Coríntios 11:13-15) pode, certamente, deturpar as Escrituras para seus próprios propósitos. O diabo fez três enganos: Primeiro, não tomou todas as Escrituras. Jesus replicou com: "Também está escrito". A verdade é a soma de tudo o que Deus diz; por isso precisamos estudar todos os ensinamentos das Escrituras a respeito de um determinado assunto para conhecer verdadeiramente a vontade de Deus. Segundo, ele tomou a passagem fora do contexto. O Salmo 91, no contexto, conforta o homem que confia e depende do Senhor; ao homem que sente necessidade de testar o Senhor nada é prometido aqui. Terceiro, Satanás usou uma passagem figurada literalmente. No contexto, o ponto não era uma proteção física, mas uma espiritual. 2. Satanás é versátil. Jesus venceu em uma área, então o diabo se mudou para outra. Temos que estar sempre em guarda (1 Pedro 5:8). 3. A confiança não experimenta, não continua pondo condições ao nosso serviço a Deus, e não continua exigindo mais prova. Em vista da abundante evidência que Deus apresentou, é perverso pedir a Deus para fazer algo mais para dar prova de si.
Terceira Tentação
A afirmação do diabo: "Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" (4:8-9). Que tentação! O diabo deslumbrava com a torturante possibilidade de reinar sobre todos os reinos do mundo.
As questões: A questão aqui não era tanto a de Jesus tornar-se um rei (Deus já lhe tinha prometido isso Salmo 2:7-9; Gênesis 49:10), mas de como e quando. O Senhor prometeu o reinado ao Filho depois de seu sofrimento (Hebreus 2:9). O diabo ofereceu um atalho: a coroa sem a cruz. Era um compromisso. Ele poderia governar todos os reinos do mundo e entregá-los ao Pai. Mas, no processo, o reino se tornaria impuro. Então as questões são: Como Jesus se tornaria rei? Você pode usar um meio errado e, no fim, conseguir fazer o bem?
A resposta de Jesus: "Retira-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto"(4:10). Nada é bom se é errado, se viola as Escrituras.
Lições: 1. Satanás paga o que for necessário. O diabo ofereceu tudo para "comprar" Jesus. Se houver um preço pelo qual você desobedecerá a Deus, pode esperar que o diabo virá pagá-lo. (Leia Mateus 16:26). 2. O diabo oferece atalhos. Ele oferece o mais fácil, o mais decisivo caminho ao poder e à vitória. Jesus recusou o atalho; Ele ganharia os reinos pelo modo que o Pai tinha determinado. Hoje Satanás tenta as igrejas a usar atalhos para ganhar poder e converter pessoas. O caminho de Deus é converter ensinando o evangelho (Romanos 1:16). Exatamente como ele tentou Jesus para corromper sua missão e ganhar poder através de meios carnais, assim ele tenta nestes dias. 3. O diabo oferece compromissos por bons propósitos. Ele testa a profundeza de nossa pureza. Ele nos tenta a usar erradamente as Escrituras para apoiar um bom ponto ou dizer uma mentira de modo a atingir um bom resultado. Nunca é certo fazer o que é errado.
Conclusão
Nesta batalha entre os dois leões (1 Pedro 5:8; Apocalipse 5:5), Jesus ganhou uma vitória decisiva. E ele fez isso do mesmo modo que nós temos que fazer. Confiou em Deus (1 João 5:4; Efésios 6:16). Usou as Escrituras (1 João 2:14; Colossenses 3:16). Resistiu ao diabo (Tiago 4:7; 1 Pedro 5:9). O ponto crucial é este: Jesus nunca fez o que ele sabia que não era certo. Que Deus nos ajude a seguir seus passos (1 Pedro 2:21).

A tentação de Jesus
Texto base: Mt 4.1-11
INTRODUÇÃO
Conta-se a história de um vendedor que estava procurando uma vaga para estacionar seu carro. Rodou alguns quarteirões uma vez, duas vezes, várias vezes, e finalmente, já em desespero, deixou o carro numa , e pôs no para-brisa um bilhete: “Seu guarda, dei varias voltas no quarteirão e não achei vaga; se não fizer a entrevista com um cliente perco o emprego. Perdoa-nos as nossas dívidas”. – O guarda encontrou o bilhete e deixou outro com a multa: “Há 20 anos que dou voltas neste quarteirão. Se não multá-lo, quem vai perder o emprego sou eu. Não nos deixes cair em tentação!”
Ninguém precisa sair atrás da tentação porque ela vem muito naturalmente. Ela vem ao pobre, ao rico, aos crentes e aos descrentes. O crente novo é tentado, e também o crente antigo. Jesus Cristo foi tentado. Sem a tentação e o direito de escolher entre o bem e o mal seríamos uma máquina, e Deus não nos isenta das nossas responsabilidades na hora da escolha.
Um televisor não tem o direito de escolher se liga ou não; se sintoniza no canal 2 ou no canal 7. O alarme de um despertador funciona as 05h30min da manhã porque alguém o programou.
Sem o direito de fazer escolhas, o nosso valor moral seria o mesmo de um inseto ou de um animal – agiríamos apenas por instinto.
Por isso, a tentação é uma encruzilhada em nossa vida com os letreiros trocados. No caminho do bem diz: “CAMINHO DA TRISTEZA”; e no caminho da miséria, da desgraça indica: “CAMINHO DA FELICIDADE”. Por isso que o Senhor Jesus nos disse que deveríamos vigiar e orar para não cairmos em tentação (Mt 26.41).

O QUE É TENTAÇÃO?
A tentação é um estímulo ou indução a um ato que pareça atraente, ainda que seja inapropriado ou contradiga alguma norma ou convenção social sendo, consequentemente, proibido. A definição de tentação pode ser aplicada a uma ampla gama de ações, por exemplo, o desrespeito a uma restrição alimentar, a trapaça, a ostentação de artigos de luxo, a procrastinação.
Tentação é o esforço do diabo para tentar persuadir, seduzir, e induzir alguém a fazer especialmente algo sensualmente agradável ou imoral. É aquela voz dentro da gente que diz: “Vá em frente, fulano, nada vai acontecer… Ninguém vai ficar sabendo não”. 

A TENTAÇÃO DE JESUS É O MODELO DA TENTAÇÃO DO CRENTE
A partir da tentação de Jesus podemos compreender o que significa a tentação para nós. Há na Bíblia duas grandes histórias de tentação. No começo da história sagrada há a tentação dos nossos primeiros pais, Adão e Eva (Gn 3); mais adiante a narrativa da tentação de Jesus (Mt 4.1-11; Mc 1.12,13 e Lc 4.1-13).
- A primeira tentação trouxe como resultado a queda do homem.
- A segunda tentação trouxe a queda de Satanás.
Adão e Eva foram tentados no Jardim do Éden e caíram. Jesus foi tentado no deserto e triunfou, ou seja, ou Adão é tentado em nós, e nós caímos, ou Jesus é tentado em nós, e Satanás é quem cai.
A tentação de Jesus se repete, na verdade, o padrão da tentação dos nossos primeiros pais. Veja Gn 3.6; 1Jo 2.15,16 e Mt 4.1-11.
“Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu” (Gn 36).
“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo”(1Jo 2.15,16).
Observem um detalhe: de Gênesis a Mateus há um intervalo de cerca de 1500 anos. De Mateus a primeira carta de João há um intervalo aproximadamente de 50 anos. Mas é impressionante que os conceitos são os mesmos, a matriz existencial é a mesma, a leitura que fazem do ser humano e a luta com as forças transcendentes é a mesma. Só o resultado que é diferente, pois Jesus venceu a tentação.
Não tenho dúvidas que o verdadeiro sentido da vida vai muito além das conquistas terrenas, da prosperidade material, da vazão aos instintos e apetites físicos, da realização e experimentação do prazer sensual. O verdadeiro sentido da vida está na Pessoa de Deus. Em 1Jo 2.17 lemos:
“Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”.
- Uma vez perguntaram a Confúcio: “O que mais o surpreende na humanidade?” E ele respondeu: “Os homens que perderam a saúde para juntar dinheiro e depois perderam o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecerem o presente, de tal maneira que acabaram nem vivendo o presente e nem o futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”.

Analisemos a tentação de Jesus.

PRIMEIRO, FOI O ESPÍRITO SANTO QUE LEVOU JESUS AO DESERTO (MT 4.1).
Mateus deixa claro que foi o próprio Espírito Santo que o levou ao deserto para ser tentado. Não partiu de Satanás tal atitude. Jesus não foi guiado ao deserto por uma força maligna, mas foi conduzido pelo Espírito Santo. Foi pela expressa vontade de Deus que esta crise se produziu na vida de Jesus. Não é que o Senhor queria ver se Jesus cairia ou não, mas uma demonstração da impossibilidade da Sua queda.
À semelhança de Adão, Jesus foi tentado, com uma diferença: Adão foi tentado no Jardim do Éden e caiu, Jesus foi tentado no deserto e venceu a Satanás.

SEGUNDO, O TEMPO QUE O SENHOR ESTEVE NO DESERTO (MT 4.1,2).
O evangelista Mateus nos diz que o Senhor foi levado ao deserto para ser tentado e depois de 40 dias e 40 noites teve fome. O deserto é um lugar desconfortável, severo e agressivo. Era o deserto de Jericó, um lugar ermo, cheio de montanhas e cavernas, de areia escaldante durante o dia e frio intenso durante a noite. O deserto era lugar de solidão. Os grandes homens caíram não em lugares ou momentos públicos, mas na arena da solidão e nos bastidores dos lugares secretos. O deserto é o lugar das maiores provas e também das maiores vitórias. O deserto é o campo de treinamento de Deus.
O texto nos diz que o Senhor esteve no deserto por 40 dias e 40 noites. O número 40 é o número da provação. Quarenta dias durou o dilúvio (Gn 7.12), o jejum de Moisés no Sinai (Êx 34.28), a caminhada de Elias até o Horebe (1Rs 19.8). Quarenta anos Israel permaneceu no deserto (Sl 95.10). Israel esteve 400 anos no Egito, isso é 40×10. Quarenta dias e quarenta noites Jesus foi tentado por Satanás no deserto. Em Marcos 1.12,13 nos diz assim:
“E logo o Espírito o impeliu para o deserto, onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás; estava com as feras, mas os anjos o serviam”. 
Jesus foi tentado durante quarenta dias, o tempo todo.

TERCEIRO, O PROPÓSITO DE JESUS SER TENTADO.
Por que o Espírito Santo impeliu Jesus ao deserto para ser tentado? Qual era o propósito?
O texto começa dizendo “A seguir” – ou seja, após o batismo de Jesus foi levado ao deserto para ser tentado. Há uma relação íntima entre o batismo e a tentação. No primeiro Jesus se dedicou ao caminho da cruz. Já no segundo, o diabo lhe apresentou meios pelos quais Ele podia efetuar seu ministério sem precisar ir à cruz.
Em primeiro lugar, Jesus foi tentado para provar a sua perfeita humanidade. A Bíblia nos fala que o Filho de Deus encarnou, ou seja, tornou-se como um de nós. Jesus foi 100% homem e 100% Deus. Mas quem foi tentado foi Jesus homem e não Jesus Deus. Porque o homem é tentado, mas a Deus ninguém tenta. Veja o que nos diz Tiago 1.13:
“Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta”.
A Bíblia também nos diz que Jesus tornou-se semelhante a nós em todas as coisas, exceto no pecado. Conf. com Hb 4.15:
“Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”.
Jesus passou por tudo isso para nos mostrar que em tudo Ele foi tentado, mas não para nos mostrar que podemos ficar sem pecar. Pelo contrário, Ele conhece as nossas fraquezas e se comparece de nós, mesmo que venhamos a pecar. Aliás, tanto o texto de Hebreus 4.15, quanto 1Jo 1.7-10, 2.1,2 que nos diz:
“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”.
Em segundo lugar, Jesus foi tentado para vencer o diabo. Hernandes Dias Lopes nos diz que lutamos com um inimigo derrotado. O evangelista Marcos nos diz que o Senhor Jesus venceu Satanás o amarrando e roubando-lhe os seus bens. Veja o que ele nos diz:
“Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então lhe saqueará a casa”. (Mc 3.27)
Isso é o Senhor tirou de Satanás o domínio que ele tinha nessa terra. Jesus está libertando aqueles que estavam sob o seu domínio e os transportando para o Seu Reino. Paulo escrevendo aos Colossenses nos diz assim:
“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1.13,14).
Jesus venceu Satanás no deserto, triunfou sobre todas as suas investidas. Esmagou sua cabeça na cruz, triunfou sobre ele definitivamente. Satanás é um inimigo limitado e está debaixo da autoridade absoluta de Jesus.
“Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”(Cl 2.14,15).

QUARTO, AS OFERTAS DE SATANÁS.
A Bíblia nos diz que Satanás tentou Jesus os quarenta dias. Quando lemos o texto aqui em Mateus a impressão que temos que o tentador só o tentou no final, mas não foi assim que ocorreu. Há dois textos que nos mostram isso:
“E logo o Espírito o impeliu para o deserto, onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás; estava com as feras, mas os anjos o serviam” (Mc 1.12,13).
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome” (Lc 4.1,2).
Satanás é um ser oportunista. Ele é como um vírus oportunista que ataca quando a nossa imunidade está baixa. Se a nossa imunidade espiritual estiver baixa ele irá atacar com todas as forças, embora ele ataque todos os dias, mas se a nossa imunidade espiritual estiver baixa ele irá triunfar sobre nós. Temos como exemplo Davi que caiu em adultério. Era tempo de guerra e ele estava em casa. O resto você já conhece.
Vamos analisar a tentação de Jesus:
1ª – A primeira tentação foi de ordem física (Mt 4.2-4) 
Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites na solidão do deserto, embora Marcos nos diga que Jesus estava com as feras – naquele deserto havia hienas, lobos, serpentes, chacais, panteras e leões. Era um lugar de abandono, mas também de grande perigo.
Depois de quarenta dias de jejum Jesus estava com seu corpo totalmente debilitado. Nesse período Jesus jejuou e orou incessantemente – o Espírito estava pronto, mas a carne estava para entrar em tentação. A fome castigava seu estômago. É nessa oportunidade que Satanás se aproxima e lhe diz: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães”. Satanás propôs a Jesus usar seu poder para satisfazer sua necessidade, ou seja, fazer uma coisa boa de modo errado: mitigar a fome atendendo a voz do diabo.
Aprenda uma coisa meu irmão: ainda que o diabo lhe dê um conselho aparentemente bom, não dê ouvidos a ele, pois o que procede dele nada presta. Nem o testemunho dele em relação a Jesus o Senhor aceitou (Mc 3.11,12). Não foi dado a anjos proclamar a salvação e muito menos aos demônios (que são anjos caídos), mas aos homens. Até Paulo recusou tal testemunho (At 16.16-18).
Só que o intento de Satanás de levar Jesus transformar pedras em pães era maior que um apelo à fome. Havia a sugestão de evitar a cruz, tornando-se um reformador social popular. Isso quase ocorreu quando Jesus multiplicou os pães e os peixes em Jo 6. Mas veja o resultado da multiplicação e o que o Senhor Jesus fez:
“Vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo. Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte” (Jo 6.14,15).
Não era e não é esse tipo de Reino que o Senhor veio estabelecer na terra, mas um reino espiritual. Mas quantas igrejas estão embarcando na Teologia da Missão Integral que na verdade é uma nova roupagem da Teologia da Libertação. É bom deixar claro que a Teologia da Missão Integral dialoga com o marxismo. E os que defendem essa teologia ainda dizem que é impossível dialogar com o mundo sem dialogar com o marxismo. O marxismo mudou a face do Ocidente por, pelo menos, setenta anos.
O tempo todo Satanás tentou impedir que o Senhor fosse até a cruz. E hoje tenta evitar que a mesma seja pregada também pela igreja.
Outra razão para essa tentação era tentar fazer Jesus não confiar na provisão do Pai. Mas a resposta de Jesus a Satanás foi contundente: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. O Senhor cita as Escrituras para rechaçar o tentador. Jesus cita o texto de Dt 8.3 mostrando para o diabo que a fome espiritual é muito maior que a fome física. Pois a fome física pode ser saciada em qualquer lugar, mas a fome de Deus só Ele pode saciar. E mais, assim como o Pai sustentou o seu povo no deserto com mana que caia do céu, da mesma forma o Senhor poderia vir ao seu encontro e saciar a Sua fome.
Assim como o Pai alimentou uma multidão no deserto, da mesma forma o Senhor iria alimentá-lo. O mesmo o Senhor tem feito conosco todos os dias. Em Mateus 6.25-30 Ele nos conforta dizendo que o Senhor nos dá o de comer, beber e vestir. E no verso 11 do capítulo 6 Ele nos ensina a orar dizendo: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”.
Quantas vezes Satanás tenta pôr em dúvida a bondade e a providência de Deus, abrindo-nos outras oportunidades para atender nossas necessidades imediatas.
Satanás fala a mesma coisa com cada um de nós muitas vezes, assim como falou com Jesus: “Se és Filho de Deus…”, aqui Satanás não está lançando dúvidas ao coração de Jesus, mas está dizendo: “Já que você é o Filho encarnado do Deus Altíssimo” você tem autoridade para transformar pedras em pães. O mesmo o diabo fala com cada um de nós: “Já que você é filho de Deus” porque está passando por essa luta, por essa enfermidade, por esse problema familiar. Mas aí que entra a nossa confiança de que o Senhor há de intervir em nossa vida sem precisarmos buscar os conselhos tortos do diabo. Isso é crer na providência de Deus.
2ª – A segunda tentação é de ordem espiritual e psicológica (Orgulho) (Mt 4.5-7)
Esta segunda tentação está ligada a primeira, pois Jesus disse que confiava plenamente no Pai, então Satanás habilmente usa a própria palavra de Deus contra Jesus para tentar induzi-lo a se jogar do pináculo do templo para que o Pai o amparasse. E para isso ele cita o Salmo 91.12. Satanás sugere a Jesus a provar a Sua fé em Deus, submetendo Sua promessa a um teste, isso não passava de um grande sofisma.
SOFISMA – Argumento falso intencionalmente feito para induzir outrem ao erro.
Isso gera fanatismo.
Quero ilustrar isso lhe contando um caso que ocorreu em uma igreja nos Estados Unidos:
Uma grande igreja na região rural de Indiana, nos Estados Unidos, tinha uma triste fama, devido ao seu fanatismo.
Os membros dessa igreja criam que a fé pura podia curar qualquer doença e que buscar ajuda em qualquer outro lugar ou pessoa – por exemplo, de médicos – demonstrava uma falta de fé em Deus. Os artigos de jornais mencionaram pais que, atônitos, observavam seus filhos travarem batalhas perdidas contra a meningite, ou pneumonia, ou vírus comum da gripe – enfermidades que facilmente poderiam ser tratadas.
Um artista de um jornal desenhou pequenas lápides de túmulos para assinalar os locais onde pessoas haviam morrido depois de se recusarem tratamento médico, em obediência ao ensino da igreja. Havia 52 lápides ao todo.
De acordo com as reportagens, mulheres grávidas que seguiam o ensino da igreja morriam ao dar luz numa proporção oito vezes maior do que a média nacional, e a taxa de mortalidade infantil era três vezes maior. Apesar disso, a igreja estava crescendo e tinha se estabelecido em dezenove Estados e em outros cinco países.
Um pai contou a um jornal da sua vigília de oração enquanto observava seu filho de quinze meses de idade lutar contra uma febre durante duas semanas. A doença inicialmente provocou surdez, depois cegueira. O pastor da igreja conclamou ainda mais fé e persuadiu o pai a não chamar um médico. No dia seguinte, o menino estava morto. A autópsia revelou que ele morrera de uma forma de meningite facilmente tratável.
Satanás sempre usará de sofisma contra nós. Mas veja o que o apóstolo Paulo nos fala em 2Co 10.4,5: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus”.
O fanatismo leva as pessoas a se decepcionarem com Deus.
Por isso Jesus falou: “Não tentarás o Senhor teu Deus”. Jesus rebate o sofisma de Satanás usando de outro texto não fora de contexto, mas de forma correta. Jesus fala do que os Israelitas fizeram tentando o Senhor em Massá (Êx 17.6, Dt 6.16), pois quando faltou água eles começaram a perguntar se o Senhor estava no meio deles (Êx 17.7).
O Senhor Jesus dá a Satanás uma resposta simples e objetiva: “O Senhor nunca desampara o Seu povo”. Não há necessidade de provar se o Senhor está ou não conosco, se Ele prometeu Ele irá cumprir as Suas promessas. Não precisamos tentar a Deus para obrigá-Lo a evitar um desastre.
Um bom exemplo disso é quando Jesus ressuscita a filha de Jairo, diz para eles darem de comer para ela. A menina morreu porque não comia então dá-lhe de comer para que não morra novamente, em outra palavras foi isso que Jesus disse. Não precisamos forçar o milagre. Deus não ficará enciumado se andarmos com precaução, com cuidado, sem tentá-Lo.

SATANÁS GOSTA DE ESPETÁCULO
A intenção de Satanás era fazer Jesus não ir até a cruz, nunca se esqueça disso. Aqui ele tenta seduzir Jesus a ter uma entrada triunfal no Seu ministério. Jesus é tentado a pular do pináculo do templo com as multidões reunidas no pátio abaixo, provavelmente à hora do sacrifício da tarde – um salto que no caso de qualquer outro que o tentasse seria suicídio. Mas Satanás diz que se Jesus fizesse tal coisa os seus anjos o guardariam. Assim Ele seria o astro da levitação, o Deus todo poderoso entrando no ministério de forma espetacular.
Com isso Satanás estava tentando fazer Jesus fugir do caminho da cruz pela desobediência à sua vocação de Servo Sofredor, desprezado e rejeitado pelos homens sobre quem recairia a iniquidade de todos nós. A doutrina de Satanás é que os fins justificam os meios, ou seja, que, uma vez obtida a soberania universal no final, não importava como ela houvesse sido atingida.
Mas o nosso Deus não gosta de aplausos! Ou seja, Ele não precisa fazer show para ser reconhecido como Deus.

3ª – A terceira tentação é de ordem religiosa – apostasia (Mt 4.8-10).
A terceira tentação foi a apostasia. A isca é o desejo de poder. Poder total sobre um mundo que jaz no maligno. Jesus é convidado a fazer um acordo com o maligno, para que Ele, Jesus, reinasse por meio de intrigas, de guerras, através do mal. Mas Jesus não veio para estabelecer um reino terreno como muitos pensam; mas estabelecer o Reino de Deus dentro do coração dos homens.
Satanás sabendo que Jesus estava focado no Reino de Deus, então lhe oferece um reino sem cruz, desde que Jesus o adorasse. Assim o Reino de Deus seria estabelecido sem trabalho ou lágrimas, nem risco de vida, sob a simples condição de que Jesus lhe prestasse reverência.
Satanás estava dizendo para Jesus que o Reino de Deus deveria ser imposto com armas diabólicas da crueldade, impiedade e poder, dominando as pessoas, ao invés de conquistar homens e mulheres através do sacrifício remidor na cruz. Mas acontece que o Reino de Deus nunca será estabelecido por meios satânicos.
Essa oferta tem sido oferecida até hoje para muitas pessoas, e, infelizmente, muitos tem aceitado. Observe quantas guerras religiosas temos contemplado em nosso meio. Igrejas contra igrejas, pastores contra pastores, irmãos contra irmãos. Cada um querendo estabelecer o seu próprio reino e não o Reino de Deus. Com essas atitudes quem tem sido adorado é o próprio Satanás. Em muitos púlpitos ele está sentado e sendo adorado como deus.
Quantos pastores orando por avivamento, mas avivamento para sua igreja e não para a igreja do “concorrente”. Querem a sua igreja cheia, ainda que seja com pessoas vazias do Espírito Santo. Para alguns o importante é o movimento.

A RESPOSTA DE JESUS
Veja o que o Senhor disse a Satanás diante dessa proposta imoral: “Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Dt 6.13). O Senhor cita mais uma vez as Escrituras Sagradas com intrepidez. Ele não se deixa levar, mais uma vez, pela proposta imoral do diabo.
Satanás quer dizer “Adversário”, e é exatamente isso que ele é; ele é o adversário direto do nosso Deus e nosso também. Ele sempre irá tentar “facilitar” as coisas para nós. Para isso o preço é muito alto, é o preço da APOSTASIA. E quantos estão se apostatando da fé para poderem ter o seu próprio reino. E por ele dão a própria vida. Por Deus não, mas pelo reino pessoal vão até o fim.
Com essa palavra de Jesus Satanás o deixou, mas como nos fala em Lucas 4.13: “Até momento oportuno”, ou seja, Satanás não desistiu, mas foi até a cruz tentando o Senhor. Se ele fez isso com o próprio Deus encarnado quanto mais fará com cada um de nós. Como disse Pedro em sua primeira carta:
“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo” (1Pe 5.8,9).
Pedro falou do que conhecia muito bem, pois na noite em que Jesus foi preso ele negou o Seu Mestre três vezes. Pedro foi tragado pelo medo, pela covardia e pelo rugido de Satanás. Pedro cedeu à tentação, mas Ele foi resgatado pelo Senhor e restituído no ministério. Por isso ele nos alerta para termos cuidado, “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co 10.12).

QUINTO, A VITÓRIA SOBRE A TENTAÇÃO.
Ninguém está livre da tentação, mas de resisti-la sim. Tentação não é pecado, ceder a ela é. Veja nas próprias palavras de Tiago 1.13-15 essa realidade:
“Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”.
A Bíblia nos diz que Jesus em tudo foi tentado, mas sem pecar. E como Ele venceu a tentação?
1º – A Bíblia nos diz que Jesus encarnou nas mesmas condições de Adão. Nele não havia a semente do pecado. Jesus tinha um caráter santo, e mesmo sendo tentado no deserto não cedeu a tentação.
2º – Porque Ele resistiu ao diabo firmemente. A própria Palavra nos ensina a fazer a mesma coisa: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).
3º – Porque Ele conhecia e praticava a Palavra de Deus. O Salmo 128.1 nos diz: “Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!” Foi assim que o Senhor venceu a tentação, no temor do Senhor e andando em Seus caminhos. Só podemos trilhar o verdadeiro caminho conhecendo o caminho. E o caminho nos é mostrado em Sua Palavra, pois ela nos ensina como devemos andar e proceder em Sua presença.
Eva torceu a Palavra de Deus e o diabo também a torceu tentando levar Jesus à queda. Mas Jesus conhecia a palavra e não se deixou levar pelo engano de Satanás. Saiba de uma coisa meu irmão, o diabo é um péssimo exegeta. Como disse Hernandes Dias Lopes: “A Palavra de Deus na boca do diabo é palavra do diabo e não Palavra de Deus”.

CONCLUSÃO
Diante de tudo que foi falado creio que podemos concluir dizendo algo prático e extremamente importante: “Todos nós devemos esperar tempos de provas”. Se Satanás não desistiu de Jesus, ele também não desistirá de nenhum de nós. Por isso devemos vigiar e orar o tempo todo e em todo tempo. Ele é um ser maligno e perseverante. Sempre haverá suas investidas, não pense que ele se afasta e não volta. O apóstolo Paulo nos deixou isso bem claro quando escreveu a sua carta aos Efésios 6.10-13. Veja como ele nos alerta:
“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis”.
Mas nós temos um grande conforto, Deus sempre está ao nosso lado. Ele nunca nos abandona. Aliás, o Senhor nos diz também que “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10.13).
O texto de Mateus termina dizendo que “com isso, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram”. Lute até o fim, não esmoreça. Não ceda a tentação. O Senhor também enviará o sustento para você e para mim também.
Que o Senhor nos abençoe!


A tentação de Jesus

TEXTO ÁUREO
Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15).



 COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO



“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15).

Nosso texto áureo está inserido no capítulo 4 da Epístola ao Hebreus, cuja temática é: Cristo é superior aos sumos sacerdotes do antigo pacto.
Sobre a tentação de Jesus “o evangelista Lucas registra que Jesus foi cheio do Espírito Santo (4.1), e conduzido ao deserto, onde foi tentado pelo Diabo por quarenta dias. Neste período, o Senhor Jesus ficou em comunhão com o Pai através de jejum e oração. Entretanto, ao sentir fome, nosso Senhor começou a ser tentado pelo Diabo. O relato do capítulo 4 do Evangelho de Lucas retrata três tentações que o Senhor Jesus foi provado: as necessidades físicas (vv.3,4), a oferta de autoridade sobre os reinos (vv.5-8) e provar a verdade da promessa de Deus (vv.9-12).
A primeira tentação de Jesus revela-nos que Ele não usou o seu poder para benefício próprio, pois antes agradava obedecer a Deus que a Satanás. Seria natural, se com fome, o nosso Senhor transformasse pedra em pão e revelasse ser verdadeiramente o Filho de Deus. Não! A resposta do nosso Senhor foi direta: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus (Dt 8.3).
A segunda tentação de nosso Senhor tem a ver com a ambição de conquistar e governar todos os reinos do mundo. Satanás colocou diante de Jesus toda a autoridade do mundo, e em troca, ordenou que Jesus o adorasse prostrado. O Diabo usou de meia-verdade, pois apesar de ter poder (Ef 2.2), ele não tinha autoridade para dar ou não a Jesus reinos ou a glória desse mundo. A promessa de torná-lo o grande soberano do mundo não “encheu os olhos” de nosso Senhor, que de pronto, logo respondeu: “O Senhor, teu Deus, temerás, e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás” (Dt 6.13).
A terceira tentação mostra o nosso Senhor sendo levado pelo Diabo ao pináculo do Templo. A proposta de Satanás: Pular, pois estava escrito que Deus daria ordens aos anjos para livrá-lo. Ainda haveria outro impacto: Pular do pináculo do Templo e cair salvo no meio pátio sagrado, de uma só vez, faria o Senhor ser reconhecido como “Messias”. Mas não foi isso que aconteceu. O nosso Senhor não queimou etapas, mas repreendeu Satanás dizendo que ninguém pode tentar a Deus. As coisas do Altíssimo não são para fazermos provas sem sentido.
As três tentações de Jesus Cristo expuseram três áreas que o ser humano se mostra frágil: A das pulsões carnais, as do poder e a da busca pela fama. Nosso Senhor venceu as tentações e nos estimulou a fugir das pulsões carnais, do apego pelo poder e da possibilidade de usar as promessas divinas para benefício próprio para a formação da autoimagem”.
O teólogo Dr. Russell Norman Champlin comentando sobre o referido versículo 15 assim declara:
Ele é chamado de «Filho de Deus», e isso o eleva muito acima de Aarão. Mas ele também se identificou totalmente conosco, em nossa natureza humana, tendo sofrido tudo quanto sofremos; portanto, ele simpatiza totalmente com nossos problemas, com nossos conflitos contra o pecado, e sabe como ajudar-nos em nossa inquirição espiritual. «Todos os pontos principais dos primeiros capítulos são reunidos neste versículo e no próximo (décimo quarto e décimo quinto): o Sumo Sacerdote (Hb 2.17 e 3.1); a sua exaltação (Hb 1.3; 4.13 e 2.9); a sua filiação divina (Hb 3.6); a sua compaixão para com os irmãos, de cuja sorte ele veio compartilhar (Hb 2.11-18)».
«...compadecer-se...» No grego é sumpatheo, que significa «mostrar simpatia por», «simpatizar com», dando a ideia de sentir e compreender nossas fraquezas. Cristo sabe o que sofremos e sob quais condições vivemos; mas ele também «sente» o peso e a carga da existência mortal, devido ao próprio fato que compartilhou perfeitamente de nossa natureza e experiências humanas.
«...fraquezas...» Isso fala de debilidades morais e físicas, de paixões humanas, de limitações, de impulsos biológicos, de pontos de vista morais imperfeitos, de consciências que predispõem ao pecado, que facilitam a prática do pecado e dificultam tremendamente a vitória moral. Ora, Cristo participou das emoções humanas, como o temor, a tristeza, o temor da morte. Desse modo ele aprendeu a confiar. Obteve a vitória. Cristo conhece experimentalmente todas essas coisas, pois participava perfeitamente das condições humanas. Não estava acima delas; participou diretamente das mesmas. Desse modo, a autêntica humanidade de Jesus é ensinada contra o pensamento docético, que fazia de Jesus Cristo apena suma figura angelical cuja participação na humanidade seria apenas aparente, e não real (Fl 2.7). Além de preparar a Cristo para a cruz,  para que ele seja um sacrifício sem mancha, isso também:
 1. preparou-o para o seu ofício sumo sacerdotal, pois só podia interceder por um povo que compreendesse totalmente, por quem tivesse absoluta simpatia;
2. mostrou-nos também como nos devemos desenvolver e ocupar da inquirição espiritual.
Tudo quanto Cristo fez, sofreu e experimentou, fê-lo como homem. Quanto às suas vitórias e milagres ele aprendeu a usar o poder do Espírito, que está à disposição de todos os homens; por isso, a declaração que diz que podemos faze as obras como as suas, e maiores ainda, apesar de extremamente objetiva, é veraz (João 14:12). Ele se limitou às condições humanas a fim de mostrar o grande potencial da humanidade quando impulsionada pelo Espírito. Esse poder o transformou como homem espiritualizando-o, tornando-o o Pioneiro do caminho, e não apenas o próprio caminho. Cristo mostrou-nos como os homens podem ser espiritualizados, assim chegando a participar de sua natureza celestial, tal como ele antes compartilhou perfeitamente da nossa humilde humanidade.
«....sem pecado...» Há várias declarações neotestamentárias sobre a impecabilidade de Jesus. (At 3.14; II Cor. 5.21). ...A impecabilidade de Cristo qualificou-o preeminentemente para o sumo sacerdócio, pois ele, diferentemente de outros, não precisa oferecer sacrifício por si mesmo. Todo seu labor pode ser assim devotado a seus irmãos. Assim, mediante o sacrifício de si mesmo, ele eliminou o pecado para sempre (Hb 9.26), livrando os filhos de Deus de sua manopla e dando-lhes um lugar de acesso a Deus Pai. E da «segunda vez» em que ele aparecer (na parousia), não haverá mais necessidade de cuidar da questão do pecado. Portanto, ele aparecerá «à parte do pecado», e isso «para a salvação», com o propósito de levar à fruição a salvação de seus irmãos (Hb 9.28). A impecabilidade de Cristo, pois, deve significar mais do que a rejeição de atos pecaminosos; ele nunca favoreceu à atitude do pecado; não pecou em seus desejos e em seus motivos, muito menos em suas ações. Ele mesmo deixou claro que o pecado reside nos desejos e motivos dos homens, e não apenas em atos pecaminosos (Mt 5.27 e ss.). Gloriando-nos nas debilidades (CHAMPLIN, Vol. 5, 1995, p. 523-524).



RESUMO DA LIÇÃO 04


A TENTAÇÃO DE JESUS

I - A REALIDADE DA TENTAÇÃO
1. Uma realidade humana.
2. Vencendo a tentação.

II - A TENTAÇÃO DE SER SACIADO
1. A sutileza da tentação. 
2.Gratificação pessoal.

III - A TENTAÇÃO DE SER CELEBRADO
1. O príncipe deste mundo.
2. A busca pelo poder terreno.

IV - A TENTAÇÃO DE SER NOTADO
1. A artimanha do Inimigo.
2. A busca pelo prestígio.


VERDADE PRÁTICA
Jesus firmou-se na Palavra de Deus para vencer Satanás. Assim devemos agir para obter a vitória.

LEITURA DIÁRIA

Lucas 4.2; 1Co 10.13 – A tentação é uma realidade para todos os crentes

Lc 4.3; 1Pe 5.8 – A necessidade constante de vigilância ante a tentação

Gn 3.6; Lc 4.3,4 – A tentação de ser saciado em um momento de necessidade

Lc 4.5-8 – A tentação de ser prestigiado e assim descumprirmos o propósito divino

Lc 4.9 – A tentação de ser notado quando Deus quer discrição

Lc 4.12,13 – Em Jesus Cristo podemos vencer a tentação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 4.1-13.
1 — E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto.
2 — E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome.
3 — E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.
4 — E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus.
5 — E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo.
6 — E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
7 — Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
8 — E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás.
9 — Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo,
10 — porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem
11 — e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
12 — E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.
13 — E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.

HINOS SUGERIDOS

75, 308, 422 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Mostrar que Jesus foi tentado, mas venceu toda tentação pelo poder da Palavra de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

·   I. Compreender a realidade da tentação.
·   II. Explicar como Jesus venceu a tentação de ser saciado.
·   III. Saber como Jesus venceu a tentação de ser celebrado.
·   IV. Analisar as artimanhas do Inimigo para que Jesus cedesse à tentação de ser notado.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

O Diabo é um anjo do mal que, dia e noite, procura fazer com que os servos de Deus sejam seduzidos pelo pecado. Como homem Jesus também foi tentado em tudo (Hb 4.15b), mas o Mestre venceu toda tentação. O Inimigo foi derrotado em todas as áreas na vida de Jesus. A tentação vem para todos os filhos de Deus, porém, a Palavra do Senhor nos garante que, se resistirmos ao Diabo, ele fugirá de nós (Tg 4.7).
Lucas diz que o Diabo se ausentou de Jesus por um tempo (Lc 4.13), ou seja, até encontrar outra oportunidade para atacá-lo novamente. Jesus estava iniciando seu ministério quando foi conduzido ao deserto para experimentar vários tipos de tentação, mas o Inimigo, mesmo sem sucesso, o tentou até a cruz.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

A tentação é uma realidade com a qual todo crente, em algum momento, irá se deparar. Não existe ninguém que seja imune à tentação, pois até mesmo Jesus, o homem perfeito, foi tentado! A resposta à tentação não é, portanto, negá-la, mas enfrentá-la à luz da Palavra de Deus.
Nesta lição iremos aprender como Jesus enfrentou a tentação e derrotou Satanás. Veremos a sutileza do Diabo em tentar o Filho de Deus em um momento de extrema carência e necessidade física, e como o Filho do Homem o derrotou ao dizer “não” a cada uma de suas propostas. Por fim, destacaremos que a vitória de Jesus é também a nossa.


PONTO CENTRAL
A tentação é uma realidade, mas em Jesus podemos vencê-la.


I. A REALIDADE DA TENTAÇÃO

1. Uma realidade humana. Já foram assinalados em comentários anteriores que devemos levar em conta o fato bíblico e teológico incontestável de que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Como Deus, não podia ser tentado, mas como homem, mesmo sendo perfeito, sim (Jo 17.5; Fp 2.5-11; Hb 2.17). No mistério da encarnação, Jesus não perdeu a sua natureza divina, nem tampouco os atributos da divindade, mas, como diz a tradução americana de Philips, Ele “abdicou de seus privilégios” (Fp 2.7). Como homem Ele foi tentado em todas as coisas, assim como nós, porém, não transgrediu (Hb 4.15). À luz do ensino bíblico, portanto, a tentação de Jesus Cristo foi real e não apenas uma encenação. O homem perfeito, Jesus, foi tentado em tudo, mas não pecou! (1Pe 2.22).

2. Vencendo a tentação. Lucas revela que Cristo foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo Diabo. Jesus, em sua condição humana, foi capacitado pelo Espírito Santo para enfrentar Satanás. A capacitação de poder sobre Jesus revela o lado messiânico da sua missão. Na teologia lucana, o Messias seria revestido pelo Espírito para realizar a obra de Deus, e isso incluía desfazer as obras do Diabo. A vitória de Jesus sobre a tentação é também a nossa vitória. Jesus, o homem perfeito, venceu a sedução do pecado com oração, com a Palavra e por andar no Espírito. Todos os que estão em Cristo podem sim, também, vencer a tentação (1Co 10.13).


SÍNTESE DO TÓPICO (I)

A tentação é uma realidade para todos os filhos de Deus.

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SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O Diabo tentou o Filho do homem, mas também o Filho de Deus. Foi uma disputa entre Jesus, cheio do Espírito Santo, e o acusador dos homens. O Diabo tinha vencido, com Adão e Eva. Ele tinha esperanças de triunfar sobre Jesus” (ROBERTSON, A. T.Comentário de Lucas: À Luz do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.80).

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II. A TENTAÇÃO DE SER SACIADO

1. A sutileza da tentação. A primeira tentação de Jesus se dá na esfera dos apetites. A essa tentação Jesus respondeu: “Escrito está que nem só de pão viverá o homem” (Lc 4.3,4). O Diabo, por certo, sabia que por ocasião do batismo de Jesus, Deus, o Pai, falara-lhe da sua filiação divina (Lc 3.22). Jesus, como o homem perfeito que era, precisava enfrentar a tentação em sua condição humana, e não fazer uso de seus atributos divinos como queria o Diabo. Como Filho de Deus que era, evidentemente Jesus poderia usar os atributos da divindade para transformar todo aquele deserto em pão. Todavia, se assim procedesse, negaria a sua missão de homem perfeito. Quer o Diabo estimule um apetite legítimo, quer não, o seu alvo é sempre o mesmo — colocar tropeços no caminho do servo de Deus.

2. Gratificação pessoal. Depois de 40 dias de jejum total, Jesus, sem dúvida alguma, encontrava-se debilitado fisicamente. Todo o seu ser, por certo, exigia ser saciado. Tanto a água quanto o pão são elementos necessários para a manutenção do corpo. Não há, portanto, nada de errado com o desejo de comer ou beber. Todavia, se esse desejo é apenas para uma gratificação pessoal, como queria o Diabo, então ele se converte em pecado. Satanás queria que Jesus visse as coisas materiais como sendo mais necessárias do que as espirituais. Jesus mostra que mais importante do que o pão material era o pão espiritual, a Palavra de Deus. Ainda hoje, o Diabo usa a mesma artimanha quando convence os homens de que ter abundância, fartura ou prosperidade material é melhor do que desfrutar da comunhão com Deus.

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SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Jesus foi tentado a satisfazer sua necessidade de ser saciado.

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CONHEÇA MAIS

O jejum

“Segundo a leitura médica, trinta a quarenta dias de completo jejum exaure as energias do corpo, causa fome intensa e aproxima o indivíduo da exaustão. Mesmo neste estado de fraqueza, Jesus permaneceu fiel ao compromisso. Confiou e agiu de acordo com a Palavra de Deus” (Guia do Leitor da Bíblia. CPAD. p.655).

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SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Jesus experimenta três tentações específicas. A primeira envolve suas necessidades físicas (Lc 4.3,4). O Diabo presume que Jesus é o Filho de Deus — ‘Se tu és o Filho de Deus’ significa ‘Visto que Tu és o Filho de Deus’. Claro que Jesus pode exercer o poder de Deus e transformar uma pedra do chão em pão. O Diabo sugere que o uso deste poder para aliviar a fome era verdadeira prova de que Jesus é o Filho de Deus. Mas se Jesus transformasse uma pedra em pão, tal milagre revelaria sua falta de fé na bondade de Deus. Ele teria obedecido a Satanás em vez de ser obediente a Deus. Ele teria usado seu poder para satisfazer as necessidades pessoais em vez de usá-lo para a glória de Deus.
Jesus resiste à tentação do Diabo citando Deuteronômio 8.3. O ponto de sua resposta é que o bem-estar humano é mais que assunto de ter comida suficiente. O mais importante é obedecer à Palavra de Deus e confiar no Senhor que cuida de nós. Jesus obedece à Palavra de Deus, embora implique em fome física” (Comentário Bíblico Pentecostal. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD. p.338).

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III. A TENTAÇÃO DE SER CELEBRADO

1. O príncipe deste mundo. No texto de Lucas 4.5-8, o Diabo oferece a Jesus domínio sobre os reinos do mundo. Jesus não contestou as palavras de Satanás quando este afirmou que possuía autoridade sobre este mundo (Lc 4.6). De fato, o próprio Cristo afirmou que Satanás é o príncipe deste mundo (Jo 16.11). O apóstolo João nos diz que “o mundo está no maligno” (1Jo 5.19). E o apóstolo Paulo diz que o Diabo é “príncipe das potestades do ar” (Ef 2.2). Vivemos em um mundo caído e com um sistema iníquo, mas, assim como Jesus Cristo, não fazemos parte dele (Jo 8.23; 17.9; 18.36). É lamentável quando crentes não apenas vivem de acordo com os padrões deste mundo, mas também ficam totalmente comprometidos com ele.

2. A busca pelo poder terreno. Por trás desse sistema iníquo existe toda uma filosofia de domínio. Esse poder pode estar presente tanto na esfera material como na espiritual. É a busca pela glória e poder terreno. O Diabo sabe que o desejo de ser celebrado, de ser chamado “senhor”, é algo que fascina os homens. Satanás sabia que derrubaria Adão se o convencesse de que ele poderia se tornar poderoso ao adquirir conhecimento. Adão acreditou que até mesmo poderia ser como Deus (Gn 3.5). A isca foi lançada e Adão a engoliu! O Diabo por certo acreditava que o mesmo aconteceria com Jesus, o Filho do Homem. Mas Jesus não se dobrou diante de Satanás. Por certo, muitos estão exercitando poder e domínio neste mundo, mas provavelmente também estão se curvando diante de Satanás.

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SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Como homem, Jesus foi tentado a buscar honra e celebração para si.

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SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A segunda tentação é a oferta que o Inimigo fez a Jesus de autoridade sobre os reinos da terra (Lc 4.5-8). Num momento de tempo, ele traz à presença de Jesus todos os reinos do mundo. Afirma que eles lhes foram dados e que ele tem o direito de dispor deles como quiser. A afirmação do Diabo é meia-verdade. Embora ele tenha grande poder (Jo 12.31; 14.30), não tem autoridade para dar a Jesus os reinos do mundo e a glória deles. Ele promete que Jesus pode se tornar o governante da terra se tão somente Ele o adorar. Satanás tenta ludibriar Jesus para obter poder político e estabelecer um reino no mundo maior que o dos romanos.
O Reino que Jesus veio estabelecer é muito diferente. É um reino no qual Deus reina, e é formado por homens e mulheres livres da escravidão do pecado e de Satanás” (Comentário Bíblico Pentecostal. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD. p.338).

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IV. A TENTAÇÃO DE SER NOTADO

1. A artimanha do Inimigo. O Diabo não desiste nas primeiras derrotas e arrisca tentar Jesus mais uma vez com seu jargão predileto: “Se tu és” (Lc 4.9). Todavia, agora ele acrescenta a frase: “porque está escrito” (Lc 4.10). Satanás tenta derrotar Jesus usando a Bíblia! Evidentemente que ele usa o Salmo 91 fora do seu contexto! Quando a Palavra do Senhor tem exatamente o sentido do que o Criador disse, então ela é de fato a Palavra dEle. Porém, quando passa a possuir um sentido particular, isto é, que Deus não disse, não é mais a Palavra dEle, mas palavras de Satanás. A Bíblia usada fora do seu contexto, como fez o Diabo e as seitas que ele criou, não é a Palavra de Deus, mas uma arma do Maligno. É preciso muito cuidado quando se vê alguém manusear a Bíblia. Pode ser que esse “manuseio” não esteja a serviço de Deus!
2. A busca pelo prestígio. Quando o Diabo quer ver a queda de alguém, procura levá-lo até o ponto mais alto (Lc 4.9). É a tentação de ser visto, de ser notado. Era algo muito tentador saber que dezenas, talvez centenas de pessoas, estariam ali para ver e aplaudir aquela cena com características cinematográficas. Jesus não se dobrou frente aos apelos de Satanás.
Há um reconhecimento e uma fama que são bíblicas e não há nada pecaminoso nisso (Gn 12.2; 2Sm 7.9). Todavia, quando o desejo por publicidade se torna um fim em si mesmo, então passa-se a fazer o jogo do Diabo. Infelizmente, muitos não medem esforços para se exibir. Isso é pecado, mesmo que seja na esfera religiosa ou espiritual.

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SÍNTESE DO TÓPICO (IV)

Jesus venceu a tentação de ser notado pelos homens.

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SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A terceira tentação tem a ver com provar a verdade da promessa de Deus (Lc 4.9-12). Jesus se deixa levar voluntariamente com o maligno até o ponto mais alto do templo. A localização precisa no templo é incerta, mas do ponto mais alto do templo Satanás instiga Jesus a pular: ‘Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo’ (v.9). A sugestão dele é esta: ‘Antes de tu te dispores em tua missão, é melhor que te certifiques da proteção de Deus. Então, por que não pulas e não te asseguras de que Deus tomará conta de Ti?’. O maligno foi refutado duas vezes com as Escrituras, então ele cita o Salmo 91.11,12 para garantir que Deus o protegerá de qualquer dano. Este é um exemplo de torcer as Escrituras para servir a um propósito, pois o Salmo 91 não garante que Deus fará milagres sob as condições que estipularmos” (Comentário Bíblico Pentecostal. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, p.338).

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CONCLUSÃO

Jesus venceu Satanás no deserto e em todas as outras situações em que o confrontou durante o seu ministério terreno (Lc 4.1-13; 10.18,19). Na cruz do Calvário, o Filho de Deus derrotou Satanás de forma definitiva (Cl 2.15; Hb 2.14). Posteriormente, o apóstolo Paulo ensinaria à Igreja que todos aqueles que se encontram em Cristo também participam dessa vitória (Ef 1.20-22; 2.6). Em Cristo somos mais do que vencedores (Rm 8.37; 1Co 15.57), todavia, como cristãos criteriosos, não devemos subestimar o mal (Lc 22.31-34).













PARA REFLETIR

Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:

De que forma a lição explica a tentação de Jesus?
Ela explica que a tentação é uma realidade humana. Como homem Jesus também sofreu várias tentações. Porém, Ele venceu todas.

Qual foi a primeira tentação de Jesus?
A primeira tentação foi a sugestão do Diabo de Jesus transformar as pedras do deserto em pães. Ele sabia que Jesus estava em jejum e, certamente, estava com fome.

Qual foi a segunda tentação?
A segunda tentação foi a oferta que o Diabo fez a Jesus de autoridade sobre os reinos da terra (Lc 4.5-8).

Satanás tentou derrotar Jesus usando até mesmo o quê?
Ele usou até mesmo a Palavra de Deus. Porém, que fique claro, o Diabo utilizou a Palavra de Deus de forma errada, fora do seu contexto.

Quando Jesus derrotou Satanás de forma definitiva?
Quando da sua morte e ressurreição na cruz do calvário.









SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A tentação de Jesus

O evangelista Lucas registra que Jesus foi cheio do Espírito Santo (4.1). Após o nosso Senhor ser cheio do Espírito, Ele foi conduzido pelo mesmo Espírito ao deserto, onde foi tentado pelo Diabo por quarenta dias. Neste período, o Senhor Jesus ficou em comunhão com Deus Pai através de jejum e oração. Entretanto, ao sentir fome, nosso Senhor começou a ser tentado pelo Diabo. O relato do capítulo 4 do Evangelho de Lucas retrata três tentações que o Senhor Jesus foi provado: as necessidades físicas (vv.3,4), a oferta de autoridade sobre os reinos (vv.5-8) e provar a verdade da promessa de Deus (vv.9-12).
A primeira tentação de Jesus revela-nos que Ele não usou o seu poder para benefício próprio, pois antes agradava obedecer a Deus que a Satanás. Seria natural, se com fome, o nosso Senhor transformasse pedra em pão e revelasse ser verdadeiramente o Filho de Deus. Não! A resposta do nosso Senhor foi direta: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus (Dt 8.3).
A segunda tentação de nosso Senhor tem a ver com a ambição de conquistar e governar todos os reinos do mundo. Satanás colocou diante de Jesus toda a autoridade do mundo, e em troca, ordenou que Jesus o adorasse prostrado. O Diabo usou de meia-verdade, pois apesar de ter poder (Ef 2.2), ele não tinha autoridade para dar ou não a Jesus reinos ou a glória desse mundo. A promessa de torná-lo o grande soberano do mundo não “encheu os olhos” de nosso Senhor, que de pronto, logo respondeu: “O Senhor, teu Deus, temerás, e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás” (Dt 6.13).
A terceira tentação mostra o nosso Senhor sendo levado pelo Diabo ao pináculo do Templo. A proposta de Satanás: Pular, pois estava escrito que Deus daria ordens aos anjos para livrá-lo. Ainda haveria outro impacto: Pular do pináculo do Templo e cair salvo no meio pátio sagrado, de uma só vez, faria o Senhor ser reconhecido como “Messias”. Mas não foi isso que aconteceu. O nosso Senhor não queimou etapas, mas repreendeu Satanás dizendo que ninguém pode tentar a Deus. As coisas do Altíssimo não são para fazermos provas sem sentido.
As três tentações de Jesus Cristo expuseram três áreas que o ser humano se mostra frágil: A das pulsões carnais, as do poder e a da busca pela fama. Nosso Senhor venceu as tentações e nos estimulou a fugir das pulsões carnais, do apego pelo poder e da possibilidade de usar as promessas divinas para benefício próprio para a formação da autoimagem.
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A força do Jejum
Quando buscamos a Deus com a prática do jejum e oração incessante estamos buscando a nossa própria mente. O jejum nos torna dignos em receber, os bens divinos que ele esta pronto em conceder.
Exemplos pessoas que receberam força divina vinda pela prática do Jejum.
Moisés que jejuou 40 dias (Êxodo 34,28);
Elias – 40 dias (I Reis 19,8);
Cristo – 40 dias (Lucas 4,2);
Paulo – 3 dias (Atos 9,9).
Estas pessoas depois do período de jejum sem alimentarem-se e passando noites em oração, voltavam desses fortalecidos, dispostos como se tivessem gasto estas horas dormindo. O sustento delas foi o Senhor Deus.


Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme ao teor destas palavras tenho feito aliança contigo e com Israel.
E esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.

Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.
E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come.
E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se.
E o anjo do Senhor tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque te será muito longo o caminho.
Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.
E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto
E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.