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terça-feira, 3 de maio de 2016

A LEI, A CARNE E O ESPIRITO - CPAD LIÇÃO 6 - 2016/2



Lições Bíblicas CPAD – Adultos – 2º Trimestre de 2016
Título: Maravilhosa Graça — O Evangelho de Jesus Cristo revelado na carta aos Romanos – Comentarista: José Gonçalves
Lição 6: A Lei, a carne e o Espírito

TEXTO ÁUREO
Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado(Rm 7.25).

VERDADE PRÁTICA
A luta entre a carne e o espírito é uma realidade na vida de todo crente, mas a dependência da graça de Deus fará com que tenhamos uma vida vitoriosa.

LEITURA DIÁRIA
Rm 6.2,3 O poder do pecado foi aniquilado por Jesus Cristo e não pela lei

Rm 6.11 Nossa antiga natureza está morta, agora estamos vivos para Deus

Rm 6.12 Não podemos permitir que o pecado assuma o controle de nossas vidas

Gl 5.13 Não usemos da liberdade para dar lugar à carne

Gl 5.16-21 Já não somos mais dominados pelas obras da carne

Gl 5.22 O fruto do Espírito na vida do crente

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 7.1-15.
1 — Não sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive?
2 — Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido.
3 — De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for doutro marido; mas, morto o marido, livre está da lei e assim não será adúltera se for doutro marido.
4 — Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus.
5 — Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.
6 — Mas, agora, estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.
7 — Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.
8 — Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a concupiscência: porquanto, sem a lei, estava morto o pecado.
9 — E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri;
10 — e o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte.
11 — Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou e, por ele, me matou.
12 — Assim, a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom.
13 — Logo, tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum! Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem, a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.
14 — Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
15 — Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço.

HINOS SUGERIDOS
155, 432 e 491 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que a luta entre carne e espírito é uma realidade na vida de todo crente.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
  • I. Explicar a analogia do casamento ilustrada na Lei;
  • II. Mostrar a analogia da solidariedade da raça ilustrada em Adão;
  • III. Discorrer a respeito da analogia entre carne e espírito.






INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje estudaremos o capítulo sete da Epístola aos Romanos. Este capítulo trata a respeito da libertação da Lei. Para que os romanos compreendessem bem o assunto, Paulo faz uma analogia entre a Lei e o casamento. O apóstolo mostra que enquanto o marido viver, a esposa está ligada a ele mediante a lei do matrimônio. Mas, morto o marido a esposa se torna livre, podendo até mesmo contrair novas núpcias. Com esta analogia, Paulo mostra que os salvos em Cristo, pela fé, já estão livres da lei do pecado e agora pertencem a Jesus Cristo. Em Cristo, estamos mortos para a lei do pecado. O apóstolo precisou tratar deste assunto porque os judeus tinham dificuldades de se libertarem das amaras da Lei. Livres da lei do pecado temos condições de nos relacionarmos com Deus e vivermos uma vida de santidade. Segundo Lawrence Richards “a libertação da Lei não promove o pecado, mas a justiça”.















COMENTÁRIO / INTRODUÇÃO

Na lição de hoje estudaremos o papel do cristão em relação à Lei, a carne e o Espírito. Paulo apresenta um estudo a respeito desses temas no capítulo sete. Ele se utiliza de três analogias para discorrer sobre os assuntos: a analogia do casamento, a analogia de Adão no paraíso e a analogia da carne versus o espírito.
Como devemos nos comportar diante da lei?
Como explicar, que mesmo depois de já termos recebido a graça de Deus, passamos por conflitos espirituais internos?
O que isso significa?
É o que vamos procurar responder neste estudo.


PONTO CENTRAL
Jesus Cristo nos libertou do jugo da Lei, do pecado e das obras da carne, por isso, podemos andar em Espírito.








I. A LEI ILUSTRADA NA ANALOGIA DO CASAMENTO (Rm 7.1-6)

Romanos – Capítulo 7

1 Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida?
2 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal.
3 De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.
4 Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus.
5 Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte.
6 Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.

1. A metáfora do casamento. O apóstolo Paulo mostra que homem algum pode ser salvo pela Lei, até mesmo aqueles que a guardam com zelo e devoção. Aqueles que já possuem uma nova natureza também não serão guardados do pecado por observarem a Lei. A insistência de Paulo, que se estende desde o capítulo seis com respeito à função da Lei, agora o conduz a usar o casamento como uma analogia que contrasta o viver através dos preceitos da Lei e a nova vida em Cristo (Rm 7.1). Paulo usou o casamento para mostrar o nosso relacionamento com a Lei. O apóstolo ressalta que o contrato de casamento perde sua validade quando um dos cônjuges morre. Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, “ao morrermos com Cristo, a Lei não pode mais nos condenar; estamos unidos a Cristo”.

2. A metáfora da mulher viúva. Os versículos 2 e 3 do capítulo 7, concluem a analogia do apóstolo a respeito do casamento. Paulo afirma que vivendo o marido, se a mulher se casar novamente com outro homem, ela será considerada adúltera. Mas, se o marido morrer ela está livre para se casar novamente. A intenção era mostrar que a morte de Cristo na cruz, e os cristãos juntamente com Ele (Ef 2.5,6), rompeu os votos de obediência aos preceitos legais da lei mosaica (Rm 7.4).

3. Mortos para a lei. A expressão “mortos para a lei pelo corpo de Cristo” é entendida pelos intérpretes como uma referência à morte de Cristo e a nossa identificação com Ele. O biblicista C. Marvin Pate observa que “Paulo usa a analogia da morte de um cônjuge no casamento para ilustrar a morte do crente para a lei, pelo fato de ele estar unido com Cristo (Rm 7.1-6)”.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)
Paulo utiliza a analogia do casamento para mostrar que fomos libertos do jugo da Lei e do pecado.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Livre
Um cônjuge não está mais ligado pela lei matrimonial com o consorte falecido. A morte liberta a ele ou a ela dessa lei. Semelhantemente, a morte de Cristo, que compartilhamos em nossa união com Ele, nos liberta de todas as obrigações legais constantes na Lei de Deus.
Algumas pessoas ficam atemorizadas com a ideia de que o cristão não tem obrigação alguma de guardar a Lei. Paulo deixa claro que precisamos estar livres dessas obrigações. Por quê? A Lei diz respeito à nossa natureza pecaminosa e proclama: ‘Não’. O resultado não foi uma repreensão do desejo de pecar, mas o surgimento de nossas paixões pecaminosas. Pecamos, ao ‘produzir frutos da morte’. Deus agora nos chama para nos relacionarmos diretamente com Ele através do Espírito. O Espírito falará à nossa natureza, nos estimulando a servir e, assim, a ‘produzir frutos para Deus’” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.743).

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Libertados da Lei (Romanos 7:1-11)
Tanto o pecado como a lei são associados à morte (5:12,21; 6:14; 7:10-11; veja Gálatas 3:10). Por outro lado, a fé em Cristo leva à ressurreição e à vida (6:4,8,9,23). É somente em Cristo que morremos à lei e ao pecado para ter a vida.
Não Sujeitos à Lei (1-6)  
“De modo nenhum”: Esta resposta aparece sete vezes no livro (6:2,15; 7:7,13; 9:14; 11:1,11). É uma expressão forte que Paulo usa para evitar conclusões falsas por parte de seus leitores, e normalmente para introduzir uma nova fase do argumento.
Os mortos não são sujeitos à lei (1). Para ilustrar esse fato, Paulo introduz aqui a lei do casamento (2-4). A morte interrompe o laço de lei. As pessoas que já morreram em relação à lei não são mais obrigadas a guardá-la. No meio da ilustração, ele muda o sentido um pouco, mostrando que a pessoa viva (a viúva, neste caso) fica livre para ser ligada a outro (marido). Uma vez morta à lei, a pessoa pode ser ligada a Cristo, mas não pode continuar com a lei e com Cristo ao mesmo tempo.
Esta ilustração serve, também, para frisar a vontade de Deus para o casamento. O casamento é para a vida toda, e deve ser interrompido somente pela morte de um dos cônjuges. O outro (viúvo ou viúva) pode casar-se de novo sem pecar. Mas, se casar de novo enquanto o primeiro marido vive, torna-se adúltera. Neste trecho ele não trata da exceção dada por Jesus em Mateus 19:9. Podemos observar, também, que o laço de obrigação é com a lei conjugal (de Deus), e não somente com o cônjuge. Por isso, a pessoa divorciada geralmente ainda não tem autorização de Deus para casar de novo, e o segundo casamento se caracteriza como adultério (Lucas 16:18; Marcos 10:2-12; veja Marcos 6:17-18; Malaquias 2:14,16).
Antes de uma pessoa morrer para o pecado, o pecado produzia o fruto da morte (5). Depois de ser libertada do pecado e da lei, a mesma pessoa passa a servir a Deus (6). Vive na novidade de espírito (a fé, o evangelho, Cristo), não na caducidade da letra (a lei, o pecado, a morte).
Embora todos nós estivéssemos sujeitos ao pecado, somente os judeus estavam sujeitos à lei que Paulo cita aqui. Ele mostrará no próximo parágrafo a qual lei se refere.
A Lei ≠ Pecado (7-11)
Uma vez que a liberdade da lei é comparada à liberdade do pecado, alguém poderia concluir que são a mesma coisa. Paulo tira essa dúvida: “É a lei pecado? De modo nenhum!” (7). A lei não é pecado, mas ela torna o pecado conhecido. Paulo cita o exemplo de cobiça (7).
Qual lei? Alguns ensinam que alguma parte da lei dada no Monte Sinai continua em vigor hoje. Às vezes, sugerem uma distinção artificial entre a lei de Deus (“moral”) e a lei de Moisés (“cerimonial”), dizendo que esta foi removida enquanto aquela permanece. Paulo acabou de dizer que os judeus não estavam mais sujeitos “à lei” (6) e agora cita um dos mandamentos da mesma lei: “Não cobiçarás”. Este mandamento é um dos dez mandamentos (veja Êxodo 20:17), parte da suposta lei moral. Ainda é pecado cobiçar, mas não por causa da lei antiga. É condenada na Nova Aliança que nos guia (Efésios 5:3).
A lei traz a consciência do pecado (8-9) e é ligada à morte (10-11). Quem busca a vida terá que procurar em outro lugar, pois a lei não traz a salvação.












II. ADÃO ILUSTRADO NA ANALOGIA DA SOLIDARIEDADE DA RAÇA (Rm 7.6-13)

Romanos – Capítulo 7

6 Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.
7 Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.
8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado.
9 Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri.
10 E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte.
11 Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou.
12 Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.
13 Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno.

1. De volta ao paraíso. Paulo considerava Adão o cabeça e o representante da humanidade. A sua Queda levou todos os homens a caírem com ele. Aqui o objetivo do apóstolo é vincular a desobediência de Adão à humanidade. Adão pecou, logo todos pecaram. Uma leitura cuidadosa das palavras de Paulo em Romanos 7 a 11 mostrará a estreita relação que elas têm com os fatos ocorridos em Gênesis capítulo 3. Por exemplo, a expressão não “cobiçarás” é uma alusão a Gênesis 3.1-6. Por outro lado, as palavras de Paulo “eu vivi sem lei” (Rm 7.9), só têm sentido se aplicado na vida de Adão, pois Paulo como fariseu e judeu que era vivia a lei desde a infância (2Tm 3.15). Aqui Paulo, como ser humano, se via em Adão. As expressões “eu morri” e o “pecado me enganou” ganham paralelo com Gênesis 2.17 e 3.13.

2. Lembranças do Sinai. Outra razão, no entendimento de muitos intérpretes da Bíblia, que levou o apóstolo a se ver em Adão está na crença judaica de que o primeiro homem viveu os princípios da Torá (lei), mesmo tendo existido muito antes da sua promulgação no Sinai. De fato, essa é uma crença muito bem documentada na literatura rabínica. Filo de Alexandria, filósofo judeu, por exemplo, dizia que a cobiça, pecado praticado por Adão no paraíso, era a raiz de todos os males.

3. A lei dada a Adão. O fato é que Adão estava debaixo do mandamento, da ordenança de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.17). A intenção do apóstolo é fazer um paralelo entre o Paraíso e o Sinai, entre a lei de Moisés e a ordenança que foi dada a Adão. O mandamento que foi dado a Adão para trazer vida se converteu através da ação da antiga serpente, personificação do Diabo, em morte. Da mesma forma, a Lei de Moisés que foi dada para trazer vida, mas o pecado, como personificação do mal, a transformou em um instrumento de morte.


SÍNTESE DO TÓPICO (II)
Paulo mostra que Adão é o cabeça e representante da raça humana.


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
 Professor, reproduza o esquema abaixo e utilize-o para enfatizar o que dispomos como descendência de Adão e como filhos de Deus.
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III. O CRISTÃO ILUSTRADO NA ANALOGIA ENTRE CARNE E ESPÍRITO (Rm 7.14-25)

Romanos – Capítulo 7

14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.
15 Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.
16 Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
17 Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.
18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.
19 Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.
20 Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.
21 Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.
22 Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
23 mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.
24 Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.

1. A santidade da lei. Um interlocutor atento poderia argumentar que o apóstolo estaria desqualificando a Lei, reduzindo-a a algo extremamente mal. Paulo se adianta e responde: “Assim, a lei é santa; e o mandamento santo, justo e bom” (Rm 7.12). Não há nenhum problema com a Lei. A Lei é boa e seu propósito também. O problema, portanto, não estava na Lei, mas naqueles que se regiam por ela. Como o apóstolo já havia argumentado, o problema estava dentro do homem, no pecado que habitava nele, e não na existência de uma lei externa (Rm 7.18).

2. A malignidade da carne. Não há dúvida que todo cristão entende bem essas palavras de Paulo em Romanos 7.22,23. Essas palavras revelam o conflito entre a nossa nova natureza em Cristo e o “velho homem” residente em nós. É a guerra entre a carne e o espírito. A quem essas palavras de Paulo se destinam? O contexto parece não deixar dúvidas de que Paulo tinha em mente os crentes que, pelo fato de serem cristãos, acreditavam que poderiam viver vitoriosamente sem o Espírito Santo. Embora Paulo tenha deixado para tratar sobre o ministério do Espírito Santo no capítulo 8 de Romanos, ele já chama aqui a atenção para o viver “em novidade do Espírito” (Rm 7.6) como forma de vencer as inclinações da carne.

3. A velha natureza. Nossa antiga natureza está constantemente tentando rebelar-se contra Deus. Não temos como lutar contra o pecado usando a nossa força. O Espírito Santo, que habita em nós, ajuda-nos a vencer a velha natureza.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)
Paulo faz uma analogia para mostrar a luta da carne com o Espírito.

 SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
 “O conflito entre a Lei e o pecado (7.14-25)
Esse conflito é inevitável. Duas leis se chocam — a lei do pecado e a lei de Deus. Podemos chamá-las de lei carnal e lei espiritual. Entretanto, esse conflito pode ser facilmente dominado pelo crente, se ele dominar o pecado pela lei espiritual. O campo de batalha entre essas duas forças é interior ao homem. Paulo ilustra o coração como o interior de nossas vidas para mostrar esse conflito.
A lei é espiritual (v.14). Mais uma vez o apóstolo declara que o problema não está na lei de Deus, mas na natureza pecaminosa do homem. Quando ele declara ‘sou carnal’ está, na verdade, dizendo que ele é feito carne, isto é, sujeito à lei do pecado que opera na carne. Ele diz, também, que é ‘vendido sob o pecado’, ou, à escravidão do pecado. Significa que, queira ou não, está na sua carne, a tendência pecaminosa que o escraviza a faz de sua natureza pecaminosa a sede de operações para o pecado. Essa escravidão envolve toda a personalidade do homem. Porém, esse envolvimento encontra uma barreira para o domínio total do pecado, que é a lei espiritual.
O conflito entre lei e o pecado (v.15). Nestas palavras o apóstolo se sente o centro do conflito no seu interior, e não consegue entender porque pratica certos atos que contrariam sua real vontade. Ele vê o conflito entre o bem e o mal, e, às vezes, esse conflito é tão intenso que ele não consegue descobrir o ‘porquê’ desse conflito que o leva fazer certos atos” (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2005, pp.85,86).
O Homem Desventurado (Romanos 7:12-25)
Paulo era pecador. A lei era contrária a ele e, porém, realmente santa e justa. O que é santo e justo é, necessariamente, bom. No resto deste capítulo, Paulo procura explicar a relação do pecador à lei, frisando claramente a necessidade de um Salvador.
A Lei é Boa (12-14)
Foi a lei em si que matou Paulo? Não! O pecado causou a sua morte (12-13). O pecado é maligno, enquanto a lei é boa. A lei é espiritual, mas o homem pecador é carnal (14).
A Lei X O Pecado (14-24)
Este trecho desafia o estudante. Paulo fala aqui sobre a sua situação na época que escreveu ou sobre a sua situação no passado, antes de ser salvo por Jesus? Considere:
1. Há uma batalha na vida do cristão, em que este peca e não faz tudo que quer em serviço a Deus (veja Gálatas 5:17; 1 João 1:8-10; Efésios 6:12). Se Paulo falasse aqui apenas desta batalha, daria para entender como a circunstância atual do cristão.
2. Mas Paulo não fala somente de batalha. Fala da escravidão, do domínio do pecado, do fracasso, etc. Estas palavras sugerem a situação dele antes de conhecer Cristo. Note os contrastes na tabela abaixo.
Concluímos, então, que Paulo refere-se, aqui, ao problema do homem pecador sem Cristo. Mesmo o homem que quer fazer o bem não tem força suficiente para vencer o pecado e guardar a lei. “Não há justo, nem um sequer” (3:10). O homem que procura se justificar pelos atos de mérito será vencido pelo pecado e consumido pela morte.
Qual a solução? O entendimento do problema do pecado, que Paulo conseguiu pela lei, leva o pecador ao grito desesperado: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (24)
A Única Resposta (25)
A resposta, a única resposta, a única resposta para qualquer pessoa (tanto judeus como gregos): “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (25). Deixado sozinho, Paulo ainda serviria a Deus com a mente, mas não se livraria do pecado.
Mas ele não foi deixado sozinho. O capítulo 8 mostra como Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) ajuda o cristão a fazer a vontade de Deus.






Antes (sob o pecado/no regime da lei)
Agora (sob a graça de Cristo)
Sou carnal (7:14)

Vivíamos segundo a carne (7:5)
Não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito (8:4)
Os que estão na carne não agradam a Deus (8:8)
Se está na carne, não é de Cristo! (8:9)
Não somos constrangidos a viver segundo a carne, que leva à morte (8:12-13)
Nada disponhais para a carne (13:14)
Vendido à escravidão do pecado (7:14)
Outrora, escravos do pecado (6:17,20)
Escravidão da impureza (6:19)
Não somos escravos do pecado (6:6)
Libertados do pecado (6:18,22)
Servos da justiça (6:19)
O pecado habita em mim e controla as minhas ações (7:15-23)
O Espírito habita no cristão e o guia (8:9-15)

O Espírito X A Carne (Romanos 8:1-17)
No final do capítulo 7, Paulo disse que Jesus Cristo é a resposta à necessidade mais urgente do homem: a libertação da morte espiritual (7:24-25). O capítulo 8 afirma que Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) trabalha para a salvação dos fiéis. É um capítulo que consola todos que lutam contra o pecado no serviço ao Senhor.  
Livres em Cristo (1-4)  
Aqueles que estão em Cristo foram libertados de:
(a) Condenação (1)
(b) A lei do pecado (2)
(c) A lei da morte (2)  
Em Cristo, Deus fez o que a lei não podia fazer (3-4). Jesus veio na carne para fazer o que a lei não fez por causa da fraqueza da carne. Deus, através de Jesus, condenou o pecado. Assim ele cumpre o propósito da lei em nós. A lei era oposta ao pecado (condenou o pecado), mas não venceu o pecado. As pessoas sujeitas à lei ainda andavam na carne, sujeitas à morte. Em Jesus, Deus condenou e venceu o pecado. Aqueles que participam dessa vitória andam segundo o Espírito, não segundo à carne.  
Espír ito X Carne (5-17)  
Este trecho apresenta vários pontos de contraste entre a carne e o Espírito (estude a tabela abaixo).

Carne
Espírito
Os que inclinam para a carne cogitam das coisas carnais (5)
Os que inclinam para o Espírito cogitam das coisas espirituais (5)
O pendor (inclinação ou tendência) da carne leva à morte (6)
O pendor do Espírito leva à vida e à paz (6)
Inimizade contra Deus (7)
Os fiéis estão no Espírito (9)
Não sujeito à lei de Deus (7)
hhh
Não agrada a Deus (8)
hhh
Não pertence a Cristo (9)
Cristo habita nos fiéis (10)
Corpo morto por causa do pecado (10)
O espírito é vida por causa da justiça (10)
hhhh
O Espírito de Deus ressuscitará o corpo daqueles em que ele habita (11)
Aqueles que vivem segundo a carne caminham para a morte (12)
Aqueles que, pelo Espírito, matam os feitos da carne, caminham para a vida (12)
hhh
Os filhos são guiados pelo Espírito (13)
Aqueles que andam segundo a carnesão escravos, atemorizados (14)
Os filhos andam segundo o Espírito e gozam intimidade com Deus (14-16)
hhh
Os filhos de Deus são seus herdeiros, e serão glorificados com Cristo (17)

Sofrimento e Esperança (Romanos 8:18-25)
No versículo 17 (veja o artigo sobre Romanos 8:1-17 na edição anterior), Paulo falou do nosso sofrimento em relação ao sofrimento de Cristo, e também em relação à esperança da glória. Neste parágrafo, ele desenvolve este tema, confortando os discípulos com o conhecimento do poder ativo de Deus em nossas vidas. Apesar das angústias na vida presente, o servo do Senhor tem esperança e confiança da glória por vir. Considere os contrastes apresentados na tabela abaixo.
A Ardente Expectativa
A expressão "ardente expectativa" usada no versículo 19 vem de uma palavra grega que significa "olhar ou vigiar com a cabeça separada (ou com o pescoço estendido)", como uma pessoa olha em grande esperança para a chegada de alguém. Se a criação em geral aguarda com tanta expectativa a glória preparada por Deus, como nós devemos nos esforçar para alcançar a bênção da presença eterna do Senhor!
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Mais Que Vencedores! (Romanos 8:2639)
Se Deus é por nós, quem   será contra nós? (31). O homem precisa de livramento (7:24) que vem somente em Jesus Cristo (7:25). Uma vez resgatado da escravidão na carne, anda segundo o Espírito (8:1-4) como um filho e herdeiro de Deus (8:14-17). Ainda depois de receber a grande bênção da redenção, os filhos de Deus sofrem num mundo corrompido pelo pecado, esperando com paciência a libertação final (8:17-25).
Na situação atual do discípulo de Jesus, o que Deus faz para ajudar? Lembramos que ele faz muito mais agora para nos levar à salvação eterna (5:6-11). Estes últimos versículos de Romanos 8 nos asseguram que Deus Pai, Filho e Espírito Santo continua ativo para nos proteger e nos salvar.
O Espírito Intercede por Nós (26-27)  
Há momentos em que não achamos as palavras para expressar os nossos sentimentos. Se acontece na comunicação entre seres humanos, muito mais quando o homem tenta comunicar com Deus. O Espírito vai além das palavras para comunicar a Deus o que nós não conseguimos. 
Deus Dá Tudo para Nos Salvar (28-33)  
Em momentos de angústia, é difícil ser otimista. Mas, o servo de Deus pode olhar para além das dificuldades atuais e confiar na sabedoria do Deus eterno que o ama. Desde a eternidade, ele trabalha para o nosso bem. E ele não mede esforço! Deu seu próprio Filho para nos salvar e obviamente não recusará qualquer outra coisa que seja necessária para a nossa salvação. O terrível acusador foi expulso da presença de Deus (Apocalipse 12:10), e ninguém consegue condenar os herdeiros de Deus.  
Jesus Também Intercede por Nós (34-39)  
Jesus morreu, ressuscitou-se e está à destra do Pai intercedendo por nós! Ele venceu os inimigos, até a própria morte. Sabendo do poder ilimitado de Jesus, Quem nos separará do amor de Cristo? (35). Mesmo na hora de ser entregue ao matadouro, o cristão tem a confiança da vitória. Nenhum sofrimento e nenhuma criatura podem nos separar do amor de Cristo.  
Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou (37).
Liberdade da Lei (Romanos 7:1-25)
Introdução: Resumo do contexto da lei em Romanos;
veja 3:20-21,30-31; 4:13-16; 5:20-21; 6:14
A lei testemunhada e estabelecida pelo evangelho de Cristo
A lei entrou para aumentar a transgressão a fim de mostrar a necessidade de Cristo
Promessa não através da lei; ninguém justificado por lei
No contexto, primeiramente referindo à Lei de Moisés, mas, no princípio, a qualquer lei
Não podemos ser justificados por um sistema legal, numa base de lei
A inocência pela lei envolve guardá-la
Cristo não veio para trazer uma lei melhor de modo que guardando-a poderíamos ser salvos
Não estamos sob a lei como meio de justificação
Não sob a lei (7:1-6)
Lembre-se de 6:14: não estamos debaixo da lei, mas da graça
Proposição básica (7:1): a lei não obriga os mortos
Ilustração (7:2-3)
A morte liberta a pessoa da lei do casamento
Enquanto o marido vive, a mulher é adúltera se casar-se com o outro homem
Aplicação (7:4): desde que morremos e a lei não obriga os mortos, não estamos sob a lei
Por meio do corpo de Cristo, seu corpo crucificado
Participamos da morte de Cristo e de seu significado quando somos batizados (6:3-4)
Na morte de Cristo ele satisfez a exigência da lei (Gálatas 3:13), e assim, em nossa união com a morte de Cristo somos libertados da lei
Observe os significativos paralelos entre os capítulos 6 e 7
Morremos para o pecado, para a lei (6:2; 7:4)
Estamos livres do pecado e da lei (6:18; 7:3)
Justificados do pecado, libertados da lei (6:7; 7:6)
Novidade de vida, novidade de espírito (6:4; 7:6)
No batismo, somos libertados do pecado e da lei

Resumo (7:5-6)
Quando vivíamos: capítulo 7
Segundo a carne; dependentes de nossa própria capacidade moral
As paixões operavam pela lei e produziram o pecado em nossos membros
O pecado levou à morte
Agora: capítulo 8
Libertados da lei
Servir em novidade de espírito e não em antigüidade da letra:
Compara aquele que tem a lei em livros e rolos, porém não a obedeceu, com o homem que permite à lei penetrar em seu coração
(veja Romanos 2:25-29; Ezequiel 36:26-27; Jeremias
3:6-10; 31:31-34)
2 Coríntios 3:6 compara a época da lei e a época do espírito; isto é, judaismo com cristianismo
Perguntas: 
1.  Qual é o princípio básico referente à aplicação de lei (7:1)?
2.  Como Paulo ilustrou este princípio?
3.  Qual é a aplicação que ele fez (7:4)?
4.  Desafio adicional: Quais são os contrastes entre 7:5 e 7:6?


É a lei pecado? (7:7-13)
Paulo corrige um possível mal-entendido de seu ensinamento. Ele tinha dito que o pecado era através dalei e alguém poderia pensar que ele estivesse fazendo da lei o autor do pecado.
O propósito de Paulo
neste parágrafo e no próximo é inocentar a lei
De fato, a lei define o pecado e tornou Paulo ciente do pecado (7:7)
O pecado usava a lei como uma oportunidade para produzir a ação errada (7:8-11)
O pecado é um tirano que abusa da lei para matar
A lei torna-se a base de operações que o pecado usa
Considere o caso de Adão e Eva
O diabo usou o mandamento de Deus. Ele perguntou, "Deus disse?"
Persuadiu-os a pecar, e assim matou-os
Considere o caso de Paulo
Sem a lei (na infância): o pecado estava morto e ele estava vivo [este texto refuta a doutrina do pecado herdado]
Quando veio o mandamento (em tempo de responsabilidade): o pecado tornou-se vivo e ele morreu
Assim o mandamento que foi dado para dar vida terminou produzindo morte porque o pecado usa a lei para nos matar

Resumo (7:12-13)
A lei em si é santa, justa e boa
Não foi a lei, mas o pecado usando a lei, que causou a morte
Não culpe a espada porque nas mãos do inimigo ela mata o homem, para cuja defesa ela foi feita
Não culpe o extintor de incêndio se alguém o usar para bater e matar outra pessoa
O pecado usa a lei talvez em dois sentidos
Não haveria pecado se não houvesse lei, porque o pecado é uma violação da lei
Algumas vezes o que é proibido automaticamente se torna mais atraente (Provérbios 9:17)
O abuso da lei pelo pecado
Mostra a malignidade do pecado causando a morte pelo que é bom
Mostra a necessidade da salvação

Perguntas:
1. Qual o relacionamento entre o pecado e a lei?
2. Quando Paulo era vivo sem a lei?
3. Qual é a avaliação de Paulo referente à lei?
4. Quais propósitos a lei cumpriu?


A debilidade da lei (7:14-25)
Os principais propósitos deste trecho
Para inocentar a lei, e pôr a responsabilidade pelo pecado no homem
Para mostrar como o pecado usa a lei para produzir a morte
Para mostrar a relação entre o homem e a lei
Para mostrar nossa necessidade de sermos redimidos da lei
A lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido à escravidão do pecado
O problema não era a lei, mas o material com o qual a lei tinha que trabalhar (7:16; 8:3)
Paulo está se descrevendo sob a lei, deixado a si mesmo
Paulo terminou fazendo o que ele não queria fazer
Quando um homem fica sozinho diante da lei de Deus, o pecado entra, captura e escraviza; um homem não é senhor nem mesmo de sua própria casa
O problema não está com o desejo, mas com a execução
Ilustração: que força moral há para manter limpa uma folha de papel suja? Não importa o que Paulo fez, ele era um pecador

Cinco leis
        Lei de Deus = lei da minha mente: o que ele queria fazer
        Lei do pecado = lei de meus membros; o que ele acabou fazendo
        Lei completa de seu ser (7:21): uma luta existe entre as duas leis e a lei do pecado vence

Conclusão (7:24-25)
Desventurado homem que sou! Grito desesperado por socorro do homem que apesar de uma luta valente é ainda mantido cativo pelo pecado
Graças a Deus: Cristo é o libertador; antecipa o capítulo 8, onde o homem é libertado da lei do pecado em Cristo
Resumo: o estado do homem sem a graça: ele deseja servir a Deus mas as paixões pecaminosas levam-no a servir a lei do pecado
Aplicação: alguns não obedecem ao evangelho porque temem que não possam "vivê-lo". A verdade é que não podem fora de Cristo. 
Eles não devem tentar aperfeiçoar-se por si mesmos antes dechegarem ao evangelho

Perguntas:
1. Como era a condição do homem descrito neste parágrafo?
2. Como Paulo poderia conseguir escapar o domínio do pecado?
3. Desafio adicional: Este homem estava sob a lei ou sob a graça? Defenda sua resposta.
CONCLUSÃO

Mesmo vivendo debaixo da graça o crente experimenta o conflito entre sua antiga natureza e sua nova vida em Cristo. Como viver uma vida nova, se a velha vida ainda continua querendo ocupar seu antigo espaço? A resposta do crente está na compreensão de que a solução a esse conflito está em responder positivamente à nova vida espiritual, dependendo inteiramente da graça de Deus.


















PARA REFLETIR
A respeito da Carta aos Romanos, responda:
O que Paulo desejava mostrar com a metáfora do casamento?
Paulo desejava mostrar que homem algum pode ser salvo pela Lei, até mesmo aqueles que a guardam com zelo e devoção. Paulo usou o casamento para mostrar o nosso relacionamento com a Lei. O apóstolo ressalta que o contrato de casamento perde sua validade quando um dos cônjuges morre. Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal “ao morrermos com Cristo, a Lei não pode mais nos condenar; estamos unidos a Cristo”.

Como pode ser entendida a expressão “mortos para lei pelo corpo de Cristo”?
A expressão “mortos para a lei pelo corpo de Cristo” é entendida pelos intérpretes como uma referência à morte de Cristo e a nossa identificação com Ele.

Segundo Paulo, quem é o cabeça da raça humana?
Paulo considerava Adão o cabeça e o representante da humanidade.

Segundo Paulo, a lei e seus propósitos são bons?
Sim. A Lei é boa e seu propósito também. O problema, portanto, não estava na Lei, mas naqueles que se regiam por ela.

Quem pode nos ajudar no embate contra a velha natureza?
O Espírito Santo, que habita em nós.


SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A Lei, a carne e o Espírito

Sobre o papel da Lei — Lembre-se sempre de que um dos métodos argumentativos do apóstolo em suas epístolas é o de criar perguntas retóricas a fim de ensinar determinada doutrina. Como por exemplo: se pela Lei eu conheço o pecado, então a Lei é má? O apóstolo responderá imediatamente: De modo nenhum (Rm 7.7). Se a Lei é de Deus, ela é boa e santa. Mas, então, ela se tornou morte para mim? — De modo nenhum (Rm 7.13) — mais uma vez responde o apóstolo.
No versículo 7, o que vemos é o apóstolo Paulo rejeitando a ideia de que a Lei é má, ou é pecado. Pelo contrário, o apóstolo afirma que é pela Lei que conhecemos o pecado. Ou seja, não que pela Lei consumamos o pecado, mas o conhecemos. Aqui há uma diferença gigante entre o conhecer o pecado e o praticar o pecado. Alguém pode perguntar: Então o que fez o ser humano pecar? De pronto o apóstolo responde: “Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a concupiscência: porquanto, sem a lei, estava morto o pecado” (v.8). Logo, a Lei não é pecado.
No versículo 13, mais uma pergunta retórica: a Lei tornou-se morte para mim? A resposta do apóstolo é mais um vigoroso: De modo nenhum. Na sequência do texto o apóstolo Paulo mostra que o que ocorre é exatamente o contrário: quem produz a morte não é a Lei, senão o pecado. O pecado é quem produz a morte no ser humano. A Lei o desmascara e sobre ele nos convence.
Lei e Pecado — Lei e Pecado são elementos diametralmente opostos. A santidade da Lei e em relação ao pecado é de uma seriedade e solenidade na epístola de Romanos ao ponto de o apóstolo deixar claro de que a Lei não é a ministradora do pecado ou da morte. Digamos que ela agrava o Pecado.
Há um ditado popular que diz: “Tudo o que é proibido é mais gostoso”. A partir do momento em que o ser humano toma contato com a proibição é como se houvesse uma revolta contra aquela proibição e uma necessidade imensa de violar aquilo que está proibido. E nossa natureza pecaminosa. Se não quebrada a norma, nenhuma consequência. Mas no caso da pessoa que viola tal norma, sofrerá ela as consequências da norma. Por esse aspecto, podemos dizer que a norma agrava a violação, pois se não houvesse a norma não haveria a violação. Se houvesse Lei, não haveria o pecado. A graça de Deus apresentada pelo apóstolo Paulo implica num compromisso muito sólido e vivo com a ética do Reino de Deus e sua justiça.





















QUESTIONÁRIO

1. Qual é a definição dos judeus para a lei?
R. Os judeus definem a Lei de Moisés como a expressão máxima da vontade de Deus.

2. Quem cumpriu integral e perfeitamente a lei?
R. Jesus Cristo.

3. Qual é a aplicação da ilustração do casamento usada por Paulo?
R. Mostra que os cristãos estão mortos para a lei. Ou seja: estão livres dela, pois a lei só tem domínio sobre o homem enquanto este vive.

4. Qual é a tríplice função da lei?
R. A lei veio revelar o pecado; a lei veio provocar o pecado; e a lei veio condenar o pecado.

5. Que notícia o apóstolo trouxe-nos do céu?
R. O nosso contrato de casamento com lei fora dissolvido, pois morremos com Cristo.









AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

“A palavra traduzida ‘lei’ (gr. nomos; hb. torah) significa ‘ensino’ ou ‘instrução’. O termo lei pode referir-se aos Dez Mandamentos, ao Pentateuco ou a qualquer mandamento no AT. O uso por Paulo da palavra ‘lei’ pode incluir o sistema sacrificial do concerto mosaico. A respeito dessa lei. Paulo declara várias coisas:
(1) Ela foi dada por Deus ‘por causa das transgressões’, i.é., a fim de demonstrar que o pecado é a violação da vontade de Deus, e despertar os homens a verem sua necessidade de misericórdia, graça e salvação de Deus em Cristo (v.24; cf. Rm 5.20; 8.2).
(2) Embora o mandamento fosse santo, bom e justo (Rm 7.12), era inadequado, porque não conseguia transmitir vida espiritual nem força moral (3.21; Rm 8.3; Hb 7.18.19).
(3) A lei funcionou como ‘aio’ ou tutor do povo de Deus até que viesse a salvação pela fé em Cristo (vv.22-26). Nessa função, a lei revelou a vontade de Deus para o comportamento do seu povo (Êx 19.4-6; 20.1-17; 21.1—24.8), proveu sacrifícios de sangue para cobrir os pecados do seu povo (ver Lv 1.5; 16.33) e apontou para a morte expiatória de Cristo (Hb 9.14; 10.12-14).
(4) A lei foi dada para nos conduzir a Cristo a fim de sermos justificados pela fé (v.24). Mas agora que Cristo já veio, finda está a função da lei como supervisora (v.25). Por isso, já não se deve buscar a salvação através das provisões do antigo concerto, nem pela obediência às suas leis e ao seu sistema de sacrifícios. A salvação, agora, tem lugar de conformidade com as provisões no novo concerto, a saber, a morte expiatória de Cristo, a Sua ressurreição gloriosa e o privilégio subsequente de pertencer a Cristo (vv.27-29)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD).

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Subsídio Devocional

No livro Carta aos Romanos, CPAD, o pastor Elienai Cabral oferece um comentário esclarecedor a respeito da analogia do casamento usada por Paulo nos versículos 1 a 6:
“‘Assim, meus irmãos, também vós’ (v.4). Paulo faz a aplicação da ilustração do matrimônio aos crentes em Cristo. Num sentido espiritual, o crente está morto para a lei do pecado, estando livre para pertencer a outro. — A quem pertence o crente, uma vez que está livre do poder da lei? — Pertence a Cristo! Aprendemos aqui, conforme a ilustração, que a mulher casada está sob o domínio da lei do matrimônio enquanto o marido estiver vivo. Porém, a morte encerra esse domínio e a mulher fica livre para casar-se outra vez. Entende-se, então, que a mulher casada está sujeita à lei do matrimônio durante o curso da existência do marido, ‘mas se morrer o marido, está livre da lei’ (7.3). Paulo fala especialmente a alguns judeus cristãos que tinham dificuldades de se desvencilharem das ‘amarras da lei’. Imaginavam-se presos a ela, porque nasceram sob a tutela da lei. Paulo ensina que, uma vez que Cristo morreu por todos, sua morte os libertou do poder da lei, ficando livres para um novo modo de vida”.

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