"O que é o Arrebatamento da igreja?"
A palavra “arrebatamento” não aparece na Bíblia. O
conceito de Arrebatamento, entretanto, é claramente ensinado nas Escrituras. O
Arrebatamento da igreja é o evento no qual Deus remove todos os crentes da
terra para abrir caminho para que Seu justo julgamento seja derramado sobre a
terra durante o período da Tribulação. O Arrebatamento é descrito
principalmente em I Tessalonicenses 4:13-18 e I Coríntios 15:50-54. I
Tessalonicenses 4:13-18 descreve o Arrebatamento como Deus ressuscitando todos
os crentes que já morreram, dando a eles corpos glorificados. “Porque o mesmo
Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de
Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que
ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar
o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (I Tessalonicenses
4:16-17).
I Coríntios 15:50-54 focaliza na natureza
instantânea do Arrebatamento e nos corpos glorificados que receberemos. “Eis
aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos
transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última
trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e
nós seremos transformados” (I Coríntios 15:51-52). O Arrebatamento é o
acontecimento glorioso que devemos todos esperar ansiosamente. Finalmente
ficaremos livres do pecado. Estaremos para sempre na presença de Deus. Há
excessivo debate a respeito do significado e magnitude do Arrebatamento. Esta
não é a intenção de Deus. Mas ao invés disso, no que diz respeito ao
Arrebatamento, Deus quer que “encorajemos uns aos outros com estas palavras.”
A verdade
sobre o arrebatamento.
Uma pesquisa recente da revista U.S. News &
World Report descobriu que 61 por cento dos americanos acreditam que Jesus
Cristo vai voltar à terra, e 44 por cento acreditam no Arrebatamento da
Igreja.[1]
O que é o Arrebatamento? Com tamanha certeza
popular, por que há tanta confusão interpretativa a respeito desses acontecimentos?
A doutrina do Arrebatamento pré-tribulacional é um ensino bíblico importante
não apenas por oferecer percepções interessantes sobre o futuro, mas também
porque oferece aos crentes motivação para a vida contemporânea. O Arrebatamento
pré-tribulacional ensina que, antes do período de sete anos conhecido como
Tribulação, todos os membros do corpo de Cristo (tanto os vivos quanto os
mortos) serão arrebatados nos ares para o encontro com Jesus Cristo e depois
serão levados ao céu. O ensino do Arrebatamento é mais claramente apresentado
em 1 Tessalonicenses 4.13-18. Nessa passagem Paulo informa seus leitores de que
os crentes que estiverem vivos por ocasião do Arrebatamento serão reunidos aos
que morreram em Cristo antes deles. No versículo 17 a palavra "arrebatados"
traduz a palavra grega harpazo, que significa "dominar por meio de
força" ou "capturar". Essa palavra é usada 14 vezes no Novo
Testamento Grego de várias maneiras diferentes. Ocasionalmente o Novo
Testamento usa harpazo com o sentido de "roubar",
"arrastar" ou "carregar para longe" (Mateus 12.29; João
10.12). Também pode ser usada com o sentido de "levar embora com uso de
força" (João 6.15; 10.28-29; Atos 23.10; Judas 23). No entanto, para
nossos propósitos, um terceiro uso é mais significativo. Diz respeito ao
Espírito Santo levando alguém de um lugar para outro. Encontramos esse uso em
quatro ocorrências (Atos 8.39; 2 Coríntios 12.2, 4; 1 Tessalonicenses 4.17;
Apocalipse 12.5).[2] Esse último uso é ilustrado em Atos 8.39, quando Filipe,
ao completar o batismo do oficial etíope, é "arrebatado" e
divinamente transportado do deserto até a cidade costeira de Azoto. De modo
semelhante, a Igreja será, num momento, levada da terra ao céu. Não deve-se
estranhar, portanto, que um autor contemporâneo tenha chamado esse evento
peculiar de "O Grande Seqüestro".[...]
Por que a doutrina da iminência é significativa
para o Arrebatamento? O ensino neo-testamentário de que Cristo poderia voltar a
qualquer momento e arrebatar a Sua Igreja sem sinais ou advertências prévios
(i.e. iminência) é um argumento tão poderoso em favor do pré-tribulacionismo
que se tornou uma das doutrinas mais ferozmente atacadas pelos oponentes da
posição pré-tribulacionista. Eles percebem que, se o Novo Testamento de fato
ensinar a iminência, um arrebatametno pré-tribulacional estará praticamente
assegurado.
Definição de Iminência Qual é a definição bíblica
de iminência? O Dr. Renald Showers define e descreve iminência da seguinte
maneira:
1) Um acontecimento iminente é aquele que está
sempre "pairando acima de alguém, constantemente prestes a vir sobre ou a
alcançar alguém; próximo quanto à sua ocorrência" (The Oxford English
Dictionary, 1901, V. 66). Assim, a iminência traz consigo o sentido de que algo
pode acontecer a qualquer momento. Outras coisas podemacontecer antes do evento
iminente, mas nada precisaacontecer antes que ele aconteça. Se alguma coisa
precisa acontecer antes de determinado evento ocorrer, tal evento não é
iminente. Em outras palavras, a necessidade de que algo ocorra antes destrói o
conceito de iminência.
2) Uma vez que é impossível saber exatamente
quando ocorrerá um evento iminente, não se pode contar com a passagem de
determinado período de tempo antes que tal evento iminente ocorra. À luz disso,
é preciso estar sempre preparado para que ele aconteça a qualquer momento.
3) Não se pode legitimamente estabelecer direta ou
implicitamente uma data para sua ocorrência. Assim que alguém marca uma data
para um evento iminente, destrói o conceito de iminência, porque ao fazer isso
afirma que um determinado intervalo de tempo deve transcorrer antes que tal
evento ocorra. Uma data específica para um evento é contrária ao conceito de
que tal evento possa ocorrer a qualquer momento.
4) É impossível dizer legitimamente que um evento
iminente vai acontecer em breve. A expressão "em breve" implica que
tal evento precisa ocorrer "dentro de um tempo pequeno (depois de um ponto
específico designado ou implícito)". Em termos de contraste, um evento
iminente pode ocorrer dentro de um pequeno intervalo de tempo, mas não precisa
fazê-lo para ser iminente. Espero que você perceba, agora, que
"iminente" não é igual a "em breve".[3] O fato de que Jesus
Cristo pode voltar a qualquer momento, mesmo que não necessariamente em breve,
e sem a necessidade de qualquer sinal anterior à Sua vinda, requer o tipo de
iminência ensinado pela posição pré-tribulacionista e é um forte apoio ao
pré-tribulacionismo. Que passagens do Novo Testamento ensinam essa verdade? Os
versículos que afirmam a volta de Cristo a qualquer momento, sem aviso prévio,
e aqueles que instruem os crentes a esperar e aguardar a vinda do Senhor
ensinam a doutrina da iminência.
Observem-se as seguintes passagens do Novo
Testamento: • 1 Coríntios 1.7 – "...aguardando vós a revelação de nosso
Senhor Jesus Cristo".
• 1 Coríntios 16.22 – "Maranata!"
• Filipenses 3.20 – "Pois a nossa pátria está
nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo".
• Filipenses 4.5 – "Perto está o
Senhor".
• 1 Tessalonicenses 1.10 – "e para
aguardardes dos céus o Seu Filho...".
• 1 Tessalonicenses 4.15-18 – "Ora, ainda vos
declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à
vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor
mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a
trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão
primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente
com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos
para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas
palavras".
• 1 Tessalonicenses 5.6 – "Assim, pois, não
durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios".
• 1 Timóteo 6.14 – "que guardes o mandato
imaculado, irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus
Cristo". • Tito 2.13 –"aguardando a bendita esperança e a
manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus".
• Hebreus 9.28 – "assim também Cristo,
tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos,
aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação".
• Tiago 5.7-9 – "Sede, pois, irmãos,
pacientes, até a vinda do Senhor... pois a vinda do Senhor está próxima... Eis
que o Juiz está às portas".
• 1 Pedro 1.13 – "Por isso,... sede sóbrios e
esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus
Cristo".
• Judas 21 – "guardai-vos no amor de Deus,
esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida
eterna".
• Apocalipse 3.11; 22.7, 12, 20– "Eis que
venho sem demora!"
• Apocalipse 22.17, 20 – "O Espírito e a
Noiva dizem: Vem. Aquele que ouve diga: Vem. Aquele que dá testemunho destas
cousas diz: Certamente venho sem demora. Amém. Vem, Senhor Jesus!"
Ao considerarmos as passagens mencionadas acima,
observamos que Cristo pode voltar a qualquer momento, que o Arrebatamento é de
fato iminente. Somente o pré-tribulacionismo pode dar um sentido pleno,
literal, a tal acontecimento iminente. Outras posições sobre o Arrebatamento
precisam redefinir iminência de maneira mais elástica do que indica o Novo
Testamento. O Dr. John Walvoord declara: "A exortação a que aguardemos a
'manifestação da glória' de Cristo para os Seus (Tito 2.13) perde seu
significado se a Tribulação tiver que ocorrer antes. Fosse esse o caso, os
crentes deveriam observar os sinais."[4] Se a posição pré-tribulacionista
sobre a iminência não for aceita, então haverá sentido em procurar identificar
os eventos relacionados à Tribulação (i.e., o Anticristo, as duas testemunhas,
etc.) e não em esperar o próprio Cristo. O Novo Testamento, todavia, como
demonstrado acima, uniformemente instrui a Igreja a olhar para a volta de
Cristo, ao passo que os santos da Tribulação são exortados a observar os
sinais. A exortação neo-testamentária a que nos consolemos mutuamente pela
volta de Cristo (João 14.1; 1 Tessalonicenses 4.18) não mais teria sentido se
os crentes tivessem, primeiro, que passar por qualquer porção da Tribulação. Em
vez disso, o consolo teria que esperar a passagem pelos eventos da Tribulação.
Não! A Igreja recebeu uma "bendita esperança", em parte porque a
volta do Senhor é, de fato, iminente. A Igreja primitiva tinha uma saudação
especial que os crentes só usavam entre si, conforme registrado em 1 Coríntios
16.22: a palavra "Maranata!" Esta palavra é constituída de três
termos aramaicos: Mar ("Senhor"), ana ("nosso"), e tha ("vem"),
significando, assim, "Vem, nosso Senhor!" Como outras passagens do
Novo Testamento, "Maranata" só faz sentido se uma vinda iminente, ou
seja, a qualquer momento, for pressuposta. Isso também serve de apoio à posição
pré-tribulacionista.Não foi à toa que os antigos cristãos cunharam essa
saudação peculiar que reflete uma ansiosa expectativa pelo cumprimento dessa
bendita esperança como uma presença real em suas vidas cotidianas. A vida da
Igreja em nossos dias só teria a melhorar se "Maranata" voltasse a
ser uma saudação sincera nos lábios de crentes que vivem com esta expectativa. Maranata!
1. Jeffrey L. Sheler, "The Christmas
Covenant". U.S. News & World Report, 19 de dezembro de 1994, pp. 62,
64.
2. Dicionário
Internacional de Teologia do Novo Testamento, "harpazo", editado por
Colin Brown. Vida Nova, São Paulo, 1982. Volume 1, p. 239-243.
3. Ibid.,
pp. 127-128.
4. Walvoord,
The Rapture Question, p. 273.
Sete Certezas Sobre o Arrebatamento
"Não queremos, porém, irmãos, que sejais
ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os
demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou,
assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora,
ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que
ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.
Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo,
e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo
ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos
arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos
ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos
outros com estas palavras" (1 Ts 4.13-18).
Primeira certeza: os mortos não estão mortos
"Pois, se cremos que Jesus morreu e
ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que
dormem" (v.14). Esta certeza consiste em três partes:
a) No Novo Testamento, a ressurreição se refere
principalmente ao corpo
O "dormir" dos crentes ou a expressão
"os que dormem" dizem respeito aos corpos dos cristãos (At 13.36-37;
Rm 8.10-11,23; 1 Co 15.35-46). A Bíblia não ensina o "sono" da alma!
Por exemplo, o homem rico e Lázaro, depois que morreram, estavam
respectivamente no reino dos mortos (hades) e no paraíso, mas absolutamente
conscientes (Lc 16.19-31).
O corpo, que deixamos por ocasião da morte,
"dorme"; mas o espírito do crente – sua personalidade, seu ser, sua
consciência – encontra-se com Cristo a partir do momento da morte. O apóstolo
Paulo estava totalmente convicto dessa realidade, motivo porque escreveu:
"...tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente
melhor" (Fp 1.23).
Quando os saduceus discutiram com Jesus acerca da
ressurreição dos mortos, Ele lhes disse: "E, quanto à ressurreição dos
mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou (Êx 3.6): Eu sou o Deus de
Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e sim de
vivos" (Mt 22.31-32).
O Senhor Jesus Cristo diz: "Eu sou a
ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que
vive e crê em mim não morrerá, eternamente..." (Jo 11.25-26).Em João 8.51
Ele também acentua: "...se alguém guardar a minha palavra, não verá a
morte, eternamente." Se bem que o corpo adormece, o espírito daquele que
crê em Jesus continua vivendo.
Em 2 Coríntios 5.8 está escrito que "deixar o
corpo" significa ao mesmo tempo "habitar com o Senhor". Em
outras palavras: assim que deixamos o corpo estamos com Cristo.
Romanos 8.10 se refere a uma verdade espiritual
que já aconteceu, mas por outro lado essa verdade também se aplica ao futuro
após a morte: "Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está
morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça."
Em 1 Tessalonicenses 4.16 lemos acerca dos
"mortos em Cristo". Uma vez que Jesus ressuscitou e vive, também
vivem todos os que dormiram nEle. Espiritualmente eles estão em Cristo e vivem
com Cristo ("Pois a nossa pátria está nos céus" – (Fp 3.20),
fisicamente eles serão ressuscitados.
b) A esperança de estar com Cristo
Mas a realidade é ainda mais maravilhosa, e isso
também faz parte da certeza da salvação e do arrebatamento. Como cristãos, não
dizemos por acaso: "O Senhor levou tal irmão ou tal irmã". Realmente
é verdade que um cristão é buscado por Jesus, enquanto um não-crente é levado
pela morte. A Igreja de Jesus não verá a morte: "Não queremos, porém,
irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos
entristecerdes como os demais, que não têm esperança" (1 Ts 4.13). Os
outros estão fora (v.12), não estão em Cristo!
O versículo 14 trata dos que dormem em Jesus:
"Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus,
mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem." Isso fica mais
claro na Edição Revista e Corrigida: "Porque, se cremos que Jesus morreu e
ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com
ele". Os cristãos que morreram foram postos para dormir por Jesus, assim
como uma mãe ou um pai põem seus filhos para dormir à noite. Isso significa na
prática: quando um crente morre, ele é buscado por Jesus, e assim não verá a
morte. Estou convicto de que o Senhor está presente na morte de cada um de Seus
filhos, para levá-los para junto de Si.
c) A garantia de que os mortos virão com Cristo
A promessa de que Deus, "mediante Jesus,
trará, em sua companhia, os que dormem" é uma afirmação revolucionária. É
importante observar que não está escrito: "trará para Ele", mas
"trará, em sua companhia", ou seja, "trará com Ele". O
próprio Senhor comunica ao apóstolo – e assim a toda a Igreja – que os mortos
em Cristo não serão prejudicados de modo algum, mas que até terão a primazia.
Quando voltar, Jesus trará consigo os que morreram
nEle, pois eles já estão com Ele (1 Ts 4.14-15), e ressuscitará seus corpos
mortos em primeiro lugar (v.16). Somente depois disso acontecerá a transformação
dos crentes ainda vivos, e então eles serão arrebatados juntos ao encontro do
Senhor (v.17).
Examinemos o versículo 14 em duas outras versões:
"Visto que nós cremos que Jesus morreu e
depois voltou à vida, podemos também crer que, quando Jesus voltar, Deus trará
de volta com Ele todos os cristãos que já morreram" (A Bíblia Viva).
"Porque, se cremos que Jesus morreu e
ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com
ele" (Edição Revista e Corrigida).
Portanto, isso significa simplesmente que os
trazidos com Jesus em Sua vinda são os espíritos sem corpo dos que morreram em
Cristo. Primeiro, seus corpos serão ressuscitados e juntados aos espíritos.
Depois os crentes vivos serão transformados e toda a Igreja será levada para o céu
com Jesus.
O fundamento dessa esperança de ressurreição foi
criado exclusivamente por Jesus através da Sua morte e ressurreição. Disso
consiste a força e o poder da ressurreição. Agora, o que importa é se cremos na
Sua morte e ressurreição (v.14). Certa vez Jesus perguntou aos Seus discípulos:
"Quem dizeis (ou crêdes) que eu sou?" (Mt 16.15). Então Pedro deu a
única resposta certa: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (v.16).
Na sua opinião, quem é Jesus?
Segunda certeza: o Senhor voltará pessoalmente
"Porquanto o Senhor mesmo... descerá dos
céus..."(1 Ts 4.16). A ressurreição/o arrebatamento será o momento em que
o Senhor Jesus deixará Seu trono no céu e virá pessoalmente ao encontro da Sua
Igreja a fim de levá-la para a casa do Pai. Assim como um noivo vai ao encontro
da sua noiva, o Salvador virá ao encontro dos que comprou pelo Seu sangue e os
conduzirá para Sua glória.
O Senhor não enviará um anjo ou qualquer outro
emissário para fazer isso, Ele virá pessoalmente. Então se cumprirá
literalmente a promessa de João 14.3: "E, quando eu for e vos preparar
lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou,
estejais vós também." Assim como Ele em pessoa nos salvou e morreu na cruz
por nós, assim como Ele mesmo foi preparar-nos lugar – Ele voltará pessoalmente
para buscar-nos para Si, para que estejamos onde Ele está. Em inúmeras
passagens do Novo Testamento somos conclamados a esperar a volta de Jesus a
qualquer momento (por exemplo, em 1 Co 11.26; 1 Ts 1.10; Hb 10.37).
Terceira certeza: a palavra de ordem
"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra
de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos
céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4.16). A Edição
Revista e Corrigida diz: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido
e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo
ressuscitarão primeiro". Segundo meu entendimento, o próprio Senhor dará
esta palavra de ordem, pois Ele é o Soberano a quem todos os exércitos
celestiais obedecem. Isso é indicado nas seguintes passagens:
"Em verdade, em verdade vos digo que vem a
hora e já chegou, em que todos os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os
que a ouvirem viverão" (Jo 5.25). Jesus, o Bom Pastor, também disse:
"As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu
lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha
mão" (Jo 10.27-28). Você já é uma ovelha do rebanho de Jesus? A resposta a
essa pergunta tem importância decisiva em relação à eternidade. Você já tem um
relacionamento pessoal com Jesus, por tê-lO recebido em sua vida (Jo 1.12)?
Você pode dizer com certeza que é um filho de Deus? Se não o pode, pedimos que
você dê esse passo decisivo ainda hoje!
• Quando o Senhor Jesus ressuscitou a Lázaro,
lemos que Ele clamou dando uma ordem:"...(Jesus) clamou em alta voz:
Lázaro, vem para fora!" (Jo 11.43). Devemos imaginar o seguinte: no
decorrer dos tempos, milhões de pessoas crentes no Senhor Jesus dormiram, ou
seja, faleceram. Aí chega a hora do arrebatamento. O Senhor se levanta do Seu
trono e clama: "Vem para fora!" Então as sepulturas se abrirão, e
nenhum dos que foram comprados pelo Seu sangue ficará para trás. Não importa se
seus corpos foram queimados, se morreram contaminados por radiação nuclear ou
se estão nas profundezas dos mares – Ele é o Criador, Ele os ressuscitará e os
conduzirá ao encontro de seus espíritos/almas.
• No Salmo 33.9 está escrito acerca dEle, o Filho
do Altíssimo: "Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a
existir" (compare também Is 55.4).
Essa "palavra de ordem" do Senhor vem da
linguagem militar. Ela é semelhante à voz de comando de um general que chama
suas tropas para o combate. Por ocasião do arrebatamento, o General celestial
dará ordem às tropas que lutam por Ele, que deveriam estar revestidas de toda a
armadura espiritual (Ef 6.11ss), para que deixem o campo de batalha sobre a
terra e venham com Ele para a Sua glória.
Quarta certeza: a voz do arcanjo
"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra
de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos
céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4.16). A
designação "arcanjo" se aplica a apenas um anjo na Bíblia, isto é, a
Miguel: "Contudo, o arcanjo Miguel..." (Jd 9). Miguel significa
"Quem é como Deus?" Este anjo é um dos mais importantes em hierarquia
(Dn 10.13).
No tempo de Daniel, Miguel lutou contra um
príncipe dos demônios no mundo celestial e veio ajudar Gabriel, para que este
pudesse confirmar a Daniel que suas orações haviam sido atendidas (Dn 10.12-14
e 21). Anteriormente este arcanjo também lutou com Satanás pelo corpo de
Moisés: "Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o Diabo e
disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo
difamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!" (Jd
9). No final, Miguel e seus exércitos de anjos lutarão contra os exércitos de
demônios de Satanás, os vencerão e lançarão sobre a terra para que não tenham
mais acesso ao céu (Ap 12.7-9).
Por que se ouvirá a voz do arcanjo Miguel no
momento do arrebatamento? Por que e para que ele levantará a sua voz – após a
palavra de ordem do Senhor para o arrebatamento? A chave ou a resposta para
isso está nas significativas palavras do arcanjo Gabriel ao judeu Daniel:
"Mas eu te declararei o que está expresso na escritura da verdade; e
ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles, a não ser Miguel, vosso
príncipe" (Dn 10.21). Este arcanjo intervém de modo especial em favor do
povo de Israel: "Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o
defensor dos filhos do teu povo..." (Dn 12.1).
Devemos lembrar que no momento em que o Senhor
Jesus Cristo der a ordem para a ressurreição e para o arrebatamento da Sua
Igreja, a dispensação da graça terminará. Então o "corpo de Cristo"
estará completo, então o Pentecoste em sentido inverso (a retirada do Espírito
Santo) acontecerá e a Igreja será levada para o céu.
Depois disso será restabelecida novamente uma
espécie de "situação do Antigo Testamento" – a conexão entre a 69ª e
a 70ª semana de anos de Daniel. Lembremo-nos apenas do quinto selo e daqueles
na Grande Tribulação "...que tinham sido mortos por causa da palavra de
Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz,
dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem
vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?" (Ap 6.9-10).
Conforme meu entendimento, estes não pertencem à Igreja, pois verdadeiros
discípulos de Jesus não pedem vingança. Pelo contrário. Ao morrer apedrejado pelos
fariseus e escribas, Estevão clamou: ‘Senhor Jesus, recebe o meu espírito!
Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado!
Com estas palavras, adormeceu" (At 7.59-60).Quanto às condições típicas do
Antigo Testamento durante a Grande Tribulação, lembremos também das duas
testemunhas, que farão milagres, ferirão a terra com toda sorte de flagelos e
farão sair fogo das suas bocas para devorar os inimigos (Ap 11.3-6; compare
também Lc 9.54-55).
A Igreja de Jesus era um mistério, ela foi
inserida por Deus entre a 69ª e a 70ª semana de anos de Daniel. Depois que ela
for arrebatada, começará a 70ª semana de anos (ligada à 69ª semana) de Daniel
9. Enquanto a Igreja estiver na casa do Pai celestial, o mundo e Israel
entrarão na Grande Tribulação. Assim, o povo judeu passará outra vez
inteiramente para o centro da ação de Deus. Por isso o príncipe angélico de
Israel entrará novamente em ação (como no caso de Daniel), e levantará a sua
voz. Para quê? Em favor do povo de Israel: "Nesse tempo, se levantará
Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de
angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas,
naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no
livro" (Dn 12.1). "Naquele tempo" significa: quando a Igreja
tiver sido arrebatada, o anticristo tiver aparecido e a Grande Tribulação tiver
começado, o arcanjo Miguel intervirá em favor do povo de Israel, pois então
começará a salvação do remanescente de Israel: "Muitos dos que dormem no
pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e
horror eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do
firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e
eternamente. Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao
tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará... Muitos
serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão
perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão" (Dn
12.2-4 e 10). A voz do arcanjo em geral também é entendida como uma chamada
coletiva de reunião e recolhimento dos santos do Antigo Testamento.
Atualmente muitos israelitas já chegaram ao
conhecimento mais elevado que existe: eles creram em Jesus Cristo, o seu
Messias! E o próprio Senhor acrescenta sempre mais judeus à Sua Igreja, como se
conclui pelo seguinte relato:
(...) Cinco pessoas foram batizadas em outubro.
Shalom e Ora, um jovem casal israelense, e duas filhas converteram-se através
de sua vizinha, que freqüenta regularmente a igreja. "É algo
especial", escreve John Pex, "quando jovens judeus reconhecem o seu
Messias – principalmente quando um casal se converte e é batizado".
(...) A loja da Sociedade Bíblica em Tel Aviv está
muito bem localizada e é visitada por muitos israelenses. Andy Ball, seu
diretor, relata o exemplo de uma mulher ortodoxa que comprou um Novo Testamento
na loja: ela queria conhecer a fé cristã em primeira mão. Uma funcionária do
governo queria um Antigo Testamento em árabe para outra pessoa e nessa
oportunidade comprou um Novo Testamento para si própria. A loja bíblica também
abastece outras casas de comércio, universidades e hotéis com Novos
Testamentos, livros e artigos cristãos... (Amzi 3/98)
Ao profeta Daniel foi ordenado: "Tu, porém,
Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o
esquadrinharão, e o saber se multiplicará." Que tipo de saber se
multiplicará? Resposta: cada vez mais judeus reconhecerão que Jesus é o
Messias. Já observamos o início disso hoje em dia. O número de membros das
igreja judaico-messiânicas multiplicou-se por 10 nos últimos 30 anos!
Mas, voltando à voz do arcanjo: podemos imaginar
que Miguel acompanhará o Senhor quando Ele vier buscar a Sua Igreja. A Bíblia
Viva diz: "Pois o próprio Senhor descerá do céu com um potente clamor, com
o vibrante brado do arcanjo e com o vigoroso toque de trombeta de Deus" (1
Ts 4.16). Evidentemente o Senhor não teria necessidade desse acompanhamento,
mas parece que o arcanjo Miguel é o guerreiro que atua nos ares contra Satanás
(Daniel 10), e como Israel terá entrado em cena novamente, o arcanjo intervirá
lutando em favor do povo da aliança de Deus.
O arrebatamento da Igreja de Jesus (toda pessoa
salva, seja judeu ou gentio, será retirada da terra) provocará um golpe
repentino, dramático e inimaginável na história da humanidade que ficará para
trás. Esse acontecimento revolucionário desencadeará uma série de outros
acontecimentos subseqüentes. Queremos destacar um deles:
Em Israel irromperá um avivamento
Romanos 11.25 diz de maneira bem clara:
"Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais
presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que
haja entrado a plenitude dos gentios (na Igreja de Jesus)." Quando a
plenitude dos gentios (das nações) tiver entrado no "corpo de
Cristo", ele será levado para o céu. Aí terminará o endurecimento de
Israel, sua cegueira acabará.
Então muitos judeus chegarão ao saber de Daniel
12.4, entendendo que o Senhor Jesus é o seu Messias. É muito provável que nos
dias após o arrebatamento milhares e milhares de judeus se converterão a Jesus,
à semelhança do que aconteceu no começo da Igreja no livro de Atos. Então
brotará e nascerá a semente do Evangelho espalhada oralmente e de forma
impressa pelos judeus messiânicos, que nesse tempo também terão sido
arrebatados. Os que ficarem para trás, familiares, amigos, colegas, etc.,
procurarão Bíblias, livros e outras publicações cristãs deixadas pelos
arrebatados. Eles se lembrarão daquilo que leram e ouviram, de comentários
bíblicos e pregações sobre a esperança pelo Messias. Essa esperança já germina
atualmente no coração de muitos judeus.
Depois do arrebatamento aparecerão também os
144.000 selados de Israel (Ap 7.4-8) e as duas testemunhas (Ap 11.3ss). Cada
vez mais judeus se converterão e levarão o Evangelho ao seu próprio povo e aos
gentios. Nisto os judeus terão uma grande vantagem, pelo fato de terem sido
espalhados por todo o mundo e dominarem muitas línguas diferentes.
Mas, para sermos exatos, devemos dizer também que
nem todos os judeus se converterão. Muitos, especialmente os ligados ao
governo, farão a aliança com o anticristo, isto é, com o líder romano [europeu]
(Dn 9.26-27; Ap 13.1; Is 28.14-16). Quando fala desse tempo, também Daniel diz
que muitos serão purificados (converter-se-ão), mas muitos permanecerão ímpios;
que muitos entenderão, mas muitos outros não entenderão (Dn 12.10). Apenas um
remanescente será salvo, como se vê claramente em outras passagens das
Escrituras (por exemplo, em Rm 9.27; Ez 20.33-38). Mas atrás de todo esse
remanescente crente se colocará o arcanjo Miguel como príncipe de Israel. No
arrebatamento ele levantará a sua voz, porque terá chegado sua hora para agir
em favor do remanescente de Israel.
Como vimos, em nossos dias muitos israelitas estão
crendo no seu Messias, em Jesus Cristo. Será que o Senhor está preparando o Seu
povo para o arrebatamento e a Grande Tribulação? Será que Ele o faz porque a
hora já está muito adiantada?
Quinta certeza: a trombeta de Deus
"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra
de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos
céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4.16). A trombeta
de Deus aqui mencionada é a mesma de 1 Coríntios 15.52: "...num momento,
num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará,
os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." Esta
trombeta de Deus chamará todos os santos de todos os tempos para a casa do Pai.
Por que ela é chamada de "última
trombeta"? Porque então a dispensação da graça chegará ao fim. A
dispensação da anunciação do Evangelho da graça começou com uma
"trombeta" e terminará com uma trombeta. Por que ela começou com uma
"trombeta"? Porque podemos dizer que a pregação do Evangelho
"repercutiu", "ressoou" ou foi "trombeteada". Por
exemplo, a frase: "Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor..."
(1 Ts 1.8), significa literalmente: "porque vocês trombetearam a palavra
do Senhor". Em Romanos 10.18 está escrito: "Mas pergunto: Porventura,
não ouviram? Sim, por certo: Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas
palavras, até aos confins do mundo."
A trombeta do Evangelho conclamando para a salvação
em Jesus Cristo ressoou por quase dois mil anos. Em breve se ouvirá a última
trombeta, o Evangelho deixará de ser pregado, a dispensação da graça chegará ao
fim e a Igreja estará concluída, a sua plenitude terá sido alcançada. A Igreja
será chamada para subir à casa do Pai.
Em que será que pensaram os tessalonicences, que
em grande parte eram judeus, quando Paulo escreveu sobre a trombeta? O
Apocalipse ainda não existia, portanto eles ainda não sabiam nada sobre as sete
trombetas de juízo ali descritas. Por isso, certamente eles pensaram na
trombeta da salvação de Números 10.2-10. Nesse trecho do Antigo Testamento são
mencionadas duas trombetas que eram tocadas em certas ocasiões. A ordem de Deus
dizia: "Faze duas trombetas de prata; de obra batida as farás;
servir-te-ão para convocares a congregação e para a partida dos arraiais"
(Nm 10.2). Por um lado, portanto, estas trombetas de prata eram tocadas para
convocar, chamar, juntar e reunir, e por outro lado para levantar acampamento e
partir. Isso não tem sentido profético? Convocação (chamamento) = pregação do
Evangelho para vir a Jesus ("muitos são chamados..."), até que a
plenitude estiver reunida. Partida = ressurreição/arrebatamento para a casa do
Pai.
É interessante verificar que essas trombetas
deviam ser confeccionadas de prata. Que prata era usada para essa finalidade? O
siclo de prata do resgate [salvação] (Êx 30.12-13). Esses siclos eram dados
como pagamento de resgate pela vida dos israelitas, para que não houvesse entre
eles nenhuma praga. Isso também nos faz lembrar das 30 moedas de prata que
foram pagas pela prisão do Senhor Jesus, que obteve a nossa salvação na cruz.
As diferentes maneiras de tocar as trombetas
significavam, entre outras coisas, o seguinte:
a) Quando as duas trombetas eram tocadas de
maneira normal, isso servia para o chamamento e ajuntamento de toda a
congregação na porta da tenda da congregação (Nm 10.3) = um chamamento para
salvação.
b) Quando as trombetas eram tocadas a rebate,
fortemente, como "sinal de alarme", isso indicava a ordem para
partir. O último toque da trombeta era o sinal para juntar os pertences e
partir = uma maravilhosa ilustração do arrebatamento.
Agora ainda ressoa a trombeta do Evangelho para
chamamento e ajuntamento. Mas quando for tocada a última trombeta de Deus como
"sinal de alarme" para o arrebatamento, ao mesmo tempo isto será um
sinal para o ajuntamento de Israel, porque então terá chegado o tempo do seu
salvamento. É o que se conclui de Números 10.9: "Quando, na vossa terra,
sairdes a pelejar contra os opressores que vos apertam, também tocareis as
trombetas a rebate, e perante o SENHOR, vosso Deus, haverá lembrança de vós, e
sereis salvos de vossos inimigos."
Depois do arrebatamento virá o opressor, o
anticristo, mas o Senhor se lembrará de Israel e no final salvará o Seu povo.
Isaías 27.12-13 anuncia isso de maneira muito bonita: "Naquele dia, em que
o SENHOR debulhará o seu cereal desde o Eufrates até ao ribeiro do Egito; e
vós, ó filhos de Israel, sereis colhidos um a um. Naquele dia, se tocará uma
grande trombeta, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria e os que forem
desterrados para a terra do Egito tornarão a vir e adorarão ao SENHOR no monte
santo de Jerusalém."
Pelos motivos já mencionados e os que vamos
acrescentar, a trombeta de Deus para o arrebatamento, segundo o meu
entendimento, não equivale às sete trombetas do Apocalipse (capítulos 8-11).
• A trombeta de Deus para o arrebatamento anuncia
a conclusão da era da graça. Trata-se da trombeta da salvação. No seu som temos
a salvação, o perdão e a vitória do Evangelho. Ela ressoa principalmente para a
Igreja, mas também para Israel, no sentido de que então o remanescente será
reunido.
• As trombetas tocadas pelos anjos em Apocalipse,
entretanto, são todas trombetas de juízo sobre o mundo das nações que rejeitou
a Cristo. Além disso, os vinte e quatro anciãos (a Igreja, veja Ap 4.9-11) já
se encontram no céu por ocasião da sétima trombeta e anunciam a volta de Jesus
e Seu reino (Ap 11.15-17ss).
• É muito interessante observar que outras
traduções de 1 Tesalonisences 4.16, por exemplo a Edição Corrigida e Revisada,
dizem: "...Porque o mesmo Senhor descerá do céu... com a trombeta de
Deus...". Isto quer dizer que o próprio Senhor – como Sumo Sacerdote da
Sua Igreja – tocará a trombeta, porque ela estará na Sua mão. Ele mesmo chamará
os Seus para casa. Ele mesmo dará a ordem e o sinal para a retirada da Sua
Igreja. Segundo o meu entendimento, isso também é o mais provável, pois a
trombeta é chamada de "trombeta de Deus", e Jesus Cristo é Deus (Tt
2.13; 1 Jo 5.20). Por que não seria o Salvador que haveria de chamar os Seus
salvos? Aliás, no Antigo Testamento apenas os sacerdotes podiam tocar as
trombetas. E Jesus é o Sumo Sacerdote, não um anjo qualquer. As sete trombetas
de juízo (Ap 8.6-9,12; 11.15) são empunhadas e tocadas por anjos. Por isso,
deve haver uma diferença entre a trombeta do arrebatamento e as sete trombetas
de juízo.
Sexta certeza: ressurreição e arrebatamento
"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra
de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos
céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os
que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o
encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor"
(1 Ts 4.16-17). Não se trata aqui de uma ressurreição geral. Somente os mortos
emCristo e os vivos em Cristo serão ressuscitados ou transformados. Todos os
demais mortos permanecerão nas suas sepulturas até o dia do juízo final. O que
é descrito aqui é uma ressurreição seletiva dentre os mortos e realmente diz
respeito somente àqueles que estãoem Cristo.
Em João 5.28-29 o Senhor mencionou duas diferentes
ressurreições: "Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos
os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o
bem, para a ressurreição da vida; os que tiverem praticado o mal, para a
ressurreição do juízo." E quando Jesus desceu do monte com Seus discípulos
depois da Sua transfiguração, Ele lhes disse algo que muito os admirou e que
até então eles ainda não tinham ouvido. Trata-se de uma expressão totalmente
nova em relação ao arrebatamento: "Ao descerem do monte, ordenou-lhes
Jesus que não divulgassem as coisas que tinham visto, até o dia em que o Filho
do Homem ressuscitasse dentre os mortos. Eles guardaram a recomendação,
perguntando uns aos outros que seria o ressuscitar dentre os mortos?" (Mc
9.9-10).
Jesus foi o primeiro que ressuscitou dentre os mortos
(At 26.23; Cl 1.18; 1 Co 15.20). Também 1 Coríntios 15.23 fala disso:
"Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os
que são de Cristo, na sua vinda." Esta afirmação, em conexão com 1
Tessalonicences 4.16, explica que todos os que estão em Cristo ressuscitarão
dentre os mortos. Esta é a chamada "primeira ressurreição" (Ap
20.5-6). As outras pessoas, as que não estavam em Jesus, que não pertenciam a
Ele pela fé salvadora e, assim, não tinham um relacionamento pessoal com Ele,
serão ressuscitadas mil anos mais tarde e então irão para o inferno (Ap
20.11-15).
Na primeira ressurreição/arrebatamento o Senhor
Jesus deixará o Seu trono e, vindo do céu (da casa do Pai), aparecerá nos ares
(1 Ts 4.17). Ele não virá de maneira visível sobre a terra, mas permanecerá na
atmosfera superior. Os espíritos/almas dos que dormiram nEle O acompanharão,
como provavelmente também o arcanjo Miguel. Então serão ressuscitados primeiro
os corpos dos que morreram em Cristo. Logo a seguir, os corpos dos que ainda
estiverem vivos serão transformados. Então a Igreja será arrebatada
coletivamente ao encontro do Senhor nos ares, entre nuvens, e Ele levará Sua
noiva para a casa do Pai. A Igreja terá então deixado seu lugar na terra e João
14.1-6 estará cumprido. Tudo isso naturalmente acontecerá numa fração de
segundos (comp. 1 Co 15.51-53).
Sétima certeza: estar para sempre com o Senhor
"...e, assim, estaremos para sempre com o
Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1 Ts
4.17-18). Esta garantia: "...estaremos para sempre com o Senhor", é
um consolo eterno acima de tudo o que é passageiro neste mundo... A partir
desse momento, nada mais estará sujeito à morte para qualquer filho de Deus.
Todas as tristezas do passado, todas as misérias e tentações, todas as
perguntas, tudo será esquecido e respondido por este fato: "...estaremos
para sempre com o Senhor." "Estaremos para sempre com o Senhor"
significa que a Igreja estará sempre onde Jesus estiver; ela participará de
toda a Sua riqueza divina. Então se cumprirá o que está escrito em Tito 2.13:
"...aguardando a bendita esperança e a
manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus."
"Aguardando ansiosamente aquele tempo quando
se verá a sua glória – a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus
Cristo" (A Bíblia Viva).
Mas quem não tem Jesus cai num abismo insondável
de desespero. Aquele que não tem Jesus perde a bendita e eterna esperança.
Justamente nesta passagem da ressurreição e do arrebatamento, a Bíblia nos
mostra que haverá pessoas que estarão dentro (1 Ts 4.16) e pessoas que estarão
fora (v.12), que haverá pessoas cheias de esperança e pessoas sem esperança
(v.13), pessoas que estarão para sempre com o Senhor e pessoas eternamente
separadas dEle (v.17), pessoas consoladas e pessoas sem consolo (v.18). Aquele
que nãoestá em Cristo não tem nenhum relacionamento com Deus; tal pessoa está
"fora", sem esperança, porque não tem lar. Uma pessoa sem Jesus
ficará eternamente sem consolo e sem paz.
Como você pode ganhar o direito de morar na casa
do Pai celestial, adquirir a esperança de "estar para sempre com o
Senhor" e transmitir esse consolo também para outros? Decidindo-se por
Jesus Cristo e por Sua obra de salvação consumada na cruz – também por você. Se
você aceitar isso pela fé, 1 Tessalonicenses 4.14-18 realmente se cumprirá
também em sua vida. Por isso, decida-se totalmente por Jesus Cristo, o Filho do
Deus vivo! A Palavra do Deus Eterno lhe diz em Jó 11.13 e 18: "Se
dispuseres o coração e estenderes as mãos para Deus... Sentir-te-ás seguro,
porque haverá esperança".
Qual a diferença entre o arrebatamento e a vinda
de Cristo?
É de extrema importância entender a distinção que
existe nas Escrituras entre o arrebatamento e a vinda de Cristo. O
arrebatamento não deve ser confundido com a vinda de Cristo. Embora o Senhor
venha dos céus em ambas as ocasiões, o arrebatamento e a vinda de Cristo são
eventos que diferem de forma distinta.
• Arrebatamento
é quando o Senhor vem para os Seus santos (Jo 14.2,3) Vinda de Cristo é quando Ele vem com os
Seus santos (que foram levados à glória no arrebatamento) Jd 14; Zc 14.5.
• O
arrebatamento pode acontecer a qualquer momento a vinda de Cristo não acontecerá até cerca
de 7 anos após o arrebatamento.
• No
arrebatamento o Senhor vem secretamente, num piscar de olhos (1 Co 15.52) em Sua vinda Ele vem publicamente e todo
olho O verá (Ap 1.7).
• No
arrebatamento Ele vem para libertar a Igreja (1 Ts 1.10) em Sua vinda Ele vem para libertar Israel
(Sl 6.1 4).
• No
arrebatamento Ele vem nos ares para a Sua Igreja, pois é o Seu povo celestial
(1 Ts 4.15 18) em Sua vinda Ele volta
à terra (no local chamado Monte das Oliveiras) para Israel que é o Seu povo
terrenal (Zc 14.4,5).
• No
arrebatamento é o próprio Senhor Quem reúne os Seus santos (1 Ts 4.15 18; 2 Ts
2.1) em Sua vinda Ele envia os Seus
anjos para reunir os eleitos de Israel (Mt 24.30,31).
• No
arrebatamento Ele leva os crentes para fora deste mundo, deixando para trás os
ímpios (Jo 14.2,3) em Sua vinda os
ímpios são tirados do mundo para julgamento e os crentes (aqueles que tiverem
se convertido por meio do evangelho do Reino que será pregado durante a
tribulação) são deixados para desfrutar de bênçãos na terra (Mt 13.41 43;
25.41).
• No
arrebatamento Ele vem para libertar os Seus santos (a Igreja) da ira vindoura
(1 Ts 1.10) em Sua vinda Ele vem para
derramar a Sua ira (Ap 19.15).
• No
arrebatamento Ele vem como o Noivo, para receber Sua noiva, a Igreja (Mt
25.6,10) em Sua vinda Ele vem como o
Filho do Homem em juízo sobre aqueles que O rejeitaram (Mt 24.27, 28).
• No
arrebatamento Ele vem como a "Estrela da Manhã" que desponta pouco
antes de raiar o dia (Ap 22.16) em Sua
vinda Ele vem como o "Sol de Justiça", que é o próprio raiar do dia
(Ml 4.2).
• No
arrebatamento Ele vem sem quaisquer sinais, pois o cristão anda por fé e não
por vista (2 Co 5.7) já a Sua vinda
será cercada de sinais pois os judeus pedem sinais (Lc 21.11,25 27; 1 Co 1.22).
Nas Escrituras nunca é feita referência ao
arrebatamento como um "ladrão de noite". Este termo refere se à vinda
do Senhor (1 Ts 5.2; 2 Pd 3.10; Mt 24.43; Ap 16.15; 3.3).
Em um certo sentido há três vindas. Sua vinda para
o que era Seu (Primeira Vinda Jo 1.10,11; Hb 10.7), Sua vinda para os que Lhe
pertencem (Arrebatamento Jo 14.2,3; 1 Ts 4.15 18 N.T.: ou "pelos que Lhe
pertencem"), e Sua vinda com os que Lhe pertencem (A Vinda de Cristo Jd
14).
(traduzido de
"Outline of Prophetic Events Bruce
Anstey)
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