Lições Bíblicas CPAD – Jovens e Adultos – 3º Trim. 1998
Título: Escatologia — O estudo das
últimas coisas
Comentarista: Elienai Cabral
Lição 3: O Estado Intermediário dos
mortos
Data: 19 de Julho de 1998
TEXTO ÁUREO
“E
no Hades, ergueu o olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro,
no seu seio” (Lc 16.23).
VERDADE PRÁTICA
O
Estado Intermediário representa um lugar espiritual fixo onde as almas e os
espíritos dos mortos aguardam a ressurreição de seus corpos, para apresentarem-se,
posteriormente, perante o Supremo Juiz.
LEITURA DIÁRIA
2Co 12.2-4 – O Paraíso, um lugar especial
1Co
15.6 – O estado dos que
dormem no Senhor
1Ts
4.13-16 – O estado dos que
dormem no Senhor
Ap 20.13,14 – No Juízo Final todos os mortos comparecerão
perante o Juiz
Ef
4.8-10 – Cristo, o vencedor
da morte e do inferno
Ap
1.17,18 – Cristo, o vencedor
da morte e do inferno
2Co
5.8 – A nossa esperança
da ressurreição
Fp
1.23 – A nossa esperança
da ressurreição
Hb
12.23 – Fiéis até a morte
Ap
6.9 – Fiéis até a morte
Ap
20.4 – Fiéis até a morte
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE
Lucas 16.19-31.
19
— Ora, havia um homem rico, e
vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e
esplendidamente.
20
— Havia também um certo
mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele.
21
— E desejava alimentar-se com
as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as
chagas.
22
— E aconteceu que o mendigo
morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e
foi sepultado.
23
— E, no Hades, ergueu os
olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio.
24
— E, clamando, disse: Abraão,
meu pai, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do
seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
25
— Disse, porém, Abraão: Filho,
lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males;
e, agora, este é consolado, e tu, atormentado.
26
— E, além disso, está posto um
grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para
vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá.
27
— E disse ele: Rogo-te, pois,
ó pai, que o mandes à casa de meu pai,
28
— pois tenho cinco irmãos,
para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de
tormento.
29
— Disse-lhe Abraão: Eles têm
Moisés e os Profetas; ouçam-nos.
30
— E disse ele: Não, Abraão,
meu pai; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.
31
— Porém Abraão lhe disse: Se
não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos
mortos ressuscite.
PONTO DE CONTATO
Na
Escola Dominical matriculam-se, muitas vezes, alunos que, anteriormente,
pertenciam a seitas e trazem teorias e ensinamentos errados sobre o Estado
Intermediário dos mortos. Você professor, terá o privilégio de esclarecer e
conduzi-los à verdade. Contudo, isto, nem sempre é fácil e muito menos acontece
rapidamente. É necessário dedicação, paciência, amor e oração para que Deus
possa libertá-los dessa bagagem que tanto prejuízo lhes traz.
OBJETIVOS
Após
esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·
Definir
os termos bíblicos relativos ao Estado Intermediário.
·
Descrever
os argumentos que tratam da vida além-morte.
·
Explicar
o que é o Estado Intermediário.
SÍNTESE TEXTUAL
Complementando
a lição anterior, neste domingo estudaremos sobre o Estado Intermediário dos
mortos. O assunto é estudado sob a visão dos argumentos existentes, os quais contribuem
para esclarecimentos da doutrina bíblica. São apresentadas, também, algumas
heresias sobre o assunto e, por último, o que ocorreu após a obra de Cristo no
Calvário.
ORIENTAÇÃO
DIDÁTICA
O
futuro constitui uma grande expectação no coração de cada pessoa, trazendo
inquietação e medo para muita gente. Seus alunos, por certo, estão desejosos de
estudar mais sobre este assunto, o que facilitará bastante apresentar a
matéria. Precisam conhecer bem o que Deus lhes reserva para o futuro. E necessário
que descansem em Suas promessas, e tenham a confiança que precisam para não
temerem o futuro. O bom aprendizado deste assunto depende da maneira como você
expõe a lição. Então, ministre sem rodeios, explicando cada tópico conforme
descrito na lição. Escreva, numa tolha de papel, o esboço, as referências
bíblicas e até as perguntas que fará.
Isto
lhe dará segurança para ministrar a aula e os alunos perceberão que você se
preparou e está interessado no crescimento espiritual deles.
COMENTÁRIO
introdução
Como
existe uma diversidade de interpretações a respeito e, para evitar confusão de
idéias acerca do Estado Intermediário, devemos aclarar essa doutrina.
I.
A VIDA DEPOIS DA MORTE
São
vários os argumentos que reforçam a doutrina bíblica sobre a vida além-túmulo.
1.
Argumento histórico. Se
a questão da vida além-morte estivesse fundamentada apenas em teorias e
conjecturas filosóficas, ela já teria desaparecido. Mas as provas da crença na
imortalidade estão impressas na experiência da humanidade.
2.
Argumento teleológico. Procura
provar que a vida do ser humano tem uma finalidade além da própria vida física.
Há algo que vai além da matéria de nossos corpos, é a parte espiritual. Quando
Jesus Cristo aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, estava, de
fato, desfazendo a morte espiritual e concedendo vida eterna, a imortalidade
(2Tm
1.10).
A
vida humana tem uma finalidade superior, uma razão de ser, um desígnio.
3.
Argumento moral. Há
um governador moral dentro de cada ser humano chamado consciência que rege as
suas ações. Sua existência dentro do espírito humano indica sua função interna,
como um sensor moral, aliado à soberania divina.
4.
Argumento metafísico. Os
elementos imateriais do ser humano denunciam o sentido metafísico que compõe a
sua alma e espírito. Esses elementos são indissolúveis; portanto, como evitar a
realidade da vida além-morte? É impossível! A palavra imortalidade no grego
é athanasia e significa literalmente
ausência de morte. No sentido pleno, somente Deus possui vida total,
imperecível e imortal
(1Tm
1.17).
Ele
é a Fonte de vida eterna e ninguém mais pode dá-la. No sentido relativo, o
crente possui imortalidade conquistada pelos méritos de Jesus no Calvário
(2Tm
1.8-12).
II. O QUE NÃO É ESTADO INTERMEDIÁRIO
1.
Não é Purgatório. Heresia
lançada pelos católicos romanos para identificar o Sheol-Hades como lugar de prova, ou de
segunda oportunidade, para as almas daquelas pessoas que não conseguiram se purificar
o suficiente para galgarem o céu. Declara a doutrina romana que é uma forma
desses mortos serem provados e submetidos a um processo de purificação.
Entretanto, essa doutrina não tem base na Bíblia e é feita sobre premissas
falsas. Se o Purgatório fosse uma realidade, então a obra de Cristo não teria
sido completa. Se alguém quer garantir sua salvação eterna, precisa garanti-la
em vida física. Depois da morte, só resta a ressurreição.
2.
Não é o Limbus Patrum. O
vocábulo limbus significa borda, orla. A idéia é paralela ao
Purgatório e foi criada pelos católicos romanos para denotar um lugar na orla
ou na borda do inferno, onde as almas dos antigos santos ficavam até a
ressurreição. Ensina ainda essa igreja que o limbus patrum (pais)
era aquela orla do inferno onde Cristo desceu após sua morte na cruz, para
libertar os pais (santos do Antigo Testamento) do seu confinamento temporário e
levá-los em triunfo para o céu. Identificam “o seio de Abraão” como sendo
o limbus patrum
(Lc
16.23).
Mas,
o limbus patrum não tem apoio bíblico, e nem existe uma orla para os pais
(santos antigos).
3.
Não é o Limbus Infantus. A
palavra infantus refere-se à crianças. Na doutrina romana,
havia no Sheol-Hades um lugar especial de habitação
das almas de todas as crianças não batizadas. Segundo essa doutrina, nenhuma
criança não batizada pode entrar no céu. Por outro lado, é inaceitável a idéia
do limbus infantus como um lugar de prova, também, para
crianças.
4.
Não é um estado para reencarnações. Não
é um lugar de migrações e perambulações espaciais.
Os
espíritas gostam de usar o texto de Lucas 16.22,23, para afirmarem que os
mortos podem ajudar os vivos. Mas Jesus, ao ensinar sobre o assunto, declarou
que era impossível que Lázaro ou algum outro que estivesse no Paraíso saísse
daquele lugar para entregar mensagem aos familiares do rico. Jesus disse que os
vivos tinham “a Lei e os Profetas”, isto é, eles tinham as Escrituras. Os
mortos não podiam sair de seus lugares para se comunicarem com os vivos.
Portanto, é uma fraude afirmar essa possibilidade de comunicação com os mortos.
Usam equivocadamente João 3.3 para defenderem a idéia da reencarnação. Vários
textos bíblicos anulam essa falsa doutrina
(Dt
18.9-14;
Jó
7.9,10;
Ec
9.5,6;
Lc
16.31).
III. O QUE É ESTADO INTERMEDIÁRIO
1.
É uma habitação espiritual fixa e temporal. Biblicamente, o Estado Intermediário é um
modo de existir entre a morte física e a ressurreição final do corpo sepultado.
No Antigo Testamento, esse lugar é identificado como Sheol (no hebraico), e no Novo Testamento
como Hades (no grego). Os dois termos
dizem respeito ao reino da morte
(Sl
18.5;
2
Sm 22.5,6).
É
um lugar espiritual em que as almas e espíritos dos mortos habitam fixamente
até que seus corpos sejam ressuscitados, para a vida eterna ou para a perdição
eterna. E o estado das almas e espíritos, fora dos seus corpos, aguardando o
tempo em que terão de comparecer perante Deus.
2.
E um lugar de consciência ativa e ação racional. Segundo Jesus descreveu esse
lugar, o rico e Lázaro participam de uma conversação no Sheol-Hades, estando
apenas em lados diferentes
(Lc
16.19-31).
O
apóstolo Paulo descreve-o, no que tange aos salvos, como um lugar de comunhão
com o Senhor (2Co 5.6-9;
Fp
1.23).
A
Bíblia denomina-o como um “lugar de consolação”, “seio de Abraão” ou “Paraíso”
(Lc
16.22,25;
2Co
12.2-4).
Se
fosse um lugar neutro para as almas e espíritos dos mortos, não haveria razão
para Jesus identificá-lo com os nomes que deu. Da mesma forma, “o lugar de
tormento” não teria razão de ser, se não houvesse consciência naquele lugar.
Rejeita-se segundo a Bíblia, a teoria de que o Sheol-Hades é um lugar de
repouso inconsciente. A Bíblia fala dos crentes falecidos como “os que dormem
no Senhor”
(1Co
15.6;
1Ts
4.13),
e
isto não refere-se a uma forma de dormir inconsciente, mas de repouso, de
descanso. As atividades existentes no Sheol-Hades não
implicam que os mortos possam sair daquele lugar, mas que estão retidos até a
ressurreição de seus corpos para apresentarem-se perante o Senhor
(Lc
16.19-31;
Lc
23.43;
At
7.59).
IV.
O SHEOL-HADES, ANTES E DEPOIS DO CALVÁRIO
1.
Antes do Calvário. O Sheol-Hades dividia-se em três partes
distintas. Para entender essa habitação provisória dos mortos, podemos
ilustrá-lo por um círculo dividido em três partes. A primeira parte é o lugar
dos justos, chamada “Paraíso”, “seio de Abraão”, “lugar de consolo”
(Lc
16.22,25;
Lc
23.43).
A
segunda é a parte dos ímpios, denominada “lugar de tormento”
(Lc
16.23).
A
terceira fica entre a dos justos e a dos ímpios, e é identificada como “lugar
de trevas”, “lugar de prisões eternas”, “abismo”
(Lc
16.26;
2
Pe 2.4;
Jd
v.6).
Nessa
terceira parte foi aprisionada uma classe de anjos caídos, a qual não sai desse
abismo, senão quando Deus permitir nos dias da Grande Tribulação
(Ap
9.1-12).
Não
há qualquer possibilidade de contato com esses espíritos caídos; habitantes do
Poço do Abismo.
2.
Depois do Calvário. Houve
uma mudança dentro do mundo das almas e espíritos dos mortos após o evento do
Calvário. Quando Cristo enfrentou a morte e a sepultura, e as venceu, efetuou
uma mudança radical no Sheol-Hades
(Ef
4.9,10;
Ap
1.17,18).
A
parte do “Paraíso” foi trasladada para o terceiro céu, na presença de Deus
(2Co
12.2,4),
separando-se
completamente das “partes inferiores“ onde continuam os ímpios mortos. Somente,
os justos gozam dessa mudança em esperança pelo dia final quando esse estado
temporário se acabará, e viverão para sempre com o Senhor, num corpo espiritual
ressurreto.
CONCLUSÃO
Essa
doutrina bíblica fortalece a nossa fé ao dar-nos segurança acerca dos mortos em
Cristo, e é a garantia de que a vida humana tem um propósito elevado, além de
renovar a nossa esperança de estar para sempre com o Senhor.
VOCABULÁRIO
Cíclico: Pertencente ou relativo a um
ciclo. Que se realiza ou se repete numa certa ordem.
Conjectura: Juízo ou opinião sem fundamento
preciso, suposição, hipótese.
Metafísico: Relativo ou pertencente à metafísica, transcendente.
Plenitude: Qualidade ou estado de pleno; repleto, cheio.
Transmigrar: Passar de um lugar para outro.
Metafísico: Relativo ou pertencente à metafísica, transcendente.
Plenitude: Qualidade ou estado de pleno; repleto, cheio.
Transmigrar: Passar de um lugar para outro.
EXERCÍCIOS
1. Quais os argumentos que
fortalecem a doutrina da vida além-morte?
R. O argumento histórico,
teleológico, moral e metafísico.
2. Como os católicos romanos
identificam o Sheol-Hades?
R. Lugar de prova, ou de segunda
oportunidade, para as almas daquelas pessoas que não conseguiram se purificar o
suficiente para galgarem o céu.
3. O que é o Estado Intermediário?
R. Biblicamente, o Estado
Intermediário é um modo de existir entre a morte física e a ressurreição final
do corpo sepultado.
4. Existe consciência ativa depois
da morte?
R. Sim. O apóstolo Paulo descreve
esse lugar para os salvos como um lugar de comunhão com o Senhor.
5. Há alguma possibilidade de
comunicação dos mortos com os vivos?
R. Não. As atividades existentes no
Sheol-Hades não implicam que os mortos possam sair daquele lugar, mas estão
retidos até a ressurreição de seus corpos para apresentarem-se perante o
Senhor.
AUXÍLIOS
SUPLEMENTARES
Subsídio
Bibliológico
“A
maioria dos israelitas, porém, olhava para a vida com uma atitude positiva (Sl
128.5,6). O suicídio era extremamente raro, e uma vida longa era considerada
bênção de Deus (Sl 91.16). A morte trazia tristeza, usualmente expressada com
lamentações em voz alta e com luto profundo (Mt 9.23; Lc 8.52).
Os
costumes israelitas de sepultamento eram diferentes daqueles praticados pelos
povos em derredor. Os túmulos dos faraós ficavam repletos de móveis e de muitos
outros objetos visando proporcionar-lhes o mesmo nível de vida no além. Os
cananitas colocavam uma lâmpada, um vasilhame de óleo e um vaso de alimentos no
esquife de cada pessoa sepultada. Os israelitas agiam doutra forma. O corpo,
envolvido em pano de linho, usualmente ungido com especiarias, era simplesmente
deitado num túmulo ou enterrado numa cova. Isso não significava, porém, que não
acreditassem na vida no além. Falavam da ida do espírito a um lugar que, em
hebraico, era chamado She’ol ou, às vezes, mencionavam à
presença de Deus.” (Teologia Sistemática, CPAD)
Subsídio Doutrinário
“Várias
religiões orientais, por causa do seu conceito cíclico da História, ensinam a
reencarnação. Na morte, a pessoa recebe uma nova identidade, e nasce noutra
vida como animal, um ser humano, ou até mesmo um deus. Sustentam que as ações
da pessoa geram uma força, karma, que exige a transmigração das
almas e determina o destino da pessoa na próxima existência. A Bíblia, todavia,
deixa claro que agora é o dia da salvação (2Co 6.2). Não podemos salvar-nos
mediante as nossas boas obras. Deus tem providenciado por meio de Jesus Cristo
a salvação total que expia os nossos pecados, e cancela a nossa culpa. Não
precisamos doutra vida para cuidar dos pecados e enganos desta vida, ou de
quaisquer supostas existências anteriores. Além disso: ‘E como aos homens está
ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo, assim também Cristo,
oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez,
sem pecado, aos que o esperam para a salvação [inclusive a plenitude das
bênçãos da nossa herança]’ (Hb 9.27,28).” (Teologia Sistemática, CPAD)
Subsídio Teológico
“A
palavra ‘Paraíso’ é de origem persa e significa uma espécie de jardim, usada
simbolicamente quanto ao lugar dos justos mortos. No Paraíso, Lázaro podia
conversar com o rico que ali sofria o tormento dos ímpios, havendo entre eles
um ‘abismo’ intransponível (Lc 16.18-31). Depois de Sua morte Jesus esteve
‘três dias e três noites no coração da terra’ (Mt 12.40; At 2.27; Ez 31.15-17).
Paulo descreve esse lugar como ‘as regiões inferiores da terra’ (Ef 4.9).
Portanto, concluímos que o Paraíso em que Jesus e o malfeitor entraram estava
no coração da terra. Nesta descida ao Hades, Cristo efetuou uma
grande e permanente mudança na região dos salvos, isto é, nas condições dos
justos mortos. Ele ‘anunciou’ a Sua vitória aos espíritos ali retidos. É o que
significa a expressão de Pedro, que ‘Cristo... pregou aos espíritos em
prisão...’ (1 Pe 3.18-20). A palavra usada no original implica em anunciar,
comunicar; não pregar, como se entende em homilética.” (O plano divino
através dos séculos, CPAD)
_______________________________________________
Escatologia
- A doutrina da morte
“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado,
a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos
pecaram” Romanos 5.12
Podemos apresentar quatro razões bíblicas para a morte:
1. Necrológica. A palavra nekros (no grego) quer dizer “morto” e refere-se àquilo que não tem vida,
seja um cadáver ou matéria inanimada. Essa palavra tem na sua raiz nek o sentido de “calamidade”,
“infortúnio”, e passou a fazer parte do vocabulário médico para indicar o
estado de morte de uma pessoa, ou então, para significar o processo de morte
dalguma parte do corpo, devido a alguma doença. Do ponto de vista da Bíblia,
necrológico indica a parte física do homem, seu corpo (soma). A Carta aos
Hebreus fala da separação que a morte faz entre o corpo e a parte espiritual do
homem, quando diz: “E como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo,
depois disso o juízo” (Hb 9.27). Esse texto indica que há algo que sobrevive no
homem após a morte, ou seja, após a necrose do seu corpo.
2. Antropológica. Vem de antropos (no grego) que quer dizer “homem”, para fazer diferença com os
animais irracionais. E o homem criado por Deus com a capacidade de pensar,
sentir e realizar (Gn 1.26,27; 2.7). Na antropologia bíblica o corpo humano é
visto como uma dádiva de Deus ao homem e, por isso, o corpo tem a sua própria
dignidade. Do ponto de vista bíblico é dignificado pela sua razão de ser, como
instrumento de serviço e glorificação do Criador. Por isso, é o templo do
Espírito de Deus (1Co 3.16; 6.19). Portanto, a razão antropológica nesse
sentido refere-se ao que o homem é, o que pensa acerca da morte, como ele a
enfrenta e o que sobrevive dele depois da morte.
3. Pneumatológica. Essa é a parte espiritual do homem. A palavra pneuma refere-se ao
espírito. Em primeiro lugar, valorizamos o corpo físico e a sua dignidade na
existência humana; em segundo, tratamos do homem como ser racional; em terceiro
lugar, preocupamo-nos em revelar o milagre da transformação do corpo físico do
crente em corpo espiritual. Nossos corpos materiais e mortais serão
ressuscitados em “soma pneumatikon”, isto é, “corpo espiritual” (1Co 15.54). A nossa esperança é que
Cristo ressuscitou primeiro e definitivamente e, assim. Ele é o “primogênito
dentre os mortos” (Cl 1.18; Ap 1.5). Ele ganhou a vitória final sobre a morte,
o túmulo e o Diabo (At 2.24).
4. Escatológica. Nesse ponto reside a preocupação com a esperança. Qual é a
esperança cristã? E a ressurreição de nossos corpos na vinda do Senhor, a
transformação dos mesmos se estivermos vivos no arrebatamento da Igreja. (ver
1Co 15.54.)
A morte não é um fenômeno natural na vida humana. Ela é a maldição
divina contra o pecado e só Jesus foi capaz de cravar essa maldição no lenho de
Sua cruz no Calvário.
Leitura para o estudo: Salmos 39.4-7; 90.4-6,10,12.
Em continuação ao estudo das últimas coisas "Escatologia",
hoje abordaremos um tema necessário para entendimento dos eventos futuros,
porém, não muito simpático à humanidade — a morte. Muitos evitam falar sobre o
assunto e até fogem para não recordar momentos tristes. Com cuidado, e evitando
que prevaleçam conceitos errôneos, vamos aprender a verdadeira visão
da morte que os crentes devem possuir.
A doutrina da morte é estudada a partir do dilema existencial humano considerando as
correntes filosóficas, passando pela definição bíblica e os tipos de morte
segundo as Sagradas Escrituras. Esta lição objetiva mostrar que a morte
significa para o crente uma vitória, baseada na obra vicária de Cristo no
Calvário.
INTRODUÇÃO
A morte é um assunto que evitamos falar e comentar. Entretanto, o viver
humano encontra em sua jornada a ameaça da morte. Nesta lição estudaremos a
questão da morte sob a perspectiva da Bíblia, pois nela, a realidade da morte e
o seu impacto na vida humana são tratados com clareza e fé.
I. O DILEMA EXISTENCIAL HUMANO
Toda criatura humana enfrenta esse dilema. Não foi sua escolha vir ao
mundo, mas não consegue fugir à realidade do fim de sua existência. O dilema
existencial resulta da realidade da morte que tem que ser enfrentada. Em
Eclesiastes, o pregador diz: “Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao
pó voltarão”, Ec 3.20,21. São palavras da Bíblia e não de nenhum materialista
contemporâneo. Quanto à realidade da vida e da morte, o homem é, dentro da
criação, o único que sabe que vai morrer. Analisemos alguns sistemas
filosóficos os quais discutem esse assunto.
1. Existencialismo. Seu interesse é, essencialmente, com as questões inevitáveis de
vida e morte. Preocupa-se com a vida, mas reconhecem a presença da morte
constante na existência humana. Os seus filósofos vêem a morte como o fim de
uma viagem ou como um perpétuo acompanhante do ser humano desde o berço até a
sepultura. Para eles, a morte é um elemento natural da vida.
Ora, essas idéias são refutadas pela Bíblia Sagrada. A morte nada tem de
natural. É algo inatural, impróprio e hostil à natureza humana. Deus não criou
o ser humano para a morte, mas ela foi manifestada como juízo divino contra o
pecado (Rm 1.32). Foi introduzida no mundo como castigo positivo de Deus contra
o pecado (Gn 2.17; 3.19; Rm 5.12,17; Rm 6.23; 1Co 15.21; Tg 1.15).
2. Materialismo. Não admite as coisas espirituais. Do ponto de vista dos
materialistas, tudo é matéria. Entendem que a matéria é incriada e
indestrutível substância da qual todas as coisas se compõem e à qual todas se
reduzem. Afirmam ainda que, a geração e a corrupção das coisas obedecem a uma
necessidade natural, não sobrenatural, nem ao destino, mas às leis físicas.
Portanto, o sentido espiritual da morte não é aceita pelos materialistas. O
cristão verdadeiro não foge à realidade da morte, mas a enfrenta com
confiança no fato de que Cristo conquistou para Ele a vida após a morte — a
vida eterna (Jo 11.25).
3. Estoicismo. Os estóicos seguem a idéia fatalista que ensina que a morte é algo
natural e devemos admiti-la sem temê-la, uma vez que o homem não consegue fugir
do seu destino.
4. Platonismo. O filósofo grego Platão ensinava que a matéria é má e desprezível,
só o espírito é que importa. Porém, não é assim que a Bíblia ensina. O corpo do
cristão, a despeito de ser uma casa material, temporária e provisória, é templo
do Espírito Santo (1Co 3.16,17). Somos ensinados a proteger o corpo para a
manifestação do Espírito de Deus.
II. DEFINIÇÃO BÍBLICA PARA A MORTE
1. O sentido literal e metafórico da palavra morte.
a) Separação. No grego
a palavra morte é thanatos que quer dizer separação. A morte separa as partes materiais e
imateriais do ser humano. A matéria volta ao pó e a parte imaterial separa-se e
vai ao mundo dos mortos, o Sheol-Hades, onde jaz no estado intermediário entre a morte e a ressurreição (Mt
10.28; Lc 12.4; Ec 12.7; Gn 2.7).
b) Saída ou partida. A morte
física é como a saída de um lugar para outro (Lc 9.31; 2Pe 1.14-16).
c) Cessação. Cessa a
existência da vida animal, física (Mt 2.20).
d) Rompimento. Ela
rompe as relações naturais da vida material. Não há como relacionar-se com as
pessoas depois que morrem. A ideia de comunicação com pessoas que já morreram é
uma fraude diabólica.
e) Distinção. Ela
distingue o temporal do eterno na vida humana. Toda criatura humana não pode
fugir do seu destino eterno: salvação ou perdição (Mt 10.28).
2. O sentido bíblico e doutrinário da morte.
a) A morte como o salário do pecado (Rm 6.23). O pecado, no
contexto desse versículo, é representado pela figura de um cruel feitor de
escravos que dá a morte como pagamento. O salário requerido pelo pecado é
merecidamente a morte. Como pagamento, a morte não aniquila o pecador. A
verdade que a Bíblia nos comunica é que a morte não é a simples cessação da
existência física, mas é uma conseqüência dolorosa pela prática do pecado, seu
pagamento, a sua justa retribuição. Quando morre, o pecador está ceifando na
forma de corrupção aquilo que plantou na forma de pecado (Gl 6.7,8; 2Co 5.10).
Portanto, a morte física é o primeiro efeito externo e visível da ação do
pecado (Gn 2.17; 1Co 15.21; Tg 1.15).
b) A morte é sinal e fruto do pecado. O homem vive
inevitavelmente dentro da esfera da morte e não pode fugir da condenação.
Somente quem tem a Cristo e o aceitou está fora dessa esfera. Só em Cristo o
homem consegue salvar-se do poder da morte eterna. Tiago mostra-nos uma relação
entre o pecado e a morte, quando diz: “Mas cada um é tentado, quando atraído e
engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência
concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”, Tg
1.14,15. O pecado, portanto, frutifica e gera a morte.
c) A morte foi vencida por Cristo no Calvário. A resposta
única, clara, evidente e independente de quaisquer idéias filosóficas a
respeito da morte é a Palavra de Deus revelada e pronunciada através de Cristo
Jesus no Calvário (Hb 1.1). Cristo é a última palavra e a única solução
para o problema do pecado e a crueldade da morte (Rm 5.17).
III. TIPOS DISTINTOS DE MORTE
A Bíblia fala de três tipos distintos de mortes: física, espiritual e
eterna.
1. Morte física. O texto que melhor elucida esta morte é 2Sm 14.14, que diz:
“Porque certamente morreremos e seremos como águas derramadas na terra, que não
se ajuntam mais”. O que acontece com o corpo morto quando é sepultado? Depois
de alguns dias, terá se desfeito e esvaído como águas derramadas na terra. E
isso que a morte física acarreta literalmente.
2. Morte espiritual. Este tipo tem dois sentidos na perspectiva bíblica: negativo e
positivo. No sentido negativo, a morte pode ser identificada pela expressão
bíblica “morte no pecado”. E um estado de separação da comunhão com Deus.
Significa estar debaixo do pecado, sob o seu domínio (Ef 2.1,5). O seu efeito é
presente e futuro. No presente, refere-se a uma condição temporal de quem está
separado da vida de Deus (Ef 4.18). No futuro, refere-se ao estado de eterna
separação de Deus, o que acontecerá no Juízo Final (Mt 25.46).
No sentido positivo é a morte espiritual experimentada pelo crente em
relação ao mundo. Isto é: a sua pena do pecado foi cancelada e, agora vive
livre do domínio do pecado (Rm 6.14). Quanto ao futuro, o cristão autêntico
terá a vida eterna. Ou seja: a redenção do corpo do pecado (Ap 21.27; 22.15).
3. Morte eterna. É chamada a segunda morte, porque a primeira é física (Ap 2.11).
Identificada como punição do pecado (Rm 6.23). Também denominada castigo
eterno. E a eterna separação da presença de Deus — a impossibilidade de
arrependimento e perdão (Mt 25.46). Os ímpios, depois de julgados, receberão a
punição da rejeição que fizeram à graça de Deus e, serão lançados no Geena (Lago de Fogo)
(Ap 20.14,15; Mt 5.22,29,30; 23.14,15,33). Restringe-se apenas aos ímpios (At
24.15). Esse tipo de morte tem sido alvo de falsas teorias que rejeitam o
ensino real da Bíblia.
CONCLUSÃO
A morte é a prova máxima da fé cristã, que produz nos crentes uma
consciência de vitória (1Pe 4.12,13). Os sofrimentos e aflições dessa vida são
temporais, e aperfeiçoam nossa esperança para enfrentar a morte física, que se
constitui num trampolim para a vida eterna. Ela se torna a porta que se abre
para o céu de glória. Quando um cristão morre, ele descansa, dorme (2Ts 1.7). Ao
invés de derrota, a morte significa vitória, ganho (Fp 1.21). A Bíblia consola
o cristão acerca dos mortos em Cristo quando declara que a morte do crente “é
agradável aos olhos do Senhor”, Sl 116.15. Diz também, que morrer em Cristo é
estar “presente com o Senhor”, 2Co 5.8.
Subsídio Doutrinário
As falsas teorias que rejeitam o ensino real da Bíblia sobre a morte
eterna para os ímpios:
A teoria universalista ensina que Deus é bom demais para excluir alguém. Jesus morreu por
todos, por isso, todos serão salvos.
A teoria restauracionista ensina que Deus, ao final de todas as coisas, restaurará todas as
coisas e todos, enfim, serão salvos.
A teoria do purgatório ensina que, quando uma pessoa morre neste mundo, tem a
oportunidade de recuperação num período probatório(que serve de prova).
Nesse período, a culpa dos pecados cometidos poderá ser aliviada enquanto
aquele pecador paga por seus pecados, tendo, ainda, a ajuda das orações pelos
mortos da parte dos amigos e parentes. (veja mais em Purgatório;Indulgencia)
A teoria da aniquilação, seus adeptos tomam por base 2Ts 1.8,9. Destacam a expressão “eterna
perdição” e a traduzem por eterna extinção. A palavra “extinguir” no lugar de
“aniquilar” dá uma ideia que contraria a doutrina do castigo eterno como
ensinada na Bíblia.
De fato, o sentido real da expressão é de banimento da presença de Deus,
e não de extinção, como a folha de papel se extingue no fogo.
Algumas igrejas, seguindo doutrinas de homens, negam a existência do
inferno, mas a Bíblia mostra que todos serão julgados e separados, os justos
para a vida eterna e os ímpios (Sl 1) para o tormento eterno, separados de Deus
para sempre (Jo 5:28-29; Mt 25:41,46). Leia também: As Testemunhas de Jeová
Fonte:
Escatologia
- Doutrina das últimas coisas - Severino Pedro da Silva (CPAD)
Escatologia-
o estudo das últimas coisas - Comentarista: Elienai Cabral - 3ºtrim/1998
Revista
Ensinador Cristão
Guia do
Leitor da Bíblia
Bíblia de
Estudo Pentecostal
Bíblia
Defesa da Fé
Escatologia
- O Estado Intermediário dos mortos
“E no Hades, ergueu o olhos, estando em tormentos, e viu ao longe
Abraão e Lázaro, no seu seio” Lucas 16.23
Complementando a lição anterior, hoje estudaremos sobre o Estado Intermediário dos mortos. O assunto é estudado sob a visão dos argumentos existentes, os quais contribuem para esclarecimentos da doutrina bíblica. São apresentadas, também, algumas heresias sobre o assunto e, por último, o que ocorreu após a obra de Cristo no Calvário.
O Estado Intermediário representa um lugar espiritual fixo onde as almas e os espíritos dos mortos aguardam a ressurreição de seus corpos, para apresentarem-se, posteriormente, perante o Supremo Juiz.
Como existe uma diversidade de interpretações a respeito e, para evitar
confusão de idéias acerca do Estado Intermediário, devemos aclarar essa doutrina.
I. A VIDA DEPOIS DA MORTE
São vários os argumentos que reforçam a doutrina bíblica sobre a vida
além-túmulo.
1. Argumento histórico. Se a questão da vida além-morte estivesse fundamentada apenas em
teorias e conjecturas filosóficas, ela já teria desaparecido. Mas as provas da
crença na imortalidade estão impressas na experiência da humanidade.
2. Argumento teleológico. Procura provar que a vida do ser humano tem uma finalidade além da própria vida física. Há algo que vai além da matéria de nossos corpos, é a parte espiritual. Quando Jesus Cristo aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, estava, de fato, desfazendo a morte espiritual e concedendo vida eterna, a imortalidade (2Tm 1.10). A vida humana tem uma finalidade superior, uma razão de ser, um desígnio.
3. Argumento moral. Há um governador moral dentro de cada ser humano chamado
consciência que rege as suas ações. Sua existência dentro do espírito humano
indica sua função interna, como um sensor moral, aliado à soberania divina.
4. Argumento metafísico. Os elementos imateriais do ser humano denunciam o sentido metafísico que compõe a sua alma e espírito. Esses elementos são indissolúveis; portanto, como evitar a realidade da vida além-morte? É impossível! A palavra imortalidade no grego é athanasia e significa literalmente ausência de morte. No sentido pleno, somente Deus possui vida total, imperecível e imortal (1Tm 1.17). Ele é a Fonte de vida eterna e ninguém mais pode dá-la. No sentido relativo, o crente possui imortalidade conquistada pelos méritos de Jesus no Calvário (2Tm 1.8-12).
4. Argumento metafísico. Os elementos imateriais do ser humano denunciam o sentido metafísico que compõe a sua alma e espírito. Esses elementos são indissolúveis; portanto, como evitar a realidade da vida além-morte? É impossível! A palavra imortalidade no grego é athanasia e significa literalmente ausência de morte. No sentido pleno, somente Deus possui vida total, imperecível e imortal (1Tm 1.17). Ele é a Fonte de vida eterna e ninguém mais pode dá-la. No sentido relativo, o crente possui imortalidade conquistada pelos méritos de Jesus no Calvário (2Tm 1.8-12).
II. O QUE NÃO É ESTADO INTERMEDIÁRIO
1. Não é Purgatório. Heresia lançada pelos católicos romanos para identificar o Sheol-Hades como lugar de
prova, ou de segunda oportunidade, para as almas daquelas pessoas que não
conseguiram se purificar o suficiente para galgarem o céu. Declara a doutrina
romana que é uma forma desses mortos serem provados e submetidos a um processo
de purificação. Entretanto, essa doutrina não tem base na Bíblia e é feita
sobre premissas falsas. Se o Purgatório fosse uma realidade, então a obra de
Cristo não teria sido completa. Se alguém quer garantir sua salvação eterna,
precisa garanti-la em vida física. Depois da morte, só resta a ressurreição.
2. Não é o Limbus Patrum. O vocábulo limbus significa borda, orla. A ideia é paralela ao Purgatório e foi criada pelos católicos romanos para denotar um lugar na orla ou na borda do inferno, onde as almas dos antigos santos ficavam até a ressurreição. Ensina ainda essa igreja que o limbus patrum (pais) era aquela orla do inferno onde Cristo desceu após sua morte na cruz, para libertar os pais (santos do Antigo Testamento) do seu confinamento temporário e levá-los em triunfo para o céu. Identificam “o seio de Abraão” como sendo o limbus patrum (Lc 16.23). Mas, o limbus patrum não tem apoio bíblico, e nem existe uma orla para os pais (santos antigos).
2. Não é o Limbus Patrum. O vocábulo limbus significa borda, orla. A ideia é paralela ao Purgatório e foi criada pelos católicos romanos para denotar um lugar na orla ou na borda do inferno, onde as almas dos antigos santos ficavam até a ressurreição. Ensina ainda essa igreja que o limbus patrum (pais) era aquela orla do inferno onde Cristo desceu após sua morte na cruz, para libertar os pais (santos do Antigo Testamento) do seu confinamento temporário e levá-los em triunfo para o céu. Identificam “o seio de Abraão” como sendo o limbus patrum (Lc 16.23). Mas, o limbus patrum não tem apoio bíblico, e nem existe uma orla para os pais (santos antigos).
3. Não é o Limbus Infantus. A palavra infantus refere-se à crianças. Na doutrina romana, havia no Sheol-Hades um lugar especial de habitação das almas de todas as crianças não batizadas. Segundo essa doutrina, nenhuma criança não batizada pode entrar no céu. Por outro lado, é inaceitável a idéia do limbus infantus como um lugar de prova, também, para crianças.
4. Não é um estado para reencarnações. Não é um lugar de migrações e perambulações
espaciais.
Os espíritas gostam de usar o texto de Lucas 16.22,23, para afirmarem
que os mortos podem ajudar os vivos. Mas Jesus, ao ensinar sobre o assunto,
declarou que era impossível que Lázaro ou algum outro que estivesse no Paraíso
saísse daquele lugar para entregar mensagem aos familiares do rico. Jesus disse
que os vivos tinham “a Lei e os Profetas”, isto é, eles tinham as Escrituras.
Os mortos não podiam sair de seus lugares para se comunicarem com os vivos.
Portanto, é uma fraude afirmar essa possibilidade de comunicação com os mortos.
Usam equivocadamente João 3.3 para defenderem a idéia da reencarnação. Vários
textos bíblicos anulam essa falsa doutrina (Dt 18.9-14; Jó 7.9,10; Ec 9.5,6; Lc
16.31). Veja mais em Espiritismo e a Bíblia -
analise bíblica sobre os princípios da doutrina espirita
III. O QUE É ESTADO INTERMEDIÁRIO
1. É uma habitação espiritual fixa e temporal. Biblicamente,
o Estado Intermediário é um modo de existir entre a morte física e a
ressurreição final do corpo sepultado. No Antigo Testamento, esse lugar é
identificado como Sheol (no hebraico), e no Novo Testamento como Hades (no grego). Os
dois termos dizem respeito ao reino da morte (Sl 18.5; 2Sm 22.5,6). É um lugar
espiritual em que as almas e espíritos dos mortos habitam fixamente até que
seus corpos sejam ressuscitados, para a vida eterna ou para a perdição eterna.
E o estado das almas e espíritos, fora dos seus corpos, aguardando o tempo em
que terão de comparecer perante Deus.
2. E um lugar de consciência ativa e ação racional. Segundo Jesus descreveu esse lugar, o rico e Lázaro participam de uma conversação no Sheol-Hades, estando apenas em lados diferentes (Lc 16.19-31). O apóstolo Paulo descreve-o, no que tange aos salvos, como um lugar de comunhão com o Senhor (2Co 5.6-9; Fp 1.23). A Bíblia denomina-o como um “lugar de consolação”, “seio de Abraão” ou “Paraíso” (Lc 16.22,25; 2Co 12.2-4). Se fosse um lugar neutro para as almas e espíritos dos mortos, não haveria razão para Jesus identificá-lo com os nomes que deu. Da mesma forma, “o lugar de tormento” não teria razão de ser, se não houvesse consciência naquele lugar. Rejeita-se segundo a Bíblia, a teoria de que o Sheol-Hades é um lugar de repouso inconsciente. A Bíblia fala dos crentes falecidos como “os que dormem no Senhor” (1Co 15.6; 1Ts 4.13), e isto não refere-se a uma forma de dormir inconsciente, mas de repouso, de descanso. As atividades existentes no Sheol-Hades não implicam que os mortos possam sair daquele lugar, mas que estão retidos até a ressurreição de seus corpos para apresentarem-se perante o Senhor (Lc 16.19-31; 23.43; At 7.59).
IV. O SHEOL-HADES, ANTES E DEPOIS DO CALVÁRIO
1. Antes do Calvário.
O Sheol-Hades dividia-se em três partes distintas. Para entender essa habitação
provisória dos mortos, podemos ilustrá-lo por um círculo dividido em três
partes. A primeira parte é o lugar dos justos, chamada “Paraíso”, “seio de
Abraão”, “lugar de consolo” (Lc 16.22,25; 23.43). A segunda é a parte dos
ímpios, denominada “lugar de tormento” (Lc 16.23). A terceira fica entre a dos
justos e a dos ímpios, e é identificada como “lugar de trevas”, “lugar de
prisões eternas”, “abismo” (Lc 16.26; 2Pe 2.4; Jd v.6). Nessa terceira parte
foi aprisionada uma classe de anjos caídos, a qual não sai desse abismo, senão
quando Deus permitir nos dias da Grande Tribulação (Ap 9.1-12). Não há qualquer
possibilidade de contato com esses espíritos caídos; habitantes do Poço do
Abismo.
2. Depois do Calvário.
Houve uma mudança dentro do mundo das almas e espíritos dos mortos após
o evento do Calvário. Quando Cristo enfrentou a morte e a sepultura, e as
venceu, efetuou uma mudança radical no Sheol-Hades (Ef 4.9,10; Ap 1.17,18). A parte do “Paraíso” foi trasladada para
o terceiro céu, na presença de Deus (2Co 12.2,4), separando-se completamente
das “partes inferiores“ onde continuam os ímpios mortos. Somente, os justos
gozam dessa mudança em esperança pelo dia final quando esse estado temporário
se acabará, e viverão para sempre com o Senhor, num corpo espiritual
ressurreto.
CONCLUSÃO
Essa doutrina bíblica fortalece a nossa fé ao dar-nos segurança acerca dos mortos em Cristo, e é a garantia de que a vida humana tem um propósito elevado, além de renovar a nossa esperança de estar para sempre com o Senhor.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Bibliológico
“A maioria dos israelitas, porém, olhava para a vida com uma atitude
positiva (Sl 128.5,6). O suicídio era extremamente raro, e uma vida longa era
considerada bênção de Deus (Sl 91.16). A morte trazia tristeza, usualmente
expressada com lamentações em voz alta e com luto profundo (Mt 9.23; Lc 8.52).
Os costumes israelitas de sepultamento eram diferentes daqueles praticados pelos povos em derredor. Os túmulos dos faraós ficavam repletos de móveis e de muitos outros objetos visando proporcionar-lhes o mesmo nível de vida no além. Os cananitas colocavam uma lâmpada, um vasilhame de óleo e um vaso de alimentos no esquife de cada pessoa sepultada. Os israelitas agiam doutra forma. O corpo, envolvido em pano de linho, usualmente ungido com especiarias, era simplesmente deitado num túmulo ou enterrado numa cova. Isso não significava, porém, que não acreditassem na vida no além. Falavam da ida do espírito a um lugar que, em hebraico, era chamado She’ol ou, às vezes, mencionavam à presença de Deus.” (Teologia Sistemática, CPAD)
Os costumes israelitas de sepultamento eram diferentes daqueles praticados pelos povos em derredor. Os túmulos dos faraós ficavam repletos de móveis e de muitos outros objetos visando proporcionar-lhes o mesmo nível de vida no além. Os cananitas colocavam uma lâmpada, um vasilhame de óleo e um vaso de alimentos no esquife de cada pessoa sepultada. Os israelitas agiam doutra forma. O corpo, envolvido em pano de linho, usualmente ungido com especiarias, era simplesmente deitado num túmulo ou enterrado numa cova. Isso não significava, porém, que não acreditassem na vida no além. Falavam da ida do espírito a um lugar que, em hebraico, era chamado She’ol ou, às vezes, mencionavam à presença de Deus.” (Teologia Sistemática, CPAD)
Subsídio Doutrinário
“Várias religiões orientais, por causa do seu conceito cíclico da
História, ensinam a reencarnação. Na morte, a pessoa recebe uma nova
identidade, e nasce noutra vida como animal, um ser humano, ou até mesmo um
deus. Sustentam que as ações da pessoa geram uma força, karma, que
exige a transmigração das almas e determina o destino da pessoa na próxima
existência. A Bíblia, todavia, deixa claro que agora é o dia da salvação (2Co
6.2). Não podemos salvar-nos mediante as nossas boas obras. Deus tem
providenciado por meio de Jesus Cristo a salvação total que expia os nossos
pecados, e cancela a nossa culpa. Não precisamos doutra vida para cuidar dos
pecados e enganos desta vida, ou de quaisquer supostas existências anteriores.
Além disso: ‘E como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois
disso, o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os
pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a
salvação [inclusive a plenitude das bênçãos da nossa herança]’ (Hb 9.27,28).” (Teologia
Sistemática, CPAD)
Subsídio Teológico
“A palavra ‘Paraíso’ é de origem persa e significa uma espécie de
jardim, usada simbolicamente quanto ao lugar dos justos mortos. No Paraíso,
Lázaro podia conversar com o rico que ali sofria o tormento dos ímpios, havendo
entre eles um ‘abismo’ intransponível (Lc 16.18-31). Depois de Sua morte Jesus
esteve ‘três dias e três noites no coração da terra’ (Mt 12.40; At 2.27; Ez
31.15-17). Paulo descreve esse lugar como ‘as regiões inferiores da terra’ (Ef
4.9). Portanto, concluímos que o Paraíso em que Jesus e o malfeitor entraram
estava no coração da terra. Nesta descida ao Hades, Cristo efetuou
uma grande e permanente mudança na região dos salvos, isto é, nas condições dos
justos mortos. Ele ‘anunciou’ a Sua vitória aos espíritos ali retidos. É o que
significa a expressão de Pedro, que ‘Cristo... pregou aos espíritos em
prisão...’ (1Pe 3.18-20). A palavra usada no original implica em anunciar,
comunicar; não pregar, como se entende em homilética.” (O plano divino
através dos séculos, CPAD)
Fonte:
Escatologia
- Doutrina das últimas coisas - Severino Pedro da Silva (CPAD)
Escatologia-
o estudo das últimas coisas - Comentarista: Elienai cabral - 3ºtrim/1998
Revista
Ensinador Cristão
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Estudo Pentecostal
Bíblia
Defesa da Fé
O ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS
O que significa "Estado Intermediário dos
Mortos"?
O
estado intermediário é um período entre a morte de alguém e a ressurreição
final do fim dos tempos.
A
Bíblia não tem muito a dizer sobre o estado intermediário. Sua ênfase recai
sobre a volta de Cristo.
As
pessoas indagam sobre como é após a morte. Confesso que, como um ser ainda vivo
não saberia dizer sobre a morte, ou como é ou como foi ou como será.
Talvez
alguém que foi morto e voltou possa dizer como foi. Mas afirmo, é difícil
descrever como seria isso.
Baseado
na Bíblia, livros e nos estudos escatológicos (estudo do que
acontecerá quando todas as coisas forem consumadas, particularmente, no que se
refere na segunda vinda de Cristo) podemos dizer, resumidamente, de modo que os
irmãos venham entender sobre o “ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS”.
Onde
estão os mortos?
Esta
questão preocupa praticamente todas as religiões que já surgiram no mundo desde
os mais remotos tempos do aparecimento do homem sobre a Terra. Como exemplo
podemos citar:
Gregos – diziam que os mortos iam para
as “Ilhas dos Bem-Aventurados”, onde ficavam aguardando o julgamento por três
representantes do mundo subterrâneo. Se o morto tivesse sido bom durante sua
vida, e os juízes estabelecessem sua retidão, ele podia entrar nos Campos Elíseos (um tipo de paraíso), um lugar
ocupado pelos heróis e pelos homens virtuosos, segundo a mitologia
Greco-latina. Ali os mortos estariam em uma terra de música e luz, de ar doce e
agradável. As almas boas viveriam ali para sempre.
Outras
opiniões de várias religiões preocupam-se sobre essa questão dos mortos, por
exemplo:
Romanos – Imaginavam a eternidade como
espelho desta vida.
Muçulmanos – A morte traz recompensas e
punição.
Hindus
e budistas – dizem que as almas voltam a este
mundo vezes seguidas, até que alcancem a bem-aventurança eterna. Supõe que essa
purificação acontece através da transmigração das almas. Isto é, depois da
morte a alma volta a reencarnar no corpo de um animal inferior ou de outro ser
humano. Há grande semelhança entre essa crença e o que o espiritismo ensina
quanto à reencarnação.
Teoria
da transmigração – a alma passa de um corpo para outro
até ser purificada. Então ela é autorizada a entrar na morada dos deuses. Os
budistas chamam esse lugar de “Nirvana” (s. m. A beatitude (bem-aventurança;
bem estar espiritual) budista, isto é, a extinção da individualidade e sua
absorção no supremo espírito do Universo – Dic. Silveira Bueno), enquanto que
os hindus brâmanes dizem que a alma se une a Brahma (divindade indiana, dotada do poder de
criação), o poder universal.
Com
quem está a verdade?
A
verdade está revelada na Palavra de Deus, a Bíblia, e isso não deixa lugar para
especulações seja quem for, mesmo que as pessoas sejam bem intencionadas. A
Palavra de Deus afirma enfaticamente que uma das razões porque Jesus veio a
este mundo, foi para nos mostrar como podemos ter vida abundante não apenas
aqui, mas também eterna, no além. A Bíblia diz: “... segundo o poder de
Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas
obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em
Cristo Jesus, antes dos tempos eternos.” (2Tm 1.8,9).
Não
precisamos ficar confundidos ou desencorajados a respeito do destino dos mortos
porque temos a Palavra de Deus e a revelação de Seu Filho Jesus Cristo.
As
bênçãos resultantes da vinda do Senhor Jesus a este mundo são incontáveis. Elas
se relacionam com tudo que concerne ao crente. Uma dessas bênçãos tem a ver com
os filhos de Deus que já dormiram ou vierem a dormir no Senhor. Na glória
celestial ser-nos-ão reveladas inumeráveis outras bênçãos das quais
usufruiremos, derivadas da vinda de Jesus aqui. Elas têm alcance ilimitado,
aqui e na eternidade.
O
que acontecia antes da ressurreição de Cristo?
Os
mortos ímpios iriam para um lugar chamado SHEOL (AT) HADES (NT), enquanto que
os justos, iam para o seio de Abraão. Para compreender os ensinos bíblicos
quanto ao lugar para onde vão os mortos, é necessário observar o texto original
do Antigo Testamento em hebraico, e o original grego do Novo Testamento.
1.
Antigo Testamento:
a. SHEOL
- A morada dos mortos. Era considerado como uma região situada embaixo da terra
(Nm 16.30,33; Am 9.2), sombria e escura, onde os espíritos desencarnados tinham
uma existência consciente, mas amortecida e inativa (2Sm 22.6; Ec9.10). O povo
hebreu via o Sheol como o lugar para onde justos e ímpios iam, após a morte (Gn
37.35; Sl 9.17; Is 38.10; Dt 32.22; NTLH, o mundo dos mortos), um lugar onde se
recebiam punições e recompensas. Além disso, a Bíblia o descreve como tendo um
apetite insaciável (Is 5.14; Hc 2.5; a morte).
- Entretanto, Deus está presente no Sheol (Sl 139.8; ARA, abismo; ARC, Seol).
Para Deus, ele é aberto e conhecido (Jó 26.6; Pv 15.11). Isto sugere que, na
morte, ao morrer, o justo continua sob os cuidados de Deus, e os perversos não
escapa ao seu castigo. O conceito de Sheol permite entender o significado de
Salmos 16.10. Pedro viu o cumprimento desse salmo messiânico na ressurreição de
Jesus (At 2.27).
2.
Novo Testamento:
a. HADES
- Palavra grega traduzida por Inferno.
Tanto
SHEOL como HADES, ambas designam o lugar para onde, nos tempos do Antigo
Testamento, iam todos após a morte: justos e injustos, havendo, no entanto
nessa região dos mortos, uma divisão para os justos e outra para os injustos,
separados por um abismo intransponível. Todos estavam ali plenamente
conscientes. O lugar dos justos era de felicidade, prazer e segurança. Era
chamado “Seio de Abraão” e “Paraíso”. Já o
lugar dos ímpios era e são medonhos, cheio de dores e sofrimentos, estando
todos lá plenamente conscientes. Tanto SHEOL quanto HADES quer dizer INFERNO.
Quanto
ao Inferno podemos dizer que é um lugar de punição eterna pela injustiça. A ARA
(Almeida Revista Atualizada e ARC (Almeida Revista Contemporânea) usam essa
palavra para traduzir Sheol (hebraico - Antigo Testamento) e Hades (grego –
Novo Testamento), respectivamente, referindo-se ao mundo dos mortos.
Inferno
também é a tradução para Gehenna, a forma grega da frase hebraica que significa
“Vale de Hinom” – vale a oeste e sul de Jerusalém. Nesse vale, os cananeus
adoravam Baal (senhor, dono – nome de um ou
mais falsos deuses, um lugar e dois povos dos Antigos Testamentos: deus da
fertilidade) e o deus Moloque (a divindade nacional dos
amonitas. Chamava-se, também, Milcom e Malcã, 1Rs 11.5; Jr 49.3.), os amonitas
sacrificava suas crianças em um fogo que queimava continuamente. Acaz e Manassés,
reis de Judá, foram culpados por essa terrível prática idólatra (2Cr 28.3;
33.6).
O
profeta Jeremias profetizou que Deus visitaria Jerusalém com tamanha
destruição, a tal ponto de seu vale ficar conhecido como “vale da Matança” (Jr
7.31-34; 19.2,6).
O
inferno também tem outra tradução chamada TÁRTARO, conforme 2Pe 2.4. (Procurei o significado para Tártaro
e não achei. Se alguém achar favor publicar fazendo comentário, ficarei
agradecido).
Depois
da ressurreição de Cristo
Antes
de morrer por nós, Jesus prometeu que as portas do Inverno não prevalecerão
contra a Igreja (Mt 16.18). Isto mostra que os fiéis de Deus, a partir dos dias
de Jesus, não mais descerão ao Hades, isto é, à divisão reservada
ali para os justos. A mudança ocorreu entre a morte e a ressurreição do Senhor,
pois Ele disse ao ladrão arrependido: “... hoje estarás comigo no
paraíso” (Lc 23.43). Sobre o assunto, diz o apóstolo Paulo: “...Quando
ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro, e concedeu dons aos homens.
Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões
inferiores da terra?” (Ef 4.8,9).
Entende-se,
pois, que Jesus, ao ressuscitar, levou para o Céu os crentes do Antigo
Testamento que estavam no “seio de Abraão”, conforme ele
prometera em Lucas 16.22. Muitos desses crentes, Jesus os ressuscitou por
ocasião da Sua morte, certamente para que se cumprisse o tipo prefigurado na
Festa das Primícias (Lv 23.9-11), que profeticamente falava da ressurreição de
Cristo (1Co 15.20,23).
O
apóstolo Paulo foi ao Paraíso, o qual está no terceiro Céu (2Co 12.1-4).
Portanto, o Paraíso está agora lá em cima, na imediata presença de Deus. Não em
baixo, como dantes. A mesma coisa vê-se em Ap 6.9,10, onde as almas dos
mártires da Grande Tribulação permanecem no Céu, “debaixo do altar”,
aguardando o fim da Grande Tribulação, para ressuscitarem (Ap 20.4) e
ingressarem no reino milenial de Cristo.
Os
crentes que agora dormem no Senhor estão no Céu, pois o Paraíso está lá agora,
como um dos resultados da obra redentora do Senhor Jesus Cristo (2Co 5.8). No
momento do arrebatamento da Igreja, seus espíritos virão com Jesus, unir-se-ão
a seus corpos ressurretos e subirão com Cristo, já glorificados.
Jesus
no Céu
Depois
que Cristo subiu para o Céu, a Bíblia não mais se refere ao Paraíso como
estando “em baixo”. Desse ponto em diante todas as referências no
Novo Testamento falam da localização do Paraíso como estando “em
cima” ou “no alto”.
Na
manhã da ressurreição, Cristo não permitiu que Maria Madalena ou os discípulos
O tocassem, porque Ele havia descido ao SHEOL. Ali Ele libertou os mortos
justos que estavam no Paraíso (seio de Abraão) e transferiu-os para um ponto
situado nos lugares celestiais. Foi nessa ocasião que Ele“levou cativo o
cativeiro” ou a multidão de almas cativas dos mortos justos esperando
no SHEOL/HADES pela consumação da obra de Cristo.
Como
já sabemos, o crente quando morrer, não vai mais para o HADES. Ele vai estar
com Cristo. Paulo disse que desejava "partir e estar com Cristo". Em
2 Coríntios 5.6-8, o apóstolo Paulo foi enfático ao expressar sua confiança
que, estar "ausente do corpo" na morte, é estar "presente com o
Senhor". Portanto, os mortos justos estão "presentes com Cristo"
agora, ou seja, estão onde Cristo está.
A presente situação dos ímpios mortos
A presente situação dos ímpios mortos
Continuam
descendo ao HADES, o "império da morte", onde ficarão retidos em
sofrimento consciente até o Juízo do Grande Trono Branco, após o Milênio,
quando ressuscitarão para serem julgados e postos no Inferno eterno (Ap
20.13-15). Assim sendo, qualquer fantasma ou "alma do outro mundo"
que possa aparecer por aqui é coisa diabólica, porque do HADES não sai ninguém.
É uma prisão, cuja chave está com Jesus (Ap 1.18). Alma do outro mundo não vem
à Terra, pois os salvos estão com Jesus, e os perdidos estão presos. O diabo,
sim, por enquanto está solto e sabe imitar e enganar com muita habilidade.
O estudo comparativo de passagens bíblicas como 1Pe 3.18-20 e Atos 2.27,31, mostra que a vitória de Cristo foi anunciada até no HADES, o reino dos mortos. Todo o universo tomou conhecimento da transcendental vitória de Jesus, na Sua morte e ressurreição.
O estudo comparativo de passagens bíblicas como 1Pe 3.18-20 e Atos 2.27,31, mostra que a vitória de Cristo foi anunciada até no HADES, o reino dos mortos. Todo o universo tomou conhecimento da transcendental vitória de Jesus, na Sua morte e ressurreição.
A sorte do incrédulo foi selada durante sua vida terrena. Ele sabe qual o seu destino eterno, e está apenas aguardando o julgamento e a justiça de Deus para ser "lançado fora" e sua sentença começar.
O estado dos mortos
Escritores gregos antigos viam a morte como um sono. Homero, em sua obra A ILÍADA, chama o sono de "irmão gêmeo da morte". Dizem que Sócrates, condenado a morrer envenenado, declarou: "Se a morte é apenas um sono sem sonhos, deve ser algo maravilhoso." Mas a Palavra de Deus ocupa-se do assunto com toda clareza. Davi aguardava por antecipação o dia em que iriam despertar na presença do Senhor. Ele disse: "Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar eu me satisfarei com a tua semelhança." (Sl 17.15). Outro autor dos Salmos declarou que nossos dias nesta Terra são "...como um sono..." (Sl 90.5).
O estado dos justos falecidos
Na morte, a vida corpórea cessa e o corpo começa a desintegrar-se, o que é inerente à sua natureza. Daí o espírito ou a alma humana entra em estado consciente de existência. É a natureza desse estado, particularmente com respeito aos justos, que agora temos de estudar.
1. Os justos estão com Deus - A declaração em Eclesiastes 12.7, de que o espírito volta a Deus que o deu, acha-se repetida em passagens do Novo Testamento. Em Filipenses 1.23 Paulo falou de partir e estar com Cristo. Referia-se ao dilema que tinha quanto ao morrer ou continuar vivo. Reconhecia que, continuar nesta vida significava muito sofrimento, mas o terminar desta vida significava uma partida imediata para a presença de Cristo.
2. Os justos estão no paraíso - Conforme Apocalipse 2.7, àquele que vencer, Cristo lhe concederá o privilégio de comer "...da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus". Ainda que não seja usado o termo "paraíso" em Apocalipse 22.1,2, é provável que a idéia seja a mesma. Nessa passagem, a "arvore da vida" aparece ao lado do rio da água da vida, e o quadro total é o de um paraíso ou jardim de bem-aventurança.
3. Os justos estão vivos e conscientes - Os justos desincorporados estão vivos e conscientes. Ainda que o Novo Testamento ensine que há um estado desincorporado durante o intervalo entre a morte e a ressurreição, em parte alguma ele deixa transparecer a idéia de que esse estado seja de animação suspensa ou de inconsciência. Várias passagens nos ajudam a compreender melhor.
Em
Mateus 22.32 Jesus declarou aos saduceus que Deus é Deus dos vivos. Sua
declaração foi feita em referência às palavras dirigidas a Moisés na ocasião da
sarça ardente: "Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus
de Jacó." Jesus interpretou essa declaração como significando que
Deus estava dizendo: "Abraão, Isaque e Jacó morreram há muito
tempo, porém eles continuam vivos".
4. Os
justos estão em descanso - Esta declaração se baseia nas palavras de
Apocalipse 14.13: "Bem-aventurados os mortos que desde agora
morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas,
pois as suas obras os acompanham." A idéia principal do termo
"descanso" é de refrigério depois do labor. Os que morrem no Senhor
são descritos como estando num estado de bem-aventurança, porque entram numa
experiência de regozijo, como sendo aliviados então das lutas desta vida. Mais
do que isto, sua obra não pára quando eles morrem. Ela continua produzindo
efeitos até aquele dia quando serão abertos os livros (Ap 20.12).
O
estado dos ímpios falecidos
As
passagens do Novo Testamento que tratam dos maus ou injustos no estado
desincorporados, são menos numerosas do que as que se referem aos justos.
Porém, as poucas que se relacionam com este tópico, conduzem a várias
conclusões:
·
Lucas
16.23 - Ímpios falecidos:
a) Estão num lugar fixo.
b) Continuam vivos e conscientes.
c) Estão separados de Deus.
·
2
Pedro 2.9 - Ímpios falecidos:
- Estão reservados para o castigo eterno.
Portanto,
o que estão ensinando sobre os mortos (justos ou ímpios) se encontrarem na sepultura,
em sono profundo e em estado de inconsciência, não tem apoio nas Escrituras.
O
céu e o inferno
O
destino final da Igreja é sua habitação na eterna presença de Deus. A Bíblia e
a doutrina cristã chamam isto de "céu".
Como
é o céu?
Quando
as pessoas perguntam qual a crença do cristão sobre o Céu, não é possível dar
uma resposta precisa e detalhada. As razões são óbvias. Como seria possível
explicar a um índio que vive na selva, como é a cidade grande? Todavia, tanto
os selvagens como o citadino vivem no planeta Terra, respiram o mesmo ar e
gozam do mesmo sol. Mas o Céu, como quer que ele seja, deve ser
fundamentalmente diverso. Sua definição deve estar quase além do
entendimento humano.
Em
Apocalipse está escrito "...Deus habitará com eles (homens)..." (Ap
21.3). O ponto alto da história bíblica da redenção de Deus é "a Cidade
Santa", Deus com seu povo. Em tal comunidade, "...Deus lhes enxugará
dos olhos toda lágrima" e não haverá nem prato, nem luto, nem dor, "porque
as primeiras cousas passaram" (Ap 21.4). Quanto a isto é importante saber
que:
1. O
Céu é um lugar real, literal - Este mundo é apenas a ante-sala do
próximo. Esta existência é breve e incidental em relação às alturas eternas da
próxima. O coração, em seu anseio por algo melhor, apóia a conclusão que deve
haver um lugar para nós, após a morte física. Lendo João 14.2,3 vemos que por
duas vezes Jesus chama o Céu de LUGAR. Realmente o Céu é um lugar real,
literal, físico. É um lugar na presença de Deus, um lugar que Cristo nos está preparando.
2. O
Ceu é um lugar espaçoso (Ap 7.9) - Se Jesus criou o mundo em seis
dias, como os animais, o firmamento e os seres humanos - toda a Sua criação é
realmente maravilha e ultrapassa a todo entendimento - qual não deve ser o
lugar que Ele vem preparando durante esses anos todos? Os capítulos 21 e 22 do
livro de Apocalipse fala das belezas desse lugar.
3. O
Céu fica em cima (At 1.9; 2Res 2.11; 2Co 12.2,4; Ap 21.3,4; 22.3-5) -
Sim, o Céu reserva maravilhosas perspetivas para aqueles que foram levados no
precioso sangue de Cristo; e, verdade é que, onde quer que esteja o Céu está
vinculado às bênçãos de Deus, em Seu Filho, Jesus Cristo.
A
realidade do inferno
No
Novo Testamento, há três palavras diferentes, no grego, que são traduzidas pela
mesma palavra INFERNO em português, são elas: HADES, GEENA e TÁRTARO.
Na
verdade, essas três palavras gregas têm basicamente um significado diferente:
-
HADES é o SHEOL do Antigo Testamento. É o lugar onde os espíritos dos mortos
aguardam a ressurreição.
-
GEENA por outro lado, refere-se ao inferno em relação ao castigo eterno. É o
lugar para onde irão os injustos após o julgamento do Grande Trono Branco.
-
TÁRTARO é usado para referir-se à prisão dos anjos caídos (Jd v. 6).
Quanto
ao inferno
-
É antítese (oposição entre palavras ou idéias) do Céu (Mt 11.23).
-
Cristo prometeu fazer a Sua Igreja triunfar sobre o inferno (Mt 16.18).
-
No inferno há vida consciente e sofrimento eterno (Lc 16.23).
-
Deus tem poder de matar o corpo e lançar a alma no Inferno (Mt 10.28).
-
A indisciplina dos nossos membros pode ser causa de condenação do corpo ao
Inferno (Mt 5.29).
-
Não há escape do Inferno para o impenitente (Mt 23.33).
-
O Inferno será um lugar de sofrimento eterno e de eterna separação do Salvador
(Mt 13.42,49,50; 25.41).
Lições Bíblicas CPAD – Adultos
1º
Trimestre de 2016
Título: O final de todas as coisas —
Esperança e glória para os salvos
Comentarista: Elinaldo Renovato
Lição 4: Esteja alerta e vigilante,
Jesus voltará

TEXTO ÁUREO
“Porque,
como o relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra
extremidade, assim será também o Filho do Homem no seu dia” (Lc
17.24).
VERDADE PRÁTICA
A
volta de Jesus será tão repentina que não haverá chance para arrependimento e
preparo de última hora.
LEITURA DIÁRIA
Jo 14.3 – Jesus garantiu que voltará outra vez
para nos buscar
Mt
24.24 – Um dos sinais da
volta de Jesus é o surgimento de falsos cristos
Pv 8.17 – Os que amam a vinda de Jesus
buscam-no pelas madrugadas em oração
2Ts 1.8,9 – Os ímpios vão experimentar o juízo de
Deus
Lc
17.29 – Quando Ló saiu de
Sodoma, choveu fogo do céu
Lc
17.32 – Não se esqueça do
exemplo da mulher de Ló que olhou para trás
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE
Lucas
17.24-30.
24
— porque, como o relâmpago
ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim
será também o Filho do Homem no seu dia.
25
— Mas primeiro convém que ele
padeça muito e seja reprovado por esta geração.
26
— E, como aconteceu nos dias
de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem.
27
— Comiam, bebiam, casavam e
davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e
consumiu a todos.
28
— Como também da mesma maneira
aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e
edificavam.
29
— Mas, no dia em que Ló saiu
de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, consumindo a todos.
30
— Assim será no dia em que o
Filho do Homem se há de manifestar.
HINOS SUGERIDOS
98,
300 e 323 da Harpa Cristã.
OBJETIVO GERAL
Mostrar
que Jesus garantiu que voltará outra vez para nos buscar.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS

Abaixo,
os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos
subtópicos.
·
I.
Saber que a vinda
de Jesus será repentina;
·
II.
Explicar que
semelhante aos dias de Noé será a vinda de Jesus;
·
III.
Compreender que
toda a Terra está corrompida pelo pecado;
·
IV.
Fazer um paralelo
entre os dias de Ló e os nossos dias.
INTERAGINDO COM
O PROFESSOR
Professor,
o texto bíblico da Leitura Bíblica em Classe se encontra em Lucas 17. Neste
capítulo o Senhor Jesus dá uma série de orientações aos seus discípulos. O
Mestre ensina a respeito das preocupações que os discípulos precisam ter com as
suas atitudes. Precisamos evitar tudo que leve os nossos irmãos a pecarem (Lc
17.1,2). Estamos sujeitos a errar, mas o Mestre mostra que na comunidade os
pecados devem ser enfrentados (não acobertados), confessados e perdoados
(vv.3-10). No decorrer da lição, procure dar ênfase a esta verdade, pois
sabemos que a vinda de Jesus será repentina, não dando tempo para
arrependimento e preparo de última hora. Que possamos viver uma vida íntegra,
orando a Deus e vigiando para que não venhamos a ficar para trás no grande e
glorioso Dia do Senhor.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Jesus
alertou várias vezes para a natureza súbita de sua vinda. Mesmo assim, pode-se
observar, sem muito esforço, que grande parte dos crentes está descuidada,
envolvida com os afazeres da vida e não se prepara para aquele grande momento
em que Jesus voltará. É o que veremos no estudo desta lição. Deus tem falado,
não só pela sua Palavra, mas através dos sinais da vinda de Jesus, que está
chegando a hora. Você está preparado?
PONTO CENTRAL
A
vinda de Jesus será repentina e não dará tempo para ninguém se preparar.
I.
A VINDA DE JESUS SERÁ REPENTINA
1.
Como um relâmpago. Jesus
não declarou qual seria a hora, ou o momento exato, em que a sua Igreja será
arrebatada. Mas Ele afirmou: “E dir-vos-ão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Não
vades, nem os sigais!” (Lc 17.23). Diante dessa advertência, só nos resta orar
a Deus e vigiar, para que não fiquemos para trás na volta de Jesus e para que
não sejamos confundidos, pois muitos falsos cristos vão surgir, tentando
enganar os crentes e mesmo os ímpios. Precisamos ter discernimento para não ser
enganados, pois vivemos tempos difíceis, onde muitos estão pregando um
pseudo-evangelho.
2.
Como um ladrão. “Mas
considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de
vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa” (Mt
24.43). Para que sua residência não seja furtada e a sua família esteja em
segurança, você mantém os portões e as portas bem fechados, principalmente
durante a noite. Algumas pessoas também colocam grades de proteção nas janelas.
Muitos fazem altos investimentos utilizando sistemas sofisticados de alarmes e
câmeras. Tudo porque não sabemos a que horas o ladrão pode atacar nossa família
e roubar nossos bens, ou até mesmo tirar nossa vida ou de um ente querido
nosso. Assim como protegemos nossa casa com câmeras e alarmes contra meliantes,
precisamos proteger a nossa vida espiritual contra os ataques do Inimigo. Como
podemos proteger-nos espiritualmente? Lendo, meditando e obedecendo à Palavra
de Deus, orando, buscando a santificação e participando da comunhão com os
santos. Esteja preparado e em segurança para a vinda de Jesus, não descuide de
sua “casa espiritual”.
SÍNTESE
DO TÓPICO (I)
A
vinda de Jesus será repentina. Ele virá como um relâmpago.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
“O
Reino e a Vinda do Filho do Homem (Lc 17.20-30)
O
Jesus inspirado pelo Espírito fala profeticamente sobre a vinda do Reino de
Deus, incluindo sua própria vinda e o julgamento final. Lucas registra dois dos
maiores discursos de Jesus sobre os acontecimentos do tempo do fim (Lc
17.20-37). O Reino, o governo de Deus, é uma realidade presente. A vida e
ministério de Jesus declaram de modo veemente e novo a presença do reinado
régio de Deus. Mas a vinda desse Reino também é um acontecimento futuro. Jesus
se refere a ambos os lados do reinado soberano de Deus aqui. Nos versículos 20
e 21, em resposta a uma pergunta feita pelos fariseus, Ele explica a natureza
futura do Reino. Depois, nos versículos 22 a 37, Ele explica aos discípulos a
futura vinda do Reino.
Alguns
fariseus perguntaram a Jesus quando Deus vai estabelecer o seu Reino na terra.
Não há que duvidar que eles ficaram impressionados com os dons proféticos de
Jesus, então agora eles desejam saber o momento quando Deus começará a exercer
seu governo sobre a humanidade. Eles querem um horário e presumem que sinais
visíveis precederão a vinda do Reino. Jesus explica que o Reino de Deus é
distinto dos reinos com os quais os fariseus estão familiarizados. Sua vinda
não corresponderá com sinais visíveis para que ninguém possa predizer o tempo
exato de sua chegada. As pessoas entendem mal o caráter do Reino de Deus,
quando dizem ‘Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali!’. Tais predições são arrogantes e
mostram-se falsas e decepcionantes a pessoas persuadidas por elas (cf. At
1.6,7)” (Comentário Bíblico Pentecostal. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2009,
p.432).

II.
COMO FOI NOS DIAS DE NOÉ
1.
“Comiam e bebiam” (Lc 17.27). Comer
e beber são instintos concedidos por Deus. Ninguém sobrevive sem alimento ou
água. Não há nada de errado em comer e beber, porém o erro está em deixar que
as coisas desse mundo tomem o primeiro lugar em nosso coração, esquecendo-se de
Deus e não estando apercebidos quanto à vinda de Jesus Cristo. Ao se referir
aos tempos de Noé, Jesus estava mostrando que no dia da sua vinda a vida
transcorrerá normalmente, sem qualquer aviso prévio. Neste glorioso dia, as
pessoas estarão realizando seus afazeres diários, trabalhando, estudando, indo
à igreja, comprando, negociando, etc, quando serão surpreendidas pela volta de
Jesus, assim como nos dias que antecederam o Dilúvio. Noé, durante anos, pregou
que o Dilúvio viria. Ele falava de dilúvio em um tempo onde as pessoas ainda
não conheciam a chuva, por isso, muitos não creram e zombaram dele, mas o dia
do Dilúvio chegou. Os ímpios foram destruídos e somente Noé e sua família foram
salvos das águas do Dilúvio (Gn 6.13-8.22). Façamos como Noé, apregoando a
justiça e o juízo divino, pois em breve Jesus virá.
2.
“Casavam e davam-se em casamento” (Lc 17.27). Casar e formar uma família são projetos de
Deus para o ser humano. Ele disse: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua
mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Deus deseja
o bem-estar do homem e o casamento contribui para isso. Porém, muitos estão de
tal maneira envolvidos com seus cônjuges e filhos que se esquecem que estamos
neste mundo de passagem e que o Dia do Senhor virá. Mais uma vez Jesus está
afirmando que no dia da sua vinda, as pessoas estarão realizando seus afazeres
diários quando serão surpreendidas, assim como nos dias que antecederam o
Dilúvio.
SÍNTESE
DO TÓPICO (II)
Como
nos dias de Noé as pessoas não estavam apercebidas, assim será na vinda do
Filho do Homem.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
“Jesus
compara o dia da sua volta com os dias de Noé e de Ló. Antes do dilúvio, as
pessoas viviam a vida normalmente. Elas continuavam comendo, bebendo e
casando-se. Não levaram a sério as palavras de julgamento que Noé apregoava.
Quando chegou o dilúvio, elas estavam desprevenidas, e todo o mundo pereceu (Gn
7.11-23).
Algo
semelhante aconteceu nos dias de Ló. As pessoas eram dedicadas a interesses
terrenos. Elas comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e construíam.
Estes indivíduos estavam preocupados com interesses próprios, não tendo
consciência de que estavam a caminho do julgamento. Eles também estavam
desprevenidos quando Deus fez chover do céu fogo e enxofre (Gn 19.23-25). A
oportunidade de salvação passou por eles e o julgamento divino os colheu.
Quando Cristo voltar, essa mesma indiferença e desvanecimento predominarão (Lc
17.30). As pessoas não discernirão os tempos nos quais vivem por estarem
sobrecarregadas com os cuidados da vida.
Quando
o julgamento vier, será rápido e decisivo. No dia da gloriosa aparição de
Cristo, os seres humanos têm de se precaver contra a devoção às próprias
preocupações. Um homem que esteja no telhado descansando ou se encontre no
campo trabalhando, pode pensar que tem um tempo para voltar para casa e
recolher suas posses. Isso será impossível.
Todos
devem ser livres de ligações com as coisas terrenas e estar comprometidos de
coração com o Reino de Deus. A vinda do Filho do Homem requer devoção sincera a
Ele. Interesses mundanos e amor às posses materiais têm consequências fatais” (Comentário
Bíblico Pentecostal. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.433).
III.
A CORRUPÇÃO GERAL NA TERRA
1.
Toda a terra estava corrompida e violenta. “A terra, porém, estava corrompida diante da
face de Deus; e encheu-se a terra de violência. E viu Deus a terra, e eis que
estava corrompida; porque toda carne havia corrompido o seu caminho sobre a
terra” (Gn 6.11,12). Não havia uma cidade, na Terra, em que a maldade e a
depravação não houvessem chegado. Nos dias atuais, como nos dias de Noé, a
violência tem alcançado níveis assustadores. Segundo órgãos de pesquisas, o
Brasil tem 10% dos homicídios no mundo; a cada ano, morrem 50.000 pessoas
assassinadas, sendo a maior parte jovens de 15 a 24 anos; 45.000 morrem pela
violência no trânsito. Certamente a violência e a corrupção moral são sinais da
volta de Jesus. A Igreja precisa orar mais por nosso país e pelas nações (2Cr
7.14). Diante da volta iminente de Jesus, não podemos ficar parados, esperando,
de braços cruzados que tudo aconteça e que as pessoas morram e sofram sem
salvação. Precisamos, como cristãos, fazer a nossa parte, levando a mensagem da
salvação e vivendo como “sal” e “luz” em meio ao mundo que está “agonizando”.
2.
O juízo de Deus sobre a corrupção geral. Deus
resolveu destruir toda a humanidade através do dilúvio (Gn 6.5-7). Por sua
misericórdia, Deus preservou Noé, sua família e os animais, salvando-os na
Arca. Depois da volta de Jesus, haverá terrível juízo sobre os ímpios (2Ts
1.8,9). Hoje, muitos crentes não oram nem vigiam. É sinal de que o principal,
na vida do crente, está sendo desprezado. Mas as Escrituras alertam: “Orai sem
cessar” (1Ts 5.17; Mt 25.13; 24.42).
SÍNTESE
DO TÓPICO (III)
Toda
a Terra encontra-se corrompida pelo pecado.
SUBSÍDIO
BIBLIOLÓGICO
“A
esposa de Ló serve de advertência contra apegar-se à busca de posses materiais.
Ela quase escapou da cidade condenada de Sodoma; mas ela olhou para trás,
desejando os deleites que ela estava deixando. Em consequência, ela foi pega no
julgamento de Sodoma e pereceu (Gn 19.26). Hoje é o tempo de fixar nossos
corações em Cristo e nos tesouros eternos. Corremos alto risco se esperamos até
a última hora (cf. Lc 12.35-40). Tentar preservar a vida é perdê-la, mas perder
a vida é ganhá-la. Em outras palavras, buscar a plenitude da vida em coisas terrenas
tem consequências fatais. Devoção a Cristo e abnegação trazem a verdadeira
felicidade e vida. Seguir a Cristo agora e perseverar na fé garantem-nos a vida
no mais glorioso sentido da palavra. Na visão do mundo, estamos desperdiçando a
vida, mas Deus vindicará seu povo. Na sua vinda, diz Jesus, haverá uma divisão
entre os salvos e não salvos. Naquele dia, duas pessoas, o marido e a esposa,
estarão na mesma cama. Uma será levada; outra ficará para trás. Novamente, duas
mulheres estarão moendo grãos juntas; elas também serão separadas. Jesus não
explica o que significa ‘tomado’, mas Noé foi salvo sendo levado na arca
(v.27). Evidentemente as pessoas deixadas para trás são incrédulas, que
enfrentarão julgamento. Cristo levará os crentes da terra, a cena de
julgamento, para estarem com Ele no céu” (Comentário Bíblico Pentecostal. 4ª
Edição. RJ: CPAD, 2009, p.434).
IV.
COMO FOI NOS DIAS DE LÓ
1.
Dias de intensa corrupção. “Como
também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam,
vendiam, plantavam e edificavam” (Lc 17.28). Ló era um homem justo (2Pe 2.7,8)
que viveu em uma cidade perversa, chamada Sodoma. Em Sodoma, e nas cidades
vizinhas, o homossexualismo era uma prática comum. Certa vez, a Bíblia conta
que os homens da cidade atacaram a casa de Ló desejando abusar dos anjos que
ali foram enviados pelo Senhor. Aqueles homens pervertidos acharam que os anjos
estivessem fazendo parte de uma festa (Gn 19.15; 13.13; 18.20,21). O pecado
seria castigado, mas Deus não destruiria os ímpios e os justos. O Senhor
demonstrou grande paciência com Ló e sua família, ajudando-os a saírem da
cidade antes da destruição. O dia do juízo de Deus veio para os habitantes de
Sodoma e Gomorra em um momento que eles não esperavam. A vida seguia seu curso
normal, quando Deus fez chover enxofre e fogo destruindo aquelas cidades de
modo fulminante e para sempre (Gn 18.20,21; 19.24; Dt 29.23; 2Pe 2.6). A mulher
de Ló, durante a fuga, resolveu olhar para trás e ficou petrificada (Gn 19.26).
Jesus certa vez alertou: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc 17.32). O coração da
mulher de Ló estava na sua cidade, em seus bens materiais. Que nossos corações
não estejam nas coisas deste mundo — casas, carros, conquistas, etc. — mas nas
coisas do alto, de Deus, pois no grande Dia do Senhor não vamos levar nada
desse mundo.
2.
A corrupção mundial. Os
“dias de Ló” são emblemáticos e um sinal para os dias em que vivemos.
Recentemente, a Suprema Corte dos Estados Unidos, uma nação onde a maioria das
pessoas se diz cristã, aprovou o “casamento gay”, e igrejas ditas evangélicas,
concordando com tal prática, dão total apoio a esse tipo de união considerada
“abominação ao Senhor” (Lv 18.22; 20.13). No Brasil, o Plano Nacional de
Direitos Humanos (PNDH-3) quer assegurar “os direitos trabalhistas e
previdenciários de profissionais do sexo”. Isso significa que, no programa
oficial, o governo considerará a prostituição uma atividade profissional.
3.
A destruição da família. No
Brasil, temos visto vários projetos cujo objetivo é dar fim ao modelo bíblico,
cristão de família. Quem está por trás desses projetos é o Diabo, pois seu
objetivo é destruir a família tradicional, constituída de pai, mãe e filhos,
como Deus instituiu: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o
criou; macho e fêmea os criou [....]. Portanto, deixará o varão o seu pai e a
sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 1.27; 2.24). A
diabólica “ideologia de gênero”, que tem sido disseminada em nossa nação,
ensina que o ser humano quando nasce não tem sexo definido, ou seja, nem é
homem ou mulher. Eles dizem, erroneamente, ser “gênero neutro”. É uma prova
inequívoca de que a iniquidade está se multiplicando de forma avassaladora, o
que faz soar “a contagem regressiva” para o Apocalipse.
CONCLUSÃO
Nunca
na História, a humanidade esteve tão longe de Deus. Mesmo com tantas religiões,
a maioria dos sete bilhões de habitantes do mundo não apenas descreem de Deus,
mas o afrontam em rebelião aberta contra sua Lei e seus princípios. A tendência
não é melhorar, mas piorar, a ponto de superar em intensidade, a corrupção
moral dos tempos de Noé e de Ló. Que Deus nos guarde debaixo de sua poderosa
mão, preservando-nos em santidade para a vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo.
PARA REFLETIR
A
respeito da Escatologia Bíblica, responda:
Segundo
a lição, o que precisamos para não sermos enganados?
Precisamos
ter discernimento para não sermos enganados, pois vivemos tempos difíceis, onde
muitos estão pregando um pseudo-evangelho.
Como
podemos nos proteger espiritualmente?
Lendo,
meditando e obedecendo à Palavra de Deus, orando, buscando a santificação e
participando da comunhão com os santos.
O
que Jesus desejou mostrar ao se referir aos tempos de Noé?
Ao
se referir aos tempos de Noé, Jesus estava mostrando que no dia da sua vinda a
vida transcorrerá normalmente, sem qualquer aviso prévio.
A
corrupção moral e a violência são sinais da volta de Jesus?
Certamente
a violência e a corrupção moral são sinais da volta de Jesus.
Onde
estava o coração da mulher de Ló?
O
coração da mulher de Ló estava na sua cidade, em seus bens materiais.
SUBSÍDIOS
ENSINADOR CRISTÃO
Esteja
alerta e vigilante, Jesus voltará
A
nação brasileira nunca esteve mergulhada num vale de corrupção como se encontra
hoje. As manchetes são vastas. A corrupção está entranhada nas esferas pública
e privada. E as notícias do aumento da violência?! E o confronto entre as
pessoas, o desejo de fazer “justiçamento” com as próprias mãos?! De um lado, um
poder público acuado, atordoado; do outro, menores e adultos, agentes do crime
galgando os “louros” para suas próprias vantagens. A sensação é de total
insegurança: a polícia prende, mas a justiça solta.
Há
a agenda do doutrinamento do homossexualismo na tentativa de promovê-lo à
normalidade, como se a heterossexualidade fosse exceção. Igualmente, a agenda da
Ideologia de Gênero empurrada à força para dentro das escolas pelos
intelectuais das secretarias estaduais e municipais de educação — e claro, sob
a tutela do Ministério da Educação, o MEC.
O
mundo está perplexo com a crise dos refugiados na Síria, o avanço do Estado
Islâmico e os desentendimentos diplomáticos entre EUA, Rússia, Irã e Israel, as
ditaduras na América Latina, as ameaças de invasão da Venezuela à Guiana e a
busca do confronto com a Colômbia. Cada vez mais os acordos diplomáticos são
ignorados e o respeito aos pactos internacionais são completamente ignorados.
Este é o quadro nada positivo do mundo hoje.
A
Bíblia relata que nos dias de Ló e de Noé os acontecimentos estavam assim.
Índices altíssimos de corrupção, a violência praticada em números
desproporcionais, as ameaças contra os mais fracos e o predomínio da
imoralidade daquelas sociedades. Como elemento surpresa, ambas as sociedades
foram julgadas e destruídas pelos juízos de Deus.
O
Altíssimo é justo e o ato da sua justiça se mostra contra toda a injustiça. A
primeira vinda de Jesus Cristo foi um “brado” da justiça de Deus contra a
injustiça dos homens (Jo 1.4,5). Desde muito tempo, o ser humano se aprofunda
em suas mazelas e pecados (Rm 1.18-32). A condenação injusta da pessoa de Jesus
de Nazaré demonstra o quanto o ser humano é mau e capaz de cometer as maiores
atrocidades — principalmente em nome de Deus.
Portanto,
haverá um dia em que o nosso Senhor julgará grandes e pequenos, ricos e pobres
(Mt 25.31-46). O Filho retribuirá cada um conforme a verdade das suas ações. A
Segunda Vinda de Jesus Cristo demonstrará a sua grandiosa justiça. Embora,
ninguém saiba dia e hora!
Pergunta:
"O que é o estado intermediário?"
Resposta: O "estado intermediário" é um conceito teológico que especula a respeito de que tipo de corpo, se for o caso, os crentes no céu têm enquanto esperam para que os seus corpos físicos sejam ressuscitados. A Bíblia deixa claro que os crentes falecidos estão com o Senhor (2 Coríntios 5:6-8, Filipenses 1:23). A Bíblia também deixa claro que a ressurreição dos crentes ainda não ocorreu, o que significa que os corpos dos crentes falecidos ainda estão na sepultura (1 Coríntios 15:50-54, 1 Tessalonicenses 4:13-17). Assim, a questão do estado intermediário é se os crentes no céu recebem corpos físicos temporários até a ressurreição, ou se eles existem na forma espiritual/não-corpórea até a ressurreição.
A Bíblia não dá uma grande quantidade de detalhes sobre o estado intermediário. A única Escritura que especificamente, mas indiretamente, fala da questão é Apocalipse 6:9: "....vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam." Neste versículo, João recebe uma visão de quem morrerá por causa da sua fé durante o fim dos tempos. Nesta visão, os crentes que tinham morrido estão sob o altar de Deus no céu e são descritos como "almas". Assim, com base neste versículo, se houver uma resposta bíblica para o estado intermediário, parece que os crentes no céu estão em forma espiritual/não-corpórea até a ressurreição.
O céu que, em última instância, aguarda os crentes é o Novo Céu e a Nova Terra (Apocalipse 21-22). O céu será realmente um lugar físico. Os nossos corpos físicos serão ressuscitados e glorificados, tornando-se perfeitamente aptos para a eternidade na Nova Terra. Atualmente, o céu é um reino espiritual. Parece, então, que não haveria necessidade de corpos físicos temporários se os crentes estão em um paraíso espiritual. Qualquer que seja o estado intermediário, podemos ter a certeza de que os crentes no céu são perfeitamente satisfeitos, desfrutando das glórias do céu e adorando a majestade do Senhor.
O ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS

Para onde as
pessoas vão ao morrerem?
Esta é uma pergunta
intrigante que todos fazem em algum momento da vida.
A Bíblia nos fala
do juízo final, quando todos serão encaminhados para seus lugares eternos: o
céu ou o lago de fogo.
E antes desse
julgamento?
Onde estarão os
mortos? Haverá um tipo de "sala de espera" do tribunal de Cristo?
Em busca de
resposta a essa questões empreenderemos este
estudo acerca do
Estado Intermediário dos Mortos.
A VIDA PSÍQUICA APÓS A MORTE FÍSICA
O aspecto central
no ensino neotestamentário acerca do futuro do homem é a volta de Cristo e os
eventos que acompanharão essa volta: a ressurreição, o juízo final e a criação
da nova Terra. Mas antes de avançarmos para considerar esse assuntos, temos de
dar alguma atenção ao que normalmente é denominado de "o estado
intermediário" - isto é, o estado do morto entre a morte e a ressurreição.
Desde o tempo de
Agostinho, os teólogos cristão pensavam que, entre a morte e a ressurreição, as
almas dos homens desfrutavam do descanso ou sofriam enquanto esperavam ou pela
complementação de sua salvação, ou pela consumação de sua condenação. Na Idade Média,
esta posição continuou a ser ensinada, e foi desenvolvida a doutrina do
Purgatório. Os Reformadores rejeitaram a doutrina do Purgatório, mas
continuaram a defender um estado intermediário, embora Calvino, mais do que
Lutero, tendia mais a considerar esse estado como de uma existência consciente.
Em sua obra Psychopannychia, uma resposta aos Anabatistas de seu tempo, que
ensinavam que as almas simplesmente dormiam entre a morte e a ressurreição,
Calvino ensinou que, para os crentes, o estado intermediário é tanto de benção
como de expectação - por causa disso a benção é provisória e incompleta. Desde
aquele tempo, a doutrina do estado intermediário tem sido ensinada pelos
teólogos da Reforma, e se reflete nas Confissões da Reforma.
Entretanto, a
doutrina do estado intermediário tem sido recentemente sujeita a uma crítica
severa. G.C.Berkouwer retrata o ponto de vista de alguns destes críticos em seu
recente livro sobre escatologia. G.Van Der Leeuw (1890-1950), por exemplo,
sustenta que após a morte somente existe uma perspectiva escatológica para os
crentes: a ressurreição do corpo. Ele rejeita a idéia de que exista
"algo" do homem que continue após a morte e sobre o que Deus
construiria uma nova criatura. De acordo com as Escrituras, assim insiste ele,
o homem morre totalmente, com corpo e alma; quando o homem, mesmo assim, recebe
uma nova vida na ressurreição, isto é um feito maravilhoso de Deus, e não algo
que jorre naturalmente da existência atual do homem. Por causa disso, falar de
"continuidade" entre nossa vida atual e a vida da ressurreição leva
ao engano. Deus não cria nosso corpo ressurreto a partir de alguma coisa - por
exemplo, nosso espírito, ou nossa personalidade - mas ele cria uma nova vida do
nada, de nossa vida aniquilada e destruída.
Outro crítico
moderno da doutrina do estado intermediário é Paul Althaus, um teólogo luterano
(1888-1966). Esta doutrina, sustenta ele, deve ser rejeitada uma vez que
pressupõe a existência continuada e independente de uma alma incorpórea, e por
este motivo é mesclada com Platonismo. Althaus apresenta várias objeções à
doutrina do estado intermediário. Esta doutrina não faz jus à seriedade da
morte, uma vez que a alma parece passar incólume através da morte. Por
sustentar que, sem o corpo o homem pode ser totalmente abençoado e
completamente feliz, esta doutrina nega a importância do corpo. A doutrina tira
o significado da ressurreição; quanto mais aumentarmos as bênçãos do indivíduo
após a morte, mais diminuiremos a importância do último dia. Se, de acordo com
esta doutrina, os crentes após a morte já estão abençoados e o ímpio já está no
inferno, por que ainda é necessário o dia do juízo? A doutrina do estado
intermediário é completamente individualista; ela envolve mais um tipo privado
de bênção do que comunhão com os outros, e ignora a redenção do cosmos, a vinda
do Reino e a perfeição da igreja. Em suma, conclui Althaus, esta doutrina
separa o que deve estar junto: corpo e alma, o individual e o comunitário,
felicidade e a glória final, o destino de indivíduos e o destino do mundo.
Em resposta a estas
objeções, deve ser admitido que a Bíblia fala muito pouco acerca do estado
intermediário e que aquilo que ela diz acerca dele é contingente à sua mensagem
escatológica principal sobre o futuro do homem, que diz respeito à ressurreição
do corpo. Temos de concordar com Berkouwer que aquilo que o Novo Testamento nos
fala acerca do estado intermediário não passa de um sussurro. Temos também de
concordar que em lugar nenhum o Novo Testamento nos fornece uma descrição antropológica
ou exposição teórica do estado intermediário. Entretanto, permanece o fato de
que há evidência suficiente para nos capacitar a afirmar que, na morte, o homem
não é aniquilado e o crente não é separado de Cristo. Veremos mais adiante qual
é esta evidência.
Nesse ponto,
devemos fazer uma observação sobre a terminologia. Geralmente, é dito por
cristão que a "Alma" do homem continua a existir após o corpo ter
morrido. Este tipo de linguagem 'freqüentemente criticado como revelando um
modo grego ou platônico de pensar. Será que isso é necessariamente assim?
Deve ser admitido
que certamente é possível falar da "alma" de modo platônico. É bom
lembrarmos que existem divergências entre essa visão e a concepção cristã do
homem.
Mas, o fato de que
os gregos usaram o termo alma de modo não bíblico não implica, necessariamente,
que todo uso da palavra alma, para indicar a existência continuada do homem
após a morte, seja errado. O próprio Novo Testamento utiliza ocasionalmente deste
modo a palavra grega para a alma, psyche. Arndt e Gingrich, em seu
Greek-English Lexicon of the New Testament, sugerem que psyche, no Novo
Testamento, pode significar vida, alma como o centro da vida interior do homem,
alma como o centro da vida que transcende a terra, aquela que possui vida, a
criatura vivente, alma como aquela que deixa o reino da terra e da morte e
continua a viver no Hades.
Existem, pelo menos, três exemplos claros do Novo Testamento onde a
palavra psyche é usada para designar aquele aspecto do homem
que continua a existir após a morte. O primeiro deles encontra-se em Mt.10:28:
"Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma (psyche); temei
antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo".
O que Jesus diz é o seguinte: Existe algo seu que aqueles que o matam não podem
tocar. Este algo tem de ser um aspecto do homem que continua a existir após a
morte do corpo. Dois exemplos mais deste uso da palavra são encontrados no
livro do Apocalipse: "Quando ele abriu o quinto sele, vi debaixo do altar
as almas (psychas) daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus
e por causa do testemunho que sustentavam" (6:9): "Vi ainda as almas
(psychas) dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa
da palavra de Deus" (20:4). Em nenhuma destas duas passagens a palavra
almas pode se referir a pessoas que ainda estejam vivendo na terra. A
referência é claramente a mártires assassinados: a palavra almas é usada para
descrever aquele aspecto desses mártires que ainda existe após seus corpos
terem sido cruelmente abatidos.
Concluímos,
portanto, que não é ilegítimo nem antibíblico usar a palavra alma para
descrever o aspecto do homem que continua a existir após a morte. Devemos
acrescentar que, às vezes, o Novo Testamento usa a palavra espírito (pneuma)
para descrever esta aspecto do homem: por exemplo, em Lucas 23:46, Atos 7:59 e
Hebreus 12:23.
As escrituras
ensinam claramente que o homem é uma unidade e, que "corpo e alma"
(Mt.10:28) ou "corpo e espírito" (I Cor. 7:34 Tg.2:26) são
inseparáveis. O homem só é completo nesta espécie de unidade psicossomática.
Porém, a morte faz surgir uma separação temporária entre o corpo e a alma. Uma
vez que o Novo Testamento, ocasionalmente, realmente fala das "almas
" ou dos "espíritos" dos homens como ainda existindo durante o
tempo entre a morte e a ressurreição, nós também podemos fazê-lo, desde que
lembremos que este estado de existência é provisório, temporário e incompleto.
Uma vez que o homem não é totalmente homem sem o corpo, a esperança
escatológica central das escrituras, em relação ao homem, não é a simples
existência continuada da "alma" (conforme o pensamento grego) mas é a
ressurreição do corpo.
Passaremos agora a investigar o que a Bíblia ensina acerca da condição
do homem entre a morte e a ressurreição. Comecemos pelo Velho Testamento. De
acordo com o Velho Testamento, a existência humana não finda com a morte; após
a morte, o homem continua a existir no reino dos mortos, geralmente denominado Sheol.
George Eldon Ladd sugere que o "Sheol é a maneira
vétero-testamentária de afirmar que a morte não acaba com a existência
humana."
Na versão King James a palavra hebraica Sheol é
traduzida diversamente como sepultura (31 vezes), inferno (31 vezes) ou cova
(31 vezes). Porém, tanto na Versão American Standard como na Versão Revised
Standard, Sheol não foi traduzida.
Ao passo que admite que a palavra nem sempre significa a mesma coisa,
Louis Berkhof sugere um sentido tríplice para Sheol: o estado de
morte, sepultura ou inferno. É bem confirmado que Sheol possa
significar tanto o estado de morte como a sepultura; mas é duvidoso que possa
significar inferno.
Geralmente, Sheol significa reino dos mortos que deve
ser entendido figuradamente ou como designando o estado de morte.
Freqüentemente, Sheol é simplesmente usado para indicar o ato
de morrer: "Chorando, descerei a meu filho até à sepultura (Sheol)"
(Gn.37:35).
As diversas figuras aplicadas ao Sheol podem todas ser
entendidas como se referindo ao reino dos mortos: é dito do Sheol que
ele tem portas (Jó 17:16), que é um lugar escuro e triste (Jó 17:13), e que é
um mostro com apetite insaciável (Pv.27:20 30:15-16 Is.5:14 Hc2:5). Quando
considerarmos o Sheol deste modo, temos de lembrar que tanto o
piedoso como o ímpio descem ao Sheol na morte, uma vez que
ambos entram no reino dos mortos.
Às vezes, Sheol pode ser traduzido como sepulcro.
Exemplo claro está no Salmo 141:7: "ainda que sejam espalhados os meus
ossos à boca do Sheol se lavra e sulca a terra". Entretanto,
este não parece ser um significado comum do termo, e especialmente não o é
porque existe um termo hebraico para sepultura, gebher. Muitas
passagens nas quaisSheol poderia ser traduzido por sepultura, têm
também o sentido claro se traduzirmos Sheol por reino dos
mortos.
Tanto Louis Berkhof como William Shedd sugerem que, às vezes, Sheol pode
significar inferno ou lugar de punição para os ímpios. Mas as passagens citadas
para sustentar esta interpretação não são convincentes. Um dos textos assim
citados é o do Salmo 9:15: "Os perversos serão lançados no Sheol ,
e todas as nações que se esquecem de Deus". Mas não há indicação no texto
de que uma punição está envolvida. Fica difícil crer que o Salmista esteja
predizendo aqui a punição eterna de cada membro individual destas nações
iníquas. A passagem, porém, tem sentido bem claro se entendermos Sheol no
significado comum, referindo-se ao reino da morte. O salmista estará então
dizendo que as nações ímpias, embora agora se orgulhem de seu poder, serão
extirpadas pela morte.
Outra passagem apresentada por Berkhof é a do Salmo 55:15: "A morte
os assalte, e vivos desçam ao Sheol!" À luz do princípio do
paralelismo que, geralmente, caracteriza a poesia hebraica, pareceria que a
segunda linha está apenas repetindo o pensamento da primeira linha: a morte (ou
desolação, na leitura marginal) virá sobre estes meus inimigos. Descer vivo
ao Sheol, então significaria morte súbita, mas não implicaria,
necessariamente, punição eterna.
Outro texto ainda citado por Berkhof, relacionado com isto, é o de
Provérbios 15:24: "Para o entendido há o caminho da vida que o leva para
cima, a fim de evitar o Sheol em baixo". Mas aqui
novamente se encontra o contraste óbvio entre vida e morte, a última
representada pela palavra Sheol.
Não foi definitivamente comprovado, portanto, que Sheol possa
designar o lugar de punição eterna. Mas é verdade que já no Velho Testamento
começa a aparecer a convicção de que o destino do ímpio e o destino do piedoso,
após a morte, não são o mesmo. Esta convicção é expressa primeiramente na
crença de que, embora o ímpio permanecerá sob o poder do Sheol, o
piedoso finalmente será liberto desse poder.
A DOUTRINA DO SONO DA ALMA
Esta é uma das formas em que a existência consciente da alma depois da
morte é negada. Ela afirma que depois da morte, a alma continua a existir como
um ser espiritual individual, mas num estado de repouso inconsciente. Eusébio
faz menção de uma pequena seita da Arábia que tinha esse conceito. Durante a
idade Média havia bem poucos dos chamados psicopaniquianos, e na época da
Reforma esse erro era defendido por alguns dos anabatistas. Calvino chegou a
escrever um tratado contra eles intitulado Psychopannychia. No século dezenove
esta doutrina era propugnada por alguns dos irvingitas da Inglaterra, e nos
nossos dias é uma das doutrinas favoritas dos russelitas ou dos sectários da
aurora do milênio nos Estados Unidos. Segundo estes últimos, o corpo e a alma
descem à sepultura, a alma num estado de sono que de fato equivale a um estado
de não existência. O que é chamado ressurreição, na realidade é uma nova
criação. Durante o milênio os ímpio terão uma segunda oportunidade, mas , se
eles não mostrarem um assinalado melhoramento durante os cem primeiros anos,
serão aniquilados. Se nesse período evidenciarem alguma correção de vida,
continuarão em prova, mas somente para acabar na aniquilação se permanecerem
impenitentes. Não existe inferno, não existe nenhum lugar de tormento eterno. A
doutrina do sono da alma exerce peculiar fascínio sobre os que acham difícil
acreditar na continuidade da vida consciente fora do corpo.
ESTADO DOS JUSTOS ENTRE A MORTE E A
RESSURREIÇÃO
A posição das igrejas reformadas é de que as almas dos crentes,
imediatamente após a morte, ingressam nas glórias dos céus. Este conceito
encontra ampla justificação nas escrituras, e é bom tomar nota disto, visto que
durante o último século alguns teólogos reformados calvinistas assumiram a
posição de que os crentes, ao morrerem, entram num lugar intermediário e ali
permanecem até o dia da ressurreição. Todavia, a Bíblia ensina que a alma do
crente, quando separada do corpo, entra na presença de Cristo. Diz Paulo:
"estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o
Senhor", II Cor.5:8.
A CONDIÇÃO DO ÍMPIO APÓS A MORTE
As passagens que falam da condição do injusto de pios da morte não são
tão numerosas quanto as que encontramos a respeito da condição do justo. Porém
as que temos são suficientemente claras para que não nos reste dúvida alguma
sobre o assunto.
No Evangelho de Lucas lemos: "E aconteceu que o mendigo morreu, e foi
levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi
sepultado. E no inferno, erguendo os olhos, estando em tormentos, viu ao longe
Abraão, e Lázaro no seu seio (Lc.16:22-23)". E no verso 26 desse mesmo
capítulo: "E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de
sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os
de lá passar para cá".
São do apóstolo Pedro as palavras que seguem: "Assim, sabe o Senhor
livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo,
para serem castigados" (II Pd.2:9).
Além dessas passagens que acabamos de citar, temos as que já
consideramos em relação à condição do justo. Estas passagens, de uma maneira
negativa, apoiam as outras. Destas considerações tiramos as seguintes
conclusões:
Que os ímpios no
estado intermediário estão em pleno exercício de suas faculdades.
Que já estão
sofrendo as dores do inferno, porque o ímpio, quando fecha os olhos neste
mundo, os abre no inferno.
DOUTRINA CATÓLICA ROMANA
O PURGATÓRIO
De acordo com a igreja de Roma, as almas dos que são perfeitamente puros
por ocasião da morte são imediatamente admitidos no céu ou na visão beatífica
de Deus; mas os que não se acham perfeitamente purificados, que ainda levam
sobre si a culpa de pecados veniais e não sofreram o castigo temporal devido
aos seus pecados - e esta é a condição da maioria dos fiéis quando morrem - têm
que se submeter a um processo de purificação, antes de poderem entrar nas
supremas alegrias e bem-aventuranças do céu. Em vez de entrarem imediatamente
no céu, entram no purgatório.
O purgatório não seria um lugar de prova, mas de purificação e de
preparação para as almas dos crentes que têm a segurança de uma entrada final
no céu, mas ainda não estão prontas para apossar-se da felicidade da visão
beatífica. Durante a estada dessas almas no purgatório, elas sofrem a dor da
perda, isto é, a angústia resultante do fato de que estão excluídas da bendita
visão de Deus, e também padecem "castigo dos sentidos", isto é,
sofrem dores que afligem a alma.
O LIMBRUS PATRUM
A palavra latina limbus (orla, borda) era empregada na Idade Média para
denotar dois lugares na orla ou na borda do inferno, a saber, o limbus patrum
(dos pais) e o limbus infantum (das crianças). Aquele era o lugar onde, segundo
os ensino de Roma, as almas dos santos do Velho Testamento ficaram detidas, num
estado de expectativa, até à ressurreição do Senhor dentre os mortos. Supõe-se
que, após sua morte na cruz, Cristo desceu ao lugar de habitação dos pais para livrá-los
do seu confinamento temporário e levá-los em triunfo para o céu. Esta é a
interpretação católica romana da descida de Cristo ao Hades. O Hades é
considerado como o lugar de habitação dos espíritos dos mortos, tendo duas
divisões, uma para os justos e a outra para os ímpios.
O LIMBUS INFANTUM
Este seria o lugar
de habitação das almas de todas as crianças não batizadas, independentemente de
sua descendência de pais pagãos, quer de cristãos. De acordo com a igreja
Católica Romana, as crianças não batizadas não podem ser admitidas no céu, não
podem entrar no Reino de Deus, Jo.3:5. Sempre houve natural repugnância, porém,
pela idéia de que essas crianças devem ser torturadas no inferno, e os teólogos
católicos romanos procuraram um meio de escapar da dificuldade. Alguns achavam
que tais crianças talvez sejam salvas pela fé dos pais, e outros, que Deus pode
comissionar os anjos para batizá-las. Mas a opinião predominante é que, embora
excluídas do céu, é-lhes destinado um lugar situado nas bordas do inferno,
aonde não chegam as chamas terríveis.
CONCLUSÃO
Entendemos pelas
escrituras que a alma permanece viva e consciente após a morte do corpo. Nesse
estado, a alma do justo já se encontra na presença do Senhor, em um lugar que
normalmente denomina-se "paraíso". O ímpio, por sua vez, já se
encontra em tormentos no inferno. Tais lugares são de permanência temporária,
até que venha o Juízo Final.
Após o juízo, os
justos serão introduzidos no céu e os ímpios serão lançados no lago de fogo.








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